quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Saiba como usar melhor o 13º salário

05 de novembro de 2009

Até o próximo dia 30 de novembro, as empresas que ainda não pagaram a primeira parcela do 13º salário deverão fazê-lo sob pena de multa, caso o empregador não observe os prazos previstos na legislação.

A primeira parcela da gratificação natalina deve ser paga pelos empregadores até 30 de novembro e corresponde a, no mínimo, 50% do valor do benefício. Já a segunda metade tem que ser paga até o dia 20 de dezembro.

Aí surge a dúvida. O que fazer com este dinheiro extra? Gastar, guardar ou aplicar? O 13º pode representar a chance de acabar com dívidas, saldar contas atrasadas ou pagar despesas que surgem no início do ano seguinte. Mas também pode ser usado em uma viagem de férias, em uma reserva financeira ou ainda na realização de um sonho de consumo. Mas dificilmente o dinheiro dará para tudo isso.

A Fundação Procon-SP elaborou um material com orientações que podem ajudar a decidir qual a melhor forma de utilizar o 13º salário. Confira abaixo:

Planeje o uso do seu 13º salário

- Dê prioridade ao pagamento de dívidas
- Liste todas as dívidas (cartão de crédito, cheque especial, empréstimo, financiamento etc.);
- Aproveite as campanhas de renegociação e quitação de dívidas;
- Dê prioridade para quitar as dívidas que cobram juros mais elevados como cartão de crédito e cheque especial;
- Antecipe o pagamento de prestações, como por exemplo as de empréstimo e financiamento, aproveite o desconto proporcional de juros. Adiantar o pagamento pode ser mais vantajoso que aplicar o valor em caderneta de poupança para o pagamento de futuras parcelas;
- Reserve economias para o pagamento de despesas sazonais;
- Os descontos para pagamento à vista do IPTU e IPVA, podem ser mais vantajosos que aplicar o dinheiro e pagar em parcelas;
- Não esqueça das despesas com matrícula e material escolar. Pesquise os preços da lista de material escolar em diversos estabelecimentos;
- Reserve o valor correspondente à renovação do seguro do automóvel. Caso não seja possível o pagamento total à vista, reserve, ao menos, o valor para pagamento da primeira parcela.

Programe os possíveis gastos do final de ano

- Não compre por impulso. Faça uma relação completa de todas as pessoas que você deseja presentear estipulando o valor máximo para gastar com cada presente ou lembrança;
- Controle sua ansiedade. Avalie se o que vai comprar é necessário. Resista aos modismos e aos supérfluos, pois eles encarecem suas compras. Evite comprar o que não precisa gastando o que não tem. Adiar a compra de um bem pode representar uma boa economia em seu orçamento;
- Fuja dos financiamentos, parcelamentos, compras no cartão de crédito e cheques pré-datados. Não se esqueça que o vencimento da primeira parcela do financiamento, da fatura do cartão ou a compensação de cheques, costuma ocorrer nos primeiros meses do ano;
- Negocie descontos para pagamento à vista;
- Se não for possível pagar suas compras à vista, cuidado com os juros.
- Antes de efetuar a compra parcelada pesquise os prazos, o valor das parcelas e a taxa de juros que será cobrada;
- Pesquise preços. Na hora de comprar faça substituições, se achar conveniente;
- Relacione as “caixinhas” de final de ano;
- Liste todas as despesas do mês e as que envolvam as festas de final de ano: ceia, roupas novas, presentes, cabeleireiro etc.
- Se pretende viajar nas férias, calcule e provisione os possíveis gastos com hospedagem, passagens, alimentação, seguro viagem, aluguel de automóvel, combustível, pedágios, passeios, lembranças etc.;

Cuidados na hora de investir

Se decidiu investir o que sobrou do 13o salário, analise as aplicações disponíveis no mercado, levando em consideração o período em que deseja usar o dinheiro, o tempo necessário para capitalizar (juntar) a importância desejada, a rentabilidade oferecida e o risco do investimento escolhido. Caderneta de Poupança ou Fundos de Investimentos podem ser uma boa opção para os mais conservadores.

Fonte: Meusalario.org.br
http://meusalario.uol.com.br/main/renda/saiba-como-usar-melhor-o-13o-salario

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dólar sobe pela 1ª vez no mês; após vai-e-vem, Bolsa avança

O dólar subiu nesta terça-feira pela primeira vez em novembro, em um dia de ajustes no exterior e de expectativa quanto a novas medidas do governo para frear a tendência de valorização do real.

A cotação do dólar comercial subiu 0,88%, com a moeda sendo vendida a R$ 1,717. Ainda assim, o dólar acumula baixa de 2,22% em novembro, com cinco quedas em seis sessões.

Num dia de sobe-e-desce, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inverteu o rumo mais de uma vez durante o dia e acabou com leve alta de 0,13%, aos 66.303,48 pontos. No mês, o ganho é de quase 8%.

O gatilho para a recuperação pontual da moeda norte-americana foi o movimento de correção internacional, com baixa das bolsas de valores e do preço das commodities.

Operadores no exterior afirmaram que a realização de lucros desta sessão teve mais motivos técnicos que estruturais. O euro, por exemplo, havia voltado a superar o patamar psicológico de US$ 1,50, e havia espaço para vendas.

Em meio ao fraco noticiário do dia, o destaque foi o alerta da agência de risco Fitch, que comentou que a Grã-Bretanha é o país que mais corre risco de ver seu rating rebaixado entre as grandes economias por causa da crescente dívida.

"Estamos tendo uma sobrevalorização da moeda brasileira, o que dá situação vantajosa para outros países comerciarem com o Brasil", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em evento com empresários e autoridades italianas nesta terça-feira.

(Com informações da Reuters)


Fonte: UOL Notícias

http://economia.uol.com.br/cotacoes/ultimas-noticias/2009/11/10/dolar-sobe-pela-1-vez-no-mes-bolsa-fecha-com-alta-de-013-apos-sobe-e-desce.jhtm

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Setor privado nunca ganhou tanto dinheiro como hoje, diz Lula a jornal britânico

Em entrevista ao diário britânico "Financial Times" publicada nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o setor privado nunca ganhou tanto quanto hoje no Brasil.

O jornal perguntou ao presidente sobre a interferência do Estado na economia, citando a criação da nova empresa para cuidar das reservas pré-sal e a pressão do governo sobre a Vale para que produza aço no Brasil, ao que Lula respondeu: “duvido que em algum momento da história o setor privado tenha tido tanto respeito do Estado como tem hoje, ou tenha ganhado tanto dinheiro”.

“O que peço à Vale é que transforme o minério de ferro em aço no Brasil, e que eles comprem navios de estaleiros brasileiros.”

Lula diz que a discussão sobre o papel do Estado na economia ficou obsoleta com a recente crise financeira, mas afirmou: “sou contra o Estado ser o gerente da economia”.

“O Estado tem que ser forte – mas como um catalisador do desenvolvimento. E temos mantido sólidas políticas fiscal e monetária. Foi por isso que o setor bancário não quebrou durante a crise no Brasil.”

Na extensa entrevista, publicada em página inteira no jornal, Lula faz um balanço de seu governo e da situação econômica do Brasil e afirma que os avanços são irreversíveis.

“Muitos analistas temem que o excesso de liquidez que está aumentando a cotação dos ativos brasileiros – a moeda se valorizou 36% frente ao dólar neste ano e os mercados de ações tiveram ganhos de 135% em termos de dólar – poderia facilmente retrair caso a crise global entre em um segundo estágio”, diz o "FT", citando que o aumento dos gastos com políticas de bem estar social e na folha de pagamento do setor público também poderiam se tornar uma bomba relógio fiscal no Brasil.

“Mas Lula usa sua própria história pessoal como prova de que o Brasil passou por mudanças irreversíveis”, diz o jornal.

O presidente disse ao "FT" que durante os 12 anos em que foi candidato sem vencer as eleições, amadureceu.
“E eu era o único que não podia fracassar. Eu não podia fazer o que (Lech) Walesa fez na Polônia (num mandato tão pouco impressionante que ele não foi reeleito), ou nenhum trabalhador jamais poderia ser eleito presidente de novo”, disse Lula.

Entre ser eleito e tomar posse, Lula lembra que escreveu uma carta ao povo brasileiro –que na verdade era direcionada aos investidores estrangeiros – afirmando que iria honrar todos os contratos e evitar uma aventura.

Segundo o jornal, seu governo manteve as políticas econômicas em vigor, e muitos que estavam preocupados com uma virada para a esquerda, quando ele assumiu, simplesmente "não entenderam o que se passava".

Lula conta que “estava trabalhando obsessivamente sob a convicção de que não podia cometer nenhum erro”. O "FT" lembra que apenas uma década atrás o Brasil teve que desvalorizar o real e pedir ajuda ao FMI em consequência das crises financeiras da Ásia e Rússia. “Mas hoje, as mesas viraram”, afirma.

Citando o crescimento econômico, a estabilidade, o sucesso de programas como o Bolsa Família e o fato de o Brasil ter sido escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014 e o Rio de Janeiro ter sido eleito para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, o "FT" afirma que muitos no Brasil parecem acreditar que, finalmente, sua hora chegou.

O jornal ainda comenta a mudança na política internacional do país, afirmando que o governo Lula parou de focar apenas nos parceiros comerciais e aliados tradicionais, como Estados Unidos e União Europeia, a favor da diversificação e estabelecendo laços com outras partes do mundo, como a Ásia, o Oriente Médio e a África, lembrando que a China é hoje o maior parceiro comercial do Brasil.

Pequenas empresas terão novo crédito para exportação


30/10/2009 - 23:00

As micro e pequenas empresas terão mais uma alternativa de financiamento à produção de bens e serviços a serem exportados. O ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) criou nesta sexta-feira,(30) uma nova modalidade do Programa de Financiamento às Exportações - o Proex pré-embarque -, que vai financiar empresas com faturamento anual de até R$ 60 milhões. Os exportadores poderão receber o dinheiro até 180 dias antes do embarque.

O Proex-financiamento, no modelo atual, só financia a comercialização das exportações já embarcadas. Ou seja, ele serve para antecipar à empresa o pagamento das vendas. A diretora dos programas de financiamento do Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig), Lúcia Helena Monteiro Souza, explicou que as empresas de menor porte precisam de recursos ainda na fase de produção. "Esta medida atende os pequenos que não têm acesso ao mercado bancário", afirmou.

As empresas, após realizarem a exportação e quitarem o financiamento do pré-embarque, ainda podem solicitar a linha de crédito do pós-embarque. O pequeno exportador, no entanto, pode ter dificuldades para operar a nova modalidade do Proex. Lúcia Helena explicou que estão sendo feitos ajustes nas apólices do seguro de crédito com garantias do Tesouro (Fundo de Garantia às Exportações - FGE).

A portaria que criou o Proex pré-embarque estabelece que o certificado de garantia de cobertura do seguro de crédito deverá ser apresentado ao Banco do Brasil, que opera o programa, antes do embarque ou do início da prestação do serviço. Lúcia Helena disse que o exportador pode apresentar outras garantias, mas admitiu que as micro e pequenas empresas têm dificuldades para consegui-las. "Estamos trabalhando para que esteja operando até o final do ano", disse.

O Tesouro não fará nenhum reforço no orçamento do Proex para operar a linha de pré-embarque. A diretora disse que ainda está disponível, no Banco do Brasil, cerca de 40% do orçamento de R$ 1,3 bilhão. "Existe recurso suficiente para essa nova demanda até o final do ano", afirmou. "Houve uma queda grande na procura por financiamento às exportações e nós sentimos isso no Proex", explicou. O setor exportador é o que mais tem sentido a retração do mercado mundial, após a crise financeira internacional.

Agência Estado
Fonte: Jornal Diário do Nordeste. Caderno Negócios.
http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=274459&modulo=968

domingo, 8 de novembro de 2009

Aeroporto do Cariri tem projetos da Infraero

Presidente da Infraero, Murilo Barbosa, prefeito Manoel Salviano e deputado José Guimarães discutem ampliação do Aeroporto de Juazeiro do Norte. Foto: Antônio Vicelmo

CARIRI (7/11/2009)

Um dos projetos pretende construir, no prazo de 20 anos, um novo terminal para atender à demanda

Juazeiro do Norte. O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Murilo Marques Barbosa, desembarcou em Juazeiro do Norte, num jato da Força Aérea Brasileira, com o objetivo de discutir com autoridades da região propostas relacionadas ao Plano Diretor do Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes.

"O investimento da Infraero na construção e reformas de aeroportos não é um favor, é uma obrigação", disse o presidente da Infraero ao final de uma reunião com políticos, empresários e imprensa, no auditório do Verdes Vales Hotel. O desenvolvimento do Cariri, segundo Murilo Barboza, é reconhecido não somente na região, mas em todo o Brasil, o que justifica este investimento.

A direção da Infraero chegou à região com dois anteprojetos prontos. O primeiro é emergencial, a ser executado em seis meses. O superintendente de Gestão Operacional da Infraero, Marçal Goulart, anunciou que serão construídos módulos móveis no terminal de passageiros e setor de cargas para atender de imediato à demanda regional. Durante a execução da obra não será alterado o funcionamento do aeroporto. A cada etapa de conclusão, os equipamentos serão incorporados à estrutura já existente.

O segundo plano, projetado para 2029, será executado depois de vencidas as barreiras burocráticas e cumpridas as exigências do convênio que será firmado entre a Infraero, o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal. O convênio consiste na construção da infraestrutura necessária ao funcionamento de um aeroporto moderno. Uma delas é a preservação do sítio portuário, que envolve a demolição de casas, meio ambiente, curvas de ruídos.

Para isso, será necessária a participação da bancada cearense no Congresso Nacional, com a alocação de recursos para a execução da obra, que deve fazer parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). O presidente da Infraero lembrou que, até agora, não recebeu, oficialmente, o patrimônio do aeroporto, que está sob a responsabilidade do Estado. Ele espera brevemente voltar a Juazeiro com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para a assinatura da ordem de serviço das obras.

A vinda do presidente da Infraero a Juazeiro é resultado de uma audiência com a bancada federal cearense, coordenada pelo deputado José Guimarães (PT), que destacou a ampliação do aeroporto como fundamental para o crescente surto de desenvolvimento da região. O posicionamento do parlamentar foi reforçado pelos deputados federais Arnon Bezerra, José Airton, Manoel Salviano e o prefeito de Juazeiro, Manoel Santana.

Crescimento.

O Aeroporto de Juazeiro do Norte é um dos que mais crescem em número de passageiros na rede Infraero. No mês de julho registrou 23,9 mil passageiros, apresentando aumento de 73,48% nas operações de embarques e desembarques, em comparação a julho de 2008. O movimento acumulado totaliza 139,3 mil passageiros e já subiu 49,55% em relação ao ano passado. Estima-se que até o fim do ano, 250 mil passageiros tenham utilizado o aeroporto. Os números foram apresentados pelo vice-prefeito de Juazeiro, José Roberto Celestino.

Com base nestes números, Celestino reivindicou a construção de um terminal de passageiros com capacidade para um milhão de pessoas. O terminal atual foi projetado para apenas 50 mil pessoas. Ele defende a construção de uma pista com uma extensão de 2.700 metros que possibilite a operação com aviões Boeing-767-300 e aviões cargueiros que atendam à demanda regional. Celestino argumenta que a Região Metropolitana do Cariri é o principal centro comercial, turístico, industrial e educacional do interior do Nordeste. Ele cita os polos calçadista, as universidades, prestação de serviços e metal mecânico. Somente a Singer, segundo José Roberto, exporta seus produtos para 120 países.

José Roberto Celestino chama a atenção também para o Cariri do futuro. O Geopark Araripe, em fase de implantação, vai incrementar o turismo científico internacional. A Região Metropolitana vai concentrar um maior número de indústrias, prestação de serviços e estabelecimentos comerciais.

Mais Informações:
Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero)
(85) 3477.1150
http://www.infraero.gov.br/

Antônio Vicelmo
Repórter


Fonte: Jornal Diário do Nordeste. Caderno Regional. Fortaleza, 7 de novembro de 2009.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=688231

4,6 milhões de nordestinos deixam a extrema pobreza


O crescimento econômico do País e os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, foram os principais motivos para que 4,6 milhões de nordestinos deixassem a extrema pobreza e passassem a receber mais de R$ 188 por mês



Para Suely Chacon, o Bolsa Família ajudou no crescimento econômico (Divulgação)


Sandra Nagano
nagano@opovo.com.br
06 Novembro 2009

Em 10 anos, os nordestinos tiveram um aumento da renda individual e passaram a consumir mais bens e serviços. Para se ter uma ideia, no período entre 1998 e 2008, o Nordeste foi a segunda região, depois do Sudeste, que mais contribuiu para o movimento da mudança na estrutura social na base da pirâmide brasileira. Cerca de 4,6 milhões de nordestinos deixaram a extrema pobreza e começaram a receber mensalmente entre R$ 188 a R$ 465.

É o que evidencia a análise realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2008), que traça a nova estrutura social do Brasil. O crescimento e a estabilidade econômica do País e os programas de transferência de renda foram os principais indutores para essa movimentação entre os mais pobres.

Para a economista e coordenadora do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação do Semiárido da Universidade Federal do Ceará (UFC), Suely Chacon, os programas como o Bolsa Família, foram importantes para alavancar o crescimento econômico regional nos últimos 10 anos.

``As classes sociais mais baixas tiveram acesso ao consumo e isso foi muito importante para a região. O mercado interno foi fortalecido. Veja que se você não tiver um mercado interno razoável, não terá crescimento econômico forte e contínuo``, avalia Suely.

Para ela, a Região não chegou ``ao ideal, nestes 10 anos``, mas está no meio de um processo de mudanças. ``Hoje a gente tem um cenário positivo com possibilidade de transformar este processo de crescimento econômico que estamos passando em desenvolvimento regional sustentável. Esse será o nosso grande desafio``, completa a economista.

Pobreza
Mesmo com uma população com mais renda e poder de compra, a região tem outro grande desafio a vencer. Ao longo dos anos de 1998 a 2008, o Nordeste continuou representando 50,9% do total dos brasileiros pertencentes à base da pirâmide social brasileira. Ou seja, mais da metade da população pobre do País.

Para o pesquisador do Laboratório de Estudo da Pobreza, ligado ao curso de Pós-Graduação em Economia (Caen) da UFC, Carlos Manso, os programas de transferência de renda foram importantes, mas não corrigiram as distorções sociais regionais em território brasileiro.

"O Nordeste representa 28% da população nacional e mais de 50% dos pobres do País. Trata-se de uma grande disparidade", avalia Manso. 'É preciso qualificar as pessoas daqui, oferecer educação e saúde. Não é uma questão apenas de justiça social, mas de crescimento econômico regional".


E MAIS:

- O estudo do Ipea mostra que o Sudeste detém 47% da população brasileira com renda mensal individual superior a R$ 465. Enquanto no Nordeste, apenas 18% estão inseridos dentro deste estrato social.

- A pesquisa também mostra que 46,4% da população nordestina recebe mensalmente menos de R$ 188.

- O estudo do Ipea dividiu as camadas sociais em três estratos: o primeiro considera o rendimento individual de até R$ 188 mensais no ano de 2008. O segundo, entre R$ 188 a R$ 465 mensais. E o terceiro, rendimentos acima de R$ 465 mensais.

- No que se refere à distribuição da população por grandes regiões geográficas, percebem-se modificações na composição do estrato superior de renda, com decréscimo significativo da região Sudeste (58,1%, em 1998, para 53,2%, em 2008). Em compensação, a maior presença da região Sul (18,6%, em 1998, para 20%,em 2008), do Norte (3,6%, em 1999, para 5,2%, em 2008), do Nordeste (12,6%, em 1998, para 13,6%, em 2008) e Centro-Oeste (7,1%, em 1998, para 8,1%, em 2008).

- Em relação à parcela da população com ascensão social, observa-se que ela concentra-se no meio urbano, embora quase 20% dos que alçaram o segundo estrato de renda tenham a moradia no campo.


POTENCIAL DA REGIÃO NORDESTE

- A Tendências Consultoria, Fundação Getúlio Vargas e a Datamétrica Consultoria divulgaram nesta semana dados sobre o potencial econômico da região Nordeste. Veja abaixo os principais pontos da pesquisa:

- O PIB nordestino vem crescendo acima da média nacional. Este ano, a previsão é de que o crescimento seja de 1,5%, contra -0,1% do Brasil. Em 2008 a média nacional foi de 5,1%, enquanto a do Nordeste foi de 5,3%.

- Nos próximos cinco anos, o Nordeste brasileiro deve receber R$ 52 bilhões.

- Pernambuco e Bahia têm o maior número de investimentos em infraestrutura e novas fábricas - em andamento ou concluídos este ano.

- O perfil dos consumidores nordestinos mudou com a ascensão social da população que antes fazia parte das classes D e E. Desde 2003, cerca de 10 milhões de nordestinos ingressaram nas classes C e D.

- Desde 2003, a renda do trabalhador na região cresce 7,27% ao ano, diante dos 5,3% da média nacional.

- De janeiro a junho, as vendas varejistas na Região cresceram 5,24%, ultrapassando a média nacional, que estacionou em 4,43%.

- Segundo o Datamétrica Consultoria, a vitalidade do consumidor nordestino é alimentada pelos programas de transferência de renda do governo federal, a oferta de crédito e a desoneração tributária.


Fonte: Jornal O Povo. Caderno Economia. Fortaleza, 6 de novembro de 2009.
http://opovo.uol.com.br/opovo/economia/925912.html

sábado, 7 de novembro de 2009

Lula: "Brasil será a 5ª economia"

Lula foi recebido pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e ganhou o prêmio Chatham House 2009
Foto: Reuters

Londres. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, em entrevista ao jornal britânico "Financial Times", que o Brasil será a quinta economia mundial nos próximos dez anos. No seminário promovido pelos jornais Financial Times e Valor Econômico, Lula disse que não tem dúvida de que o Brasil pode crescer 5% em 2010. Ele destacou que o país passou pela crise financeira internacional, já voltou a crescer e é uma grande oportunidade para negócios.

"Nem nós os brasileiros temos a dimensão do que está acontecendo no país´´, disse Lula. Segundo ele, isso se deve ao fato de que o país passa por "uma revolução silenciosa´´.

Ontem, o presidente visitou Londres, na Inglaterra, onde convidou os empresários britânicos e europeus a investir no Brasil, um país que, segundo ele, "está vivendo um momento quase mágico".

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff também participou da visita a Londres. De acordo com a ministra, o Brasil já retomou o processo de crescimento econômico.

Lula ainda foi recebido pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e pela rainha Elizabeth II. O presidente também recebeu o prêmio Chatham House 2009, concedido pelo prestigioso instituto britânico de Relações Internacionais a figuras políticas que contribuíram de maneira significativa para a melhoria das relações internacionais no ano anterior.


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Internacional
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=688005

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Brasil pode isentar IOF em lançamento de ações

Por Carolyn Cohn

LONDRES (Reuters) - O Brasil estuda isentar as ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) da taxa de 2% sobre a entrada de capital estrangeiro para ações e renda fixa, disse nesta sexta-feira o diretor-executivo de desenvolvimento da BM&FBovespa, Paulo Oliveira.

O Brasil começou a cobrar o tributo no mês passado para tentar conter a valorização do real. Neste ano, o dólar já acumula queda cerca de 26% em relação à moeda brasileira.

"Isso (a isenção para os IPOs) ainda está em discussão", disse Oliveira em encontro com jornalistas.

Entretanto, Oliveira afirmou que o governo também procura outros meios para frear a alta do real.

"Nós estamos falando sobre a possibilidade de termos as garantias depositadas fora do Brasil, estamos discutindo a possibilidade de sermos mais liberais para que fundos de pensão locais possam comprar bônus fora do Brasil, para assim criar um fluxo de capitais a partir do Brasil."

Os investidores não-residentes atualmente têm de depositar garantias em contas locais antes de efetuarem qualquer transação no Brasil.

Autoridades da BM&FBovespa estão em Londres para a abertura da filial da bolsa brasileira na capital inglesa, com o objetivo de atrair investidores da Europa, Oriente Médio e Ásia, disse Oliveira.

A instituição assinou na semana passada um documento de termos de parceria com a Nasdaq OMX, sediada nos Estados Unidos, para envio de ordens e distribuição de produtos, serviços e dados.

A BM&FBovespa, quarta maior bolsa do mundo, não tem planos de aquisição, afirmou Oliveira.

"Não pensamos em termos de aquisições. Pensamos em termos de relacionamentos."

Acordos de parceria com as bolsas do Chile e Colômbia provavelmente devem ocorrer até o primeiro semestre do próximo ano, seguidos por parcerias com as do Peru, México e Argentina, acrescentou.

"A ideia na América Latina é fortalecer os mercados locais", disse Oliveira

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2009/11/06/brasil-pode-isentar-ipos-de-taxa-para-fluxos-em-bolsa.jhtm

Países em desenvolvimento abrem quase metade das disputas na OMC

Por Jonathan Lynn

GENEBRA (Reuters) - Países em desenvolvimento foram responsáveis por quase metade das disputas na Organização Mundial do Comércio em seus 15 anos de história, informou a OMC nesta sexta-feira.

Os números mostram que o sistema de disputa está aberto para países menores e mais pobres, assim como para as potências comerciais ricas, ainda que os Estados Unidos e a União Europeia sejam os maiores usuários.

O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, afirmou não ser uma surpresa que os EUA e a UE dominem o sistema de disputas, já que são os maiores comerciantes do mundo.

"Mas os números também mostram que os países em desenvolvimento não são tímidos em relação a seus parceiros de comércio mais ricos", disse ele em comunicado.

O sistema de disputas, que segundo alguns membros é lento em definir e fazer cumprir determinações, está sendo revisado pelos 153 membros da OMC.

De 1995 até agora, os EUA foram o pleiteante em 93 disputas e a União Europeia em 81. Ambos foram também os maiores alvos das disputas --107 e 66 respectivamente.

Outros grandes usuários são Canadá, pleiteante em 33 disputas; Brasil com 24 e México com 21. A China, alvo de 17 disputas, lançou 6.

Os países em desenvolvimento foram pleiteantes em mais de 45 por cento dos casos.

Mais de metade das 400 disputas foi resolvida sem litígio formal ante um painel da OMC, com as diferenças resolvidas em consultas entre os dois lados.

Um total de 186 foram para litígio, e 12 estão atualmente em consulta.

Até agora neste ano houve 12 disputas na OMC, ante 19 em 2008 e 13 em 2007.

Houve mais disputas nos primeiros anos da OMC, com 50 em 1997 e 41 em 1998.


http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2009/11/06/paises-em-desenvolvimento-abrem-quase-metade-das-disputas-na-omc.jhtm

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Premiê belga é o favorito para ocupar cargo mais importante da União Europeia

Herman Van Rompuy é um católico praticante, pai de quatro filhos, que se formou em filosofia e economia na Universidade Católica de Lovaina. É um intelectual, autor de vários livros de ensaios, que se sintonizou rapidamente com a mídia apesar de seu caráter introvertido. Em seu blog defendeu "um projeto coletivo" de flamengos e valões sem o qual o "Estado belga estava fadado a morrer". O democrata-cristão tem o apoio de Merkel e Sarkozy.


Stephen Castle, em Bruxelas (Bélgica)

Um dia após o Tratado de Lisboa ter recebido a aprovação final, o primeiro-ministro da Bélgica surgiu, na quarta-feira (04), como o favorito para ocupar o primeiro posto presidencial da União Europeia. O Reino Unido concorre ao principal cargo da área de política externa da organização.

Diplomatas afirmam que quem tem a maior probabilidade de ocupar o posto máximo é o primeiro-ministro Herman Van Rompuy, e que David Miliband, o secretário britânico das Relações Exteriores, está bem cotado para ser o chefe de política internacional da União Europeia, caso o seu governo faça pressões pela sua escolha.
Embora não se saiba ao certo se o Tratado de Lisboa, que cria os dois cargos, entrará de fato em vigor, surgiram novos fatores potencialmente complicadores na quarta-feira após um discurso crítico feito em Londres pelo líder dos conservadores britânicos, que muitos acreditam que vencerá as eleições do ano que vem.

O líder conservador, David Cameron, recuou de um potencial confronto com a União Europeia ao abandonar a sua promessa de instituir um referendo sobre o acordo. Mas Cameron prometeu apresentar uma nova lei determinando que qualquer nova transferência de poder ficará sujeita a um referendo público. Ele também pediu que os poderes da União Europeia relativos à justiça social, trabalhista e penal sejam transferidos para os governos nacionais, e prometeu que, se eleito, criará uma lei soberana "que assegure que a palavra final em relação às nossas leis seja dada aqui, no Reino Unido".

A partir do discurso de Cameron, não ficou claro até que ponto tal medida seria implementada, e não se sabe se ela violaria o princípio de supremacia da lei da União Europeia sobre a qual se baseiam políticas do bloco, como por exemplo aquelas relativas a um mercado único.

O fato de Cameron ter reajustado a sua política comprova que, caso ele vença a eleição no ano que vem, o Tratado de Lisboa e os cargos de liderança por ele criados continuarão em vigor.

De fato, os 27 líderes do bloco deverão discutir informalmente os nomes para os novos cargos quando se reunirem em Berlim na próxima segunda-feira para comemorarem o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim. Depois disso, será tomada uma decisão final em uma reunião especial de cúpula dentro das próximas duas semanas.

As chances de que Tony Blair, o ex-primeiro-ministro britânico, venha a obter o cargo presidencial na União Europeia praticamente desapareceram.
Mas a reação às notícias de que Van Rompuy é um potencial candidato ao cargo tem sido positiva. Outros potenciais candidatos são o primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, e o ex-chanceler austríaco Wolfgang Schussel.

"Os líderes querem alguém que não faça sombra a eles, que seja capaz de assumir compromissos e que fale várias das línguas da união", diz um diplomata, que pediu que o seu nome não fosse divulgado. "Van Rompuy atende a todos esses três quesitos".

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que, embora Blair fosse um bom candidato presidencial, o fato de o Reino Unido ter se auto-excluído da zona do euro constitui-se em um problema para tal nomeação.

Mas essa situação não se aplica ao cargo de política externa porque o Reino Unido é uma força influente na política exterior da União Europeia. Um dos outros candidatos ao cargo é Massimo D'Alema, ex-primeiro-ministro da Itália.

Embora Van Rompuy tenha impressionado Sarkozy e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ainda há algumas reservas à nomeação de um tecnocrata pouco conhecido. "A ideia era nomear alguém que fosse capaz de parar o trânsito em Pequim", diz um diplomata da União Europeia.

Além do mais, não se sabe se Brown deseja que Miliband obtenha o cargo de política externa e deixe o seu governo, porque isso significaria também que o Reino Unido não obteria uma pasta econômica na próxima Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia.

Enquanto isso, Cameron, o líder da oposição britânica, procurou fazer uma distinção difícil entre o fato de se apresentar com um potencial primeiro-ministro pragmático e a possibilidade de perder a credibilidade como crítico da integração europeia.

No seu discurso, Cameron deixou claro que, caso vença as eleições britânicas em 2010, ele não permitirá que os seus primeiros meses no poder sejam eclipsados por uma batalha acirrada com a União Europeia.

Charles Grant, diretor do Centro para Reforma Europeia, afirmou que Cameron evitou a "armadilha" de convocar um referendo que só encorajaria aqueles indivíduos no Reino Unido que desejam abandonar a União Europeia.

"Tendo em vista a pressão a que ele se encontra submetido, este é um pacote inteligente e bastante profissional que provavelmente não provocará nenhum distúrbio drástico na União Europeia. Existe um risco de que ele saia perdendo quanto à política social, embora possa ser possível aplicar uma manobra evasiva", disse Grant.

Embora o Partido Conservador tenha conduzido o Reino Unido ao bloco europeu na década de setenta, a sua posição mudou drasticamente, rumo ao chamado "euroceticismo". Cameron também desagradou os governos francês e alemão neste ano ao abandonar o partido de centro-direita destes países no Parlamento Europeu.

Na quarta-feira, ele negou que o seu partido estivesse agitado devido à política europeia. "Nem um pouco", disse ele à GMTV. "O partido quer, na verdade, que nós abordemos de maneira nova a Europa. Mas, acima de tudo, o voto do qual necessitamos é um voto para que nos livremos de um governo que traiu completamente o povo".

Tradução: UOL


Fonte: UOL Notícias
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/herald/2009/11/05/ult2680u935.jhtm

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

04/11/2009 - 18h13 Real está 20% acima de seu "nível de neutralidade", diz secretário da Reuters, em Nova York

A moeda brasileira está cerca de 20% de seu "nível de neutralidade", o que nem estimula, nem atrapalha o crescimento econômico do país, disse o secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, nesta quarta-feira.

Os comentários acompanham as preocupações de investidores de que o Brasil adote mais medidas para evitar a valorização do real após a aplicação no mês passado do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), imposto de 2% sobre a entrada de recursos do exterior.

O nível de neutralidade de moeda do real varia de R$ 2,10 a R$ 2,12 por dólar, disse Barbosa a jornalistas em evento organizado pela Câmara de Comércio Brasileiro-Americana, em Nova York.

Ele enfatizou que o nível do real varia de acordo com os preços de commodities e não é alvo do governo, que se mantém comprometido com um regime de taxa de câmbio flutuante.

A taxa de câmbio da moeda estava a cerca de R$ 1,72 o dólar nesta quarta-feira, próximo ao seu nível mais alto em 14 meses, apesar do IOF.

O ministro da Fazenda Guido Mantega disse no mês passado que o governo estuda tomar medidas adicionais para conter a rápida valorização do real.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u647649.shtml

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dólar baixo está "matando" a indústria brasileira, diz Abimaq

CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Luiz Aubert Neto, disse nesta quarta-feira que o dólar cotado em torno de R$ 1,75 está "matando a indústria brasileira". Para ele, a manutenção de taxa de câmbio em patamar mais elevado deveria ser uma ação "patriótica", para evitar que a indústria não escorregue no caminho da retomada, após a crise global.

"O dólar, do jeito que está, é tóxico. Dos males, pode-se considerar que a taxa de juros elevada nos deixa aleijados, mas o dólar atual mata", afirmou, em evento com representantes de diversos setores da indústria, no Rio.

Aubert Neto sugeriu que haja um certo controle em relação ao dinheiro que entra no país. Defendendo a manutenção do câmbio livre, destacou que poderiam ser criados mecanismos para evitar a entrada de capital especulativo, como a criação de um regime de quarentena, no qual se criaria uma penalidade para quem movimentasse dinheiro antes de um tempo pré-determinado.

"O que leva o dólar a estar lá embaixo é especulação pura, 90% é especulação. É dinheiro que se pega no Japão a custo zero e é aplicado aqui a 8,75%, sem risco nenhum. Aí, quem aplicou vai embora amanhã, enquanto quem quer construir uma fábrica e gerar emprego, será tributado em 30%", observou.

Para o presidente da Abimaq, o Brasil vive "a grande chance" para que o investimento deslanche e o país tenha um forte desenvolvimento nos próximos anos. A ascensão econômica brasileira estaria condicionada, na opinião do executivo, à redução da carga tributária e da taxa de juros, entre outras medidas.

Com essa espécie de dever de casa feito, lembra Aubert Neto, o país retomaria, em 2011, o nível de investimento recorde observado no ano passado --o equivalente a 19% do PIB (Produto Interno Bruto). Uma taxa de investimento de 22%, patamar que a Abimaq considera o mínimo desejado, só seria alcançada em, pelo menos, cinco anos.

Indústria pós-crise

Luiz Aubert Neto avaliou que, para a indústria, a crise ainda não passou, embora o setor tenha saído do "fundo do poço". Segundo ele, alguns segmento ainda estão na UTI.

Para 2009, a projeção aponta para uma queda em torno de 20% no faturamento global das associadas da Abimaq, que representam 40% do total da indústria.

"Em 2008, havíamos crescido 23%. Para este ano, estávamos estimando uma retração de 30%, mas as condições melhoraram um pouco. No ano que vem, vamos retomar o crescimento, mas ainda longe de 2008", afirmou.


Fonte: Folha Online

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u637949.shtml

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Lula anuncia crédito de R$ 225 milhões para cooperativas de reciclagem

Luminária feitas a partir de bagaço de cana em projeto da Pastoral do Povo de Rua

São Paulo, 2 nov (EFE)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje uma linha de crédito de R$ 225 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que será destinada a cooperativas de reciclagem.

Em seu programa de rádio "Café com o Presidente", Lula disse que o crédito estará disponível durante os próximos dois anos e terá como principal objetivo financiar a construção de locais adequados para o processo de reciclagem.

Lula fez um pedido para que os prefeitos formem cooperativas de reciclagem e não entreguem esse trabalho a grandes companhias.

"Se um prefeito resolve acabar com o emprego de 200 ou 300 pessoas que estão na reciclagem para colocar um empresário (no lugar), o que vai acontecer é que em vez de dar salário a 300 estará enriquecendo apenas um", afirmou.

Lula visitou esta semana, em São Paulo, o Congresso de Catadores de Materiais Recicláveis e prometeu ao setor o acesso a carros elétricos que auxiliem seus trabalhos nas ruas, além da regulamentação do ofício através de uma lei específica.

"Essas pessoas estão fazendo um bem extraordinário para a sociedade", destacou Lula.

Ao comentar sua visita ao Salão Internacional do Transporte (Fenatran) também nesta semana, em São Paulo, Lula disse que o país renovará sua frota de caminhões, com veículos "menos poluentes e mais rentáveis".

Um dos estímulos para a renovação da frota de caminhões foi a redução de impostos, de 13,5% para 4,5%, além do aumento do número de parcelas para o financiamento da compra de veículos novos, que passou de 84 para 96 meses.

Esse tipo de medidas, segundo Lula, contribuiu para "reativar o setor automotivo" e para que empresas como a multinacional alemã Mercedes Benz contratasse em outubro 1.300 empregados para sua filial no Brasil, após ter demitido 1.200 funcionários durante o agravamento da crise.

Fonte: UOL Noticias
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/11/02/ult1808u148678.jhtm

Recuperação do mercado de trabalho nos EUA será prioridade para Obama

Washington, 2 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que a recuperação do mercado de trabalho será o princípio que guiará os esforços de seu Governo para recuperar a economia do país.

Em reunião com sua equipe de assessores para a recuperação econômica, Obama disse que a economia começou a dar sinais de retomada e lembrou que, no último trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) americano subiu 3,5%.

No entanto, segundo o presidente americano, "ainda não estamos onde deveríamos".

"Dada a gravidade das perdas de emprego e a necessidade de recuperar muitos postos de trabalho, vamos precisar de medidas inovadoras e ousadas de nossa parte, do Congresso e do setor privado", acrescentou Obama.

Para o presidente dos EUA, a recuperação do mercado de trabalho também exigirá a adoção de "novos modelos" para o crescimento futuro.

"Se aplicarmos bom senso e reanimarmos os setores da economia baseados na inovação, no dinamismo e na iniciativa, não há razão pela qual não só possamos criar empregos, mas também o tipo de crescimento sustentado que todos querem", destacou.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2009/11/02/recuperacao-do-mercado-de-trabalho-nos-eua-sera-prioridade-para-obama.jhtm

domingo, 1 de novembro de 2009

Embraer negocia montagem de aviões médios na China

FÁBIO AMATO
da Agência Folha, em São José dos Campos
RAUL JUSTE LORES
da Folha de S. Paulo, em Pequim

A Embraer está negociando com a China a montagem de aviões maiores naquele país. O objetivo é convencer o governo chinês a concluir a compra de 45 jatos brasileiros, discutida já há mais de três anos, além de garantir a sobrevida da fábrica que a empresa mantém na cidade chinesa de Harbin.

O acordo seria um dos temas da reunião bilateral entre Brasil e China que aconteceria em novembro e que acabou cancelada. O cancelamento adiou os planos da Embraer de garantir presença em território chinês. A empresa espera dar continuidade às negociações no fim do mês, quando uma autoridade chinesa deve visitar o Brasil.

A Embraer monta em Harbin, desde 2003, seus jatos ERJ-145, com capacidade para 50 passageiros. A fábrica surgiu de uma parceria com a estatal chinesa Avic II para atender a encomendas do modelo feitas por empresas aéreas da China.

Desde 2006, a Embraer não registra novas vendas do ERJ-145 para a China. A última encomenda, de 50 unidades do jato, foi feita pela empresa Hainan. Neste ano, porém, a Hainan reduziu os pedidos pela metade -e surgiram rumores de que a fábrica de Harbin pode ser fechada em 2011, quando terminam as entregas.

Para impedir que isso aconteça, a Embraer decidiu oferecer ao governo chinês a montagem no país também dos jatos da família 190, os maiores produzidos pela empresa, com capacidade para até 122 pessoas.

Seriam montadas na China, a princípio, as 45 unidades negociadas há três anos com a chinesa KunPeng. A saída permitiria à brasileira manter presença no disputado mercado chinês. Em previsão divulgada em 2008, a Embraer estimou que, nos próximos 20 anos, a China demandará 875 jatos entre 30 e 120 assentos, o que equivale a 13% do mercado mundial.

Executivos da Embraer mostram preocupação quanto ao futuro da fábrica de Harbin. Em maio, quando o presidente Lula esteve em Pequim, ele conversou com o presidente chinês, Hu Jintao, para tentar destravar a venda dos 45 aviões da Embraer à KunPeng, mas não teve sucesso.

Outro desafio para o produto da empresa brasileira é que a China acaba de lançar um jato de tamanho médio, o primeiro de uma estatal chinesa sem associação com estrangeiros. O ARJ-21 tem dois modelos, com 105 e 90 assentos, que concorrem diretamente com as aeronaves da Embraer.

A pesquisa para a produção do ARJ-21 levou dez anos. Ele começou a ser fabricado no ano passado por uma estatal em Xangai. Já há 210 encomendas para o avião chinês.
"Para estimular a produção local, é claro que a China vai dificultar a entrada de modelos similares médios, o que afeta a Embraer", disse o especialista em aviação comercial Lao Xin, da consultoria KRC.

"Como a China vai levar muito tempo para produzir seus próprios aviões grandes, Boeing e Airbus, que já têm fábricas na China, não são afetadas", diz. A Embraer disse que não comentaria o assunto.

O mercado de aviação chinês é o que mais cresce no mundo. Segundo o consultor Lao Xin, a China irá adquirir mais 3.000 aviões na próxima década.


Fonte: Folha Online - Dinheiro

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u646021.shtml