quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Exportação do Brasil aos árabes ganha peso

As exportações do Brasil ao mundo árabe renderam US$ 9,4 bilhões em 2009. Houve uma redução de 4,36% em relação ao ano anterior. A queda, porém, foi menor do que a registrada nas vendas externas brasileiras como um todo (-22%), o que fez com que a participação do Oriente Médio e do Norte da África como destinos das mercadorias nacionais aumentasse de 4,96% em 2008 para 6,14% no ano passado.

Os dados foram divulgados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. “Em termos relativos, as relações comerciais do Brasil com os países árabes foi muito importante em 2009 por causa do decréscimo no comércio mundial”, disse o presidente da Câmara Árabe, Salim Taufic Schahin, em entrevista coletiva realizada na sede da entidade, em São Paulo.

Além da crise financeira mundial, que prejudicou o comércio internacional como um todo, Schahin destacou que a valorização do real frente ao dólar também prejudicou as exportações brasileiras. “O câmbio flutuante é assim, às vezes ele nos ajuda, às vezes ele nos atrapalha em relação às exportações”, declarou.

Se a crise desacelerou o comércio mundial, acabou por influenciar um forte superávit na balança comercial do Brasil com os países árabes. As importações brasileiras de mercadorias do mundo árabe somaram US$ 5,22 bilhões no ano passado, uma redução 50,19% em comparação com 2008, resultando num saldo de US$ 4,18 bilhões.

“[A balança] resultou num saldo muito importante”, afirmou Schahin. “A tendência é termos pequenos superávits nos próximos anos”, acrescentou. Os principais itens importados pelo Brasil do mundo árabe são petróleo e derivados. A diminuição da demanda e a queda do preço da commodity jogaram para baixo o volume e o valor das importações.

Agronegócio

Na seara das exportações, o presidente da Câmara Árabe destacou o desempenho do agronegócio. “O Brasil é bastante competitivo nas exportações do agronegócio ao mundo árabe”, disse.

As carnes, tanto de frango como bovina, foram os principais itens da pauta, embora tenha ocorrido uma redução de 1,93% na receita dos embarques de 2008 para 2009. Ele acredita, no entanto, que as vendas de carnes devem retomar o crescimento já este ano, pois “há grande demanda no mundo árabe”

Em segundo lugar na pauta ficou o açúcar, com um crescimento de 44,75%. Schahin destacou que as exportações brasileiras de açúcar foram beneficiadas pela queda de produção na Índia, que, além de não exportar em 2009, teve que importar para abastecer seu mercado interno. “Eu acredito que este ano ainda vamos ter crescimento das exportações de açúcar”, declarou.

Ele destacou ainda outros produtos agropecuários como soja, milho e lácteos, que começaram a ganhar maior espaço nos negócios com o mundo árabe e devem crescer ainda mais nos próximos anos.

Manufaturados

Depois das carnes e do açúcar, os dois outros itens mais exportados em 2009 foram minério de ferro e aeronaves. Para Schahin, o grande desafio é ampliar as vendas de produtos manufaturados. No caso da Embraer, ele disse que espera recuperação dos negócios com o mundo árabe a partir de 2011. “O mundo árabe é um mercado bastante importante para a empresa”, disse.

Na mesma linha, ele acredita que haverá também recuperação da exportação de outros veículos e autopeças a partir de 2011. Alguma retomada, porém, deve ocorrer já este ano. De 2008 para 2009, as vendas desse setor ao mundo árabe caíram pela metade.

Os principais destinos dos produtos brasileiros no mundo árabe em 2009 foram Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Argélia. (Alexandre Rocha - Agência de Notícias Brasil-Árabe - www.anba.com.br)

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http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notasemp10/emp200120103.htm

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