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domingo, 2 de outubro de 2011

Relações Brasil-União Europeia

02/10/2011 - 14h07

Após cinco anos de suspensão, Dilma tenta destravar acordo Brasil-União Europeia

Renata Giraldi
Da Agência Brasil
Em Brasília



No primeiro dia de reuniões da 5ª Cúpula Brasil-União Europeia, na Bélgica, a presidente Dilma Rousseff vai reiterar a preocupação com os impactos da crise econômica internacional. Dilma vai defender a parceria estratégica com o bloco como alternativa para amenizar os prejuízos causados pela crise. Ela também deverá destacar que o Brasil está disposto a colaborar com os europeus no que for necessário. Em outra frente, Dilma vai tentar destravar um acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, cujas negociações foram suspensas em 2006.


Para a presidente, um dos mercados que deveriam ser abertos aos brasileiros na Europa é o setor de serviços. Porém, há resistências dos europeus, que temem a competição.
A presidente deverá lembrar ainda que o desenvolvimento sustentável não pode ser excluído da pauta de discussões. O assunto é o principal tema da Conferência Rio+20, que ocorrerá no Rio de Janeiro entre 28 de maio e 6 de junho de 2012. Será a maior conferência mundial sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde.
Paralelamente, Dilma tratará dos temas que interessam às negociações envolvendo Mercosul e União Europeia. Há articulações para que seja fechado, ano que vem, um acordo de livre comércio entre os dois blocos econômicos. Segundo especialistas, com o acordo, as possibilidades de negócios e de geração de empregos serão multiplicadas.
Porém, a negociação sofre resistências de alguns governos, como o da França, que teme, por exemplo, a competição com a carne produzida na América do Sul. Outra negociação envolve a indústria manufatureira. As negociações para criação do livre comércio entre os dois blocos foram interrompidas em 2006 e só foram retomadas este ano.
Nos discursos recentes que fez na Organização das Nações Unidas (ONU) e no Peru, Dilma disse que a crise não foi causada pelos emergentes, e sim, pelos países mais ricos. Ela se referiu aos Estados Unidos e aos europeus.
A presidente desembarcou hoje (2) em Bruxelas, capital da Bélgica. Além de participar da reunião de cúpula com a União Europeia, ela foi convidada abrir o 23º Europalia, o maior festival europeu de cultura que, este ano, vai homenagear o Brasil. Também está previsto um encontro com o rei Albert II, da Bélgica. De Bruxelas, a presidente segue para a Bulgária, onde vai conhecer a família do pai dela, Pedro Rousseff, que emigrou para o Brasil e nunca mais voltou.

terça-feira, 15 de março de 2011

Acordos entre Blocos

Mercosul e UE iniciam nova rodada comercial
Símbolo do euro, em frente à sede do Banco Central Europeu

BRUXELAS — A União Europeia e o Mercosul iniciam nesta segunda-feira, em Bruxelas, sua quarta rodada de negociações para liberalizar o comércio com ambições iniciais não muito elevadas.
Os europeus decidiram adiar por ora 'sine die' a apresentação das primeiras ofertas comerciais, apesar de, a princípio, ter fixado esta nova rodada, que dura até a próxima sexta-feira, como momento propício visando a encerrar as negociações durante o primeiro semestre de 2011.
"Neste momento, não podemos dar nenhuma indicação sobre quando serão intercambiadas as primeiras ofertas para um Tratado de Livre Comércio com o Mercosul", indicaram fontes da Comissão Europeia, que negocia em nome dos 27 países da UE, recordando que a próxima rodada acontecerá no Paraguai, entre 2 e 6 de maio.
Consultadas pela AFP, fontes ligadas ao Mercosul não ocultaram que a decisão, não justificada oficialmente, surpreendeu os negociadores sul-americanos.
As normas da concorrência, os instrumentos de defesa comercial ou os serviços serão, em compensação, alguns dos temas abordados esta semana pelos chefes negociadores da UE e do Mercosul.
Bruxelas e o Mercosul decidiram em 2010 retomar as negociações depois de uma suspensão de seis anos, apesar da recusa de alguns países europeus, encabeçados pela França, receosos de ver comprometidos seus interesses agrícolas diante de um bloco que representa seu principal competidor no setor.
A Eurocâmara aprovou na semana passada um duro relatório que exige da Comissão que "deixe de fazer concessões que possam repercutir negativamente na agricultura comunitária" e pediu um estudo sobre "o impacto do acordo com o Mercosul".

Desenvolvimento Regional na União Européia

Data: 14/12/2010

Estudo demonstra a política de desenvolvimento regional da União Européia


Estudo realizado por René du Raymond Sacramento, orientado pela Profa. Dra. Ana Lucia Gonçalves da Silva, propõe que a política regional da União Européia (UE) visa a redução de desigualdades regionais por meio da transferência de recursos das regiões mais ricas da UE para as mais atrasadas ou em declínio econômico, além de financiar algumas políticas que beneficiam indistintamente qualquer região da comunidade européia.

O instrumento jurídico e econômico responsável por este remanejamento, para os autores, seria a regulamentação dos Fundos Estruturais da União Européia, ocorrido em 1993. O trabalho completo pode ser identificado em:

Fonte: IGDNews


domingo, 2 de maio de 2010

Crise na União Européia


30/04/2010

Zona do euro precisa de novas regras com urgência

Der Spiegel
Peter Bofinger
Poloneses fazem protesto contra a União Européia em Varsóvia (Polônia)
Poloneses fazem protesto contra a União Européia em Varsóvia (Polônia)


A atual crise grega revelou de forma bastante clara os limites dos mecanismos de sanções e apoios da zona do euro. Se a união monetária europeia desejar ter um futuro, ela precisa de novas regras para manter os seus membros na linha e resgatá-los economicamente caso necessário. 
A Europa está vivendo a sua pior crise da era pós-guerra. Há meses os governos dos Estados membros da União Europeia vem se mostrando incapazes de elaborar uma solução convincente para os sérios problemas de dívidas de países individuais, e tampouco conseguem reduzir os desequilíbrios existentes dentro da união monetária. Nas últimas semanas aumentou a incerteza entre os investidores, o que pode ser atribuído em primeiro lugar à impotência dos líderes políticos, e só em segundo lugar à influência dos especuladores.
A crise bancária do outono de 2008 demonstrou que os pacotes de resgate financeiro aprovados como resposta às pressões do mercado são incapazes de apresentar o efeito desejado no caso de uma crise maciça de confiança. Naquela época, foi necessária a abordagem ampla da Lei de Estabilização do Mercado Financeiro para que finalmente se materializasse a estabilização financeira na Alemanha.
Atualmente, a zona do euro precisa de uma estratégia comum que alie com sucesso estratégias financeiras públicas sensatas à solidariedade entre os Estados membros. Por outro lado, os países membros precisam ser protegidos contra os excessos dos mercados financeiros. E, além disso, devem ser tomadas medidas para assegurar que a solidariedade dos Estados membros não prejudique os esforços para se alcançar a consolidação fiscal em países individuais. Em outras palavras, o que se faz necessário é o equilíbrio apropriado entre apoio e exigências.
Um pacto de consolidação europeia deveria servir de base para a parte da equação relativa às “exigências”. Ele obrigaria todos os países membros a formular uma estratégia de consolidação elaborada para o médio prazo, que determinaria, com base em medidas concretas e publicamente verificáveis, como o retorno a um orçamento em grande parte equilibrado poderia ser obtido. Em vez de metas de déficits, que os políticos frequentemente têm dificuldade em monitorar, deveriam ser estabelecidas diretrizes de gastos e cronogramas obrigatórios para aumentos de impostos e, se necessário, o código criminal relativo aos crimes tributários deveria se tornar mais rígido.
A vantagem de um pacto desse tipo, além da capacitação para o monitoramento de compromissos nacionais, seria que uma abordagem coordenada para a zona do euro tornaria possível determinar a extensão do efeito negativo sobre a demanda provocado pela consolidação. Isso faria com que fosse possível impedir que um excesso de consolidação coletiva conduzisse a mais uma crise econômica e, em última instância, a déficits ainda mais elevados. Se necessário, um processo de consolidação mais lento seria cogitado para países que estivessem em uma situação fiscal relativamente forte, de forma a evitar a paralisação da economia da zona do euro. 
Mecanismo comum de financiamento
A base do princípio de “apoio” deveria ser um mecanismo comum de financiamento com recursos disponíveis para todos os países que aceitassem as medidas estipuladas sob o pacto de consolidação. Para evitar o uso excessivo, os fundos fornecidos pelo mecanismo deveriam ser, como uma questão de princípio, desembolsados com uma taxa de juros que fosse 150 pontos básicos mais elevada do que a taxa padrão. Para um país como a Grécia, isso representaria uma economia significante em termos de custos com juros. Se um país deixasse de respeitar as exigências de consolidação, o seu acesso a esses fundos, com as suas taxas de juros preferenciais, seria imediatamente bloqueado.
Para garantir uma política fiscal sensata em todos os Estados membros no longo prazo, um mecanismo adicional de sanções teria que ser incorporado ao Pacto de Estabilidade e Crescimento. Para países que exibem um “déficit excessivo”, a comunidade teria que contar, nas suas constituições nacionais, com a possibilidade de acrescentar uma taxa extra à sua arrecadação tributária nacional ou imposto de valor agregado. A vantagem de tal medida, ao contrário das sanções atualmente aplicadas segundo o Pacto de Estabilidade e Crescimento, seria o fato de ela reduzir, em vez de aumentar, os problemas de países específicos.
Entretanto, o futuro da união monetária depende de algo mais do que a simples solução da atual crise da dívida. Um equilíbrio de crescimento aperfeiçoado também se faz necessário, e a Alemanha desempenha um papel importante nesse respeito. O fato de o consumo doméstico no maior membro da zona do euro se encontrar estagnado há mais de uma década se constitui em uma situação que é inaceitável para todo o sistema. Quem quer que veja isso como uma virtude precisa perguntar a si mesmo se os sucessos da Alemanha no setor de exportações teria sido possível se os outros países tivessem se comportado de forma tão “virtuosa” quanto nós. O fato de tais constatações simples e fundamentais serem aparentemente difíceis de se presenciar em Berlim revela muita coisa a respeito do nível em que se encontra o debate. Não existe nenhuma outra forma de explicar a atual abordagem que consiste em aguardar um incremento das exportações, na esperança de que isso reaquecerá novamente a economia. Sem esforços maciços da nossa parte no sentido de criar uma economia doméstica mais dinâmica na Alemanha, a zona do euro não terá futuro.
Qualquer pessoa na Alemanha que ainda acreditar que a perda do euro não seria algo assim tão ruim não está reconhecendo como a zona do euro é importante, como um mercado, para a nossa indústria. Mas o futuro da Europa está em jogo. Um fracasso da união monetária colocará em dúvida todo o projeto europeu. A integração europeia tornou possível transformar um continente devastado por guerras em um lugar de paz e prosperidade por mais de meio século. Em outras palavras, atualmente não é apenas o dinheiro que está em jogo. Isso é também uma questão de estabilidade política para a Europa.

Grécia adota pacote econômico para diminuir déficit e ganhar ajuda da UE

O governo da Grécia anunciou neste domingo (2) ter aceito o plano de austeridade econômica proposto pela União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). O anúncio foi feito em Atenas pelo ministro de finanças do país George Papaconstantinou. Com o acordo, a Grécia passa a adotar um pacote de medidas com o objetivo de cortar o déficit no orçamento orçamentário do país em 30 bilhões de euros nos próximos três anos.

O plano era uma condição prévia para que a Grécia tivesse acesso aos fundos internacionais de até 135 bilhões de euros que tentarão salvar o país da quebra.

"O programa implica um esforço fiscal de 11 pontos do PIB, ou seja, 30 bilhões de euros em três anos (até 2013), em adição ao anunciado no programa econômico para 2010", explicou o ministro.

"Estamos sendo chamados a fazer uma escolha. Uma escolha entre o colapso ou a salvação, entre enfrentar um difícil e ambicioso programa de três anos de consolidação fiscal e de reformas estruturais, ou então levarmos o país ao fim da linha", afirmou Papconstantinou.

O ministro disse que as medidas incluem um crescimento no imposto de valor agregado (IVA), um aumento de 10% nos impostos combustíveis, álcool e tabaco, além de uma redução de salários no setor público. O governo prevê agora que o país tenha uma contração de 4% do PIB em 2010 e 2,6% em 2011. O crescimento voltaria em 2012, com cerca de 1,1%.

A dívida grega é esperada para superar 140% do valor do PIB em 2013 e passará a diminuir a partir de 2014, afirmou  Papaconstantinou, para quem o objetivo da ajuda financeira da União Europeia é permitir que o país possa ter acesso o mais rápido possível aos  mercados financieros. "Em 2014 o déficit estará abaixo de 3%", assegurou.

A reunião que definiu o acordo foi transmitida ao vivo pela TV. No último sábado, durante as manifestações de 1º de Maio, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra o plano, e foram registrados diversos confrontos entre manifestantes e a polícia.

Poucos minutos após o anúncio feito pelo ministro grego, o presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), o português José Manuel Durão Barroso, recomendou ativar a ajuda financeira ao país, medida que considera "decisiva" para a estabilidade da zona Euro e para recolocar a economia daquele país nos trilhos.

"A Comissão considera que se cumprem as condições para responder positivamente ao pedido do governo grego, e recomenda que se ative o mecanismo coordenado de ajuda à Grécia", declarou Barroso em um comunicado.

Fonte: Portal G1 de Notícias - Economia e Negócios

sábado, 27 de março de 2010

Grécia pode lançar bônus na próxima semana

ATENAS -
A Grécia poderá lançar um plano multibilionário de eurobônus na próxima semana, depois de firmado o acordo com o líderes da União Europeia para ajudar o país a sair da atual crise, segundo reportagem publicada neste sábado no jornal Financial Times.
O chefe da agência de administração da dívida do governo grego, Petros Christodoulou, disse que o país quer obter 5 bilhões de euros (US$ 6,7 bilhões). Para isso, deve lançar bônus de três a sete anos ainda este mês, seguido por emissão similar em abril, iniciativa que representará um teste crucial de confiança, destacou o Financial Times.
Entretanto, fonte ligada ao ministério das finanças grego disse hoje que o governo ainda não estabeleceu uma data para o lançamento dos bônus. "Por ora, nenhuma decisão foi tomada sobre a data da operação. Tal medida não será adotada até o país atingir condições apropriadas", disse a fonte.
Os líderes dos 16 países da zona do euro fecharam um acordo, na última quinta-feira, para ajudar a Grécia a sair da crise de dívida. Pelo plano, os países europeus vão fornecer crédito bilateral à Grécia juntamente com financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O plano prevê o financiamento como um último recurso desde que haja concordância de todos os membros do grupo do euro. O acordo fornecerá recursos não à taxa de juro média em euro, mas a taxas que encorajarão a Grécia a retornar aos mercados o quanto antes. O primeiro-ministro, George Papandreou, disse hoje à população grega que esta é uma oportunidade de o país "renascer".
"Devemos considerar a crise como a abertura de um novo capítulo, reconhecer os erros do passado e não permitir que estes modelos, que dominaram o país por décadas, sejam repetidos", afirmou Papandreou à publicação semanal Kosmos tou Ependyti. As informações são da Dow Jones.

Fonte: O Estadão

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Redução de déficits europeus vai demorar até 20 anos, prevê FMI

MILÂO - A redução do déficit orçamentário na Europa será "extremamente dolorosa" e vai demorar até 20 anos, afirmou o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, em uma entrevista ao diário italiano La Repubblica. "O ajuste é mais fácil para países que podem desvalorizar sua moeda. Nos países que não têm essa opção, é legítimo dizer que a redução será extremamente dolorosa", disse Blanchard.

A autoridade do FMI afirmou que o processo vai exigir esforços combinados durante 10 ou 20 anos. No curto prazo, alertou Blanchard, os países terão taxas de crescimento baixas e "sacrifícios sobre salários serão inevitáveis, com o objetivo de recuperar a competitividade".

Falando em termos mais gerais, Blanchard afirmou que os governo da Europa e dos EUA terão de impor cortes nos gastos e aumentos de impostos para colocar as finanças públicas de volta nos eixos, após a crise econômica global.

A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI seguem pressionando a Grécia a controlar sua crescente dívida, enquanto sindicatos gregos preparam greves contra medidas de austeridade. Sob pressão dos 15 parceiros da zona do euro, o governo grego prometeu reduzir seu déficit para 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, por meio de cortes dos gastos públicos. As informações são da Dow Jones.


Fonte: O Estado de S. Paulo - Economia

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

UE dá à Grécia prazo até 15 de maio para 'medidas urgentes'

Foto: Louisa Gouliamaki/AFP

Repartição pública fechada por greve de funcionários em Atenas, na Grécia; vários setores marcaram paralisações nesta semana (Foto: Louisa Gouliamaki/AFP)

Os ministros das Finanças da União Europeia determinaram o prazo de 15 de maio para que a Grécia adote "medidas urgentes" para controlar seu déficit fiscal.

O bloco disse ainda que o progresso das medidas do país será revisado em 16 de março.

"O Conselho [...] convoca a Grécia a implementar medidas específicas de consolidação orçamentária, incluindo aquelas apresentadas em seu programa de estabilidade", disseram os ministros em um comunicado após reunião para discutir os problemas de dívidas e déficit da Grécia.

"Medidas urgentes a serem tomadas até 15 de maio de 2010; apoio a medidas para proteção de metas orçamentárias para 2010; outras medidas a serem adotadas até o fim de 2010; e outras medidas a serem adotadas até 2012".

O comunicado diz que a Grécia deve apresentar um relatório até 16 de março determinando um cronograma para a implementação de medidas para metas do orçamento para 2010, e outro até 15 de maio sobre as medidas políticas necessárias para lidar com a decisão dos ministros das Finanças. Eles disseram ainda que relatórios trimestrais serão exigidos a partir de então.

"O Conselho, portanto, convoca a Grécia a desenhar e implementar o mais rápido possível, começando em 2010, um pacote de reforma estrutural abrangente e arrojado. Ele determina medidas específicas para salários, reforma previdenciária, reformas para a área de saúde, administrações públicas...e crescimento do emprego", diz o documento.

Nesta segunda-feira, em reunião de ministros de Finanças da zona do euro, vários países pressionaram a Grécia para que o país tomasse medidas adicionais de austeridade fiscal.


Fonte: Portal G1 de Notícias - Economia e Negócios

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Grécia e crise financeira

06/02/2010

Crise financeira grega prova ser o maior teste para a zona do euro

The New York Times
Steven Erlanger
Em Paris (França)


03.10.2005 - Francois Lenoir /Reuters
  • O comissário europeu para Assuntos Econômicos, Joaquín Almunia dá entrevista sobre a crise na Grécia, ele é um 'pato manco' (político que não manda mais) devido às mudanças nos cargos

O que começou como preocupações a respeito da solvência da Grécia diante de altos déficits, números falsos no orçamento e baixo crescimento, se transformaram rapidamente no teste mais severo da zona do euro de 16 países, em seus 11 anos de história.

A ansiedade em relação à saúde do euro, que se espalhou da Grécia para Portugal, Espanha e Itália, não é apenas uma crise de dívidas, agências de classificação de crédito e mercados voláteis. A questão tem em seu coração elementos de crise política, porque vai ao dilema central da União Europeia: o controle por parte dos Estados individuais sobre a política econômica e fiscal, o que dificulta para a união como um todo exercer a liderança política necessária para lidar de modo eficaz com a crise.

Uma política de avanços por meio de erros pode ser confortável em termos políticos, mas os especialistas alertam que ela pode ter consequências econômicas terríveis. Jean-Paul Fitoussi, professor de economia do Instituto de Estudos Políticos, em Paris, disse que os líderes europeus “lidaram muito mal com esta crise”, alimentando a especulação de mercado e a ganância.

A relação entre dívida pública e produto interno bruto da Grécia não é maior do que a da Alemanha, e a Grécia não deu calote na dívida, ele disse, mas os líderes europeus fizeram muito pouco para acalmar os mercados e as agências de classificação de crédito.

Apesar de ninguém esperar que a União Europeia permitirá que a Grécia ou outros deem calote ou que ocorra um colapso da zona do euro, os líderes europeus e o Banco Central quase certamente flexibilizarão as regras para fornecer garantias ou empréstimos, se necessário. Mas mesmo uma ajuda aos países em dificuldades não solucionará a principal falha do euro: a grande diferença entre as economias nacionais que compartilham uma moeda comum, sem uma coordenação fiscal significativa, muito menos um tesouro único.

“Os desafios diante da zona do euro são muito sérios”, disse Simon Tilford, economista-chefe do Centro para a Reforma Europeia, em Londres. “Para os países que perderam a competitividade na zona do euro e possuem finanças públicas fracas, o ambiente atual é muito perigoso.”


Não ajuda o fato de a União Europeia estar passando por uma grande transição política para novos líderes, uma nova Comissão e Parlamento, e um novo tratado de governo, o Tratado de Lisboa, que cria um novo presidente e um novo chefe de relações exteriores. Mas mesmo se todos esses cargos estivessem preenchidos, ainda restariam sérias dúvidas sobre se a união ou seus principais países membros tomarão a iniciativa antes que ocorra um estrago ainda maior.

De certa forma, há um jogo de quem desiste primeiro, por medo, em andamento, com a Grécia contando com a ajuda e outros países esperando até que Atenas pague um alto preço por sua gastança descontrolada e manipulação das estatísticas. Mas a demora é onerosa e há problemas estruturais mais profundos que poucos querem discutir.

Grécia, Itália, Portugal e Espanha –conhecidos atualmente como PIIGS (porcos, em inglês) se a Irlanda for incluída– são os membros fracos da Europa, com altos déficits estruturais somados a baixas perspectivas do tipo de crescimento econômico e de produtividade que poderia devolvê-los à saúde. A separação norte-sul é em parte geográfica, em parte cultural, em parte religiosa e em parte histórica, mas os sulistas tendem a ser mais pobres e ter economias menos competitivas.

“Os mercados estão se divertindo testando o euro”, disse Nicolas Veron, um membro sênior da Bruegel, um instituto de pesquisa de políticas econômicas em Bruxelas. Mas os mercados também estão aumentando a pressão sobre as maiores economias europeias, como a Alemanha e a França, para encontrarem modos de resgatar a Grécia, que já está enfrentando greves diante das atuais medidas de austeridade, e escorar os outros.

Mas com a União Europeia passando por uma tripla transição política, não está claro de onde virá essa liderança. “Quem está no comando agora?” perguntou Antonio Missoroli, diretor de estudos do Centro de Políticas Europeias, em Bruxelas. “Ainda ninguém, e ainda poderá levar algum tempo.”

Há a recém-nomeada Comissão Europeia e agora um novo presidente europeu, Herman Van Rompuy, e a ministra europeia de relações exteriores, Catherine Ashton. O comissário encarregado desta crise, Joaquin Almunia, é um “pato manco” (político que não manda mais) devido às mudanças nos cargos.

Van Rompuy anunciou um encontro de cúpula econômico informal que ocorrerá na próxima quinta-feira, para fazer com que os países membros se concentrem na crise.

Calote na dívida por parte de um membro da zona do euro é simplesmente inaceitável, dizem as autoridades europeias e os analistas– um país não é um banco. No momento, até mesmo pedir ao Fundo Monetário Internacional para que ajude a Grécia seria considerado embaraçoso demais e ainda não é necessário, dada a aparente determinação do novo governo grego de lidar de forma realista com seus problemas.

Mais provável, segundo eles, é que ocorram empréstimos bilaterais ou garantias de empréstimos por parte de países mais ricos, como a Alemanha. Os líderes na França, Alemanha e outros países europeus já começaram a discutir como uma ajuda dessas seria estruturada, disseram autoridades na semana passada.

“É altamente improvável que seja permitido um calote por parte da Grécia”, disse Missoroli. “Mas ninguém quer dizer isso em voz alta, para não tirar a pressão sobre o governo grego.”

Mas também é sem precedente, e politicamente difícil, para a União Europeia, ou qualquer país membro, impor condições para ajuste econômico a outro país membro, o motivo para alguns analistas pedirem o envolvimento do Fundo Monetário Internacional.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Fonte: UOL Noticias - Internacional

sábado, 2 de janeiro de 2010

Espanha vai liderar União Europeia

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O primeiro-ministro, José Luis Rodriguez Zapatero, terá a responsabilidade de iniciar o Tratado de Lisboa, que é o novo marco comunitário para revitalizar a UE


O governo espanhol terá o desafio de desfazer as dúvidas no caminho da recuperação econômica e do emprego

A Espanha assumiu, ontem, a presidência semestral da União Europeia (UE) com o compromisso de trabalhar pela recuperação econômica da região e ter maior peso e influência nas relações com os Estados Unidos, a América Latina e o outros países do Mediterrâneo.

Em sua quarta Presidência europeia, o governo espanhol terá agora o desafio de desfazer as dúvidas no caminho da recuperação econômica e do emprego, a consolidação dos direitos cidadãos e reforçar a capacidade de liderança dos 27 países no cenário internacional.

Outra tarefa da Espanha será impulsionar e lidar com o bloco após a aprovação do Tratado de Lisboa, com a ideia de fazê-lo mais forte e coordenado e com capacidade de liderança diante dos desafios como a saída da crise e a mudança climática.

O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, terá a responsabilidade de iniciar o Tratado de Lisboa, que entrou em vigor em 1º de dezembro e que é o novo marco comunitário para revitalizar a UE, após meses de incerteza política e econômica.

Além disso, o mandato da Espanha vem condicionado pela crise econômica ainda presente no bloco e pela necessidade de incentivar um crescimento sustentável que permita a criação de empregos nos próximos anos na região.

Afiançar a recuperação econômica e lançar uma "nova estratégia de política econômica comum" com uma maior coordenação entre os estados-membros é um dos principais objetivos de Zapatero.

Ele também está disposto a cortar os incentivos fiscais ao setor privado para tornar mais leve o alto deficit público, para que o ano de 2010 alcance um resultado melhor do que apontam as previsões.

O controle migratório é outra meta da Espanha, que defende a unificação dos critérios de contratação de trabalhadores e de repatriação para que entrem ilegalmente na UE.

A Espanha vai tratar de reativar as negociações com o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), bloqueadas desde 2004.

A cúpula bienal UE-América Latina, prevista para maio em Madri, será o palco no qual Espanha espera dar um forte impulso a estas negociações.


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Internacional
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=714454

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Economia da zona do euro melhora no 2º semestre, diz BC europeu

Sede do BCE em Frankfurt, na Alemanha. (Foto: AP)

A atividade econômica da zona do euro deve melhorar no segundo semestre deste ano, mas a recuperação será gradual em 2010, afirmou o Banco Central Europeu (BCE) em seu boletim mensal publicado nesta quinta-feira (12).

Os comentários do boletim foram praticamente idênticos ao último comunicado do conselho de política, feito pelo presidente do BC, Jean-Claude Trichet, na última quinta-feira, quando o banco manteve o juro no recorde de baixa de 1%.

"As últimas informações continuam sinalizando uma melhora da atividade econômica no segundo semestre do ano", afirmou o boletim. "O conselho espera que a economia da zona do euro em 2010 se recupere em ritmo gradual, reconhecendo que as perspectivas continuam cercadas de elevadas incertezas."

O boletim também reiterou que o atual patamar do juro segue apropriado.

Produção industrial

Também nesta quinta-feira, a agência oficial de estatísticas Eurostat informou que a produção industrial da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam o euro como moeda) subiu 0,3% em setembro ante agosto, mas caiu 12,9% na comparação com setembro do ano passado, na menor queda porcentual em termos anuais desde dezembro.

A alta em termos mensais é a quinta consecutiva. Os dados de agosto foram revisados para um ganho de 1,2% ante julho, de alta de 0,9% divulgada anteriormente, e queda anual de 15,1%, de 15,4% anteriormente. Economistas esperavam que a produção industrial aumentasse 0,5% no mês e caísse 14,2% no ano em setembro.

O detalhamento dos números de produção industrial mostra que ainda há fraqueza em algumas áreas. A produção de bens de consumo duráveis caiu 6,0% em setembro, na maior queda mensal desde que os registros começaram, em 1990, enquanto a produção de energia diminuiu 2,1%, o declínio mais forte desde março.

A produção de bens de capital subiu 1,7% em setembro, a de bens de consumo não duráveis aumentou 1,1% e a de bens intermediários cresceu 0,6%.

Com informações da Reuters e da Agência Estado


Fonte: Portal G1 - Economia e Negócios

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1376124-9356,00-ECONOMIA+DA+ZONA+DO+EURO+MELHORA+NO+SEMESTRE+DIZ+BC+EUROPEU.html


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Premiê belga é o favorito para ocupar cargo mais importante da União Europeia

Herman Van Rompuy é um católico praticante, pai de quatro filhos, que se formou em filosofia e economia na Universidade Católica de Lovaina. É um intelectual, autor de vários livros de ensaios, que se sintonizou rapidamente com a mídia apesar de seu caráter introvertido. Em seu blog defendeu "um projeto coletivo" de flamengos e valões sem o qual o "Estado belga estava fadado a morrer". O democrata-cristão tem o apoio de Merkel e Sarkozy.


Stephen Castle, em Bruxelas (Bélgica)

Um dia após o Tratado de Lisboa ter recebido a aprovação final, o primeiro-ministro da Bélgica surgiu, na quarta-feira (04), como o favorito para ocupar o primeiro posto presidencial da União Europeia. O Reino Unido concorre ao principal cargo da área de política externa da organização.

Diplomatas afirmam que quem tem a maior probabilidade de ocupar o posto máximo é o primeiro-ministro Herman Van Rompuy, e que David Miliband, o secretário britânico das Relações Exteriores, está bem cotado para ser o chefe de política internacional da União Europeia, caso o seu governo faça pressões pela sua escolha.
Embora não se saiba ao certo se o Tratado de Lisboa, que cria os dois cargos, entrará de fato em vigor, surgiram novos fatores potencialmente complicadores na quarta-feira após um discurso crítico feito em Londres pelo líder dos conservadores britânicos, que muitos acreditam que vencerá as eleições do ano que vem.

O líder conservador, David Cameron, recuou de um potencial confronto com a União Europeia ao abandonar a sua promessa de instituir um referendo sobre o acordo. Mas Cameron prometeu apresentar uma nova lei determinando que qualquer nova transferência de poder ficará sujeita a um referendo público. Ele também pediu que os poderes da União Europeia relativos à justiça social, trabalhista e penal sejam transferidos para os governos nacionais, e prometeu que, se eleito, criará uma lei soberana "que assegure que a palavra final em relação às nossas leis seja dada aqui, no Reino Unido".

A partir do discurso de Cameron, não ficou claro até que ponto tal medida seria implementada, e não se sabe se ela violaria o princípio de supremacia da lei da União Europeia sobre a qual se baseiam políticas do bloco, como por exemplo aquelas relativas a um mercado único.

O fato de Cameron ter reajustado a sua política comprova que, caso ele vença a eleição no ano que vem, o Tratado de Lisboa e os cargos de liderança por ele criados continuarão em vigor.

De fato, os 27 líderes do bloco deverão discutir informalmente os nomes para os novos cargos quando se reunirem em Berlim na próxima segunda-feira para comemorarem o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim. Depois disso, será tomada uma decisão final em uma reunião especial de cúpula dentro das próximas duas semanas.

As chances de que Tony Blair, o ex-primeiro-ministro britânico, venha a obter o cargo presidencial na União Europeia praticamente desapareceram.
Mas a reação às notícias de que Van Rompuy é um potencial candidato ao cargo tem sido positiva. Outros potenciais candidatos são o primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, e o ex-chanceler austríaco Wolfgang Schussel.

"Os líderes querem alguém que não faça sombra a eles, que seja capaz de assumir compromissos e que fale várias das línguas da união", diz um diplomata, que pediu que o seu nome não fosse divulgado. "Van Rompuy atende a todos esses três quesitos".

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que, embora Blair fosse um bom candidato presidencial, o fato de o Reino Unido ter se auto-excluído da zona do euro constitui-se em um problema para tal nomeação.

Mas essa situação não se aplica ao cargo de política externa porque o Reino Unido é uma força influente na política exterior da União Europeia. Um dos outros candidatos ao cargo é Massimo D'Alema, ex-primeiro-ministro da Itália.

Embora Van Rompuy tenha impressionado Sarkozy e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ainda há algumas reservas à nomeação de um tecnocrata pouco conhecido. "A ideia era nomear alguém que fosse capaz de parar o trânsito em Pequim", diz um diplomata da União Europeia.

Além do mais, não se sabe se Brown deseja que Miliband obtenha o cargo de política externa e deixe o seu governo, porque isso significaria também que o Reino Unido não obteria uma pasta econômica na próxima Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia.

Enquanto isso, Cameron, o líder da oposição britânica, procurou fazer uma distinção difícil entre o fato de se apresentar com um potencial primeiro-ministro pragmático e a possibilidade de perder a credibilidade como crítico da integração europeia.

No seu discurso, Cameron deixou claro que, caso vença as eleições britânicas em 2010, ele não permitirá que os seus primeiros meses no poder sejam eclipsados por uma batalha acirrada com a União Europeia.

Charles Grant, diretor do Centro para Reforma Europeia, afirmou que Cameron evitou a "armadilha" de convocar um referendo que só encorajaria aqueles indivíduos no Reino Unido que desejam abandonar a União Europeia.

"Tendo em vista a pressão a que ele se encontra submetido, este é um pacote inteligente e bastante profissional que provavelmente não provocará nenhum distúrbio drástico na União Europeia. Existe um risco de que ele saia perdendo quanto à política social, embora possa ser possível aplicar uma manobra evasiva", disse Grant.

Embora o Partido Conservador tenha conduzido o Reino Unido ao bloco europeu na década de setenta, a sua posição mudou drasticamente, rumo ao chamado "euroceticismo". Cameron também desagradou os governos francês e alemão neste ano ao abandonar o partido de centro-direita destes países no Parlamento Europeu.

Na quarta-feira, ele negou que o seu partido estivesse agitado devido à política europeia. "Nem um pouco", disse ele à GMTV. "O partido quer, na verdade, que nós abordemos de maneira nova a Europa. Mas, acima de tudo, o voto do qual necessitamos é um voto para que nos livremos de um governo que traiu completamente o povo".

Tradução: UOL


Fonte: UOL Notícias
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/herald/2009/11/05/ult2680u935.jhtm

domingo, 18 de outubro de 2009

Taxa sobre exportação de minério contraria UE e China

A ideia do governo brasileiro de impor 5% de taxas às exportações de minérios contraria a estratégia da União Europeia (UE) e deve ainda gerar um acirramento da relação com a China, importador de minérios. Diplomatas não descartam sequer retaliações em outras áreas caso o Brasil siga adiante. Um estudo feito por uma especialista da OMC ainda alerta que um dos resultados da imposição da taxa pode ser a perda de eficiência das empresas do setor no país onde se decidiu pela taxa.

No fundo, o debate ocorre entre os países com grandes reservas naturais e países ricos que sabem que - sem poder contar com colônias - precisarão garantir acesso a esses produtos nos próximos anos para manter a competitividade de sua indústria.

Um primeiro sinal dessa tendência já ocorreu em 2007 e início de 2007, durante a alta nos preços de alimentos. Uma série de governos de países produtores de commodities iniciaram a imposição de taxas de exportação para tentar reduzir os preços dos produtos em seus mercados, entre eles o arroz. Naquele momento, a OMC, as agências da ONU e o Fundo Monetário Internacional (FMI) fizeram um apelo para que as taxas fossem retiradas, já que no mercado internacional ela significava uma elevação ainda maior dos preços.

Diante desse cenário e temendo repetições dessas medidas, a UE propôs oficialmente no final do ano passado na OMC que novas regras sejam estabelecidas para disciplinar o uso das taxas de exportações. A medida não é proibida e países são livres para adotar tais taxas. Mas as medidas são raras e são vistas pelos parceiros comerciais como uma "mudança das regras do jogo" cada vez que são aplicadas. Isso porque muitos importadores acabam sendo afetados. Se o país que impõe a taxa é um dos principais fornecedores daquele produto no mercado mundial, o impacto da taxa é ainda a elevação média do preço mundial daquela commodity.

A ideia da UE é a de garantir que as taxas de exportação tenham um limite. Ou seja, países que adotem o imposto não poderiam passar de um certo nível. O projeto europeu tem um sentido claro de garantir que os países que não contam com recursos naturais em abundância continuem tendo acesso facilitado a esses bens. Caso contrário, serão suas indústrias de transformação - como a de veículos no caso de minérios - que sofrerão uma queda de competitividade.

China

Além dos europeus, outro fator de eventual preocupação pode ser a China. Pequim é um dos principais mercados importadores de minérios no mundo e vem promovendo um safári na África e outras regiões em busca de fornecimento garantido para sua indústria, que cresce a 8% ao ano. No caso do Brasil, a taxa pode encarecer o acesso chinês aos produtos, o que não será considerado como uma ação positiva por parte do País. Experientes diplomatas não descartam nem mesmo que o Brasil possa sofrer em outras áreas como forma de uma retaliação indireta por suas taxas sobre a exportação de minérios.


Fonte: Yahoo! Notícias

http://br.noticias.yahoo.com/s/18102009/25/economia-taxa-exportacao-minerio-contraria-ue.html

Imagem: http://www.rfi.fr/actubr/images/113/ue_china200.jpg

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Projetos em Cooperação com a Comissão Europeia

A União Européia é fruto do processo de integração, iniciado após a II Guerra Mundial, que tem como objetivo assegurar a paz no continente europeu. Possui uma grande diversidade cultural, que está distribuída nos seus 25 Estados-membros, os quais estão unidos sob os mesmos valores de liberdade, democracia, manutenção da paz, progresso social e econômico, respeito à pessoa e primazia do direito sobre a força.

Entre os Estados-membros da UE há livre circulação de bens, pessoas e capitais, graças ao esforço conjunto em alcançar políticas comuns. A introdução do Euro como moeda única em 12 Estados da União foi outro fator de unidade intra-bloco, rumo a uma maior integração econômica e política.

Para garantir a execução das metas almejadas e assegurar seu pleno funcionamento, a UE conta com uma série de instituições como a Comissão Européia, o Conselho da União Européia, o Parlamento Europeu, o Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas e o Banco Central Europeu. Sua estrutura é semelhante a um Estado. Porém, cabe ressaltar, a soberania de cada Estado-membro é preservada.

O mercado consumidor europeu atinge aproximadamente 500 milhões de habitantes. A UE é o destino mais importante para as exportações do Brasil, e o maior investidor no país. A UE vem igualmente afirmando-se no cenário mundial como um importante bloco político, no momento em que seus 25 Estados-membros falam através de uma só voz.

Em relação à cooperação com os demais países, a UE está consciente dos desafios relativos aos seus objetivos de obtenção da paz e progresso num mundo com tantas desigualdades. Por este motivo, a UE atua intensamente em projetos que buscam acelerar o desenvolvimento econômico, cultural e social dos povos, em todos os cantos do mundo, inclusive no Brasil.

A cooperação entre a União Européia e o Brasil possibilita a realização de vários projetos em temas prioritários como o desenvolvimento social, fortalecimento das relações empresariais e a proteção ambiental. Destacam-se o apoio ao Programa Piloto para Conservação das Florestas Tropicais Brasileiras (PPG7), a ajuda técnica e financeira às populações desfavorecidas das regiões norte e nordeste e de grandes cidades brasileiras, projetos de desenvolvimento em ciência e tecnologia e o apoio à internacionalização às pequenas e médias empresas brasileiras.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, através da Secretaria de Tecnologia Industrial, conduz a implementação de dois projetos oriundos dessa cooperação:

  • a) Redes de Centros Tecnológicos e Apoio às PME Brasileiras: objetiva intensificar o intercâmbio e a cooperação entre parceiros tecnológicos e empresariais brasileiros, e entre estes e entidades homólogas européias, com vista ao aumento da qualidade e inovação tecnológica de produtos e processos nos setores industriais de plásticos e eletroeletrônicos,
  • b) Apoio à Inserção Internacional das PMEs Brasileiras: objetiva promover e apoiar a expansão e a diversificação das exportações das PME's brasileiras, com ênfase particular em produtos de maior conteúdo tecnológico.

Para obter informações adicionais sobre a União Européia: acesse o "link":www.delbra.cec.eu.int.


Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=3&menu=744