terça-feira, 5 de abril de 2011

Balança Comercial

Expectativa de saldo da balança comercial melhora, indica Banco Central

04/04/2011 - 10h13
Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil


Brasília – As expectativas do mercado financeiro para o saldo da balança comercial (exportações menos importações) melhoraram pela quarta semana seguida, de acordo com o boletim Focus, divulgado hoje (4) pelo Banco Central (BC). A estimativa de superávit este ano subiu de US$ 15,50 bilhões, na pesquisa anterior, para US$ 16,10 bilhões. Para 2012, a projeção aumentou de US$ 9 bilhões para US$ 10 bilhões
Essa melhora tem impacto direto nas expectativas da conta-corrente externa, que envolve toda a movimentação comercial e financeira. Os analistas financeiros ouvidos pelo BC estimam que o déficit no final do ano será de US$ 62,45 bilhões e não mais de US$ 63,20 bilhões, como previsto na semana passada. Essa projeção cai há seis semanas.
O boletim Focus prevê ligeiro aumento, de 39,40% para 39,50%, na relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país neste ano. Para 2012, a perspectiva melhora para 38%.
Os analistas financeiros melhoraram a projeção de crescimento da produção industrial, de 4% para 4,08% neste ano, mas reduziram de 4,70% para 4,65% a estimativa para o ano que vem. Eles mantiveram a expectativa de 4% para o crescimento do PIB neste ano. Em 2012, a expansão deve ser de 4,30%.
Os cálculos são feitos com base em projeções que indicam a taxa básica de juros (Selic) em 12,25% no final deste ano, caindo para 11,25% no ano que vem, e a cotação do dólar norte-americano em R$ 1,70 no encerramento de 2011 e R$ 1,75 no fim de 2012.
O boletim Focus manteve, ainda, a projeção de que o investimento estrangeiro direto (IED) será de US$ 44 bilhões neste ano e de US$ 43,85 bilhões em 2012.
Edição: Juliana Andrade


Produtos básicos puxam superávit da balança comercial brasileira

01/04/2011 - 17h49
Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil

Brasília - As exportações de produtos básicos garantiram o superávit comercial brasileiro no primeiro trimestre de 2011. Os embarques de trigo em grão aumentaram 292%, puxando o saldo positivo. Mas destaca-se também o crescimento das vendas de minério de ferro, (125%) e milho em grão (92,2%). Segundo o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Alessandro Teixeira, o país tem aproveitado a alta dos preços dascommodities (produtos básicos cotados internacionalmente) para elevar o superávit da balança comercial. “O Brasil é grande produtor de básicos, faz parte da estrutura do país. Se o mercado externo está favorável para a compra de commodities, não temos do que reclamar. Vamos continuar vendendo”, afirmou.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), nos primeiros dois meses do ano houve alta de 25% no preço e de 9% da quantidade exportada das commodities. No acumulado de janeiro a março de 2011, a participação dos produtos básicos nas exportações brasileiras aumentou de 39,4% para 44,5% frente ao mesmo período do ano passado. As vendas superaram as de produtos industrializados, que recuaram de 58% para 53,3% no período analisado.
Mesmo com a perda de participação dos manufaturados na pauta de exportações, Teixeira não acredita que o Brasil esteja perdendo espaço comercial. “Isso significa que a concorrência está mais acirrada, mas não é perda de competitividade, porque continuamos ganhando mercado, mesmo que seja com outros produtos”, enfatizou.
Para o secretário executivo, a valorização excessiva do real atrapalha o intercâmbio internacional. “Câmbio baixo altera e afeta as exportações brasileiras, é um resultado natural”, comentou. Mesmo com o câmbio baixo, a balança comercial brasileira atingiu números recordes em março de 2011. A corrente de comércio somou US$ 400 bilhões no acumulado de 12 meses.
Edição: Vinicius Doria

Balança comercial acumula saldo de US$ 3,173 bilhões

01/04/2011 - 11h20
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A balança comercial brasileira acumula saldo de US$ 3,173 bilhões no primeiro trimestre do ano, com exportações de US$ 51,233 bilhões e importações de US$ 48,060 bilhões. O saldo médio diário ficou em US$ 51,2 milhões no período e representa um incremento de 253,9% em comparação aos três primeiros meses de 2010 (US$ 14,5 milhões).
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), em março, o saldo da balança comercial foi de US$ 1,552 bilhão, com exportações de US$ 19,286 bilhões e importações de US$ 17,734 bilhões.
Às 15h30, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, divulga nota com mais detalhes sobre a balança comercial no período.
Edição: Lílian Beraldo

Melhora na nota de risco do Brasil

Coutinho diz que governo está atento ao câmbio após melhora na avaliação de risco do Brasil

05/04/2011 - 9h43
Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil


São Paulo – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje (5) que o anúncio de uma melhor avaliação do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch Ratings é “mais um reconhecimento da excelência do país”. Ontem (4), a Fitch Ratings elevou a nota de avaliação do país de BBB- para BBB.
Coutinho disse também que o governo tem ferramentas para manter o nível do câmbio mesmo após a nova avaliação. Com a elevação da nota do país, a expectativa é de entrada de mais dólares no mercado nacional. Isso tende a reduzir a cotação da moeda norte-americana, prejudicando os exportadores brasileiros.
“Já existe [uma enxurrada de dólares entrando no país] e o governo tem instrumentos para mitigá-la”, afirmou ele, durante evento em São Paulo.
Edição: Juliana Andrade


Elevar classificação de risco do Brasil é reconhecimento da consistência da política econômica, diz Tombini

04/04/2011 - 16h45
Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, avaliou que a melhora da classificação brasileira (rating), pela agência de classificação de risco Fitch, anunciada hoje (4), representa “reconhecimento da consistência da política econômica ao longo dos anos e da melhora de seus fundamentos, alcançada por meio das políticas de metas de inflação, câmbio flutuante, acúmulo de reservas internacionais, responsabilidade fiscal e solidez do sistema financeiro”.
Por meio de nota, ele avaliou que “esses bons fundamentos da economia brasileira proporcionam melhores condições para o crescimento sustentável e concorrem para a contínua queda no custo de financiamento do investimento que o país demanda e continuará a demandar nos próximos anos”.
Tombini também destacou que a reclassificação não impede o trabalho para novos avanços. “As boas notícias, contudo, não diminuem a determinação do Banco Central em continuar trabalhando para que os avanços obtidos até agora continuem a ocorrer em um ambiente econômico de estabilidade monetária e solidez financeira”, finalizou.
Edição: Lana Cristina

Melhor classificação de risco da economia brasileira pode atrair mais dólares para o país, diz Mantega

04/04/2011 - 14h06
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil


Brasília – A decisão da agência de classificação de risco Fitch Ratings de melhorar a classificação do Brasil pode elevar a entrada de dólares no Brasil, o que não deixa de ser um problema, na opinião do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, quanto mais sólida a economia brasileira, mas o país tende a atrair investimentos externos e, consequentemente, dólares.
“Mas é melhor ter esse problema de excesso de dólares do que o problema que tínhamos no passado de falta de dólares”, disse Mantega. O ministro não descartou novas medidas para conter o excesso de dólares destinados pelos investidores estrangeiros ao Brasil, devido à solidez econômica do país e às taxas de juros.

“Esse upgrade [elevação de nível] da Fitch para o Risco Brasil, de BBB- para BBB, é o reconhecimento de que a economia brasileira está mais sólida, não apresenta riscos e está sendo bem avaliada, inclusive pelas empresas de rating”, disse. A classificação de risco feita por agências, como a Fitch Ratings, indica que, quanto melhor, mais elevado, é o rating, mais seguro é para o investidor aplicar em determinadas empresas ou país.

Edição: Nádia Franco

Eventos Nacionais e Internacionais do Terceiro Setor em 2011

-  Feiras -  Congressos -  Conferências -  Cursos – Simpósios  -

*Agenda fornecida pelo Planeta Voluntários.

Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro e Prêmio Empreendedor Social 2011
Data-  Inscrições abertas até 1º de maio de 2011

A ReciclAção - Feira Brasileira de Reciclagem/2011
Data- 04 a 07 de maio de 2011

Ecorreto - II Feira de Produtos e serviços Ecologicamente corretoshttp://ecorreto.ning.com
Data- 07 e 08 de maio de 2011

IV Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos 2011
Data- 17 a 19 de maio de 2011

Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2011http://www.cidadesinovadoras.org.br/cici2011
Data- 17 a 20 de maio de 2011

IV Congresso Nacional de Responsabilidade Socioambiental http://www.cnrs.com.br
Data- 20 e 21 de maio de 2011

VIII Congresso Nacional de Meio Ambiente de Poços de Caldas 2011http://www.meioambientepocos.com.br
Data- 25 a 27 de maio de 2011

Eco Business 2011/ Feira e Congresso Internacional de Econegócios e Sustentabilidadehttp://www.ecobusiness.net.br
Data- 01 a 03 de junho de 2011

CIEPG - Congresso Internacional de Educação 2011
Data- 09 a 11 de junho de 2011

FIBOS- Feira Internacional para o Intercâmbio das Boas Práticas Socioambientaishttp://www.fibops.com.br
Data- 26 a 28 de julho de 2011

Data- 27 a 29 de setembro de 2011

Bionat Expo 2011 / Feira de Sustentabilidadehttp://www.bionatexpo.com
Data- setembro de 2011

III Feira e Congresso de ONGs Brasileiras 2011
Data- novembro 2011

...outros  Eventos em 2011,  acesse:

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mercado pet está em expansão na região do Cariri

Animais cotados em mais de R$ 30 mil estão entre os cães de criadores do Cariri, onde o mercado está em alta

Juazeiro do Norte Há uma década não se podia falar de um mercado em franca expansão, buscando adequar-se à demanda da clientela, cada vez mais exigente. A expansão de criadores de cães de raças no Cariri possibilitou uma abertura maior do mercado e uma qualificação do setor de pet shop. Com isto, ganham os criadores profissionais de animais com pedigree e também os donos de cães domésticos, os pets.

As clínicas sofisticadas na região se multiplicam. Os criadores afirmam que é graças à internet e a instituições como o Kennel Club, existente em Juazeiro do Norte desde 1971, com sócios de 42 Municípios da mesorregião do Araripe. Se contar desde então, são mais de 500 criadores profissionais. Mas, segundo o secretário do Kennel, Franklin Alencar, também criador, apenas 100 deles estão ativos atualmente.

A demanda do mercado aumenta, porque há uma clientela mais exigente e também sofisticada. De acordo com Franklin, há raças de cães que chegam a custar mais de R$ 30 mil na região. É o preço de um automóvel novo. É óbvio que um investimento deste porte requer um cuidado especial, desde alimentação de qualidade a modernos medicamentos. Em muitos casos, há aqueles criadores que recorrem às capitais e também à internet para dar conta do seu animal.

Franklin Alencar afirma que, somente na região, são realizados três eventos anuais com cães das várias raças, incluindo os criados na região e os demais de outros estados e até do Exterior. Em cada um deles, são nove exposições. Este ano já houve a primeira, em Juazeiro, no mês de fevereiro, no Ginásio Poliesportivo. O segundo evento será durante a ExpoCrato, no mês de julho. A terceira, com data e local a confirmar.

Maior exigência

Ele destaca a importância das empresas de atendimento aos animais estarem mais preparadas, pois o nível de exigência da clientela aumenta a cada dia. “Já teve criador que quis processar pet shop. Um deles, o cão teve inflamação no ouvido porque entrou água na hora do banho”, afirma.

Sócio do Kennel há dois anos, o veterinário Francisco Herivelto Bezerra e Silva destaca a importância desse segmento para a economia. Em Juazeiro do Norte, a referência para a compra de produtos da linha pet e clínicas é a Rua São Paulo, onde estão localizadas as principais empresas do ramo. “O mercado hoje está em ascensão e, por conta dessa exigência do cliente, os produtos que hoje estão no mercado da Capital chegam rapidamente ao interior”, diz.

Herivelto está há seis anos no mercado. Ele ressalta a concorrência crescente, principalmente por conta da diversidade de raças na região. “Hoje é incontável o número de raças já existente na região”, diz ele, ao acrescentar que Juazeiro já se encontra no rol dos melhores criadores do País de algumas raças. Cita como exemplo Boxer e Dolgo Argentino. Ele mesmo adquiriu há dois anos duas fêmeas de Bulldog Inglês, e os cuidados com suas cadelas são bem especiais. Chega a recorrer ao mercado de fora para atender a sua demanda. Na região, conforme Herivelto, há raças originárias de outros países.

Porém, o mercado com as rações específicas, de linha terapêutica, já não é tão raro nas prateleiras. São as importadas, como a Royal Canin e Cibau, e as da linha premium e super premium, como a linha Purina, Proplan, Max, Big Box, da linha Pedigree, mais populares, e outras. “Normalmente, o dono do animal não quer saber o quanto está gastando com o cão, mas busca mesmo a qualidade e quer resultados”, diz a proprietária de pet shop e clínica em Crato, Maria Alice Calado Morais. Ela está no mercado há quase dez anos. Junto com o marido, o veterinário Manoel Morais Brito, tem participado com frequência de feiras nacionais e internacionais.

Segundo Manoel Morais, a busca de novidades tem sido um trabalho contínuo. Hoje, conforme ele, se pensa no bem-estar do consumidor, nas melhores formas de atendimento e no conforto do animal. Ele oferece serviço de táxi-dog e hospedaria de animais, e já se pensa em adquirir um veículo melhor. No mercado cratense são cerca de dez empresas do ramo, mas a diversidade de produtos de linha mais sofisticada para os animais chama o cliente.

A veterinária Tarsila Pereira de Oliveira, há 20 anos no mercado em Juazeiro, tanto na área comercial como na clínica, destaca como as relações dos seres humanos com os animais domésticos tem mudado. Ela vê uma tendência para “humanização” dos animais e fortalecimento do convívio com os bichos de estimação, onde há maior de afetividade. Mas ainda há muito o que mudar no que diz respeito a essa relação. E as orientações quanto à forma de cuidados devem partir de uma visão especializada.

Herivelto Bezerra ressalta que ainda há muitas pessoas que alimentam o seu cão com os mesmos alimentos de casa, os restos de comidas, e isso acaba maltratando animal e afetando a sua saúde, por conta da inadequação.

Qualidade
Serviços tendem para especialização

A especialização no atendimento veterinário é uma necessidade que está na ordem do dia nas clínicas da região

Juazeiro do Norte Diante do crescimento dos animais de estimação no ambiente doméstico, a veterinária Tarsila Pereira de Oliveira destaca que é importante perceber que os animais necessitam de espaços, de adequações ao clima e de cuidados relacionados aos tipos de raça. Tudo isto requer uma assistência e orientações de um especialista do ramo.

Ela salienta o processo de expansão do mercado e a melhoria da área, que tem exigido também uma especialização clínica. Porém, nestes casos, quando há necessidade, ela encaminha para outros centros, já que a região ainda não dispõe de especialistas como dermatologistas ou oftalmologistas.

Para o veterinário Manoel Morais, a busca de coisas novas para o mercado caririense é constante. Ele avalia o mercado hoje como de bom nível, que não deixa muito a desejar em relação às capitais. Hoje não é mais tão raro os aparelhos de Raio X nas clínicas e a ultrassonografia para animais. Na sua clínica, há todo um procedimento que leva em consideração o atendimento dos clientes, ou seja, o cão e o seu dono. E isso se repete nas outras lojas que funcionam com clínicas anexas, já que muitos proprietários são também veterinários.

Salas sofisticadas, serviços de atendimento direto ao consumidor, em domicílio, tosas específicas, e profissionais que devem estar cada vez mais capacitados, antes de decidir iniciar atividade no segmento.
A diferença no preço da ração em até R$ 0,50 muda o rumo do cliente. E essa é uma forma saudável de atuar no mercado, segundo Herivelto, demonstrando que há um crescimento saudável, em que os consumidores passam a ter mais opção de compra. E a consumidora Priscila Rocha atesta isso. Ela tem dois cães das raças Pinscher e Poodle. “São os meus meninos e sempre estou procurando novidades para eles”, afirma. Mesmo assim, admite que não dá muitos mimos aos animais. Diz estar apreciado o crescimento do mercado e de vez em quando está comprando novas roupas para os seus pupilos. É por essa troca de carinho que o mercado também procura atender.

"O mercado se amplia para atender à demanda exigente dos criadores da região”
Francisco Herivelto Silva
Criador

"Queremos estar atualizados do que há no mercado para trazer para a região”
Manoel Morais Brito
Veterinário e proprietário de pet shop


Elizângela santos
Repórter


fonte: Diário do Nordeste


Marcadores: Juazeiro do Norte, Mercado, Pet

domingo, 3 de abril de 2011

Ladislau Dowbor - “Brasil: um outro patamar - Propostas de estratégia”

A política macroeconômica: pragmatismo e flexibilidade

Os prognósticos sombrios apontados para o Brasil na época da crise financeira mundial de 2008 não se materializaram. O que se concretizou, é a visão de uma política macroeconômica multifacetada, pragmática, e orientada pelo equilíbrio dos interesses, e sobretudo pela compreensão de que uma base mais ampla de mercado interno ajuda todos os setores, inclusive o setor exportador, que teve como compensar a redução dos mercados extenos com o consumo interno. E sedimentou-se a idéia de que um Estado atuante é simplesmente necessário. O artigo é de Ladislau Dowbor.

O economista Ladislau Dowbor elaborou um documento intitulado “Brasil: um outro patamar - Propostas de estratégia”, que incorpora o cerne das discussões travadas no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) ao longo dos últimos cinco anos, com objetivo de esboçar uma “Agenda Brasil” para a década que se inicia. 

O documento busca desenhar em grandes traços o novo referencial, tanto nacional como internacional, que incide sobre os rumos desta década. “O Brasil encontrou o seu rumo ao transformar o seu maior desafio, a pobreza, e a falta de capacidade de compra que a acompanha, em vetor de expansão do conjunto da economia. A distribuição, ao estimular a demanda, é que faz crescer o bolo”, diz Dowbor.

A Carta Maior está publicando quatro dos principais capítulos deste trabalho, com o link para a versão integral do texto. Publicamos hoje a terceira parte: "A política macroeconômica: pragmatismo e flexibilidade"

A política macroeconômica: pragmatismo e flexibilidade

Um dos pontos mais fortes da ampliação das perspectivas de desenvolvimento está na estabilização de um modelo de gestão macroeconômica. Neste plano também estamos frente a um novo patamar. Trata-se aqui do equilíbrio nas políticas de salários, de preços, de crédito, de câmbio, de previdência, de investimentos e de arrecadação. Tecnicamente complexa, e foco de pressões constantes, a política macroeconômica no Brasil obedecia a uma visão neoliberal sofisticada em termos teóricos, mas que resultava ao fim e ao cabo em baixo crescimento e injustiça social, sempre com tom de seriedade e austeridade. A contenção salarial e os altos juros seriam justificados como instrumentos de proteção do povo contra a inflação. Esta área da economia sofre de um pecado original: poucas pessoas a entendem, e encontra-se portanto pouco sujeita a escrutínio democrático. E o passado inflacionário deixou marcas no inconsciente coletivo.

Em termos resumidos, a política adotada pode se resumir na expansão da economia pela inclusão progressiva da base da pirâmide social, o que aumenta a demanda agregada, o que por sua vez gera emprego, investimentos e maior demanda, levando o conjunto a uma espiral virtuosa de desenvolvimento. O nó da política macroeconômica está no equilíbrio das diferentes variáveis, tanto em termos de montantes como de ritmo. A política adotada caracterizou-se por uma grande flexibilidade e rapidez de resposta às mudanças das tendências nacionais e internacionais, uma boa dose de pragmatismo, e a busca de equilíbrios entre os interesses envolvidos. 

Em termos práticos, a fase inicial, de 2003 a 2005, caracterizou-se por reajustes macroeconômicos ortodoxos, visando tranquilizar os agentes econômicos quanto à estabilidade das regras do jogo, cumprimento dos compromissos financeiros, contenção das pressões inflacionárias. Paralemamente, iam se construindo os instrumentos de gestão das políticas sociais, que têm como recurso escasso não o dinheiro, mas a capacidade administrativa, que se desenvolve mais lentamente. As minireformas tributária e previdenciária permitiram por sua vez estabilizar as contas. O bom preço das commodities e a diversificação dos acordos comerciais permitiram a redução da vulnerabilidade externa. 

A segunda fase, de 2006 a 2008, já se caracteriza pela articulação das políticas em torno a uma dinâmica acelerada de crescimento pela inclusão, lançando as bases das dinâmicas atuais. O cadastro unificado das famílias pobres, a unificação dos programas sociais no Bolsa Família, a forte progressão do salário mínimo (que envolve também o aumento das aposentadorias), o apoio à agricultura familiar (Pronaf), a expansão do crédito (crédito consignado, financiamentos do BNDES e de outros bancos do Estado), a gradual expansão dos investimentos, geraram uma dinâmica de consumo na base da sociedade, e um reforço de investimentos no setor privado. 

O resultado foi uma forte expansão do emprego formal, com mais demanda. Em outros termos, o Estado assumia a sua função de indutor do desenvolvimento. A maior demanda não gerou inflação, na medida em que a capacidade ociosa do aparelho produtivo permitiu rápida expansão da oferta. A expansão do gasto público foi coberta pela maior arrecadação que resultou do crescimento econômico (passou de 5% em 2008) e da maior formalização da economia, permitindo tanto manter os compromissos com a dívida como expandir as políticas sociais. 

A fase da crise financeira de 2008 submeteu esta política a dura prova. A amplitude da crise e o pânico internacional gerado provocaram no país o travamento do crédito, a suspensão dos investimentos privados, a transferência de recursos das filiais brasileiras de grupos estrangeiros para para salvar as matrizes (35 bilhões de dólares só em 2008), e um clima geral de insegurança. Diante da queda da arrecadação do Estado, a visão ortodoxa seria de contenção dos gastos do governo, com um ajuste fiscal contracionista. Com a visão desenvolvimentista já estabilizada na etapa imediatamente anterior, o governo optou por um conjunto de medidas anticíclicas, respondendo de forma rápida e diversificada aos diversos desequilíbrios à medida que se manifestavam. 

Manteve a expansão do salário mínimo (12% em 2009) gerando expectativa positiva no mercado; assegurou desonerações tributárias e incentivos nos setores críticos; utilizou as reservas cambiais para o financiamento das exportações (o financiamento externo havia estancado totalmente); reduziu o compulsório (que aliás os bancos comerciais utilizaram para comprar títulos do governo, em vez de fomentar a economia); reduziu o financiamento da dívida para priorizar o apoio às atividades produtivas; utilizou os bancos estatais para estimular a economia através de um amplo espectro de linhas de crédito; as alíquotas do imposto de renda foram subdivididas ao se constatar o aperto da crise nos setores da classe média baixa. Os programas sociais não só não foram reduzidos, como expandidos, e a dinamização da construção no programa Minha Casa Minha Vida passou a gerar atividades e empregos de forma muito capilar no conjunto da economia. 

Os prognósticos negros apontados na época não se materializaram. O que se concretizou, é a visão de uma política macroeconômica multifacetada, pragmática, e orientada pelo equilíbrio dos interesses, e sobretudo pela compreensão de que uma base mais ampla de mercado interno ajuda todos os setores, inclusive o setor exportador, que teve como compensar a redução dos mercados extenos com o consumo interno. E sedimentou-se a idéia de que um Estado atuante é simplesmente necessário. Hoje o país passa a enfrentar os desafios estruturais sabendo que a capacidade de gestão macroeconômica passou as provas, e para o setor privado que precisa estar tranquilo quanto às regras do jogo, isto representa un novo patamar.

Independentemente da crise financeira, um outro vetor de política econômica foi se construindo e está se tornando central, que são os grandes investimentos de infraestrutura tão longamente adiados. O Programa de Aceleração do Crescimento, o Programa de Desenvolvimento Produtivo, a expansão dos investimentos da Petrobrás, o PAC II, e também o Plano de Desenvolvimento da Educação, os planos de generalização de acesso à banda larga, de ordenamento do uso da água e numerosos outros estão ao mesmo tempo dinamizando os investimentos e mantendo a conjuntura elevada, o que facilita todos os ajustes, e introduzindo nos mais diversos setores uma visão estrutural, sistêmica, com resgate de mecanismos de planejamento e de longo prazo. Isto tensiona a capacidade gestora do Estado, que já não desempenhava tais atividades, e coloca novos desafios de modernização administrativa.

Se há uma visão teórica a resgatar, é que os equilíbrios macroeconômicos são dinâmicos, que é possível gerar maior demanda sem excessiva pressão inflacionária, aumentar o fomento do Estado sem gerar déficit irresponsável, encontrar um novo equilíbrio entre mercado inerno e mercado externo sem dramas cambiais, que é possivel colocar condições à entrada de capitais especulativos sem ser declarado “controlador” pelo mercado especulativo internacional e assim por diante. Sobretudo, é possível reduzir os desequilíbrios sociais e regionais sem prejudicar os setores mais abastados e as regiões mais ricas, ao assegurar que todos se beneficiam, mas os de baixo em ritmo mais acelerado. O bom senso funciona. Não só a boa maré levanta todos os barcos, como o Estado pode ser providencial em assegurar que a maré se mantenha. 

A íntegra do documento

Meio Ambiente na China


Maior poluente do planeta, China quer atrair tecnologias verdes

março 4th, 2011 by priscilla
A China, maior poluente do planeta, lançou um amplo programa de apoio ao desenvolvimento de energias limpas, dos biocombustíveis ao setor eólico — um atrativo para empresas estrangeiras que enfrentam restrições orçamentárias em seus países.
Em um laboratório perto de Tianjin, ao norte do país, especialistas criam bilhões de micro-organismos com o objetivo de produzir enzimas capazes de transformar os dejetos industriais em biocombustíveis não poluentes. O local pertence à Novozymes, empresa dinamarquesa inserida no cada vez mais numeroso grupo de companhias estrangeiras que se beneficiam dos investimentos da China nas tecnologias verdes.”A situação nunca foi tão boa”, declarou à AFP o presidente da Novozymes China, Michael Christiansen.
O governo chinês anunciou uma verba de US$ 750 bilhões para desenvolver energias limpas durante a próxima década. A meta é cobrir 15% das necessidades de consumo com fontes energéticas renováveis até 2020.”A China é vista como um ótimo mercado para comercializar tecnologias em grande escala, assim como para gerar uma vantagem competitiva a longo prazo ao redor de tecnologias limpas”, afirmou o especialista Ben Warren, da empresa de consultoria Ernst & Young.
O gigante asiático ultrapassou este ano os Estados Unidos como mercado mais atrativo para investimentos em energias renováveis, segundo um estudo da Ernst & Young.
Energia eólica
A China também deve assumir a liderança nos investimentos em energia eólica, depois do anúncio de um plano para instalar uma capacidade de produção de 90.000 megawatts até 2015. ”No Ocidente, a situação é difícil para as empresas, porque temos problemas para encontrar financiamento”, explicou o presidente da americana Cleantech Group, Nicholas Parker, cuja empresa é especializada em pesquisa de tecnologias limpas.
“A construção de parques eólicos geralmente é financiada com empréstimos, que desaceleraram com a crise. Na China, este problema não existe”, completou.As tecnologias verdes são favorecidas ainda pelos municípios, que oferecem terrenos gratuitos ou dinheiro para a pesquisa e o desenvolvimento do setor, assim como pelos bancos chineses, que concedem empréstimos a taxa menores que nos Estados Unidos.
Fonte: Folha Online

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ceará segue na liderança na criação de suínos no NE

Durante o ano passado, 34.931 cabeças de suínos foram abatidas, apenas 65 a menos que 2009

Mesmo registrando uma redução de 0,2% no abate de suínos na comparação entre o quarto trimestre de 2010 e igual período de 2009 em pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ceará ainda continuou com o maior número de abates no ano passado. Durante o ano passado, 34.931 cabeças de suínos foram abatidas, apenas 65 a menos que 2009.

No Nordeste, seguindo o desempenho cearense, Alagoas foi o maior destaque, com aumento de 118% no período analisado. Em terceiro, ficou Pernambuco (28,2 mil abatimentos e 6,9%). A Bahia, em quarto lugar no ranking, foi o outro estado com baixa registrada, de - 5,3%.

Em todo Brasil, cerca de 32,5 milhões de suínos foram abatidos, segundo o IBGE. Rio Grande do Sul (1,7 milhões) e Santa Catarina (2,1 mi) encabeçaram os números, levando região Sul ao melhor desempenho: 5,3 mi.

Nas variações, o Norte teve o maior aumento na comparação (26,1%), seguido por Nordeste (16%), Centro-Oeste (10%), Sul (4,4%) e Sudeste (2,6%).

Frango

Em relação ao abate de frangos, o Ceará teve um aumento de 14,4% no número de animais abatidos entre o quarto trimestre de 2009 e o mesmo período de 2010, mas ficou atrás de Pernambuco (14,4 milhões) e Bahia (14,8 milhões).

Entre as variações, a maior do Nordeste foi do Piauí (63,3%), que passou de 821 mil para 1,3 milhões de aves abatidas. Já a região apontou o quarto maior número no ranking nacional, com 37,4 milhões, e ficou atrás de Sul (743,7 milhões), Sudeste (290,3 milhões) e Centro-Oeste (176,4 milhões). Atrás do Nordeste, apenas o Norte, com 14,7 milhões. O aumento nacional de abates foi de 4,5%, com 4,9 bilhões de aves.

Alto preço do boi

De acordo com Octávio Costa de Oliveira, um dos responsáveis pela pesquisa do IBGE, o destaque da carne suína se deve, ao aumento do preço da carne bovina, pois o porco é usado na substituição do boi.

O abate de bois teve a menor taxa: 4,3%. Na pesquisa, entre todas as regiões, apenas Sul (17,3%) e Nordeste (1,9%) apontaram variação positiva. O Ceará teve variação positiva de 2,2% e 87 mil animais abatidos em 2010. Aquém de Bahia (296 mil), Maranhão (149 mil) e Pernambuco (110 mil). No acumulado do ano passado, o resultado nacional foi encabeçado por Mato Grosso (11,3% do abate nacional) e São Paulo (12,1%).

O resultado nacional, segundo o especialista do IBGE, "também é devido a sazonalidade, pois, devido ao fim do ano (passado), aumenta o consumo desse tipo de carne".

Couro, leite e ovos

Em 2010, foram adquiridos 20,966 bilhões de litros de leite, 7% a mais que em 2009, e 35,009 milhões de peças de couro cru inteiro de bovinos. Já a produção de ovos de galinha (2,46 bilhões de dúzias) teve expansão de 4,2%.

Fonte:Diário do Nordeste