01/03/2013
Por Tainara Machado
A desigualdade de renda no Brasil, embora ainda bastante elevada para
padrões internacionais, atingiu em 2011 o menor patamar desde a década
de 60, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio
(Pnad) compilados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O movimento observado no Brasil ocorreu na contramão da tendência
mundial, já que em dois terços dos países houve aumento da desigualdade
no período recente, segundo a Unesco. Locomotivas do crescimento global
na última década, a Índia e a China, por exemplo, não conseguiram
avançar com distribuição de renda, embora tenham reduzido os níveis de
pobreza.
No Brasil, o coeficiente de Gini, indicador que é referência na
medição da distribuição de renda, alcançou em 1990 o pico para os
últimos 50 anos, quando marcou 0,607 pontos, de acordo com levantamento
feito pelo Ipea. Desde então, o índice traçou uma curva decrescente e
caiu para 0,527 em 2011, patamar semelhante ao observado no início da
década de 60, quando esse acompanhamento começou a ser feito no país.
A redução foi significativa no período. Economistas costumam
ressaltar que, no caso do índice de Gini, a segunda casa decimal tem
destacada importância, porque a escala varia apenas de zero a um, sendo
que coeficiente um significaria que apenas um único indivíduo concentra
toda a renda da sociedade. Em zero, todas as pessoas teriam a mesma
renda.
Segundo comunicado do Ipea intitulado "A Década Inclusiva", a renda
do trabalho foi essencial para a forte - e inédita -- redução de
desigualdade no Brasil nos últimos dez anos, responsável por cerca de
dois terços da queda de pouco mais de 10% do coeficiente de Gini no
período. Ao mesmo tempo, ressalta o instituto, sem as políticas de
redistribuição de renda patrocinadas pelo Estado brasileiro desde o
início dos anos 2000, a desigualdade teria caído 36% a menos na década
passada.
Marcelo Neri, presidente do Ipea, afirma que alguns países onde há
aumento da concentração de riqueza, como é o caso da China, já mostraram
interesse em programas brasileiros, como o Bolsa Família. Lá, assim
como no Brasil das décadas de 60 e 70, houve redução da pobreza, mas a
renda ficou mais concentrada.
Isso ocorreu, segundo dados compilados pelo Centro de Políticas
Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), porque embora o crescimento da
renda da parte mais pobre da população tenha sido forte nos emergentes,
os mais ricos tiveram salto ainda maior.
No Brasil, foi o contrário. Nos últimos dez anos, os salários dos 20%
mais pobres cresceram 6,3% ao ano, atrás apenas da China entre os
países que compõem os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do
Sul). Já o rendimento do quinto mais rico da sociedade avançou apenas
1,7% ao ano no país neste período. Na China, a alta foi de 15%. "No meio
do milagre econômico chinês, há um certo purgatório social", afirma
Neri.
João Pedro Azevedo, economista-sênior da Unidade de Pobreza, Gênero e
Equidade do Banco Mundial para a região da América Latina e Caribe,
lembra que, apesar do aumento de concentração de riqueza, a pobreza na
Ásia caiu drasticamente nos últimos anos, resultado do expressivo
crescimento desses países no período.
Para Neri, no entanto, é possível que o avanço forte da economia e do
setor manufatureiro chineses na última década tenha levado a aumento
expressivo da demanda por pessoas mais qualificadas, o que puxou a alta
dos rendimentos no topo da escala social. No Brasil, esse processo
ocorreu principalmente durante o "milagre econômico" da década de 70,
que elevou as disparidades internas de renda, processo que só começou a
ser revertido nos últimos dez anos.
É por isso, diz Neri, que "o Brasil não tem sido o país do futuro, e
sim do passado". Ou seja, a inclusão de uma parcela expressiva da
população ao mercado de trabalho formal, associada à política de
valorização do salário mínimo, está corrigindo distorções criadas em
décadas anteriores, e não levando o desenvolvimento brasileiro a um novo
patamar.
O aumento do nível de emprego formal e do rendimento real, em sua
avaliação, tornam esse movimento mais sustentável no longo prazo. De
acordo com dados disponíveis até agosto, o Ipea calcula que o
coeficiente de Gini caiu mais 1,6% em 2012, em função tanto do aumento
da renda quanto da população ocupada.
Além disso, Ana Maria Barufi, economista do departamento de análise e
pesquisa econômica do Bradesco, lembra que os setores que demandam mão
de obra menos qualificada, como construção civil e serviços, foram os
que mais cresceram e abriram postos de trabalho no período.
Segundo dados da Pnad elaborados pelo Bradesco, o rendimento médio do
trabalho das pessoas sem instrução aumentou 74% entre 2004 e 2011.
Nesse período, os salários dos indivíduos com ensino médio incompleto
cresceram 21,6% e, no caso da população com superior completo, o avanço
foi de 2,1%.
Ana Maria afirma que, embora venha caindo, ainda existe um
diferencial significativo de salários em função do grau de escolaridade.
Os anos de estudo estão aumentando, afirma, e a expectativa é que se
avance também na qualidade da educação, o que tornará a população mais
produtiva, com salários mais elevados.
É por isso, diz, que mesmo com taxa de desemprego em níveis
historicamente baixos, o que pode ter alguma consequência negativa para o
potencial de crescimento, a desigualdade deve continuar a cair nos
próximos anos.
Para Azevedo, do Banco Mundial, a demografia pode colocar um risco
para a continuidade do processo de avanços na distribuição de renda nos
últimos anos, principalmente se ações destinadas a elevar a
produtividade do trabalhador, como melhora do nível educacional,
continuarem estagnadas.
O país, afirma o economista, tem hoje taxa de dependência (proporção
de adultos em idade ativa em relação a crianças e idosos) mais baixa,
mas o envelhecimento da população, como já mostrou a experiência
europeia, aprofunda desigualdades. "A taxa de fertilidade já é inferior à
de reprodução, e isso pode ter consequências para o processo de redução
da pobreza e desigualdade."
Azevedo ressalta também que, apesar do salto dado pelo Brasil e pela
América Latina como um todo, a região continua a ser de grandes
contrastes econômicos. "O país mais igualitário da América Latina ainda
tem índices piores do que o mais desigual na Europa", afirma.
terça-feira, 5 de março de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Morte por Davos
26 de fevereiro de 2013 | 15h11
Paul Krugman
É assim que o euro termina: não com os bancos, mas com bunga-bunga.
OK, o euro não está condenado – ainda. Mas a eleição italiana sinaliza que os eurocratas, que jamais perdem uma oportunidade de perder uma oportunidade, estão chegando muito perto da borda.
O fato fundamental é que uma política de austeridade para todos – austeridade incrivelmente dura em nações devedoras, mas um pouco de austeridade também no núcleo europeu, e nenhum indício de uma política expansiva em lugar algum – é um completo fracasso. Nenhuma nação sob a austeridade imposta por Bruxelas/Berlim mostrou um indício sequer de recuperação econômica; o desemprego alcançou níveis de destruir sociedades.
Esse fracasso chegou perto de destruir o euro por duas vezes, no fim de 2011 e, de novo, em meados do ano passado, quando nações devedoras ameaçaram entrar num parafuso de quedas de preços de bônus e falências bancárias. Em cada ocasião dessas, Mario Draghi e o Banco Central Europeu (BCE) entraram em cena para conter os danos, primeiro emprestando aos bancos que estavam comprando dívida soberana (Operação de Refinanciamento de Longo Prazo, ou LTRO na sigla em inglês), depois anunciando a disposição de comprar dívida soberana diretamente (Transações Monetárias Diretas, ou OMT); mas em vez de tomar a experiência quase mortal como uma advertência, os austeros da Europa tomaram a tranquilização dos mercados arquitetada pelo BCE como um sinal de que a austeridade estava funcionando.
Bem, os sofridos eleitores da Europa não concordaram.
Como eles puderam não perceber o que estava a caminho? Bem, na Europa ainda mais que nos Estados Unidos, as Pessoas Muito Sérias (PMS) vivem numa bolha de consideração pela própria seriedade, e imaginam que o público em geral seguirá o seu comando – vamos minha gente, é a única coisa responsável a fazer. Wolfgang Münchau fez uma ótima introdução em sua coluna hoje (terça-feira), que capta a essência:
“Houve um momento simbólico nas eleições italianas quando eu soube que o jogo tinha terminado para Mario Monti, o primeiro-ministro derrotado. Foi quando no meio da campanha – no meio de uma insurgência contra o establishment – ele foi a Davos para estar com seus amigos da política e das finanças internacionais. Sei que sua visita à elite que se reunia nas montanhas suíças não foi explorada na campanha, mas ela sinalizou para mim uma falta quase cômica de realismo político”
O que as PMS não percebem é que a percepção pública de seu direito de liderar depende de elas alcançarem ao menos alguns resultados reais. O que elas realmente produziram, contudo, foram anos de um sofrimento incrível acompanhado por promessas repetidas de que a recuperação estava muito próxima – e depois se admiram de que muitos eleitores já não confiam no seu julgamento, e se voltam para algum outro, qualquer outro, que oferece uma alternativa.
Gostaria de acreditar que a eleição italiana serviria como um despertador – uma razão para, por exemplo, dar ao BCE sinal verde para mais expansão, uma razão para a Alemanha executar algum estímulo e para a França recuar do seu desnecessário aperto de cinto. Minha suspeita, porém, é que elas simplesmente farão mais palestras aos italianos e a todos os demais sobre como elas estão se esforçando.
E pode haver figuras piores que Beppe Grillo à espreita no futuro da Europa.
Fonte: http://blogs.estadao.com.br/paul-krugman/2013/02/26/morte-por-davos/
Tradução: Celso Paciornik
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Austeridade fiscal,
Crise financeira mundial,
Crise na Europa
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Outro período fraco para EUA e Europa
19/12/2012 às 00h00
A Europa e os Estados Unidos podem esperar outro ano de crescimento fraco em 2013, graças ao fato de estarem conduzindo suas economias de acordo com uma teoria econômica que se mostrou equivocada há mais de 70 anos. Tanto a Europa como os Estados Unidos, a primeira mais que o segundo, são obcecados por políticas de austeridade fiscal, quando a moderna teoria econômica defende claramente o estímulo. O resultado será outro ano de crescimento quase zero para a Europa e uma taxa de crescimento para os EUA que na melhor das hipóteses será suficiente para impedir um aumento da taxa de desemprego.
No caso da Europa, as políticas da zona do euro estão sendo em grande parte determinadas pela Alemanha. O Banco Central Europeu (BCE) basicamente assumiu a posição de garantidor das dívidas dos países da periferia do euro, mas a condição de manter essa garantia é um aperto contínuo dos orçamentos, com mais impostos e menos gastos. Com os principais países do bloco também cortando seus orçamentos, não existe praticamente nenhuma perspectiva de uma retomada do crescimento para os países da zona do euro.
O BCE não é o único que está no caminho do crescimento da Europa. O Reino Unido também optou por mergulhar em uma recessão ao adotar uma política fiscal restritiva. Na melhor das hipóteses, conseguirá manter um crescimento mínimo em 2013.
Nos Estados Unidos, a história é parecida. A tendência é o PIB crescer aproximadamente 2,4% neste ano, segundo a maioria das estimativas. O país conseguirá, na melhor das hipóteses, sustentar esse crescimento em 2013, graças em parte a uma retomada do mercado imobiliário residencial. No entanto, há um risco de a situação se agravar por causa do atual impasse em relação ao orçamento. A necessidade de redução do déficit fiscal tornou-se o caso de um acordo bipartidário em Washington, apesar da necessidade óbvia de se incorrer em déficits para estimular a economia.
Embora a taxa de desemprego nos EUA tenha caído do pico de 10% registrado em outubro de 2009 para 7,7%, segundo os dados mais recentes, a taxa de empregos sobre a população não dá sinais de melhoria comparável. Ela está apenas 0,5 ponto porcentual acima do ponto mais baixo alcançado no terceiro trimestre de 2011, 4,7 pontos porcentuais abaixo do nível pré-recessão. Mesmo por medidas conservadoras, o PIB está mais de 6% abaixo de seu potencial. A economia não deverá recuperar muita coisa desse terreno em 2013 - se é que vai recuperar algo.
O mundo em desenvolvimento está com todas as melhores promessas econômicas para 2013, uma vez que os governos desses países parecem menos inclinados a adotar políticas econômicas antiquadas e a maioria deles agora tem liberdade para adotar suas próprias políticas.
O Reino Unido também optou
por mergulhar em uma
recessão ao adotar uma
política fiscal restritiva
A Índia e outras economias do sul da Ásia terão taxas de crescimento respeitáveis, na casa dos 5% a 6%. As preocupações com a inflação e gargalos na produção estão impedindo a região de apresentar o mesmo crescimento que o leste da Ásia.
A maioria da África subsaariana também deverá ter um crescimento na casa dos 5%, graças aos altos preços das commodities e os investimentos estrangeiros, grande parte deles oriunda da China.
A maior parte da América Latina também terá em 2013 um ano um pouco melhor que 2012, com os países se afastando de políticas anti-inflacionárias. A maior exceção deverá ser o México. A fraqueza da economia dos EUA será um grande obstáculo para a economia mexicana em 2013.
Os caminhos divergentes dos países em desenvolvimento e das economias ricas é um acontecimento encorajador. Nas décadas anteriores, condições próximas da recessão na Europa, juntamente com o fraco crescimento dos EUA e do Japão, praticamente garantiam um crescimento fraco na maior parte do mundo em desenvolvimento. No entanto, o crescimento da China ao longo das últimas três décadas e o crescimento de muitos países latino-americanos na última década criaram um novo polo para o crescimento mundial. Como resultado, o crescimento do mundo em desenvolvimento deverá continuar em ritmo acelerado ao mesmo tempo em que políticas econômicas antiquadas levem as economias ricas à quase estagnação.
Ainda é muito cedo para afirmar com certeza, mas é provável que estejamos vendo uma mudança permanente na economia mundial, em que os países ricos não precisam mais sustentar o crescimento. O crescimento dos mercados emergentes provavelmente continuará sendo mais rápido com a influência de um crescimento vigoroso na Europa e nos EUA, mas no futuro, esses países deverão conseguir sustentar seu crescimento independentemente do desempenho econômico dos países ricos.
É difícil realçar a importância desse acontecimento. A maior parte do mundo em desenvolvimento foi forçada a suportar duas décadas de quase estagnação entre 1980 e 2000, em grande parte resultado de políticas econômicas impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Se os países ricos não conseguirem mais ditar políticas econômicas equivocadas para o mundo em desenvolvimento, então este estará livre para adotar políticas que resultem em um crescimento mais acelerado e mais igualitário.
É claro que não há garantias de que os países em desenvolvimento conseguirão sustentar um crescimento firme. Muitas vezes esses países adotaram suas próprias políticas equivocadas. No entanto, se eles não tiverem mais que enfrentar também as políticas equivocadas impostas pelos países ricos, isso será um passo enorme para o mundo em desenvolvimento.
Dean Barker
Co-diretor do Center for Economic and Policy Research, de Washington
email: baker@cepr.net
Fonte: http://www.valor.com.br/brasil/2945082/outro-periodo-fraco-para-eua-e-europa
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
PIB do Ceará deve crescer 4% em 2013 segundo Ipece
Ipece
09/01/2013
Estudo do Ipece projeta bons resultados para a economia cearense. Para 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) será maior que o nacional e deve fechar em 4%. O otimismo tem a ver com perspectiva de bons investimentos públicos e privados
| Castelão: obras estruturantes e Copa das Confederações são fatores de estímulo à economia cearense em 2013 |
O Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará vai crescer mais do que o nacional. A estimativa do Instituto Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) é de que a expansão das riquezas do Estado cheguem a um patamar de 4%, contra 3,3% da estimativa de crescimento nacional. Com isso, o Estado deve atingir R$ 103,8 bilhões, crescendo a renda per capita para R$ 11,9 mil, segundo os dados do Instituto.
O otimismo tem a ver com a expectativa do desenrolar de investimentos públicos e privados no Estado, o que viabilizam projetos estratégicos do desenvolvimento. Os resultados foram divulgados no Informe nº 50- “Perspectiva da Economia Cearense para 2013”, do Ipece.
Para 2013, os resultados dos empreendimentos públicos e privados a serem desenvolvidos, principalmente, em função de grandes eventos esportivos, vão impactar nas atividades econômicas, especialmente no setor de construção civil e serviços, mais especificamente o comércio e atividades turísticas.
A concorrência com produtos importados e as oscilações de câmbio vão dificultar a expansão em alguns segmentos. A Indústria é um deles, em especial a indústria de transformação, representada pelas atividades de Alimentos e Bebidas, Vestuário e Calçados, Têxtil, para citar os principais.
A convivência com problemas climáticos ainda não está ideal e a estiagem pode afetar a atividades econômica negativamente. A preocupação maior, nesse caso, é com a agropecuária.
Conforme informações do Ipece, o Governo planeja investimentos para amenizar a ausência de chuvas, como a transferência hídrica e suprimento de água, além de acumulação hídrica.
Retrospectiva
O estudo do Ipece apresenta ainda uma retrospectiva de 2012, ano para o qual a previsão é de que o PIB cearense feche em 3,5% segundo o Instituto – os dados devem ser divulgados ainda no primeiro trimestre deste ano. O volume de riqueza, conforme a projeção, deve chegar a R$ 94,6 bilhões, o que quer dizer R$ 10,9 mil per capita.
Nos últimos anos, a economia cearense tem demonstrado maior dinamismo do que a economia nacional. Conforme o documento, de 2004 a 2007 - período antes da crise -, a economia cearense cresceu a uma taxa média anual de 4,8% frente à 4,7% da economia brasileira.
No ápice da crise, em 2009, o Ceará apresentou o pior resultado no período de 2004 a 2012. Atingiu uma taxa de crescimento de 0,04%, mesmo assim, acima da média nacional, com queda de 0,3% em 2009 sobre 2008.
Para 2013, a expectativa é de que investimento públicos e privados impulsionem um Produto Interno Bruto cearense mais volumoso ainda.
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIAO Ceará vem mantendo taxas de crescimento acima da média nacional. Para 2013, a expectativa é de que investimento públicos e privados impulsionem um Produto Interno Bruto cearense mais volumoso ainda
SERVIÇO
Acesse a íntegra do estudo
Onde: www.ipece.ce.gov.br
Fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2013/01/09/noticiasjornaleconomia,2984804/pib-do-ceara-deve-crescer-4-em-2013-segundo-ipece.shtml
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Cresce debate no Fed para EUA adotarem meta de PIB
Internacional /
Estados Unidos
Ganha força o debate no âmbito do comitê federal de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) de se adotar uma meta para o Produto Interno Bruto (PIB) nominal, alterando o duplo mandato atual do banco central americano de promover o emprego pleno e de zelar por preços estáveis. Se a ideia vingar, na prática os Estados Unidos acabariam injetando muito mais dinheiro na economia, inundando o mundo com liquidez e desvalorizando ainda mais o dólar, para atingir um crescimento-alvo.
Com o risco crescente de a economia dos Estados Unidos resvalar novamente para uma recessão, num ambiente de inflação sob controle, é cada vez maior o debate entre acadêmicos e economistas dentro do Fed de que a adoção de uma meta para o valor nominal do PIB pode ter o efeito sobre a atividade econômica e o emprego que, até agora, a prática de juros próximos de zero não teve. A proposta, que teria de ser aprovada pelo Congresso americano para vigorar, não deverá entrar na pauta do Fomc, que definirá hoje a política monetária americana.
"Se a economia dos Estados Unidos parecer que está emperrando novamente no futuro próximo e os mercados desabarem, esse será um tema que estará mais explicitamente na pauta de discussões do Fomc", disse à Agência Estado o economista-chefe internacional do banco ING, Rob Carnell. "Alguns membros do Fomc já demonstraram simpatia pela ideia, embora não haja muito entusiasmo, neste momento, de perseguir uma proposta que exija um ato do Congresso para mudar o mandato do Fed."
A adoção de uma meta para o PIB nominal é uma má ideia, na opinião de Cornell, pois, essencialmente, isso representaria uma meta de inflação combinada com uma meta de PIB real. Essas duas metas juntas, na prática, resultariam numa meta de PIB nominal, disse o economista do ING. "O problema é que ao ter uma meta implícita, ou seja, não oficial de inflação há anos, o Fed acabou negligenciando o crescimento do crédito, que explodiu e levou à crise financeira", afirmou.
A noção por trás de tal meta é a de que se o crescimento econômico está baixo, fixa-se um alvo para o valor em dinheiro do PIB e não a variação da sua taxa de crescimento, o que talvez exija medidas mais drásticas de estímulo monetário do que apenas corte de juros, opção praticamente esgotada no momento. "Se uma meta de PIB nominal fosse adotada, então a única ferramenta disponível seria mais afrouxamento quantitativo, pois não restou mais nada", disse Cornell, que estima um crescimento de 1,3% do PIB americano em 2011 e de 1,8% em 2012.
Na opinião do economista-chefe para Estados Unidos do banco HSBC, Kevin Logan, alguns membros do Fomc já indicaram que uma meta de PIB nominal é uma medida que vale à pena perseguir, mas o comitê como um todo ainda não endossa tal ponto de vista. "Essa é uma discussão que pode crescer, pois as autoridades econômicas vêm tentando há algum tempo animar a economia e atingir uma taxa de crescimento maior sem sucesso", disse Logan à Agência Estado. Para ele, uma questão importante é como o Fed iria implementar uma meta de PIB nominal, pois não é possível a autoridade monetária ter controle sobre essa variável.
"O Fed pode ter controle apenas sobre o seu balanço patrimonial e sobre o taxa de juros", afirmou Logan. "Além disso, qual a ligação entre os instrumentos de taxas de juros do Fed e essa variável da meta de PIB nominal? E se esse link não for inteiramente claro, o Fed estaria entrando num território nunca antes trilhado, o que põe em questão a credibilidade de ele conseguir atingir tal objetivo", comentou.
Logan lembrou ainda que, levando em conta uma meta implícita de inflação ao redor de 2%, já indicada por Bernanke no passado, e se for aceita que há uma tendência histórica de taxa real do crescimento econômico ao redor de 2,5%, então o mercado teria de achar que o Fed persegue uma meta implícita de crescimento de PIB nominal de 4,5%. "Não acho que o Fed tenha tal meta", disse. "A recente recessão trouxe o PIB nominal para território negativo, mas não acredito que o Fed esteja tentando recuperar a perda recente do PIB nominal para uma meta implícita de 4,5%", explicou.
Na opinião do economista do banco Goldman Sachs em Nova York, Alberto Ramos, a flexibilidade recente adotada pelo BC brasileiro em abandonar o objetivo de atingir o centro da meta inflacionária este ano, para não prejudicar a atividade econômica, não significa que o BC está perseguindo agora uma meta específica de PIB. "O objetivo de produto e emprego não está na função 'objetivo' do BC, mas está na função 'reação', isto é, se a economia está registrando um crescimento fraco, e isso vai aliviar as pressões sobre a inflação, o que abre espaço para cortes de juros", afirmou Ramos.
Além disso, ressaltou o economista do Goldman Sachs, a meta de inflação no Brasil, de 4,5%, é bastante elevada, o que explica, em parte, as altas taxas de juros brasileiros. "O próprio sistema de metas permite à inflação acelerar para 6,5% e ainda permanecer no teto dessa meta, o que deixa espaço para o BC atuar preventivamente para lidar com o ambiente externo e cortar juros", diz Ramos.
Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,ERT276813-16367,00.html
Se a ideia vingar, na prática os Estados Unidos acabariam injetando muito mais dinheiro na economia, inundando o mundo com liquidez e desvalorizando ainda mais o dólar
Agência Estado
Ganha força o debate no âmbito do comitê federal de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) de se adotar uma meta para o Produto Interno Bruto (PIB) nominal, alterando o duplo mandato atual do banco central americano de promover o emprego pleno e de zelar por preços estáveis. Se a ideia vingar, na prática os Estados Unidos acabariam injetando muito mais dinheiro na economia, inundando o mundo com liquidez e desvalorizando ainda mais o dólar, para atingir um crescimento-alvo.
Com o risco crescente de a economia dos Estados Unidos resvalar novamente para uma recessão, num ambiente de inflação sob controle, é cada vez maior o debate entre acadêmicos e economistas dentro do Fed de que a adoção de uma meta para o valor nominal do PIB pode ter o efeito sobre a atividade econômica e o emprego que, até agora, a prática de juros próximos de zero não teve. A proposta, que teria de ser aprovada pelo Congresso americano para vigorar, não deverá entrar na pauta do Fomc, que definirá hoje a política monetária americana.
"Se a economia dos Estados Unidos parecer que está emperrando novamente no futuro próximo e os mercados desabarem, esse será um tema que estará mais explicitamente na pauta de discussões do Fomc", disse à Agência Estado o economista-chefe internacional do banco ING, Rob Carnell. "Alguns membros do Fomc já demonstraram simpatia pela ideia, embora não haja muito entusiasmo, neste momento, de perseguir uma proposta que exija um ato do Congresso para mudar o mandato do Fed."
A adoção de uma meta para o PIB nominal é uma má ideia, na opinião de Cornell, pois, essencialmente, isso representaria uma meta de inflação combinada com uma meta de PIB real. Essas duas metas juntas, na prática, resultariam numa meta de PIB nominal, disse o economista do ING. "O problema é que ao ter uma meta implícita, ou seja, não oficial de inflação há anos, o Fed acabou negligenciando o crescimento do crédito, que explodiu e levou à crise financeira", afirmou.
A noção por trás de tal meta é a de que se o crescimento econômico está baixo, fixa-se um alvo para o valor em dinheiro do PIB e não a variação da sua taxa de crescimento, o que talvez exija medidas mais drásticas de estímulo monetário do que apenas corte de juros, opção praticamente esgotada no momento. "Se uma meta de PIB nominal fosse adotada, então a única ferramenta disponível seria mais afrouxamento quantitativo, pois não restou mais nada", disse Cornell, que estima um crescimento de 1,3% do PIB americano em 2011 e de 1,8% em 2012.
Na opinião do economista-chefe para Estados Unidos do banco HSBC, Kevin Logan, alguns membros do Fomc já indicaram que uma meta de PIB nominal é uma medida que vale à pena perseguir, mas o comitê como um todo ainda não endossa tal ponto de vista. "Essa é uma discussão que pode crescer, pois as autoridades econômicas vêm tentando há algum tempo animar a economia e atingir uma taxa de crescimento maior sem sucesso", disse Logan à Agência Estado. Para ele, uma questão importante é como o Fed iria implementar uma meta de PIB nominal, pois não é possível a autoridade monetária ter controle sobre essa variável.
"O Fed pode ter controle apenas sobre o seu balanço patrimonial e sobre o taxa de juros", afirmou Logan. "Além disso, qual a ligação entre os instrumentos de taxas de juros do Fed e essa variável da meta de PIB nominal? E se esse link não for inteiramente claro, o Fed estaria entrando num território nunca antes trilhado, o que põe em questão a credibilidade de ele conseguir atingir tal objetivo", comentou.
Logan lembrou ainda que, levando em conta uma meta implícita de inflação ao redor de 2%, já indicada por Bernanke no passado, e se for aceita que há uma tendência histórica de taxa real do crescimento econômico ao redor de 2,5%, então o mercado teria de achar que o Fed persegue uma meta implícita de crescimento de PIB nominal de 4,5%. "Não acho que o Fed tenha tal meta", disse. "A recente recessão trouxe o PIB nominal para território negativo, mas não acredito que o Fed esteja tentando recuperar a perda recente do PIB nominal para uma meta implícita de 4,5%", explicou.
Na opinião do economista do banco Goldman Sachs em Nova York, Alberto Ramos, a flexibilidade recente adotada pelo BC brasileiro em abandonar o objetivo de atingir o centro da meta inflacionária este ano, para não prejudicar a atividade econômica, não significa que o BC está perseguindo agora uma meta específica de PIB. "O objetivo de produto e emprego não está na função 'objetivo' do BC, mas está na função 'reação', isto é, se a economia está registrando um crescimento fraco, e isso vai aliviar as pressões sobre a inflação, o que abre espaço para cortes de juros", afirmou Ramos.
Além disso, ressaltou o economista do Goldman Sachs, a meta de inflação no Brasil, de 4,5%, é bastante elevada, o que explica, em parte, as altas taxas de juros brasileiros. "O próprio sistema de metas permite à inflação acelerar para 6,5% e ainda permanecer no teto dessa meta, o que deixa espaço para o BC atuar preventivamente para lidar com o ambiente externo e cortar juros", diz Ramos.
Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,ERT276813-16367,00.html
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Meta inflacionária; PIB Nominal; Meta do PIB
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Para onde vai o tripé?
Por Antonio Delfim Netto
Para desespero dos que
acreditam que a economia monetária é uma ciência da qual são únicos
portadores, ela está cada vez mais de pernas para o ar. Diante das
dificuldades de colocar em marcha normal as suas economias, os bancos
centrais em diversas partes do globo começam a prevaricar. Namoram
medidas estranhas. Perdem, a pouco e pouco, a vergonha de reconhecer que
não sabem bem o que fazer. O regime "puro" de metas inflacionárias que
só existe no mundo platônico dos livros textos, mas serve para
recomendar políticas universais vai assumindo cada vez mais o que ele
sempre foi: uma caricatura!
Nunca houve (nem poderia haver) um banco central que ignorasse o nível de atividade, o nível de emprego e os movimentos dos ativos financeiros, em particular a taxa de câmbio. Todos tiveram implícita ou explicitamente, muitos mandatos. Puderam ignorá-los no tempo da "grande moderação", porque "as coisas caminhavam bem". Sem entender o que se passava, a atribuíam às "virtudes de suas próprias políticas monetárias" e nós acreditávamos...
As últimas semanas revelam uma perspectiva de mudança na administração da política monetária pelo Federal Reserve dos EUA, do Bank of England, e do Banco Central do Japão, estimulada pela conferência monetária em Jackson Hole. Nela o economista Michael Woodford, considerado por alguns o mais sofisticado "economista monetário do mundo" insistiu que os bancos centrais têm de usar sua credibilidade sobre as expectativas inflacionárias quando a taxa de juro nominal está próxima de zero, e flertou com uma política de meta para o PIB nominal. Isso parece estar por trás da nova política do Fed que prometeu comprar "ad libitum", US$ 85 bilhões de papéis (de todas as naturezas) por mês, até que uma de duas coisas aconteça:
1º) a taxa de inflação supere 2,5%; ou
2º) a taxa de desemprego caia a 6,5%, o que tem sido chamado de regra (2,5; 6,5).
Obviamente a nova política causou alguma ansiedade, particularmente nos mercados financeiros. Esses logo concluíram que Bernanke estava abandonando o sacrossanto dogma de inflação à taxa de 2% ao ano. Quem quiser mais informações deve ler a interessante palestra de Charles Evans, "Monetary Policy in Challenging Times", feita em Toronto no dia 27 de novembro. Bernanke afirmou que a mudança não significa que a política monetária foi transferida para o piloto-automático: foi programada para dar aos mercados e ao público em geral a informação de como o Fed está pensando e dar-lhes a oportunidade de ajustarem as suas expectativas.
É importante notar que Bernanke foi muito claro. O Fed, mesmo com as novas políticas, não tem condições de sustentar um razoável crescimento do PIB e do emprego, se o Congresso americano não chegar a um acordo capaz de superar o "abismo fiscal" implícito no vencimento das políticas pontuais tomadas no governo Bush. Isso impõe séria responsabilidade ao Partido Republicano que até agora se diverte com Obama caminhando na beira do tal abismo.
Mas as novidades não terminam por aí. O futuro presidente do Bank of England, o canadense Mark Carney, escolhido numa seleção pública universal, acaba de pregar um susto no primeiro ministro Cameron. Carney vai assumir o lugar em 1º de julho de 2013 em substituição a Mervyn King, quando deixará a presidência do Banco Central do Canadá. Nos seus recentes discursos tem revelado suas preocupações com o regime de metas inflacionárias e dito que é preciso pensar em "políticas monetárias não convencionais", o que está longe do pensamento de King. Ele também parece estar namorando uma política de metas para o PIB nominal. Cameron apressou-se a esclarecer que na Inglaterra qualquer mudança de política monetária (mesmo as de caráter estritamente técnica como seria uma eventual substituição das metas inflacionárias para metas de PIB nominal), deve ser aprovada pelo Parlamento, o que mostra o limite político que restringe a "independência" para administrar a busca dos objetivos politicamente fixados.
O que há de importante na Inglaterra é uma fadiga com a política monetária conservadora e o esforço fiscal aos quais a economia tem respondido muito mal. Alistair Darling, um chanceler do governo trabalhista, explicitou o cansaço: "As metas inflacionárias faziam sentido há 20 anos quando a inflação era nosso principal problema, mas agora todas as nações do mundo estão preocupadas com o crescimento. Não defendo o abandono da política de metas, porque a inflação pode voltar qualquer dia. Mas no futuro previsível nossa prioridade é crescer." E completou para espanto geral: "Creio que Mark Carney explicitou que os bancos centrais de todo o mundo devem ter o crescimento como sua prioridade."
Mas as surpresas não terminam. Vencedor na campanha eleitoral pelo Partido Liberal japonês, o ex-primeiro ministro Shinzo Abe (líder do partido), tem demonstrado o maior desconforto com o conservadorismo do Banco Central (o CBJ) e tem sugerido um sistema de "metas inflacionárias", obviamente para aumentar a taxa de inflação, desvalorizar o iene e recuperar a indústria japonesa que foi transferida para o exterior, particularmente para a China.
O mundo está mudando! Mas até agora ninguém ousou dizer que ele está jogando fora o religioso tripé objeto de adoração dogmática de alguns dos nossos mais brilhantes sacerdotes.
Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras
E-mail: contatodelfimnetto@terra.com.br
Fonte: http://www.valor.com.br/brasil/2943832/para-onde-vai-o-tripe
18/12/2012
Nunca houve (nem poderia haver) um banco central que ignorasse o nível de atividade, o nível de emprego e os movimentos dos ativos financeiros, em particular a taxa de câmbio. Todos tiveram implícita ou explicitamente, muitos mandatos. Puderam ignorá-los no tempo da "grande moderação", porque "as coisas caminhavam bem". Sem entender o que se passava, a atribuíam às "virtudes de suas próprias políticas monetárias" e nós acreditávamos...
As últimas semanas revelam uma perspectiva de mudança na administração da política monetária pelo Federal Reserve dos EUA, do Bank of England, e do Banco Central do Japão, estimulada pela conferência monetária em Jackson Hole. Nela o economista Michael Woodford, considerado por alguns o mais sofisticado "economista monetário do mundo" insistiu que os bancos centrais têm de usar sua credibilidade sobre as expectativas inflacionárias quando a taxa de juro nominal está próxima de zero, e flertou com uma política de meta para o PIB nominal. Isso parece estar por trás da nova política do Fed que prometeu comprar "ad libitum", US$ 85 bilhões de papéis (de todas as naturezas) por mês, até que uma de duas coisas aconteça:
1º) a taxa de inflação supere 2,5%; ou
2º) a taxa de desemprego caia a 6,5%, o que tem sido chamado de regra (2,5; 6,5).
BCs namoram medidas estranhas, não sabem o que fazer
Obviamente a nova política causou alguma ansiedade, particularmente nos mercados financeiros. Esses logo concluíram que Bernanke estava abandonando o sacrossanto dogma de inflação à taxa de 2% ao ano. Quem quiser mais informações deve ler a interessante palestra de Charles Evans, "Monetary Policy in Challenging Times", feita em Toronto no dia 27 de novembro. Bernanke afirmou que a mudança não significa que a política monetária foi transferida para o piloto-automático: foi programada para dar aos mercados e ao público em geral a informação de como o Fed está pensando e dar-lhes a oportunidade de ajustarem as suas expectativas.
É importante notar que Bernanke foi muito claro. O Fed, mesmo com as novas políticas, não tem condições de sustentar um razoável crescimento do PIB e do emprego, se o Congresso americano não chegar a um acordo capaz de superar o "abismo fiscal" implícito no vencimento das políticas pontuais tomadas no governo Bush. Isso impõe séria responsabilidade ao Partido Republicano que até agora se diverte com Obama caminhando na beira do tal abismo.
Mas as novidades não terminam por aí. O futuro presidente do Bank of England, o canadense Mark Carney, escolhido numa seleção pública universal, acaba de pregar um susto no primeiro ministro Cameron. Carney vai assumir o lugar em 1º de julho de 2013 em substituição a Mervyn King, quando deixará a presidência do Banco Central do Canadá. Nos seus recentes discursos tem revelado suas preocupações com o regime de metas inflacionárias e dito que é preciso pensar em "políticas monetárias não convencionais", o que está longe do pensamento de King. Ele também parece estar namorando uma política de metas para o PIB nominal. Cameron apressou-se a esclarecer que na Inglaterra qualquer mudança de política monetária (mesmo as de caráter estritamente técnica como seria uma eventual substituição das metas inflacionárias para metas de PIB nominal), deve ser aprovada pelo Parlamento, o que mostra o limite político que restringe a "independência" para administrar a busca dos objetivos politicamente fixados.
O que há de importante na Inglaterra é uma fadiga com a política monetária conservadora e o esforço fiscal aos quais a economia tem respondido muito mal. Alistair Darling, um chanceler do governo trabalhista, explicitou o cansaço: "As metas inflacionárias faziam sentido há 20 anos quando a inflação era nosso principal problema, mas agora todas as nações do mundo estão preocupadas com o crescimento. Não defendo o abandono da política de metas, porque a inflação pode voltar qualquer dia. Mas no futuro previsível nossa prioridade é crescer." E completou para espanto geral: "Creio que Mark Carney explicitou que os bancos centrais de todo o mundo devem ter o crescimento como sua prioridade."
Mas as surpresas não terminam. Vencedor na campanha eleitoral pelo Partido Liberal japonês, o ex-primeiro ministro Shinzo Abe (líder do partido), tem demonstrado o maior desconforto com o conservadorismo do Banco Central (o CBJ) e tem sugerido um sistema de "metas inflacionárias", obviamente para aumentar a taxa de inflação, desvalorizar o iene e recuperar a indústria japonesa que foi transferida para o exterior, particularmente para a China.
O mundo está mudando! Mas até agora ninguém ousou dizer que ele está jogando fora o religioso tripé objeto de adoração dogmática de alguns dos nossos mais brilhantes sacerdotes.
Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras
E-mail: contatodelfimnetto@terra.com.br
Fonte: http://www.valor.com.br/brasil/2943832/para-onde-vai-o-tripe
18/12/2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Concentração de renda no Brasil
12/12/2012 - 10h00
Seis municípios concentram 25% da geração de renda do país, aponta IBGE
Do UOL, em São Paulo
Seis municípios concentram cerca de 25% de toda a geração de renda do país. São Paulo fica no topo da lista, com 11,8% de participação no PIB (Produto Interno Bruto) nacional, seguido por Rio de Janeiro (5%), Brasília (4%), Curitiba (1,4%), Belo Horizonte (1,4%) e Manaus (1,3%). Juntas, as seis capitais representam 13,5% da população.
Os dados, divulgados nesta quarta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), fazem parte de uma pesquisa que avaliou o PIB dos municípios brasileiros em 2010. Os dados são de 2010, mas foram divulgados somente agora.
No total, o Brasil registra 5.565 municípios.
Novidade em relação ao ano anterior é Manaus
Em relação à mesma pesquisa de 2009, a novidade fica por conta de Manaus, que entrou para a lista dos municípios brasileiros que concentraram grande parte da geração de renda em 2010.
Em comum, segundo o IBGE, os municípios têm a maior concentração da atividade de serviços, exceto Manaus, cuja economia apresenta maior equilíbrio entre as atividades de indústria e de serviços.
Maior PIB per capita é de São Francisco do Conde (BA)
São Francisco do Conde, na Bahia, é o município com maior resultado per capita (PIB dividido pelo número de habitantes), com R$ 296.884,69. Esse valor é 15 vezes a média nacional, que foi de R$ 19.766,33 em 2010.
O município abriga a segunda maior refinaria de petróleo em capacidade instalada de refino do país.
Porto Real (RJ) e Louveira (SP) ocupam a segunda e a terceira posição, respectivamente.
Menor PIB per capita é de Curralinho, no arquipélago do Marajó (PA)
Já o menor PIB per capita em 2010 (R$ 2.269,82) foi verificado no município paraense de Curralinho.
Localizado no arquipélago do Marajó, o município sustentava-se, segundo o IBGE, pela transferência de recursos federais: a administração pública participou com 61% do valor total.
Sobem exploradores do minério de ferro; descem produtores de soja
Segundo o IBGE, as principais mudanças de participação do PIB entre municípios em 2010 estão ligadas aos produtos agrícolas e minerais.
Os baixos preços dos produtos agrícolas impactaram principalmente os municípios produtores de soja, causando perda de participação no país, enquanto os altos preços dos produtos minerais, principalmente do minério de ferro, resultaram em maior participação dos municípios exploradores dessas atividades.
Maior queda: São Salvador do Tocantins (TO); maior alta: Catas Altas (MG)
Considerando-se o ranking de participação de todos os municípios do país no PIB total, a maior perda de posição de 2009 para 2010 ocorreu em São Salvador do Tocantins (TO), que passou da posição 2.616 para 4.295. A queda foi causada pelo encerramento das obras de uma usina hidroelétrica no município vizinho de Paranã.
O maior ganho de posição (de 2.973 para 1.119) foi registrado no município de Catas Altas (MG), onde as operações de extração de minério de ferro têm crescimento contínuo desde 2006. Em 2010, o alto preço do minério provocou aumento substancial da produção, segundo o IBGE.
Fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/12/12/seis-municipios-concentram-25-da-geracao-de-renda-do-pais-aponta-ibge.jhtm
CEPAL - previsão de crescimento para o Brasil em 2013
Brasil vai crescer 4% em 2013, diz CEPAL; índice de 2012 foi de 1,2%
11 de dezembro de 2012
Apesar das incertezas que ainda persistem a nível mundial — sobretudo as dificuldades que enfrentam a Europa, os Estados Unidos e a China – o Brasil deve ter um crescimento de 4% em 2013. Junto com a Argentina, o país irá impulsionar uma aceleração do crescimento econômico de toda a região da América Latina e o Caribe. É isto o que prevê as novas estimativas apresentadas hoje (11) em Santiago, Chile, pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).
De acordo com o Relatório Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2012, divulgado em uma coletiva de imprensa pela Secretária-Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, a região apresentará no próximo ano um crescimento em torno de 3,8%. A recuperação das maiores economias da região e a manutenção do dinamismo da demanda interna, com crescimento dos níveis reais de salários em vários países, são as principais razões desse crescimento.
A região encerrará 2012 com uma expansão de seu produto interno bruto (PIB) de 3,1%, maior do que o crescimento mundial esperado (2,2%), ainda que menor que os 4,3% obtidos em 2011.
O principal impacto da crise econômica global na América Latina e no Caribe refletiu-se no âmbito comercial, já que o crescimento do valor das exportações da região desacelerou-se acentuadamente, de 22,3% em 2011 para uma estimativa de 1,6% em 2012.
Entretanto, a melhora nos indicadores do mercado de trabalho, o aumento do crédito bancário ao setor privado e dos preços das matérias-primas que não sofreram quedas significativas adicionais — apesar da elevada incerteza externa — fizeram com que a região não fosse tão afetada pela crise externa e devem continuar a beneficiar o crescimento no próximo ano.
Segundo o estudo, os países do Caribe continuarão mostrando uma fragilidade fiscal, o que requer reformas acompanhadas de apoio externo para assegurar trajetórias sustentáveis de consolidação fiscal.
“Persiste na América Latina e no Caribe o desafio de aumentar e estabilizar o crescimento do investimento, e não depender somente do consumo, como meio para impulsionar a mudança estrutural com igualdade, incorporar o progresso técnico e dar sustentabilidade ao crescimento”, afirmou Alicia Bárcena na apresentação do estudo.
http://www.onu.org.br/brasil-vai-crescer-4-em-2013-diz-cepal-indice-de-2012-foi-de-12/
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Sobre a distribuição dos royalties do pré-sal no Brasil
30/11/2012 - 06h20
Dilma veta mudanças na divisão da renda do petróleo sobre royalties
FLÁVIA FOREQUE
VALDO CRUZ
VALDO CRUZ
Depois de sinalizar publicamente a intenção de "respeito a contratos" na análise da lei de divisão dos royalties do petróleo, a presidente Dilma decidiu ontem vetar o artigo do projeto aprovado na Câmara dos Deputados que muda as regras de distribuição desses tributos referentes a campos em exploração.
Com o veto, fica mantida a legislação atual que destina a maior parcela dos royalties dos campos em exploração aos Estados e municípios produtores, como defendiam o Rio e o Espírito Santo.
Pela regra atual, os grandes Estados produtores, por exemplo, ficam com 26,25% dos royalties. Os não produtores recebem apenas 1,76%.
Com isso, saem derrotados os Estados e municípios não produtores, responsáveis pela aprovação do projeto no Congresso que mudava essa divisão da receita. O texto reduzia a parcela dos Estados produtores para 20%.
Quanto às regras de exploração dos futuros campos de petróleo do pré-sal, o governo decidiu manter o que foi aprovado no Congresso. O texto fixa em 15% a alíquota dos royalties no modelo de partilha de produção e define a distribuição desses recursos de forma mais igualitária entre todos os Estados e municípios.
Nesta divisão, os Estados produtores devem ficar com 22% da receita de royalties a ser gerada na exploração dos campos que ainda serão licitados na área do pré-sal. Já os Estados e municípios produtores ficariam com uma parcela maior, de 51%.
O Palácio do Planalto analisava ainda incluir numa medida provisória mudanças na divisão de royalties de futuros campos de petróleo que ainda serão explorados pelo sistema de concessão (fora da região do pré-sal).
Nesta MP, o governo deve incluir dispositivo destinando toda receita dos royalties (União, Estados e municípios) para educação. Com isso, a presidente Dilma quer viabilizar a proposta de investir no setor 10% do PIB (Produto Interno Bruto).
Durante a reunião em que discutiu o assunto, a presidente Dilma voltou a insistir que sua decisão evitaria quebrar contratos e respeitaria o direito adquirido dos Estados e municípios produtores.
Ou seja, seguindo a linha defendida pelo governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), ela optou por não fazer qualquer alteração na legislação atual que destina mais recursos para as regiões produtoras, mas nos campos já licitados.
No caso dos futuros campos, ainda a serem leiloados, Dilma entendeu que a regra da distribuição dos royalties pode ser alterada. Por isso, optou por manter a proposta aprovada na Câmara.
Com a sanção do projeto, o governo vai fazer os primeiros leilões, no segundo semestre do próximo ano, de áreas de exploração de petróleo do pré-sal com base no novo modelo de partilha de produção.
Deputados e senadores de Estados não produtores vão tentar derrubar os vetos. Caso isso ocorra, o governador Sérgio Cabral já avisou que recorrerá ao STF (Supremo Tribunal Federal).
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1193567-dilma-veta-mudancas-na-divisao-da-renda-do-petroleo-sobre-royalties.shtml
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
ARTIGO - o Brasil e a crise de 2008-2009
25/11/2012 - 03h35
Diagnosticar e medicar
HENRIQUE MEIRELLES
No Brasil, como dizem, até o passado é incerto. O registro histórico e analítico dos fenômenos econômicos é insuficiente, dando margem a interpretações baseadas em convicções pessoais, ideológicas e oportunistas.
Um debate pautado por conclusões pessoais tende ao vazio. O grande custo é não aprendermos com nossos erros ou, melhor ainda, nossos acertos. Na crise de 2008-09, a economia brasileira se recuperou rapidamente após medidas de diversos órgãos de governo. Por isso é importante entendermos o que foi feito.
Um debate pautado por conclusões pessoais tende ao vazio. O grande custo é não aprendermos com nossos erros ou, melhor ainda, nossos acertos. Na crise de 2008-09, a economia brasileira se recuperou rapidamente após medidas de diversos órgãos de governo. Por isso é importante entendermos o que foi feito.
A crise pegou o Brasil via colapso das linhas de crédito internacionais, já que 20% do crédito vinham do exterior. Isto fez com que os bancos redirecionassem créditos em reais para grandes clientes exportadores, reduzindo as linhas aos demais clientes. Resultado: queda de 20% do crédito total.
Como grandes empresas passaram a tomar recursos em reais para pagar empréstimos externos, a demanda por dólares causou depreciação cambial acentuada. O que gerou outra crise: exportadores tinham efetuado contratos nos mercados derivativos procurando se proteger de que-das futuras do dólar, acreditando que no Brasil o dólar não subiria por causa dos juros altos. Quando o dólar subiu rapidamente, os prejuízos foram monumentais.
Nessa escassez de recursos, um cidadão que queria comprar carro não tinha crédito. Ressabiado, ele suspendia a compra de outros bens. Resultado: o PIB caiu a uma taxa anualizada de 13% no último trimestre de 2008.
As ações do BC foram fortes e concentradas: 1) Emprestou reservas para os bancos repassarem a exportadores e importadores com obrigações em moeda estrangeira, em volume e rapidez suficientes para resolver o problema da liquidez em dólar; 2) Vendeu reservas no mercado "spot" para conter fuga de capitais; 3) Redirecionou a grande disponibilidade de depósitos compulsórios a setores danificados; 4) Atuou no mercado de derivativos de forma agressiva.
A concessão de crédito, essência da crise, voltou rapidamente. O governo cortou impostos de bens como automóveis e, quando o cidadão ia à revenda, já tinha crédito, o que acelerou a volta da confiança do consumidor. Outras medidas de crédito complementaram o processo.
A grande lição é que a crise tem de ser enfrentada com diagnóstico e remédio precisos para doenças que, de fato, existem no momento, e não com o remédio de preferência de cada um.
O grande desafio do Brasil é o aumento da produtividade num mundo ultracompetitivo, onde países estimulam exportações e restringem importações. Esse é o canal de transmissão da crise hoje e no qual devemos concentrar esforços.
HENRIQUE MEIRELLES escreve aos domingos nesta coluna.
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/henriquemeirelles/1190802-diagnosticar-e-medicar.shtml
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Emprego no Ceará
CAGED 22/11/2012 - 07h49
Ceará lidera a geração de empregos no setor de serviços
Estado ficou à frente dos concorrentes diretos no mês de setembro e mantém a liderança no acumulado do an
No acumulado do ano até setembro, o Ceará liderou o saldo de empregos gerados no setor de serviços na Região Nordeste. No período, foram 20.248 postos de trabalho gerados e uma participação de 21,2% no crescimento de vagas nos serviços do Nordeste.Turismo e lazer são algumas das áreas mais importantes do setor.
A região como um todo atingiu um saldo positivo de 95.459 vagas e uma participação de 14,3% em todo o Brasil. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a análise setorial foi feita pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur).
Levando em consideração apenas o mês de setembro, o Ceará também é o primeiro colocado dentre os estados do Nordeste. Foram 3.555 vagas de saldo positivo, à frente da Bahia (1.793 vagas) e Maranhão (975 vagas).
Com relação às atividades que compõem o setor, o segmento de alojamento e alimentação ficou no segundo lugar, com 892 vagas, ou seja, 25,1% do setor de serviços.
Entre as maiores regiões metropolitanas, a de Fortaleza (RMF) foi a única a apresentar crescimento significativo no mês de setembro. Foram 3.046 novos postos de trabalho, enquanto Salvador gerou 229 e Recife registrou saldo negativo, com 79 demissões a mais que as contratações no setor.
Redação O POVO Online
FONTE: http://www.opovo.com.br/app/economia/2012/11/22/noticiaseconomia,2958682/ceara-lidera-a-geracao-de-empregos-no-setor-de-servicos.shtml
Desemprego em queda no Brasil
22/11/2012 - 09h02
Desemprego cai a 5,3% em outubro, menor taxa para o mês em 10 anos, aponta IBGE
Do UOL, em São Paulo
A taxa de desemprego caiu a 5,3% em outubro, ante 5,4% em setembro, segundo divulgou nesta quinta-feira (22) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esta é menor taxa para o mês desde o início da série histórica, em março de 2002, e também perto do recorde de 4,7% atingido em dezembro do ano passado.
De acordo com os dados do IBGE, a população desocupada (1,3 milhão de pessoas) ficou estável, tanto em comparação com setembro quanto com outubro do ano passado. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.
Já a população ocupada (23,4 milhões) teve alta de 0,9% frente ao mês de setembro. No confronto com outubro de 2011, verificou-se aumento de 3,0%, o que representou elevação de 684 mil ocupados no intervalo de 12 meses.
Fonte: IBGE
Setor privado
Ainda segundo o instituto, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,5 milhões) não registrou variação na comparação com setembro. Na comparação anual, houve alta de 3,2%, o que representou um adicional de 356 mil postos de trabalho com carteira assinada em um ano.
O baixo desemprego alimenta preocupações com a inflação, pois salários maiores pressionam o custo dos serviços.
"Além de notar que a ociosidade é aparentemente perto de zero --principalmente no mercado de trabalho-- os agentes econômicos têm ciência de que o vasto arsenal de medidas de estímulos significará mais pressão adiante," afirmou Jankiel Santos, economista-chefe do Espirito Santo Investment Bank.
Análise regional
A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Na análise mensal, a taxa de desocupação, que é a proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa, subiu em Recife (de 5,7% para 6,7%), caiu em São Paulo (de 6,5% para 5,9%) e ficou estável nas demais regiões.
No confronto com outubro de 2011, a taxa recuou em Salvador (2,4 pontos percentuais) e no Rio de Janeiro (1,1 ponto percentual) e manteve a estabilidade nas demais regiões.
Rendimento
A pesquisa indicou também que o rendimento médio dos ocupados (R$ 1.787,70, o valor mais alto desde março de 2012) foi considerado estável em comparação com setembro. Frente a outubro do ano passado, o poder de compra dos ocupados cresceu 4,6%.
(Com informações da Reuters)
FONTE: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/11/22/desemprego-cai-a-53-em-outubro-menor-taxa-para-o-mes-em-10-anos-aponta-ibge.jhtm
Clima econômico melhora na América Latina, diz FGV
22/11/2012 10h48
Clima mostra-se favorável para Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia e Paraguai.
No plano mundial, não foi registrada a mesma melhora na avaliação.
O Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) registrou alta em outubro, atingindo 5,2 pontos, após recuar para 4,8 pontos no trimestre anterior, conforme mostra levantamento divulgado nesta quinta-feira (22).
O Indicador Ifo/FGV da Situação Atual (ISA) subiu, mas segue em nível relativamente baixo, sendo o segundo pior desde abril de 2010. Já o Indicador Ifo/FGV de Expectativas (IE) saltou para o maior nível desde janeiro de 2011.
O clima melhorou e mostra-se favorável para Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia e Paraguai. No Peru e no Uruguai, o ICE caiu, mas o clima continua favorável. Nos demais países houve aumento do ICE, mas o clima continua desfavorável (caso da Argentina) ou ficou estável (casos do México, Equador e Venezuela). No Brasil, o ICE saltou de 5,2 pontos para 6,1 pontos. Em cinco países a situação atual melhorou entre julho e outubro e seis países estão na zona de avaliação favorável. O Brasil registrou aumento no ISA, mas ainda está na faixa de avaliação negativa (4,9 pontos). As expectativas são positivas em quatro países e melhoraram em seis países. No caso do Brasil, o IE passou de 5,9 para 7,3 pontos.
No plano mundial, não foi registrada a mesma melhora na avaliação do clima econômico. O ICE mundial continuou em queda, porém mais suave do que a registrada entre abril e julho.
Na União Europeia, houve piora tanto nas avaliações sobre a situação atual quanto nas expectativas. A região mantém-se na fase recessiva do ciclo econômico. As expectativas continuam se deteriorando na Grécia, Portugal e Espanha, tendência agora seguida pelas duas principais economias da região, Alemanha e França, tornando improvável uma reversão da situação europeia nos próximos meses. Déficit público e demanda fraca foram as duas questões com maior peso na avaliação dos principais problemas que os países europeus enfrentam, segundo a Sondagem Ifo de outubro.
FONTE: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/11/clima-economico-melhora-na-america-latina-diz-fgv.html
domingo, 14 de outubro de 2012
Lançado o Edital do processo seletivo 2013.1 para o Mestrado em Desenvolvimento Regional Sustentável da UFC/Campus Cariri
Lançado o Edital do processo seletivo 2013.1 para o Mestrado em Desenvolvimento Regional Sustentável da UFC/Campus Cariri
A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional Sustentável (PRODER), no uso de suas atribuições legais, torna público e estabelece as normas do processo seletivo para o preenchimento das vagas do curso de Mestrado Acadêmico – Área de Concentração Desenvolvimento Regional Sustentável - do PRODER, em conformidade com as exigências do Regulamento desse programa e da Resolução nº. 15/2010 do CONSUNI /UFC, período letivo de 2013/1.
AS INSCRIÇÕES PODEM SER FEITAS ATÉ O DIA 19/10/12
Confira o EDITAL aqui: http://www.cariri.ufc.br/portal/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=139&&Itemid=55
sábado, 31 de março de 2012
Hora do Planeta 2012 em Juazeiro do Norte - Ceará - Brasil
Hoje, sábado, 31/03/12, das 20h30 às 21h30, o mundo inteiro celebrará a Hora do Planeta, iniciativa coordenada mundialmente pela rede World Wildlife Found (WWF). No Ceará, o Núcleo de Astronomia (N-Astro) do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Campus Juazeiro do Norte, promoverá, com apoio da Funcap, no Horto, observações do céu com telescópios, exposição e sorteios de livros e DVDs com temática astronômica. http://www.funcap.ce.gov.br/index.php/noticias/43978-em-colaboracao-com-a-funcap-nucleo-de-astronomia-do-ifce-desenvolve-acoes-para-celebrar-a-hora-do-planeta -

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