sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

As empresas mais admiradas 2009

Mais Admiradas 2009 031 por CartaCapital.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2º da esq p/ dir) e Mino Carta (dir) entregam o prêmio de Empresa Mais Admirada do Brasil a Guilherme Leal (esq), Luiz Seabra (cen) e Pedro Luiz Passos (2º da dir p/ esq), da Natura ©Álvaro Motta
(30/10/2009)

A 12ª edição da pesquisa As Empresas Mais Admiradas no Brasil já entrou para o calendário nacional como um dos eventos mais importantes para a indústria brasileira. Organizado pela revista CartaCapital, o evento tem o objetivo de premiar e destacar as empresas que constroem a respeitabilidade corporativa e, ao mesmo tempo, contribuem para a disseminação da ética empresarial e o desenvolvimento socioeconômico do País.

A pesquisa - realizada nos meses de julho e agosto - entrevistou 1238 executivos de 42 setores da Economia. Neste ano, o trabalho de campo foi desenvolvido por consultorias distintas que atuaram diretamente para a CartaCapital. A Oficina Sophia - consultoria especializada em negócios - de Paulo Secches, juntamente com a diretoria da publicação, fez algumas inovações na premiação.

Além das Empresas foram eleitos os Líderes Empresariais e as Agências de Publicidade Mais Admiradas. Independentemente do setor, os critérios para a eleição foram baseados em 12 fatores-chaves: qualidade de produtos e serviços, compromisso com RH, responsabilidade social, notoriedade, capacidade de competir globalmente, comprometimento com o desenvolvimento sustentável, inovação, qualidade de gestão, compromisso com o País, ética, respeito pelo consumidor e solidez financeira.

Para ilustrar a cobertura da festa de CartaCapital, reunimos o conteúdo produzido em vídeo, foto e no Twitter neste espaço.




A seguir, veja quem foi premiado durante a grande festa de CartaCapital:

As Empresas Mais Admiradas do Brasil em 2009
1º lugar: Natura
2º lugar: Vale
3º lugar: Petrobras
4º lugar: Nestlé
5º lugar: Apple
6º lugar: Google
7º lugar: Itaú
8º lugar: Gerdau
9º lugar: AmBev
10º lugar: Embraer

Os Líderes Empresariais Mais Admirados do Brasil em 2009
1º lugar: Antônio Ermírio de Moraes, da Votorantim
2º lugar: Roger Agnelli, da Vale
3º lugar: Abilio Diniz, do Pão de Açúcar
4º lugar: Jorge Gerdau Johannpeter, da Gerdau
5º lugar: Fabio Barbosa, do Santander
6º lugar: Roberto Setubal, do Itaú
7º lugar: Ivan Zurita, da Nestlé
8º lugar: Eike Batista, da EBX

As Empresas Mais Admiradas do Agronegócio do Brasil em 2009
1º lugar: Tortuga
2º lugar: Votorantim
3º lugar: Monsanto
4º lugar: Syngenta
5º lugar: Bunge
6º lugar: Petrobras
7º lugar: Perdigão
8º lugar: Bayer
9º lugar: Banco do Brasil
10º lugar: Coopercitrus
11º lugar: FMC

Fonte: Carta Capital - Sociedade.

IQD - Índice de Qualidade do Desenvolvimento


Indicador aponta a qualidade do desenvolvimento

O IQD (Índice de Qualidade do Desenvolvimento) é uma pesquisa mensal realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que capta se o desenvolvimento vivido pelo país, contempla os requisitos de crescimento econômico com distribuição dos frutos do progresso e, também, aponta se esse movimento tende a sustentar-se no tempo. Para tanto, o indicador é segmentado em três componentes: Índice de Qualidade do Crescimento, Índice de Qualidade da Inserção Externa e Índice de Qualidade do Bem-Estar.

A qualidade do crescimento é garantida se: i) o crescimento da formação bruta de capital fixo superar o crescimento da produção de bens de consumo; ii) a produção dos bens de consumo duráveis crescer mais do que a de bens de consumo não-duráveis; iii) houver redução do foco de queimadas no país e da emissão de carbono; iv) a massa salarial crescer; e v) se a expectativa dos empresários for positiva. Cada uma dessas comparações permite duas pontuações: se o resultado atender aos critérios relacionados, somam-se 100 pontos; caso contrário, zero ponto. Logo, o Índice de Qualidade do Crescimento pode variar entre 500 pontos (todos os itens favoráveis ao crescimento) e zero ponto (todos desfavoráveis).

Do mesmo modo, a qualidade da inserção externa é garantida se: i) a exportação de bens manufaturados crescer em relação ao total vendido ao exterior; ii) o investimento direto estrangeiro crescer em relação ao total dos investimentos estrangeiros no Brasil; iii) houver elevação dos termos de troca; iv) a renda líquida enviada ao exterior crescer abaixo da média histórica dos últimos 25 anos; v) se crescerem as reservas líquidas internacionais.

O sistema de pontuação de cada item é igual ao descrito anteriormente. Por sua vez, para mensurar melhorias na qualidade da vida social, utiliza-se como proxi: i) a queda na taxa de desemprego; ii) o aumento das ocupações formais em relação ao total; iii) a queda na taxa de pobreza; iv) a mobilidade social ascendente (ganhos reais de renda); e v) a queda na taxa de desigualdade de renda (índice de Gini). Mais uma vez, o sistema de pontuação dos itens é o mesmo.

Por fim, os três componentes são somados e divididos por três a fim de se obter uma média dos fatores que influenciam diretamente a qualidade do desenvolvimento. O resultado dessa conta é o IQD. As fontes utilizadas são IBGE (PIM e PME), Banco Central (balanço de pagamentos), FGV e Ipea (expectativas), Ipea (termos de troca) e Inpe (meio ambiente).

Confira todas as edições do IQD:

Redução da desigualdade requer reforma tributária


(12/01/2010 - 20:45)

Comunicado nº 38 mostra que políticas redistributivas e maior coordenação entre esferas de governo são necessárias

O Comunicado da Presidência nº 38, apresentado nesta terça-feira, 12, em São Paulo, traz ainda o que os técnicos de Planejamento e Pesquisa do Ipea consideram os principais desafios à continuidade do processo de redução da pobreza e da desigualdade de renda no Brasil. Durante a entrevista de divulgação do estudo, intitulado Pobreza, desigualdade e políticas públicas, o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, destacou o atual sistema tributário e a falta de coordenação para políticas sociais nas diferentes esferas de governo como exemplos de entraves.
"Para resolver a desigualdade, terá de ser com políticas redistributivas. Será necessária a reforma do sistema tributário", afirmou Pochmann. As políticas redistributivas significam que a arrecadação se dá principalmente entre os setores mais privilegiados da população, e as transferências de benefícios vão especialmente para os menos abastados. Hoje, a parcela menos favorecida dos brasileiros é que tem a maior parte de seu orçamento comprometida com tributos, como comprova um dos gráficos do estudo. Portanto, a política é essencialmente distributiva, e não redistributiva.
"Outro problema é de coordenação, articulação das políticas públicas. A Constituição de 1988 criou eixos, blocos de intervenção na saúde, na educação, transporte, etc. Há uma estrutura verticalizada, com sistemas únicos, nos quais não há matricialidade e existe sobreposição", continuou o presidente do Ipea.
Ele lembrou que, atualmente, o gasto social em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é da ordem de 22%, pouco abaixo do registrado em países desenvolvidos. Essa proporção pode aumentar, mas dificilmente terá uma grande elevação. "Portanto, é preciso ter maior racionalização do gasto público, maior qualidade no gasto."
Efeito China
O Comunicado da Presidência nº 38 revela que o Brasil não é o país que mais reduziu a pobreza e a desigualdade de renda nos últimos anos. Porém, merece destaque por conseguir diminuir simultaneamente ambas. Entre 1995 e 2000, a variação do índice de Gini foi de -1%. O movimento continuou entre 2000 e 2005, com variação de -4,5%.
No mundo, 520 milhões saíram da condição de pobreza entre 1981 e 2005. Esse cálculo foi feito segundo a metodologia do Banco Mundial, que considera extremamente pobre quem vive com menos de US$ 1,25 por dia. De acordo com dados da ONU citados no estudo do Ipea, porém, essa redução se deve, em grande parte, à redução da pobreza na China.
Na América Latina e no Caribe, há um quadro geral de redução da pobreza, mas realidades distintas quanto à desigualdade. Costa Rica e Uruguai, por exemplo, apresentaram aumento do índice de Gini na primeira metade dos anos 2000. Já México, Paraguai, Equador, Colômbia, Brasil e Argentina tiveram redução. O Banco Mundial estima que, em 2015, o planeta terá 31% a menos de habitantes vivendo em situação de pobreza extrema.

Leia a íntegra do Comunicado da Presidência nº 38

Veja os gráficos

Fonte: IPEA - http://www.ipea.gov.br/default.jsp

Ipea cadastra bolsistas


O Ipea mantém um banco de dados para a seleção de pesquisadores candidatos à concessão de Bolsa Pesquisa em estudos e projetos desenvolvidos pelo Instituto, com destaque para as áreas temáticas relacionadas ao desenvolvimento nacional. As bolsas foram criadas para contribuir com o aperfeiçoamento intelectual e profissional dos bolsistas, e também para promover o intercâmbio entre profissionais do Ipea e instituições similares, organismos públicos e universidades.
Os projetos que tiverem necessidade de seleção de candidatos terão seus dados divulgados na página eletrônica do Ipea. As bolsas são concedidas em diversas modalidades, de Auxiliar de Pesquisas, para candidatos matriculados em nível superior, a Doutores, por meio do Programa de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional - PNPD.
Podem se candidatar:
  • Profissionais que estejam cursando ou que tenham concluído algum curso de graduação ou pós-graduação e que se disponham a complementar sua formação intelectual e profissional, participando da execução de projetos do Ipea;
  • Profissionais de instituições similares ao Ipea e de outros órgãos públicos e universidades que se disponham a intercambiar conhecimento e experiência com o Instituto;
  • Servidores inativos do Ipea ou de outras instituições, com reconhecida competência e experiência, que se disponham a contribuir em projetos de pesquisas, em atividades do planejamento governamental e em programas internos de capacitação de servidores.
A concessão da bolsa ocorrerá mediante análise curricular e outros requisitos determinados pelas respectivas chamadas públicas.
O Ipea recomenda a atualização periódica do cadastro. E-mail de contato para tirar dúvidas: pnpd@ipea.gov.br

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Governo Chávez fará interrupção diária de fornecimento elétrico e reduz em 20% envio de energia ao Brasil

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O presidente Hugo Chávez aplica um severo plano de racionamento, que restringe, inclusive, o horário de funcionamento dos shoppings, sob a ameaça de corte de fornecimento

O governo do presidente Hugo Chávez anunciou, ontem, que o país terá cortes diários no fornecimento de eletricidade, por períodos de até quatro horas, para racionar energia.

"Para a Grande Caracas foram definidos seis blocos, onde vamos aplicar racionamentos máximos de quatro horas", explicou Javier Alvarado, presidente da estatal Electricidad de Caracas. O racionamento será aplicado por zonas, que estarão afetadas "uma vez a cada dois dias e em horários alternados, durante o dia e a noite".

A princípio, os cortes seguirão até o próximo mês de maio, quando se espera o início da temporada de chuvas no país.

Na Venezuela, quase 70% da eletricidade produzida vêm da hidrelétrica de Guri, cujo nível caiu nove metros em relação ao volume normal.

A Venezuela reduziu em 20% o envio de energia para o Brasil, medida que levou a Eletronorte a adotar um sistema de emergência para evitar desabastecimento em Roraima, que é totalmente abastecida pela energia venezuelana.

A redução foi iniciada diante dos problemas passados pelo sistema elétrico no país vizinho, que já começou um programa de racionamento de energia. Roraima vinha recebendo uma carga de 100 MW da Venezuela e, segundo a Eletronorte, está recebendo 80 MW desde ontem.

A empresa ligou a usina termelétrica Floresta, em Boa Vista, para garantir o abastecimento. Movida a óleo diesel, a usina tem capacidade para gerar 47 MW. Segundo a estatal, o governo estuda a contratação de outra térmica emergencial, caso a situação se agrave no país.

O governo Chávez aplica um severo plano de racionamento de eletricidade, que tem por objetivo reduzir em 20% o atual nível de consumo. Desde o dia 1º de janeiro, fábricas e centros comerciais estão submetidos a limites de consumo elétrico, que restringem, inclusive, o horário de funcionamento dos shoppings, sob a ameaça de corte de fornecimento.

A energia elétrica fornecida aos centros comerciais foi limitada ao horário entre as 11 da manhã e às 9 da noite. Além deste horário, os shoppings devem fechar ou gerar sua própria energia. Cassinos estão submetidos a outro horário de restrição, de seis da tarde à meia-noite.

A demanda de eletricidade na Venezuela supera os 16.500 megawatts, muito além da atual capacidade de geração. Segundo analistas, o setor elétrico exigirá investimentos de 18 bilhões de dólares até 2014.


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Internacional
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=719053

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

EUA tecnicamente já deixaram recessão, diz Fed de Chicago

Washington, 13 jan (EFE).- A recessão econômica iniciada nos Estados Unidos em dezembro de 2007, a mais prolongada e profunda desde a Grande Depressão, tecnicamente terminou, disse hoje o presidente da divisão de Chicago do Federal Reserve (Fed, banco central), Charles Evans.

Em discurso em Coralville, no estado de Iowa, Evans reconheceu que o índice de desemprego continua "muito alto", mas disse que os indicadores mais amplos da economia americana apontam para uma retomada. "Em um sentido técnico, estrito, a recessão terminou", afirmou.

O índice de desemprego se manteve em 10% em dezembro, mês em que a economia teve uma perda líquida de 85 mil postos de trabalho. No entanto, sublinhou Evans, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,2% no terceiro trimestre, após ter contração em quatro trimestres consecutivos. As medidas de emergência adotadas pelo Fed, que desde o fim de 2007 inundaram os mercados com dinheiro para sustentar o sistema financeiro e reativar a economia, podem representar um risco de uma inflação alta caso a atividade econômica acelere.

Evans disse confiar que a política monetária manterá a inflação dentro do que considerou razoável, de 2% a médio prazo. Levando em conta a atual fragilidade da economia, Evans acredita que o núcleo da inflação (que exclui preços de alimentos e energia) será de apenas 1,75% em 2012, o que se insere nas metas que o Fed considera aceitáveis para a estabilidade dos preços.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2010/01/13/eua-tecnicamente-ja-deixaram-recessao-diz-fed-de-chicago.jhtm

Fim do consumismo seria a única saída para o planeta


12/01/2010 - 14:57:39

Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil

A edição de 2010 do renomado relatório “State Of The World” afirma que sem uma alteração nos hábitos comportamentais e de consumo de nada adiantarão políticas públicas e avanços tecnológicos no combate ao aquecimento global e a outros desafios contemporâneos

As 500 milhões de pessoas mais ricas do mundo, cerca de 7% da população, são responsáveis por 50% das emissões de gases do efeito estufa, enquanto os três bilhões de pessoas mais pobres emitem apenas 6%. Com dados como esse, o relatório “State of the World 2010, Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability”, do Worldwatch Institute, publicado nesta terça-feira (12/1), traz como principal mensagem que sem uma mudança cultural que coloque valores sustentáveis acima do consumismo, não há milagre tecnológico ou política pública que resgatem a humanidade de graves problemas climáticos, sociais e ambientais.

O relatório chama de consumismo a orientação cultural que leva as pessoas a acharem contentamento, aceitação e significado para as suas vidas através do que possuem e utilizam.

“Nós vimos alguns esforços encorajadores nos últimos anos no combate a crise climática. Porém fazer políticas ou mudanças tecnológicas enquanto a cultura segue centrada no consumismo e no crescimento não podem ir muito longe. Para que se consiga um avanço duradouro, é preciso que a sociedade mude sua cultura para que a sustentabilidade vire a norma e o consumo em excesso um tabu”, afirmou Erik Assadourian, diretor do projeto State of the World.

Em 2006, a humanidade consumiu US$ 30,5 trilhões em mercadorias e serviços, 28% a mais do que apenas 10 anos antes. O aumento do consumo resultou em um crescimento dramático da extração de recursos naturais. Os norte-americanos, por exemplo, consomem aproximadamente 88 quilos de recursos por dia. Se todos vivessem dessa maneira, a Terra sustentaria 1,4 bilhões de pessoas, apenas um quinto da atual população mundial.

“O padrão cultural é a raiz para a convergência sem precedentes de diversos problemas ecológicos e sociais; como as mudanças climáticas, epidemias de obesidade, declínio da biodiversidade, perda das terras cultiváveis e desperdícios de produção”, disse Assadourian.

Os 60 autores do relatório apresentam em 26 artigos algumas estratégias que já estão em funcionamento para a reorientação cultural. Algumas abrangem uma visão social do mercado, através da formação de cooperativas de agricultores, por exemplo. Outras avaliam modelos de planejamento familiar e esforços de marketing social. Há ainda a sugestão de que as escolas primárias sejam utilizadas na formação de uma nova cultura, com iniciativas simples como a alteração dos itens da merenda para uma alimentação mais saudável e baseada em produtos locais.

“Com o mundo lutando para se recuperar da mais séria crise econômica desde a grande depressão, nós temos uma oportunidade história para nos afastarmos do consumismo. No fim, o instinto de sobrevivência deve triunfar sobre a compulsão do consumo a qualquer custo”, concluiu Christopher Flavin, presidente do Worlwatch Institute.

(CarbonoBrasil)

Fonte: Mercado Ético

http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/fim-do-consumismo-seria-a-unica-saida-para-o-planeta/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Brasil pode zerar miséria e se igualar a países ricos em 2016, diz Ipea

12/01/2010 - 11h30

MARIANA SALLOWICZ

Colaboração para a Folha Online

Atualizado às 13h23.

O Brasil poderá praticamente zerar a pobreza extrema e alcançar indicadores sociais próximos aos dos países desenvolvidos em 2016, caso mantenha o ritmo de desempenho que teve entre 2003 e 2008. A conclusão é do estudo "Pobreza, desigualdade e políticas públicas", divulgado nesta terça-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

A pobreza extrema é considerada para famílias com renda de até um quarto de salário mínimo per capita --atuais R$ 127,50.

Também há expectativa de alcançar uma taxa nacional de pobreza absoluta (até meio salário mínimo per capita, R$ 255) de 4% naquele ano, o que, segundo o Ipea, significa quase a sua erradicação. Em 2008, o índice estava em 28,8%.

"A taxa de pobreza de 4% é de país rico. Nos coloca no patamar de países desenvolvidos", afirmou Marcio Pochmann, presidente do Ipea. "O Brasil reduziu o número de pobres pela combinação de elementos como o crescimento econômico e políticas públicas de distribuição de renda. Temos hoje uma estrutura social comparável aos países desenvolvidos."

Desigualdade social

A queda da média anual na taxa nacional de pobreza absoluta foi de 0,9% ao ano entre 1995 e 2008, enquanto a da pobreza extrema ficou em menos 0,8% ao ano. Considerando o período de 2003 a 2008, a redução na primeira foi de 3,1%, e na segunda ficou em 2,1% ao ano.

O índice Gini, que varia de zero a um e é usado para medir as desigualdades sociais, deverá passar para 0,488 --era de 0,544 em 2008. Ele encontra-se, em geral, abaixo de 0,4 nos países desenvolvidos. Em 2005, ficou em 0,33 na Itália, 0,32 na Espanha, 0,28 na França, 0,27 na Holanda, 0,26 na Alemanha e 0,24 na Dinamarca. Já nos Estados Unidos está acima dos demais, em 0,46.

Para o Ipea, parte significativa dos avanços alcançados pelo país no enfrentamento da pobreza e da desigualdade está relacionada a políticas públicas, a partir de 1988 -- data de elaboração da Constituição Federal.

Na década atual, o instituto destaca razões como a combinação entre a continuidade da estabilidade monetária, a maior expansão econômica e o reforço de políticas públicas, como a elevação real do salário mínimo e a ampliação do crédito popular.

"O país fez políticas de distribuição. Passou a arrecadar mais e também distribuiu mais, o que reduziu a pobreza. Porém, ainda precisa combater a desigualdade e, para isso, deverá haver uma mudança na estrutura tributária, que atualmente faz com que os mais pobres paguem mais impostos", avaliou Pochmann.

Fonte: Folha on line. Dinheiro.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u677991.shtml

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

OIT vê emprego no Brasil como um dos menos afetados na A.Latina

Lima, 11 jan (EFE).- O Brasil foi um dos países menos afetados na América Latina pela crise financeira internacional em relação a índice de desemprego, que segundo um relatório divulgado hoje pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) passou de 7,5% para 8,4% em um ano na região.

De acordo com o estudo divulgado pela OIT em Lima, a crise econômica custou 2,2 milhões de postos de trabalho no ano passado na América Latina e no Caribe.

O organismo indicou que a taxa de desemprego aumentou em 2009 em 12 dos 14 países estudados. Só se salvaram Peru e Uruguai, onde houve uma leve diminuição, de 8,6% e 7,9% em 2008 para 8,5% e 7,5% em 2009, respectivamente.

Os menores aumentos foram em Brasil (de 8,1% em 2008 para 8,4% em 2009), Trinidad e Tobago (de 5,0% para 5,1%) e Venezuela (de 7,7% para 8,0%).

A OIT prevê que a porcentagem para a América Latina, que reflete os 18,1 milhões de desempregados atuais, possa cair levemente em 2010, para 8,2%.

Os maiores aumentos foram observados em Barbados, onde o desemprego subiu de 8,3% em 2008 a 10% em 2009, Costa Rica (de 4,9% a 7,8%), Chile (de 7,9 a 10%), Equador (6,85 a 8,7%) e México (de 3,9% a 5,5%).

Na Colômbia, a taxa de desemprego aumentou entre 2008 e 2009 de 11,5% para 12,3%, enquanto neste mesmo período passou na Argentina de 8,1% a 8,8% e no Panamá de 5,6 a 6,6%. O documento não apresenta dados sobre a Bolívia.

A crise financeira internacional não atingiu a América Latina e o Caribe como se esperava, mas a taxa de desemprego deste ano representou um retrocesso na região, onde o índice tinha recuado dos 11,4% de 2002 para 7,5% em 2008.

O diretor regional da OIT, Jean Maninat, disse que aumentou na região o emprego informal (sem proteção social, nem direitos trabalhistas), uma forma de trabalho "que continua sendo um refúgio frente ao desemprego".

"De cada dez empregos criados (em 2009), seis foram no setor informal", explicou Maninat ao insistir que o mercado de trabalho da região "se caracteriza pela alta informalidade".

Maninat ressaltou que "antes da crise já havia outra crise, de pobreza, informalidade e subemprego, desenvolvimento insustentável e déficit de trabalho decente".

Por isso, recomendou que os Estados da região coloquem o emprego "como centro das políticas econômicas" e fomentem o diálogo social e a criação de empresas sustentáveis.

Por sua vez, o diretor do Sistema de Informação Laboral para a América Latina e Caribe (Sialc), Miguel Del Cid, disse hoje que se observou em muitos países um "enfraquecimento da capacidade de suas economias de criar emprego assalariado".

Segundo ele, a taxa de ocupação caiu de 54,9% para 54,3% entre 2008 e 2009.

Del Cid indicou que o emprego informal total aumentou 2,1% em 2009 frente ao ano anterior, enquanto o emprego informal em empresas formais diminuiu 1,6% e o trabalho formal caiu 0,5%.

O relatório da OIT também indicou que em 2010 a região crescerá em média 4,1%, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), por isso se prevê que o desemprego cederá paulatinamente este ano e "poderá situar em torno de 8,2% da força de trabalho".

A redução de 0,2 ponto na taxa de desemprego de 2010 em relação a 2009 (de 8,4% a 8,2%) não é significativa dado que o número absoluto de desempregados se manterá perto dos 18 milhões, como diz o documento.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2010/01/11/oit-ve-emprego-no-brasil-como-um-dos-menos-afetados-na-alatina.jhtm

domingo, 10 de janeiro de 2010

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou a sexta-feira (8) com seu principal índice no vermelho, diante da queda nos preços das commodities

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou a sexta-feira (8) com seu principal índice no vermelho, diante da queda nos preços das commodities no mercado internacional e números frustrantes sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos.

O Ibovespa, referência para o mercado brasileiro, fechou o dia em queda de 0,27%, aos 70.262 pontos. O volume financeiro do pregão ficou pouco acima ao registrado na véspera, marcando R$ 6,5 bilhões.

Foi a segunda queda seguida da Bovespa no ano, depois da queda de 0,39% de quinta-feira (7). Ainda assim, o índice termina a semana com valorização de 2,44%, graças aos bons resultados registrados entre segunda e quarta-feira.

Nesta sexta, entre os ativos de maior peso do Ibovespa, Petrobras PN caiu 0,53%, a R$ 36,95; Vale PNA avançou 0,55%, a R$ 45,55; Itaú Unibanco PN perdeu 1,51%, para R$ 39,02; BM & FBovespa ON teve baixa de 2,31%, para R$ 13,49; e Gerdau PN se desvalorizou 0,27%, R$ 29,54.

Influências

Pela manhã, o governo norte-americano informou o fechamento de 85 mil empregos em dezembro, contrariando expectativas de estabilidade na folha de pagamento ou pequena redução nas vagas. Isso reduziu as apostas na alta dos juros nos Estados Unidos e também o otimismo com a recuperação do país em 2010.

A bolsa brasileira trabalhou sem grandes variações na maior parte do dia, sem tendência definida e operações limitadas a giro. No fim do pregão, os preços das commodities voltaram a perder fôlego, afetando as principais ações do índice, e determinando o fechamento no negativo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Espanha assume presidência da UE anunciando nova estratégia econômica

MADRI, 8 Jan 2010 (AFP) - A Espanha assumiu oficialmente nesta sexta-feira a presidência rotativa da União Europeia (UE), e já anunciou que prepara uma "Estratégia Europa 2020" - um plano para tirar o continente da crise nesta nova década, que exigirá mais coordenação entre as políticas dos países membros do bloco. "Definir e aprovar uma estratégia para 2020 (é) a grande questão destes seis meses, (e) a presidência já trabalha nesse principal objetivo", anunciou o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, falando em Madri depois de um encontro com os presidentes permanentes da UE, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, que inaugurou a presidência semestral espanhola. Van Rompuy convocou uma cúpula informal para o dia 11 de fevereiro para abordar questões econômicas, em particular dois temas: a crise econômica e as metas para conter o aquecimento global, indicou nesta sexta-feira o presidente do Conselho. Com esta nova estratégia, o objetivo é "garantir uma plena recuperação da União Europeia depois desta crise", segundo Van Rompuy. O novo plano substituirá a Estratégia de Lisboa, aprovada em 2000, uma iniciativa na qual o bloco europeu estabelecia o objetivo de se tornar a economia mais competitiva do mundo em 2010, com uma economia baseada no conhecimento - o que não se tornou realidade. Agora, enquanto o mundo sai pouco a pouco da crise, a UE quer "superar os objetivos a curto prazo relacionados à crise", além de "trabalhar em cima de mudanças estruturais para criar postos de trabalho". "Precisamos de mais crescimento econômico para financiar nosso modelo social e preservar o modo de vida europeu", afirmou o presidente permanente da UE. Neste semestre de preparação da nova estratégia, que Van Rompuy pretende aprovar em junho, haverá "um debate profundo de ideias, mobilizador para a sociedade, as empresas, os sindicatos, as universidades, as pequenas e médias empresas", disse por sua vez Zapatero. A meta é construir uma "economia social de mercado competitiva e sustentável", indicou Barroso, e para isso será necessário "mais pesquisa e desenvolvimento (...), (superar as) limitações do crescimento econômico", entre outros. A Espanha, que ainda está em recessão - enquanto a maioria dos grandes países europeus já conseguiram sair e recuperam aos poucos o crescimento -, quer impulsionar, durante sua presidência, "uma política unida, especialmente na questão econômica", disse Zapatero nesta sexta-feira: um verdadeiro "governo econômico" europeu com mais compromisso e trabalho comum de seus membros para cumprir acordos comuns como a Estratégia 2020. Este discurso, no entanto, pode provocar certa reticência por parte do Reino Unido e de outros países mais liberais, como a Alemanha, ao mesmo tempo em que conta com o apoio de membros como a França.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2010/01/08/espanha-assume-presidencia-da-ue-anunciando-nova-estrategia-economica.jhtm

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Exportação para MPEs facilitada

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Medida busca dar fôlego às micros e pequenas empresas do País


Instrumento suspende tributação sobre compra de insumos usados na produção de bens vendidos para o exterior

Para facilitar o acesso de pequenas e médias empresas a mecanismos de desoneração de exportações, o governo publicará nas próximas semanas uma portaria simplificando e unificando as modalidades do chamado drawback, instrumento que suspende a tributação sobre a compra de insumos utilizados na produção de bens vendidos para o exterior.

Após amargar em 2009 a maior queda nas exportações dos últimos 60 anos, quando o volume do comércio passou a ser registrado, o governo apontou como prioridade a recuperação de importantes mercados perdidos durante a crise global, como os Estados Unidos e a Europa. Além da demanda retraída, os exportadores brasileiros de produtos manufaturados têm enfrentado dificuldade para competir com outros países por causa do câmbio valorizado e da alta incidência de tributação nos embarques.

Nesse cenário, a primeira medida para dar mais fôlego às empresas no comércio exterior na prática ampliará a utilização de um mecanismo já existente, que em média reduz em 17,5% o custo das mercadorias brasileiras. "Atualmente apenas 25% das firmas exportadoras utilizam o benefício, sobretudo as maiores", afirma o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral. Segundo ele, o mecanismo já vem sendo implantado há alguns anos para desonerar o setor exportador na aquisição de matérias-primas, peças e componentes importados e, desde 2008, é aplicado na compra de insumos nacionais.

Mas a modalidade conhecida como "drawback verde e amarelo" exigia que parte do insumo das empresas fosse adquirida de fornecedores estrangeiros.

A partir de agora as modalidades serão unificadas, e as restrições, que também impediam a utilização do instrumento por parte do setor agrícola, serão extintas. "A medida vai simplificar a utilização por parte de empresas médias, que não precisarão mais criar um departamento de exportação para lidar com essa burocracia", disse.

Mudança fundamental

Para ele, a mudança é fundamental para que a meta do governo de atingir US$ 168 bilhões em exportações em 2010 seja atingida. Segundo o secretário, o governo também negocia uma utilização mais abrangente do mecanismo em relação aos tributos estaduais, como o ICMS, já desonerados na importação, mas ainda incidentes sobre os insumos nacionais. No entanto, alguns Estados estariam preocupados com a possibilidade de empresas manobrarem o benefício para a produção de mercadorias vendidas dentro do país.

Elaborada em conjunto pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e a Receita Federal, a nova regulamentação deve entrar em vigor até o fim do mês. "Eu já assinei a portaria e espero que ela seja publicada ainda em janeiro", afirmou Barral.


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=716350

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Exportações brasileiras têm maior tombo desde 1950

O impacto da crise financeira internacional no comércio mundial provocou o maior tombo das exportações brasileiras em um único ano desde 1950, quando teve início a série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). As exportações brasileiras caíram 22,2% em 2009, como reflexo da retração da demanda mundial.

O pior ano para as exportações brasileiras, até então, tinha sido em 1952, quando as vendas externas do País caíram 19,8% em relação ao ano anterior, segundo os dados divulgados hoje pelo MDIC. Em 1999, ano de crise econômica no Brasil que levou à mudança do regime cambial, as exportações haviam caído 6,1%, o pior desempenho desde o início do Plano Real. Em 1990, no início do governo Collor, as exportações tiveram queda de 8,6%, também em relação ao ano anterior.

O desempenho das exportações em 2009, que atingiram US$ 152,252 bilhões, também ficou abaixo dos US$ 160 bilhões projetados inicialmente pelo MDIC. A área técnica já tinha prevenido, no ano passado, que não seria possível atingir esse saldo das exportações. Com o desempenho, o saldo comercial de 2009, que foi positivo em US$ 24,615 bilhões, é o pior superávit registrado pela balança comercial brasileira desde 2002, quando o saldo foi positivo em US$ 13,195 bilhões.

Muito mais que o saldo total da balança comercial, o desempenho das exportações é fundamental para um retrato da economia. Em 2009, o que sustentou a atividade econômica foi o mercado interno, responsável pela retomada do crescimento econômico depois dos impactos da crise financeira internacional.

Com relação às importações, que fecharam 2009 em US$ 127,637 bilhões, foi verificada uma queda de 25,3% em relação ao ano anterior. Esse é o pior desempenho desde 1953, quando as importações registraram queda de 33,5% ante o ano anterior. Para 2010, o Banco Central prevê exportações de US$ 170 bilhões e importações de US$ 155 bilhões, o que resultará em um superávit menor, de US$ 15 bilhões.


http://br.noticias.yahoo.com/s/04012010/25/economia-exportacoes-brasileiras-maior-tombo-1950.html

ENCERRANDO CICLOS.....


Fernando Pessoa


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba,mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..

E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão

sábado, 2 de janeiro de 2010

Espanha vai liderar União Europeia

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O primeiro-ministro, José Luis Rodriguez Zapatero, terá a responsabilidade de iniciar o Tratado de Lisboa, que é o novo marco comunitário para revitalizar a UE


O governo espanhol terá o desafio de desfazer as dúvidas no caminho da recuperação econômica e do emprego

A Espanha assumiu, ontem, a presidência semestral da União Europeia (UE) com o compromisso de trabalhar pela recuperação econômica da região e ter maior peso e influência nas relações com os Estados Unidos, a América Latina e o outros países do Mediterrâneo.

Em sua quarta Presidência europeia, o governo espanhol terá agora o desafio de desfazer as dúvidas no caminho da recuperação econômica e do emprego, a consolidação dos direitos cidadãos e reforçar a capacidade de liderança dos 27 países no cenário internacional.

Outra tarefa da Espanha será impulsionar e lidar com o bloco após a aprovação do Tratado de Lisboa, com a ideia de fazê-lo mais forte e coordenado e com capacidade de liderança diante dos desafios como a saída da crise e a mudança climática.

O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, terá a responsabilidade de iniciar o Tratado de Lisboa, que entrou em vigor em 1º de dezembro e que é o novo marco comunitário para revitalizar a UE, após meses de incerteza política e econômica.

Além disso, o mandato da Espanha vem condicionado pela crise econômica ainda presente no bloco e pela necessidade de incentivar um crescimento sustentável que permita a criação de empregos nos próximos anos na região.

Afiançar a recuperação econômica e lançar uma "nova estratégia de política econômica comum" com uma maior coordenação entre os estados-membros é um dos principais objetivos de Zapatero.

Ele também está disposto a cortar os incentivos fiscais ao setor privado para tornar mais leve o alto deficit público, para que o ano de 2010 alcance um resultado melhor do que apontam as previsões.

O controle migratório é outra meta da Espanha, que defende a unificação dos critérios de contratação de trabalhadores e de repatriação para que entrem ilegalmente na UE.

A Espanha vai tratar de reativar as negociações com o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), bloqueadas desde 2004.

A cúpula bienal UE-América Latina, prevista para maio em Madri, será o palco no qual Espanha espera dar um forte impulso a estas negociações.


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Internacional
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=714454