terça-feira, 13 de julho de 2010

Crescimento da Região Nordeste em 2010


BNB projeta aumento de 6,9% para o PIB do Nordeste em 2010

Crescimento do Produto Interno Bruto nordestino deve superar o do Brasil em 2010, que fecharia o ano em 6,8%
13 de julho de 2010 - 9:09 - Por TM
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Foto: Divulgação
O Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste, elaborou pesquisa sobre conjuntura econômica, projetando um aumento de 6,8% para o PIB do Brasil e de 6,9% para o do Nordeste, em 2010.
A pesquisa mensal baseia-se no panorama observado no primeiro quadrimestre, cujos indicadores apontam para um bom desempenho da economia nordestina, com destaque para os estados do Ceará e Maranhão.
No período, o nível do crescimento regional superou a média nacional, exceto no caso da produção industrial e de grãos. Entre os mêses se janeiro e abril, as exportações regionais atingiram US$ 5,3 bilhões, um aumento de 57% referente ao mesmo período de 2009, o dobro da média nacional. Já as importações alcançaram US$ 5,2 bilhões, um avanço de 41,8%.
Agricultura e indústria
A safra regional pode chegar a 12,6 milhões de toneladas, 7,6% a mais que a anterior, contra 8,7% previstos na safra nacional. A produção menor de alguns estados, prejudicados pela escassez ou excesso de chuvas, foi compensada pelo desempenho dos principais produtores de grãos da região: Bahia, Maranhão e Ceará, com aumentos respectivos de 9,9%, 14% e 20%..
A expansão da indústria nordestina em abril, de 20,5% sobre igual mês de 2009, foi a maior desde maio de 1996. No acumulado do ano, o avanço foi de 13,7%, um pouco abaixo do agregado nacional, especulado em 18%, sobressaindo-se os setores de metalurgia básica (29,1%), calçados e artigos de couro (23,5%) e refino de petróleo e álcool (21,6%).
Crédito e comércio
O volume de vendas do comércio varejista ampliado do Nordeste, no primeiro trimestre, cresceu dois pontos percentuais acima do país como um todo (17,5% contra 15,5%), reflexo das melhorias nos níveis de emprego, massa salarial, volume de crédito e na desoneração fiscal sobre vários produtos. Os melhores desempenhos ocorreram no Ceará (23%), Piauí(19,3%), Paraíba (18,6%) e Bahia (17,3%).
Quanto ao crédito, o volume de operações atingiu R$ 151,1 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 33,2% no trimestre, quase o dobro da expansão nacional (16,8%).
Já a arrecadação de tributos federais subiu 25,7% no quadrimestre, para R$ 12 bilhões. Em âmbito nacional aumentou 19,4% tomando como parâmetro o mesmo período de 2009. Por sua vez, a arrecadação do ICMS alcançou R$ 9,4 bilhões, 18,7% a mais sobre o primeiro trimestre de 2009, 17,2% em âmbito nacional.
Trabalho
Entre janeiro e abril, o mercado de trabalho formal se recuperou na região registrando saldo positivo de 30 mil novas oportunidades. Vale lembrar no mesmo período, em 2009, haviam sido eliminados 105,8 mil postos de trabalho, em função da crise global. No mesmo intervalo, houve queda nas taxas de desocupação nas regiões metropolitanas deSalvador (1,2 ponto percentual) e Recife (1,5 p.p).

Relações Internacionais e Comerciais


Empresários do Brasil e Europa discutem negócios em Brasília

Encontro Empresarial Brasil-União Européia, que ocorre paralelamente à reunião de cúpula dos governos
13 de julho de 2010 - 9:45 - Por TM
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Foto: Divulgação.
Executivos de grandes empresas brasileiras e européias discutem nesta quarta(14), no Itamaraty, em Brasília, alternativas para superar as dificuldades de ampliação dos negócios dos dois lados. Este será o tema principal do 4º Encontro Empresarial Brasil-União Européia, que ocorre paralelamente à reunião de cúpula dos governos.
O encontro é promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Business Europe, sua congênere, que representa 40 federações industriais. Os dirigentes das empresas debaterão, entre outros temas, as relações econômicas bilaterais após a crise econômica internacional, perspectivas do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Européia e oportunidades de negócios em  telecomunicações e preservação ambiental.
CNI, a Associação Industrial Portuguesa (AIP) e a Federação da Indústria Automobilística abrem o encontro às 9h, na Sala San Thiago Dantas. A reunião será encerrada às 15h, no auditório Wladimir Murtinho, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva  e pelos presidentes da Comissão Européia e do Conselho Europeu.
Quatro painéis de discussões, com sub-temas,  reunirão os presidentes da Portugal Telecom, Zeinal Bava, e da Suez Energia para América Latina, Jan Flachet, o economista-chefe do Bradesco, Fernando Barbosa, o diretor-executivo da União da Indústria de Cana-de-Acúcar (Única), Eduardo Leão de Souza, além de outros executivos.

Infraestrutura no Ceará


CE: Pecém recebe investimentos de R$ 571 mi até dezembro

Desse total, R$ 410 milhões estão sendo investidos no Terminal de Múltiplo Uso; BNDES financia 80% do valor
13 de julho de 2010 - 10:29 - Por TM
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Terminal Múltiplo Uso do Pecém. Foto: Divulgação
Com as obras que estão em andamento, o Porto do Pecémreceberá, até o final do corrente ano investimentos no valor de R$ 571,5 milhões. Desse total, R$ 410 milhões estão sendo investidos no Terminal de Múltiplo Uso  (Tmut), com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) financiando 80% do total, com a contrapartida de 20% do Governo do Estado do Ceará.
Também estão sendo investidos exclusivamente pelo Estado R$ 150 milhões na construção e montagem da correia transportadora, R$ 7 milhões para projetos diversos de ampliação do porto e R$ 4,5 milhões na construção do bloco de utilidades, que vai reunir num mesmo espaço serviços como agência bancária, correios, restaurante e outros.
Segundo informações da Direção de Implantação e Expansão da Cearáportos, o cronograma está sendo seguido rigorosamente, o que permite confirmar que as obras do Tmut estarão concluídas até dezembro do corrente ano.
Terminal de Múltiplo Uso
A obra do Terminal de Múltiplo Uso vai permitir a transferência das operações de contêineres e carga geral do Píer 1 para esta nova instalação, ficando assim o Píer 1 liberado para operações com carvão e minério de ferro, além de outros granéis sólidos, diversificando os tipos de cargas movimentadas no Terminal.
Além disso, as operações com cargas conteinerizadas passarão a ser realizadas em terminal projetado para este fim, apresentando condições operacionais muito superiores às existentes no Píer 1, permitindo a instalação de modernos equipamentos, como portêineres e transtêineres, profundidade de 18m, dois berços com 350m, retroárea contígua ao cais com pátio de estocagem de 87.400m2 e ainda a ampliação do número de tomadas frigoríficas em mais 480 unidades, dentre outras vantagens.

domingo, 11 de julho de 2010

“A economia dos ecossistemas e da biodiversidade”

JOHN ELKINGTON / EMPRESA TRANSPARENTE - 03/06/2010

A economia da biosfera

Seu impacto deverá ser tão profundo quanto o da Revolução Industrial. Desta vez, a economia trabalhará a favor da natureza

Por John Elkington*
Ilustração_Rafael Calça
Desde a Revolução Industrial, a natureza caiu no esquecimento. Foi igualmente subvalorizada por economistas, contadores, engenheiros e políticos. Agora, porém, uma nova revolução está em marcha. Será divulgado, no final deste ano, um estudo intitulado “A economia dos ecossistemas e da biodiversidade”. Seu objetivo é a criação do que está sendo chamado de “economia da biosfera”, cujo impacto deverá ser tão profundo quanto o da Revolução Industrial, com a diferença fundamental que, desta vez, a economia vai trabalhar a favor da biosfera.
Tudo leva a crer que serão extraordinárias as oportunidades de negócios criadas por essa mudança. A análise conclui que a degradação dos ecossistemas e da biodiversidade do planeta decorrente do desflorestamento cobra de nós um capital natural de US$ 1,9 trilhões a US$ 4,5 trilhões a cada ano. A vanguarda da ciência dos ecossistemas tem proporcionado novos e extraordinários insights. Hoje compreendemos, por exemplo, que as florestas tropicais se comportam como bombas de água potável. O rio Amazonas gera cerca de 8 trilhões de toneladas de água todos os anos que, bombeadas para a atmosfera, alimentam um cinturão aéreo de vapor d’água que interliga as florestas tropicais do mundo todo. Se o rio secasse, o volume de chuvas diminuiria não só nos polos agrícolas trilionários da América do Sul mas também em lugares distantes como a China.
O “passivo ecossistêmico” das 3 mil maiores empresas de capital aberto somou US$ 2,2 trilhões em 2008.
Com a crescente compreensão acerca da importância dos ecossistemas e da biodiversidade – que até recentemente não eram levados em conta na equação geral das coisas – observa-se também um interesse cada vez maior pela precificação dos serviços proporcionados pelos principais ecossistemas. É o caso do controle das enchentes e da regulação da precipitação pluviométrica, que farão surgir mecanismos que permitirão que se pague por esses serviços, além de criar empresas que vão suscitar novas formas de valor de mercado.
Afirma Mikkel Kallesoe, do Conselho Mundial de Empresas para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em inglês): “O conceito de serviços de ecossistemas é mais tangível para os negócios do que o da biodiversidade. Estamos falando de água potável, lavouras, polinização, fibras e controle da erosão. Trata-se de itens que se combinam com outros insumos de modelos econômicos e de processos de produção. Veremos modificações profundas no que diz respeito à forma de lidar com as questões ambientais, como desafios de gestão próprios do desenvolvimento de novas oportunidades de negócios com base no reconhecimento do fato de que as empresas dependem dos ecossistemas”. No segundo semestre, a Trucost, consultoria de avaliação ambiental, publicará um relatório concluindo que as 3 mil maiores empresas de capital aberto do mundo registraram um “passivo ecossistêmico” de US$ 2,2 trilhões em 2008, o que representa, em média, 30% dos seus lucros combinados.
*Com Alejandro Litovsky; John Elkington é fundador da Sustainability

sábado, 10 de julho de 2010

O perigo de crescer economicamente sem cuidar das outras dimensões da Sustentabilidade

Pequim, 09/07/2010
Crescimento chinês é insustentável no longo prazo


Relatório afirma que padrão de crescimento das últimas décadas terá de se tornar mais 'verde' para que país mantenha ganhos sociais


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Desigual, China tem IDH de Europa e África

IDH da China é o que mais cresce no mundo
da PrimaPagina


Impulsionada por um crescimento anual de quase 10% desde a década de 80, a China foi o país que mais ganhos obteve no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), tornou-se a terceira maior economia do mundo e tirou quase meio bilhão de pessoas da pobreza. No entanto, esse processo significou aumento da poluição num nível que torna insustentável o desenvolvimento chinês no longo prazo, avalia um relatório do PNUD sobre o país.

“O crescimento econômico sustentado foi instrumento fundamental no rápido ganho de desenvolvimento humano da Chia, e terá de continuar para atender as necessidades de emprego, serviços sociais e infraestrutura social. No entanto, o modelo de crescimento econômico baseado no uso intensivo de energia e de outros recursos e uma alta dependência de combustíveis fósseis teve seu preço em termos de degradação e poluição. No longo prazo, ele é insustentável”, avalia a edição de 2009/2010 doRelatório de Desenvolvimento Humano da China, encomendado pelo PNUD e coordenado pela universidade chinesa de Renmin.

Desde 1979, com a introdução de reformas, o sistema regidamente planificado e centralizado deu lugar a uma economia de mercado dinâmica que atrai a atenção do mundo. Nas últimas três décadas, o Produto Interno Bruto (PIB) da China tem crescido a uma média de 9,8% ao ano. Entre 1991 e 2004, a proporção de pobres caiu de 65,2% para 10,4% da população. “Os chineses estão agora mais ricos, mais bem educados e mais saudáveis do que nunca”, observa o estudo.

Ao mesmo tempo, a rápida expansão gerou desigualdades sociais e degradou o meio ambiente. “A emissão total de gases-estufa da China cresceu rapidamente com a industrialização e a urbanização ao longo das últimas décadas. Desde 1970 a 2007, o volume total subiu sete vezes. Em 2007, as emissões de CO2 da China ultrapassaram as dos Estados Unidos e são hoje as maiores do mundo”, aponta o texto.

Os chineses lançam 6 bilhões de toneladas de gases-estufa ao ano, contra 1 bilhão no início dos anos 70. Isso está em parte ligado ao fato de o país ser muito grande e ter uma população numerosa. As emissões per capita são menores que as dos países desenvolvidos — mas cresceram 381% no período, bem mais que as do planeta como um todo (17%), segundo dados da Agência Internacional de Energia citados no relatório. O problema pode se agravar, pois, ao longo das próximas duas décadas, 350 milhões de pessoas devem migrar das zonas rurais chinesas para áreas urbanas.

A indústria do país é setor que mais contribui para a emissão (84% do total). O setor de energia e aquecimento, em especial, impulsiona o problema — é responsável por 49,5% da poluição, seguido por manufatura e construção (31,2%). Já o transporte (6,8%) e o consumo residencial (4,2%) têm pequena participação.

O relatório salienta que há grande disparidade entre as indústrias da China. De um lado, empresas modernas —especialmente as estatais— adotam tecnologia avançada, com baixo consumo de energia por unidade de produção. Em contraste, um grande número de pequenas e médias empresas ainda usam equipamentos ultrapassados e tecnologias que desperdiçam energia e produzem níveis elevados de emissões.

Um exemplo disso é a usina termelétrica de Zhejiang, considerada a maior e mais eficiente do mundo, com quatro geradores de 1 mil megawatts e um nível de consumo de carvão de 282,6 gramas por quilowatt-hora. Ao mesmo tempo, um grande número de geradores ultrapassados opera no país abaixo de 200 mil quilowatts — para cada quilowatt-hora de eletricidade gerado, estes aparelhos lançam entre 250 e 350 gramas a mais de CO2 na atmosfera do que os mais modelos mais avançados.

A simultaneidade entre rápido avanço no IDH e degradação ambiental não significam que os dois fenômenos necessariamente andam juntos, diz o relatório. Os autores identificam dois padrões gerais nos países desenvolvidos: Um, dos países europeus e do Japão, onde as emissões per capita são relativamente pequenas, e outro de Austrália, Canadá e Estados Unidos, onde são altas.

O estudo menciona também o caso mexicano e o brasileiro. Entre 1980 e 2006, Brasil e México avançaram no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), enquanto o crescimento per capita de emissões de CO2 nos dois países foi considerado pequeno (de 3,4 toneladas para 4,2 e de 1,6 para 1,9, respectivamente). “Essas experiências confirmam que modelos de desenvolvimento humano sustentáveis são possíveis.”

O texto destaca que a China tem dados vários passos em relação a uma economia mais verde. Em dezembro de 2009, durante a Cúpula da ONU em Copenhague, o país se comprometeu a reduzir suas emissões de CO2 per capita entre 40% e 45% até 2020. Para isso, o relatório afirma que as empresas chinesas devem investir na redução das emissões, adotar tecnologias mais limpas e promover melhorias para alcançar maior eficiência.
Além disso, o governo central deve ser responsável pela criação de metas nacionais e pelo desenvolvimento de marcos regulatórios. O texto ainda sugere a introdução de um imposto sobre o carbono no país.

http://www.pnud.org.br/meio_ambiente/reportagens/index.php?id01=3513&lay=mam

Balança Comercial


MDIC: exportações do NE se destacam entre janeiro e junho

As exportações do Nordeste foram as que mais cresceram no comparativo com o primeiro semestre de 2009
9 de julho de 2010 - 20:51 - Por Redação (Tendências e Mercado)
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Foto: Divulgação
A página eletrônica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) disponibiliza hoje (9/7) as informações referentes à balança comercial dos estados e do Distrito Federal, e também de 2.187 municípios brasileiros que exportaram e importaram no período entre janeiro e junho de 2010 (121 dias úteis).
Na balança comercial semestral dos municípios, a novidade foi Angra dos Reis (RJ), que exportou US$ 4,4 bilhões no período e ficou em primeiro lugar no ranking nacional, ultrapassando as vendas de São Paulo (US$ 2,9 bilhões). No primeiro semestre do ano passado, o município fluminense havia ficado em oitavo lugar (US$ 1,587 bilhão em exportações) e a capital paulista em primeiro (US$ 2,763 bilhões).
Na lista dos demais municípios exportadores no primeiro semestre deste ano, estão Santos (SP) – US$ 2,3 bilhões; Parauapebas (PA) – US$ 2,3 bilhões; e São José dos Campos (SP) – US$ 2,2 bilhões.
No levantamento por regiões, as exportações do Nordeste foram as que mais cresceram no comparativo com o primeiro semestre de 2009, com expansão de 51,38%, passando de US$ 5,09 bilhões para US$ 7,7 bilhões. Em sequencia, ficaram as Regiões Sudeste (38,50%) – de US$ 35,9 bilhões para US$ 49,7 bilhões; Norte (11,33%) – de US$ 4,8 bilhões para US$ 5,3 bilhões; Sul (9,73%) – de US$ 15,6 bilhões para US$ 17,1 bilhões; e Centro-Oeste (7,68%) – de US$ 7,3 bilhões para US$ 7,9 bilhões.
Quanto às importações, a classificação por região ficou inalterada em comparação com o mesmo período do ano passado: Sudeste (US$ 45,7 bilhões), Sul (US$ 17,2 bilhões), Nordeste (US$ 7,7 bilhões), Centro-Oeste (US$ 4,7 bilhões) e Norte (US$ 5,6 bilhões).
Informações do MDIC.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Brasil - Emprego industrial em alta

08/07/2010 - 10h07

Emprego na indústria tem maior alta anualizada desde 2004, diz IBGE

Da Redação, em São Paulo

O emprego na indústria brasileira apresentou crescimento de 4,2% em maio na comparação com o mesmo mês de 2009, já descontados os efeitos sazonais. Esta é, junto com a elevação registrada em outubro de 2004, a maior alta observada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na série histórica iniciada em 2001.
Na comparação com abril deste ano, a alta foi de 0,3%, o que representa o quinto mês seguido de avanço. No ano, o emprego no setor acumulou alta de 1,9%.
Na comparação anual, 15 dos 18 setores industriais contrataram mais, com destaque para Produtos de metal (8,9%), Calçados e couro (8,2%), Máquinas e equipamentos (6,4%) e Alimentos e bebidas (2,5%).
Todas as 14 regiões do país pesquisadas tiveram aumento do emprego, sendo São Paulo a principal influência positiva, com avanço de 3,3%.
O IBGE acrescentou que o número de horas pagas aumentou 0,3% em maio sobre abril, com ajuste sazonal, e 5,5% ano a ano, a maior variação da série histórica.
A folha de pagamento real dos trabalhadores caiu 0,8% mês a mês e subiu 3,7% ano a ano.

Entenda a pesquisa

Segundo o IBGE, a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário produz mensalmente indicadores sobre vagas e remuneração nas atividades industriais, sobre pessoal ocupado assalariado, admissões, desligamentos, número de horas pagas e valor da folha de pagamento em termos nominais (valores correntes) e reais (deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA).
São consideradas as empresas que possuem unidades locais registradas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e reconhecidas como industriais pelo Cadastro Central de Empresas do IBGE.
A pesquisa é dividida nas seguintes áreas: regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul, Pernambuco, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O levantamento foi iniciado em 1968 com o nome de Pesquisa Industrial Mensal – Dados Gerais. Em 1997, passou a ser denominado Pesquisa Industrial Mensal - Emprego, Salários e Valor da Produção.
A partir de 2001 a pesquisa foi reformulada, deixando de levantar informações relativas ao valor da produção industrial e passando a ser denominada Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário.
(Com informações da Reuters)