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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pobreza nos EUA

13/09/2011 - 15h28

Número de pobres nos EUA chega a 46,2 milhões e bate recorde



Dados divulgados nesta terça-feira pelo escritório responsável pelo censo dos Estados Unidos revelam que o número de americanos vivendo na pobreza chegou a 46,2 milhões no ano passado, o número mais alto desde que os dados começaram a ser coletados, em 1959.

A taxa de pobreza no país aumentou de 14,3% em 2009 para 15,1% no ano passado, a mais alta desde 1993.

Segundo o censo, quase um em cada seis americanos vive na pobreza - definida como renda anual individual de até US$ 11,13 mil (aproximadamente R$ 18,8 mil) ou renda de até US$ 22,31 mil (cerca de R$ 37,68 mil) para uma família de quatro pessoas.

Os dados refletem a lenta recuperação da economia americana após a crise mundial, em um momento em que aumentam os temores de que o país mergulhe em uma nova recessão.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos é atualmente de 9,1%, patamar que vem se mantendo há cerca de dois anos e que, segundo o próprio governo, é elevado e não tem perspectivas de melhora no curto prazo.

Até agosto, 14 milhões de americanos estavam desempregados.

Classe média
No ano passado, o número de pobres também já havia chegado a um recorde, de 43,6 milhões de pessoas.

Desde então, outros 2,6 milhões de americanos caíram abaixo da linha da pobreza, no quarto ano consecutivo de crescimento.

No entanto, os novos dados também revelam o impacto das dificuldades econômicas sobre a classe média americana.

A renda dessas famílias caiu 2,3% em 2010, chegando a US$ 49,44 mil (cerca de R$ 83,51 mil).

Com o crescimento em ritmo cada vez menor, o dado reforça as dúvidas sobre a saúde da economia americana, na qual o consumo das famílias é o principal componente do PIB (Produto Interno Bruto).

Negros e hispânicos
Segundo o censo, a taxa de pobreza é ainda mais alta entre negros (27,4%) e hispânicos (26,6%) do que entre brancos (9,9%).

Entre crianças negras, a taxa de pobreza chega a 39%, mais de três vezes maior do que a registrada entre crianças brancas (12,4%).

O censo também revela que cerca de 50 milhões de americanos não tinham seguro saúde em 2010, mesmo patamar registrado no ano anterior.

Os dados foram divulgados poucos dias depois de o presidente Barack Obama ter proposto ao Congresso um plano de US$ 447 bilhões (cerca de R$ 755 bilhões) para combater o desemprego no país.

Há dúvidas, no entanto, sobre as chances de o plano ser aprovado no Congresso, em um momento de grande divisão política nos Estados Unidos e com a oposição republicana no controle da Câmara dos Representantes (deputados federais).

As dificuldades econômicas do país têm sido usadas como munição para críticas a Obama por parte dos republicanos que buscam a indicação do partido para concorrer à Presidência nas eleições do ano que vem.

Pesquisas de opinião indicam que a economia e o desemprego estão entre as maiores preocupações dos eleitores.



http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/09/13/numero-de-pobres-nos-eua-chega-a-462-milhoes-e-bate-recorde.jhtm

quarta-feira, 14 de julho de 2010

ARTIGO - Delfim Netto

O segundo tombo
14/07/2010 10:50:15




O crescimento dos níveis de pobreza nos desenvolvidos mantém a economia mundial sob estresse. 
O próximo ato da crise pode ser ainda mais trágico 


Nesta primeira semana de julho, as várias tribos de economistas deste nosso espaço globalizado foram chamadas a se manifestar sobre o ceticismo do respeitado professor Roberto Shiller quanto à recuperação dos países da Eurolândia atingidos pela segunda crise financeira provocada pela irresponsabilidade fiscal dos governos, aliada às patifarias dos mercados financeiros. 

Numa recente entrevista, ele revelou sua frustração diante da falta de confiança que existe nos países desenvolvidos quanto a uma resposta positiva à crise na maioria das economias europeias. O professor Shiller acredita que é maior que 50% a probabilidade de que o mundo entre em um novo período de recessão por conta dessa crise europeia, que na verdade é a continuação daquela de setembro de 2008.

As opiniões do professor Shiller são ouvidas porque se trata de um profundo conhecedor dos problemas que tumultuam os sistemas financeiros, particularmente o mercado imobiliário. Escreveu obras extraordinárias, dentre as quais o famoso texto Animal Spirit, que tem edição em português. 

É preciso relativizar, no entanto, o peso do seu comentário a respeito da probabilidade de outra recessão. Ele mesmo fez questão de chamar a atenção para o fato de que não está apoiado em nenhum estudo novo, mas apenas no seu próprio sentimento. “Não tenho atrás de mim nenhuma teoria nem o resultado de alguma experiência; apenas eu sinto, simplesmente, que existe essa probabilidade de um segundo mergulho no nível de atividade da economia mundial ...” 

Como podem ser medidos, então, os 50% ou mais de probabilidade? Ela é apenas a frequência com que um fato se repete e, como não houve nenhuma experiência, não há nada a medir. Então, tanto faz dizer que a probabilidade é de 50%, ou menos, que as coisas não mudam, neces-sariamente. Agora, por que é preciso prestar atenção a uma conjectura como esta? Porque as consequências de um segundo tombo, quando ainda não estão curadas as fraturas do primeiro, são simplesmente aterradoras. 

É evidente que a maior parte dos 30 milhões de desempregados desde a crise iniciada nos Estados Unidos em 2008 não foi reabsorvida no mercado de trabalho. O crescimento dos níveis de pobreza nos países desenvolvidos continua a manter a economia mundial sob estresse, o comércio global reduz as perspectivas de expansão e aumenta a volatilidade nos mercados financeiros. Isso, obviamente, põe dificuldades para a aceleração do desenvolvimento nos países que não contribuíram para o primeiro ato da tragédia nem são responsáveis pelo segundo, que, se confirmado o sentimento do professor Shiller, conduzirá a um desenlace ainda mais trágico. 

Os governos que socorreram a banca envolvida na patifaria, com recursos extraídos do setor produtivo parecem não entender que haverá alguns milhões de trabalhadores a menos, que já não terão renda para ser expropriada numa segunda oportunidade. A lerdeza com que estão trabalhando para aprovar a regulação que proteja a sociedade da concupis-cência dos agentes financeiros e suas inovações tóxicas é uma indicação de que não aprenderam nada com a história. Nem a do século passado e suas terríveis consequências nem a da última década com o empobrecimento dos povos. 

Quando se olha de perto o que aconteceu, não podemos deixar de lembrar a célebre descoberta de Hegel na sua Introdução à Filosofia da História: “O que a experiência e a história nos ensinam é que os povos e os governos nunca aprendem nada com a história ou usam os princípios dela deduzidos”. 

Nunca foi tão útil entender e tirar da história as lições que reduzam a probabilidade de novo erro. Essas lições não se circunscrevem à necessidade de construção de um sistema monetário e financeiro hígido, estável e devidamente regulado para financiar o sistema produtivo e as inovações que são a base do crescimento da produtividade do trabalho. Um fato importante que se pode extrair da crise é que ela mostrou a velocidade com que controles fiscais aparentemente bem-sucedidos podem deteriorar-se e ameaçar o equilíbrio dos países. 

A lição maior da crise é que a percepção da existência de um sólido equilíbrio fiscal de longo prazo e uma apropriada relação Dívida Pública/PIB (corretamente medida) são fundamentos do sucesso da boa governança. Esses fundamentos dão aos governos a capacidade de bem cumprir o seu papel no enfrentamento das crises de oferta ou procura globais. 

O Brasil tem sido até agora um bom exemplo do sucesso dessa lição. 

FONTE: Carta Capital - http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=7310
Delfim Netto
Sextante

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

BASIC - Brasil, África do Sul, Índia e China propõe fundo para países pobres

22/01/2010 - 14:15:35

Leticia Freire, do Mercado Ético*

Como estratégia para reavivar as negociações globais sobre o clima, o BASIC – forma como vem sendo chamado o grupo Brasil, África do Sul, Índia e China – vai propor um fundo conjunto para ajudar os países pobres a se adaptarem ao aquecimento global. A informação veio do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, durante uma entrevista na quarta-feira (20/1).

“A proposta é ajudar os países muito pobres a se adaptarem às mudanças climáticas”, disse. Ele informou também que a China já expressou interesse no projeto.

Essa é a primiera tentativa concreta de injetar novo ânimo nas negociações sobre o clima depois que Copenhague falhou em produzir um acordo abrangente e definitivo.

Outro objetivo do encontro do BASIC é salientar a necessidade dos países ricos, particularmente os EUA , fazerem mais pela questão climática. “Os recursos que nós alocaremos servirão para chamar atenção dos países ricos sobre como eles vêm fugindo as suas responsabilidades”, reforçou o ministro.

Segundo Minc, o BASIC tentará encontrar um padrão comum para suas metas de emissão utilizando o mesmo sistema de mensuração. No caso brasileiro, o país espera reduzir suas emissões em 39% até 2020, enquanto a China prometeu cortar a quantidade de dióxido de carbono produzida por cada unidade de crescimento econômico em 40% a 45% no mesmo período.

Durante a COP15, o BASIC fechou um acordo não vinculativo com princípios básicos, juntamente com os EUA, em Copenhague. Entretanto, outras nações em desenvolvimento disseram que os países ricos e industrializados não estavam oferecendo cortes de emissões suficientes e se disseram preocupadas sobre a possibilidade de não receberem tecnologia e recursos suficientes para enfrentar as mudanças climáticas.

As nações que compõem o BASIC também vão procurar uma posição comum para transferência de tecnologia. Minc propõe medidas para criação de parcerias nas quais os países pobres não serão apenas providos de acesso à tecnologia, mas receberão assistência para aplicá-la corretamente. O encontro acontece esse final de semana, em Nova Délhi.

Fonte: Mercado Ético

http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/brasil-africa-do-sul-india-e-china-propoe-fundo-para-paises-pobres/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Redução da desigualdade requer reforma tributária


(12/01/2010 - 20:45)

Comunicado nº 38 mostra que políticas redistributivas e maior coordenação entre esferas de governo são necessárias

O Comunicado da Presidência nº 38, apresentado nesta terça-feira, 12, em São Paulo, traz ainda o que os técnicos de Planejamento e Pesquisa do Ipea consideram os principais desafios à continuidade do processo de redução da pobreza e da desigualdade de renda no Brasil. Durante a entrevista de divulgação do estudo, intitulado Pobreza, desigualdade e políticas públicas, o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, destacou o atual sistema tributário e a falta de coordenação para políticas sociais nas diferentes esferas de governo como exemplos de entraves.
"Para resolver a desigualdade, terá de ser com políticas redistributivas. Será necessária a reforma do sistema tributário", afirmou Pochmann. As políticas redistributivas significam que a arrecadação se dá principalmente entre os setores mais privilegiados da população, e as transferências de benefícios vão especialmente para os menos abastados. Hoje, a parcela menos favorecida dos brasileiros é que tem a maior parte de seu orçamento comprometida com tributos, como comprova um dos gráficos do estudo. Portanto, a política é essencialmente distributiva, e não redistributiva.
"Outro problema é de coordenação, articulação das políticas públicas. A Constituição de 1988 criou eixos, blocos de intervenção na saúde, na educação, transporte, etc. Há uma estrutura verticalizada, com sistemas únicos, nos quais não há matricialidade e existe sobreposição", continuou o presidente do Ipea.
Ele lembrou que, atualmente, o gasto social em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é da ordem de 22%, pouco abaixo do registrado em países desenvolvidos. Essa proporção pode aumentar, mas dificilmente terá uma grande elevação. "Portanto, é preciso ter maior racionalização do gasto público, maior qualidade no gasto."
Efeito China
O Comunicado da Presidência nº 38 revela que o Brasil não é o país que mais reduziu a pobreza e a desigualdade de renda nos últimos anos. Porém, merece destaque por conseguir diminuir simultaneamente ambas. Entre 1995 e 2000, a variação do índice de Gini foi de -1%. O movimento continuou entre 2000 e 2005, com variação de -4,5%.
No mundo, 520 milhões saíram da condição de pobreza entre 1981 e 2005. Esse cálculo foi feito segundo a metodologia do Banco Mundial, que considera extremamente pobre quem vive com menos de US$ 1,25 por dia. De acordo com dados da ONU citados no estudo do Ipea, porém, essa redução se deve, em grande parte, à redução da pobreza na China.
Na América Latina e no Caribe, há um quadro geral de redução da pobreza, mas realidades distintas quanto à desigualdade. Costa Rica e Uruguai, por exemplo, apresentaram aumento do índice de Gini na primeira metade dos anos 2000. Já México, Paraguai, Equador, Colômbia, Brasil e Argentina tiveram redução. O Banco Mundial estima que, em 2015, o planeta terá 31% a menos de habitantes vivendo em situação de pobreza extrema.

Leia a íntegra do Comunicado da Presidência nº 38

Veja os gráficos

Fonte: IPEA - http://www.ipea.gov.br/default.jsp

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Brasil pode zerar miséria e se igualar a países ricos em 2016, diz Ipea

12/01/2010 - 11h30

MARIANA SALLOWICZ

Colaboração para a Folha Online

Atualizado às 13h23.

O Brasil poderá praticamente zerar a pobreza extrema e alcançar indicadores sociais próximos aos dos países desenvolvidos em 2016, caso mantenha o ritmo de desempenho que teve entre 2003 e 2008. A conclusão é do estudo "Pobreza, desigualdade e políticas públicas", divulgado nesta terça-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

A pobreza extrema é considerada para famílias com renda de até um quarto de salário mínimo per capita --atuais R$ 127,50.

Também há expectativa de alcançar uma taxa nacional de pobreza absoluta (até meio salário mínimo per capita, R$ 255) de 4% naquele ano, o que, segundo o Ipea, significa quase a sua erradicação. Em 2008, o índice estava em 28,8%.

"A taxa de pobreza de 4% é de país rico. Nos coloca no patamar de países desenvolvidos", afirmou Marcio Pochmann, presidente do Ipea. "O Brasil reduziu o número de pobres pela combinação de elementos como o crescimento econômico e políticas públicas de distribuição de renda. Temos hoje uma estrutura social comparável aos países desenvolvidos."

Desigualdade social

A queda da média anual na taxa nacional de pobreza absoluta foi de 0,9% ao ano entre 1995 e 2008, enquanto a da pobreza extrema ficou em menos 0,8% ao ano. Considerando o período de 2003 a 2008, a redução na primeira foi de 3,1%, e na segunda ficou em 2,1% ao ano.

O índice Gini, que varia de zero a um e é usado para medir as desigualdades sociais, deverá passar para 0,488 --era de 0,544 em 2008. Ele encontra-se, em geral, abaixo de 0,4 nos países desenvolvidos. Em 2005, ficou em 0,33 na Itália, 0,32 na Espanha, 0,28 na França, 0,27 na Holanda, 0,26 na Alemanha e 0,24 na Dinamarca. Já nos Estados Unidos está acima dos demais, em 0,46.

Para o Ipea, parte significativa dos avanços alcançados pelo país no enfrentamento da pobreza e da desigualdade está relacionada a políticas públicas, a partir de 1988 -- data de elaboração da Constituição Federal.

Na década atual, o instituto destaca razões como a combinação entre a continuidade da estabilidade monetária, a maior expansão econômica e o reforço de políticas públicas, como a elevação real do salário mínimo e a ampliação do crédito popular.

"O país fez políticas de distribuição. Passou a arrecadar mais e também distribuiu mais, o que reduziu a pobreza. Porém, ainda precisa combater a desigualdade e, para isso, deverá haver uma mudança na estrutura tributária, que atualmente faz com que os mais pobres paguem mais impostos", avaliou Pochmann.

Fonte: Folha on line. Dinheiro.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u677991.shtml

terça-feira, 21 de julho de 2009

Uma longa história de promessas descumpridas para os países pobres

A. Bolaños
Em L'Aquila (Itália)

A necessidade de elevar o valor das ajudas públicas para os países pobres, especialmente os da África, é um assunto recorrente nas cúpulas do G8. E também um dos que geram mais frustração. Os acordos para investir mais dinheiro em programas internacionais contra a fome são saudados com toda a prosopopéia de que os chefes de Estado são capazes, que é muita. Pouco depois se comprova que o prometido fica em muito menos e o clube dos países mais ricos volta a perder credibilidade. "Para nós, o importante é que o G8 esteja à altura de seus compromissos", comentou o primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, depois da aprovação do novo fundo de ajuda aos agricultores pobres, dotado de US$ 20 bilhões.

O profundo ceticismo africano pode escolher entre um amplo leque de descumprimentos do G8 para se justificar. O resultado do acordo final da cúpula de Gleneagles (Escócia), que foi recebido com grande entusiasmo em 2005, é o mais desanimador. Os sete países mais ricos (a Rússia ainda não havia entrado formalmente no clube) se comprometeram a elevar em US$ 21,5 bilhões sua contribuição anual à ajuda ao desenvolvimento da África até 2010, quase o dobro do que investiam então. Em 2008 haviam somado apenas US$ 7 bilhões, segundo um recente relatório da ONG britânica One e o painel para o progresso da África, liderado por Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU.

A enorme defasagem com a maior promessa do G-7 aos países africanos se deve à baixa contribuição de seus membros europeus e sobretudo da França e Itália, muito longe de cumprir seus compromissos. Oliver Buston, diretor europeu da One, aprovou o novo compromisso alcançado na sexta-feira em L'Aquila, mas, escaldado, não se animou muito. "Os governos devem demonstrar que esse é dinheiro novo", disse em referência à possibilidade de que sejam recicladas as parcelas já anunciadas.

A contabilidade criativa entre os governos quando divulgam grandes programas de ajuda ao desenvolvimento é muito extensa. Na véspera da cúpula, a diretora geral da Intermon Oxfam, Ariane Arpa, reduziu para US$ 1 bilhão os US$ 12 bilhões que o G8 afirmava já ter gasto este ano em ajuda ao desenvolvimento.

E enterrado no último parágrafo de um comunicado a agência alimentar da ONU (FAO) lembrou que só se havia arrecadado um quarto dos 6,4 bilhões de euros previstos em donativos. Reforçar o programa mundial de alimentos da FAO foi a promessa da cúpula anterior do G8, realizada no ano passado na cidade japonesa de Toyako.

A maneira mais transparente e eficaz de seguir o grau de cumprimento das promessas do G8 seria que o próprio organismo dedicasse recursos para avaliar seus compromissos, uma iniciativa que o Reino Unido patrocinou na já finalizada cúpula de L'Aquila sem nenhum resultado concreto.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Fonte: Jornal El Pais, 11/07/2009.
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/07/11/ult581u3359.jhtm