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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Previsões do IPEA para 2012


Estudo do Ipea aponta cenário de preços reduzidos e crescimento para 2012

9/12/2011 14:24 - Portal Brasil
Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a inflação está controlada no Brasil, uma boa notícia, apesar de seus vilões freqüentes, como por exemplo, os preços de serviços como água, luz, gás e transportes, por conta da contaminação do aumento do preço dos combustíveis, ocorrido em trimestres anteriores. “É apenas um reflexo da política monetária corretamente adotada anteriormente”, afirmou o coordenador do Grupo de Análises e Previsões do Ipea, Roberto Messenberg,  durante a apresentação da 15ª Carta de Conjuntura, na última quinta-feira (15), no Rio de Janeiro. A outra boa notícia presente no documento é a desaceleração do repasse da alta dos preços no atacado aos preços ao consumidor. 
Apesar dos dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) com crescimento nulo entre o segundo e o terceiro trimestres de 2011, o Brasil apresentou crescimento positivo e dentro do esperado ao longo do ano. “Mesmo que este último trimestre apresente crescimento zero, na média anual o crescimento seria da ordem de 2,8% a 3,0%, mas esperamos chegar aos 3,3%”, disse o economista Leonardo Carvalho, um dos colaboradores do estudo. 
O resultado do PIB no terceiro trimestre, o pior desde o primeiro trimestre de 2009, significou uma forte desaceleração em relação ao período imediatamente anterior, quando o mesmo havia crescido 0,7%.
Entre o terceiro e o segundo trimestres de 2011, a contenção do ritmo de crescimento da atividade econômica atingiu, principalmente, a indústria (-0,9%) e, secundariamente, o setor de serviços (-0,3). A agricultura, por sua vez, foi o único setor a registrar crescimento positivo (+3,2%), em função do aumento do acesso ao crédito no terceiro trimestre.
Segundo Messenberg, a crítica à atual política econômica se deve à histórica falta de alinhamento entre as políticas fiscal e monetária. Numa perspectiva histórica, declarou o coordenador, “o Plano Real foi uma boa tacada, mas deixou sequelas que sofremos até hoje”.
O desenvolvimento econômico no Brasil só ocorreu de fato, segundo Messenberg, após as políticas adotadas durante o governo Lula, e que se estendem até hoje, com o governo atual, principalmente com gestão do Banco Central. Nesse sentido, acrescentou, “a política econômica não deve olhar só para as metas de inflação, mas, analisar as trajetórias dos preços dos ativos, da inflação, do emprego, dos níveis do crédito e de atividade, entre outras variáveis.” De acordo com o coordenador, “ainda levará tempo para que a política fiscal ajuste-se à condução da monetária, mas estamos no caminho correto e não há nada nele que possa assustar os trabalhadores ou os consumidores”.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Índice de Expectativas das Famílias (IEF)

Menos famílias estão endividadas, revela IEF

Brasileiros continuam otimistas com o desempenho futuro da economia, mas com moderação na hora de consumir

A 12ª edição do Índice de Expectativas das Famílias (IEF), do Ipea, revelou uma diminuição no número de famílias brasileiras endividadas. No estudo, referente a julho, 52% dos entrevistados declararam não ter qualquer dívida, um aumento de 1,5 ponto percentual em relação ao mês anterior e o maior patamar registrado pelo Instituto desde agosto de 2010, quando a pesquisa começou a ser realizada. No primeiro IEF, pouco mais de 45% afirmavam não estar endividados.
Entre as famílias com algum tipo de conta a pagar, 47,% dizem ter condições de quitá-la em sua totalidade. Em junho, elas eram 45,8%. Houve uma redução de 0,8 ponto percentual na proporção de famílias sem condições de pagar suas contas (32,8%, em julho). A dívida média registrada pelo IEF teve ligeiro aumento. Passou de R$ 4.343,95, no mês anterior, para R$ 4.433,65.
“Os dados reforçam a noção de que as famílias têm boa capacidade de pagar suas dívidas. Passamos de um período de certa euforia para consumir para um momento de moderação, em que os brasileiros buscam reduzir suas dívidas”, explicou Marcio Pochmann, presidente do Ipea.
De acordo com o IEF, as famílias continuam otimistas em relação à sua situação financeira futura, mas diminuíram o entusiasmo com o desempenho da economia brasileira nos próximos doze meses. 53% ainda acreditam que a economia brasileira terá momentos melhores nos próximos 12 meses, mas esse patamar está quase quatro pontos percentuais abaixo do de junho. Por outro lado, 80,9% dos entrevistados esperam situação financeira melhor daqui a um ano.
“Os brasileiros continuam acreditando em melhoras porque não sentem que seu emprego está ameaçado, mas recebem informações sobre decisões do governo federal, como a elevação dos juros, e passam a não esperar um desempenho tão bom da economia como em anos anteriores”, afirmou Pochmann.
Na média dos fatores pesquisados, o IEF atingiu 63,5 pontos, dentro da faixa de otimismo. No mês anterior, havia registrado 64,1 pontos.
Leia a íntegra do IEF nº 12, referente a Agosto de 2011

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Estudo do IPEA mede o grau de concentração/desigualdade dos estados e regiões do País

11/08/2010 10:16

A partir dos municípios, Ipea revela perfil da desigualdade

Comunicado do Ipea nº 60 foi apresentado quinta-feira, 12 de agosto, na sede do Instituto, em Brasília


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) traz em seu novo estudo o grau de concentração/desigualdade dos estados e regiões do País, analisado por meio dos Produtos Internos Brutos (PIBs) e PIBs per capita dos municípios. A pesquisa permite apontar as unidades da federação e as regiões que tiveram queda ou aumento da desigualdade e concentração de renda.
O Comunicado do Ipea nº 60 – Desigualdade da Renda no Território Brasileiro – foi divulgado nesta quinta-feira (12), às 11h, na sede do Instituto, em Brasília (SBS, Quadra 1, Bloco J, Edifício BNDES, auditório do 16º andar), com apresentação do presidente Marcio Pochmann.
O Comunicado do Ipea nº 60 traz, por estados da federação e por regiões:
• breve síntese do movimento de integração da renda no espaço nacional entre 1920 e 2007, por intermédio da evolução do PIB dos municípios brasileiros;
• dinâmica de participação dos municípios na composição do PIB brasileiro em quase 90 anos; e
• movimento recente de evolução dos indicadores de concentração/desigualdade dos PIBs municipais por estados da federação e grandes regiões geográficas do Brasil.
A publicação contém, ainda, um anexo com os PIBs dos municípios em valores reais em anos selecionados.

http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=2572:a-partir-dos-municipios-ipea-revela-perfil-da-desigualdade&catid=4:presidencia&Itemid=2

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Indicadores Econômicos no Brasil


26/05/2010 - 11h00

Previsões mostram PIB, inflação e juros maiores no ano, diz Ipea

Da Redação, em São Paulo
Levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao governo federal, reúne as previsões mais recentes de diferentes instituições econômicas do mercado e conclui que a expectativa é que o país tenha crescimento econômico, inflação e juros maiores no ano. O câmbio do dólar deve cair, de acordo com essas estimativas. Emprego ficou estável, exportações e importações subiram.
As previsões sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, o total das riquezas produzidas no país) subiram de 5,2% em janeiro/fevereiro para 5,5% em março/abril. Esses números representam a mediana dos valores indicados pelas diversas entidades consultadas.
Mediana é diferente da média porque elimina os pontos extremos, para não haver muita distorção quando os intervalos entre os números mais baixos e os mais altos é muito grande.
Diferentemente de outros momentos, agora a preocupação do governo é que o país cresça demais, o que poderia causar desequilíbrio e inflação. Por isso o governo anunciou há duas semanas umcorte de R$ 10 bilhões no Orçamento federal com o objetivo de "esfriar" a economia.

Custo de vida

Quanto à inflação "oficial" pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o mercado elevou a expectativa no último bimestre para 5,2%. Em janeiro/fevereiro, a estimativa era de 4,7%.
Também houve aumento na projeção para a taxa básica de juros, a Selic. A mediana esperada pelas instituições consultadas passou de 10,28% em janeiro/fevereiro para 11% em março/abril.
Com relação ao câmbio, houve um movimento inverso, e o mercado passou a estimar um valor menor. Em janeiro/fevereiro, falava-se no dólar cotado a R$ 1,89. No bimestre março/abril, o valor foi reduzido para R$ 1,83.
A estimativa de criação de empregos no ano se estabilizou em 1,5 milhão. No que diz respeito a comércio exterior, as entidades ouvidas aumentaram a previsão de exportações (de US$ 170 bilhões para US$ 175 bilhões) e importações (de US$ 155 bilhões para US$ 160 bilhões).

Investimento Público no Brasil


26/05/2010 - 11h00


Investimento público em relação ao PIB é o maior em 15 anos, diz Ipea

Da Redação, em São Paulo

Em 2009, o investimento do setor público brasileiro em relação ao PIB bateu recorde dos últimos 15 anos, segundo levantamento apresentado nesta quarta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão ligado ao governo federal.
Esses números incluem os investimentos feitos pelas empresas estatais. Normalmente, esses cálculos consideram somente o desembolso da União, mas o Ipea defende a soma de outros elementos.No ano passado, o investimento público atingiu 4,38% do PIB (Produto Interno Bruto, o total das riquezas produzidas no país). Em dinheiro, isso representou R$ 137,4 bilhões.
"O mais correto seria levar em consideração também os investimentos das empresas estatais (sobretudo federais). Não menos importantes são as transferências de recursos da União para estados e municípios destinadas à realização de obras públicas", destaca o estudo distribuído pelo Ipea.
O levantamento do Ipea para o cálculo do investimento do setor público considerou o investimento empenhado e liquidado no exercício, adicionado dos restos a pagar liquidados no exercício.
Para o item investimentos da União, foram utilizados apenas os investimentos realizados diretamente pelas instituições federais, excluindo-se as transferências a Estados e municípios.
Foram classificados como investimentos dos Estados e municípios os realizados diretamente por esses entes da Federação, inclusive aqueles em que foram utilizados recursos originários da União (transferências da União).
O peso das estatais federais no volume total de investimentos do governo tem se acentuado desde 2004/2005, segundo o Ipea, chegando proximo de 2% do PIB. Em 2003 as estatais federais investiram R$ 18,7 bilhões, enquanto em 2009 foi alcançada a cifra de R$ 59,8 bilhões.
A participação de Estados e municípios assume uma importância expressiva também a partir de 2004/2005. Em 2003, Estados e municípios investiram R$ 22,9 bilhões, tendo evoluído para R$ 57,7 bilhões em 2009, incluindo-se nesse montante as transferências federais.

IPEA - previsões sobre o crescimento do Brasil


Brasil pode ser 5º do mundo, diz Ipea

Presidente do Ipea defende que Brasil deve aproveitar a oportunidade de crescimento, com bem-estar social e ambiental

24 Mai 2010 - 01h08min

Presidente do Ipea, Marcio Pochmann, destaca o crescimento do País (Foto: Marcelo Cassal JR/ABr)
O Brasil deve aproveitar a oportunidade de transição da economia para um desenvolvimento que prioriza a sustentabilidade para se tornar uma liderança mundial, afirmou o presidente do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann. As informações são da Agência Brasil. 

"Ele (o Brasil) tem as condições concretas para construir, neste século, um protagonismo inédito do ponto de vista da concepção de um desenvolvimento que não seja apenas econômico e social, mas que tenha capacidade de sustentar do ponto de vista da reprodução humana e do bem-estar social``, afirmou o presidente do Ipea. 

Pochmann disse que há uma convergência nacional, ``e até internacional--, de que chegou o momento brasileiro. Chamou a atenção para o fato de que, desde a crise de 1929, esta é a primeira vez em que a recuperação econômica mundial é puxada pelos países em desenvolvimento e não mais pelos países ricos. 

Entre eles, citou a China, Índia e Brasil. ``Isso inspira a perspectiva de o Brasil vir a se transformar na quinta economia do mundo, possivelmente ao final da próxima década em que estamos ingressando.-- 

O desafio não é voltar a crescer de forma mais rápida, mas combinar o crescimento com um melhor bem-estar social e, sobretudo, ambiental. Ele sublinhou que, além de crescer economicamente, o Brasil deve se transformar também na quinta melhor sociedade, do ponto de vista do padrão de bem-estar social. 

Um dos desafios continua sendo a educação. Do ponto de vista quantitativo, o problema da universalidade da educação está resolvido, mas não do ponto de vista qualitativo, observou Pochmann. 

Outro desafio é a questão demográfica. ``Se queremos ter um padrão de bem-estar adequado para as pessoas que vão envelhecer nos próximos anos, significa, fundamentalmente, o Brasil elevar a sua produtividade.-- 

Explicou que a produtividade pressupõe um projeto de desenvolvimento econômico e também elevação da educação e da tecnologia, a fim de preparar melhor as pessoas para o trabalho e para a própria vida. 

Valores 
A percepção de novos valores faz parte de uma mudança cultural do ponto de vista da integração nacional. Pochmann não vê problemas estruturais que impeçam o Brasil de ter crescimento sustentável de longo prazo a taxas muito maiores das que temos atualmente. 

"O Brasil cresce acima de 4%. Na década de 90, cresceu em torno de 2%. Não vejo problemas em nós crescermos a 6% ou 7% ao ano porque, do ponto de vista do reconhecimento, nós somos um país ainda em construção--. Afirmou que crescer mais rapidamente ajuda o país a enfrentar o problema da geração de empregos. (da Folhapress)

Fonte: Jornal O Povo

sexta-feira, 26 de março de 2010

Brasil - Crescimento da economia em 2010

25/03/2010 - 14:59:59 

Ipea prevê crescimento de 5,2% da economia neste ano

Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil
Previsões do setor produtivo nacional indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer em torno de 5,2% em 2010 e a taxa de inflação deve girar em torno de 4,7% no ano. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (25/3) pelo Sensor Econômico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A taxa básica de juros da economia – Selic – deve fechar o ano em 10,28% (na semana passada o Banco Central manteve a taxa em 8,75%) e o dólar, cotado em R$ 1,89.
Segundo a pesquisa, em 2010 as exportações das entidades associativas do setor produtivo devem ficar em cerca de US$ 170 bilhões e as importações, em US$ 155 bilhões. A taxa média de investimento deve ser de 12,1%.
Com relação ao emprego, o setor produtivo avaliado pelo Ipea tem a perspectiva positiva de que 1,5 milhão de postos de trabalho sejam criados até o final de 2010.
O Sensor Econômico mostra a perspectiva dos principais indicadores macroeconômicos para o ano, com base em projeções de diversos grupos do setor produtivo nacional, além de entidades de trabalhadores e alguns institutos ou centros de estudos. O indicador é divulgado bimestralmente.
(Agência Brasil)
Fonte: Mercado Ético

quarta-feira, 10 de março de 2010

Geração de Empregos no Brasil

10/03/2010 - 15h00

Ipea: Brasil vai gerar 2 milhões de empregos em 2010; 700 mil serão em SP

Da Redação, em São Paulo
O Brasil deve criar 2 milhões de novos postos de trabalho em 2010, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo.
De acordo com a entidade, a economia brasileira deverá apresentar uma demanda de 18,6 milhões de ocupações a serem preenchidas por mão de obra qualificada e com experiência profissional. A perspectiva leva em conta um ritmo de expansão econômica estimado em 5,5% no ano de 2010.
O ritmo, porém, não será suficiente para empregar os 24,8 milhões de trabalhadores disponíveis no mercado de trabalho. "Mesmo com o crescimento econômico, ainda continuará havendo um estoque de trabalhadores desempregados", afirma a instituição na pesquisa "Emprego e oferta qualificada de mão de obra no Brasil: impactos do crescimento econômico pós-crise".
Dos 2 milhões de novos postos em todo o país, São Paulo deve responder por 700 mil empregos criados. O setor de comércio deve gerar a maior parte das novas oportunidades, com 314 mil postos(veja gráfico abaixo). Com isso, São Paulo deverá ser, em 2010, o Estado com maior abertura de novos postos, mas também será a unidade da federação com maior rompimento de contratos de trabalho (5,4 milhões de demitidos).
Na ponta oposta, o Acre deve gerar apenas 1.146 novas oportunidades, seguido por Roraima, com 1.553 postos criados neste ano.

Qualificação

Para 2010, a estimativa, segundo o Ipea, é que existam 19,3 milhões de pessoas disponíveis, com qualificação e experiência profissional adequada para responder à demanda potencial de 18,6 milhões de trabalhadores. Ou seja, entre aqueles com qualificação, haverá um excedente de 653 mil trabalhadores qualificados e com experiência, mas que não encontrarão emprego.
Desses trabalhadores, a maior parte está no Estado de São Paulo: serão  6,1 milhões de trabalhadores disponíveis com qualificação e experiência. A maior parte deles será de um contingente de empregados demitidos. Esses trabalhadores estão concentrados no setor de comércio e reparação.
Serviços sociais, coletivos e pessoais será o segmento econômico com maior excesso de mão de obra qualificada, com 612,2 mil trabalhadores.
Em contrapartida, a massa de trabalhadores sem qualificação (22,2% do total de trabalhadores disponíveis) requer políticas públicas de combate a essa exclusão, segundo o Ipea, visto que constitui-se um exército que não se encontra nas mesmas condições de competitividade no mercado de trabalho.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ipea lançou site que mapeia dados sobre municípios



(28/01/2010 - 11:29)

Informações sobre áreas como educação e pobreza são acessíveis pelo: http://mapas.ipea.gov.br

O portal Mapas Ipea, acessível pelo endereço http://mapas.ipea.gov.br, permite que qualquer pessoa possa obter informações consolidadas sobre todos os municípios brasileiros. Por meio dele é possível, por exemplo, obter detalhes sobre as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. A apresentação da ferramenta foi feita nesta quinta-feira, 28, pela diretora-adjunta de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Ipea, Fernanda de Negri, e pelo assessor técnico da Presidência do Instituto Erivelton Guedes.

Entre os dados disponíveis, pode-se consultar a população, a área, o Produto Interno Bruto (PIB), rodovias, estatísticas de educação e quantidade de servidores públicos nos municípios. Os mapas permitem, ainda, saber quais municípios têm acesso mais rápido a aeroportos e quais têm mais famílias em situação de pobreza. Qualquer pessoa poderá montar seu próprio mapa, sobrepondo as camadas de dados que lhe interessam, permitindo novos cruzamentos de dados.

"O Mapas Ipea permite análises simples e rápidas. Por exemplo, um município que não tem sistemas próprios desse tipo pode se utilizar da ferramenta para fazer suas análises, comparar seus indicadores com os de municípios vizinhos", explicou Erivelton. "Trata-se de um instrumento importante tanto do ponto de vista do formulador de políticas públicas quanto do gestor municipal ou estadual", afirmou Fernanda de Negri.

Erivelton acrescentou que o portal pode ser facilmente utilizado por qualquer cidadão. "Se um professor de geografia estiver dando aula sobre desigualdade de renda, ele encontrará dados sobre esse assunto no Mapas Ipea." Com o tempo, novos dados serão inseridos. "Hoje é possível encontrar na ferramenta informações como o número de famílias pobres atendidas pelo Bolsa Família. As obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) serão uma das próximas camadas acrescentadas, devido ao grande interesse público", declarou. Segundo o assessor, as prioridades de atualização vão ser definidas de acordo com a vontade dos usuários do sistema. Sugestões podem ser encaminhadas para o e-mail
mapas@ipea.gov.br.

"O Ipea tem vários estudos que podem ser incluídos no Mapas Ipea. Temos, por exemplo, informações sobre a distribuição espacial de várias indústrias, temos indicadores tecnológicos dos municípios", afirmou a diretora da Diset. O Mapas Ipea foi elaborado a partir do software livre I3Geo. A ferramenta do Ipea reúne em um só endereço informações já públicas que têm como fonte ministérios e outros órgãos federais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - alguns dos quais utilizam há mais tempo a plataforma I3Geo.

As informações atualmente disponíveis no portal - cuja interface também pode ser acessada nos idiomas inglês, espanhol e italiano - têm como origem o IBGE, ministérios e o próprio Ipea. Muitos dos dados foram retirados da publicação Presença do Estado no Brasil: Federação, suas Unidades e Municipalidades, lançada em dezembro passado. A apresentação do Mapas Ipea ocorreu na sede do Instituto em Brasília (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Edifício BNDES, subsolo). Houve transmissão on-line pelos sites
www.ipea.gov.br e www.agencia.ipea.gov.br.



sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

IQD - Índice de Qualidade do Desenvolvimento


Indicador aponta a qualidade do desenvolvimento

O IQD (Índice de Qualidade do Desenvolvimento) é uma pesquisa mensal realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que capta se o desenvolvimento vivido pelo país, contempla os requisitos de crescimento econômico com distribuição dos frutos do progresso e, também, aponta se esse movimento tende a sustentar-se no tempo. Para tanto, o indicador é segmentado em três componentes: Índice de Qualidade do Crescimento, Índice de Qualidade da Inserção Externa e Índice de Qualidade do Bem-Estar.

A qualidade do crescimento é garantida se: i) o crescimento da formação bruta de capital fixo superar o crescimento da produção de bens de consumo; ii) a produção dos bens de consumo duráveis crescer mais do que a de bens de consumo não-duráveis; iii) houver redução do foco de queimadas no país e da emissão de carbono; iv) a massa salarial crescer; e v) se a expectativa dos empresários for positiva. Cada uma dessas comparações permite duas pontuações: se o resultado atender aos critérios relacionados, somam-se 100 pontos; caso contrário, zero ponto. Logo, o Índice de Qualidade do Crescimento pode variar entre 500 pontos (todos os itens favoráveis ao crescimento) e zero ponto (todos desfavoráveis).

Do mesmo modo, a qualidade da inserção externa é garantida se: i) a exportação de bens manufaturados crescer em relação ao total vendido ao exterior; ii) o investimento direto estrangeiro crescer em relação ao total dos investimentos estrangeiros no Brasil; iii) houver elevação dos termos de troca; iv) a renda líquida enviada ao exterior crescer abaixo da média histórica dos últimos 25 anos; v) se crescerem as reservas líquidas internacionais.

O sistema de pontuação de cada item é igual ao descrito anteriormente. Por sua vez, para mensurar melhorias na qualidade da vida social, utiliza-se como proxi: i) a queda na taxa de desemprego; ii) o aumento das ocupações formais em relação ao total; iii) a queda na taxa de pobreza; iv) a mobilidade social ascendente (ganhos reais de renda); e v) a queda na taxa de desigualdade de renda (índice de Gini). Mais uma vez, o sistema de pontuação dos itens é o mesmo.

Por fim, os três componentes são somados e divididos por três a fim de se obter uma média dos fatores que influenciam diretamente a qualidade do desenvolvimento. O resultado dessa conta é o IQD. As fontes utilizadas são IBGE (PIM e PME), Banco Central (balanço de pagamentos), FGV e Ipea (expectativas), Ipea (termos de troca) e Inpe (meio ambiente).

Confira todas as edições do IQD:

Redução da desigualdade requer reforma tributária


(12/01/2010 - 20:45)

Comunicado nº 38 mostra que políticas redistributivas e maior coordenação entre esferas de governo são necessárias

O Comunicado da Presidência nº 38, apresentado nesta terça-feira, 12, em São Paulo, traz ainda o que os técnicos de Planejamento e Pesquisa do Ipea consideram os principais desafios à continuidade do processo de redução da pobreza e da desigualdade de renda no Brasil. Durante a entrevista de divulgação do estudo, intitulado Pobreza, desigualdade e políticas públicas, o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, destacou o atual sistema tributário e a falta de coordenação para políticas sociais nas diferentes esferas de governo como exemplos de entraves.
"Para resolver a desigualdade, terá de ser com políticas redistributivas. Será necessária a reforma do sistema tributário", afirmou Pochmann. As políticas redistributivas significam que a arrecadação se dá principalmente entre os setores mais privilegiados da população, e as transferências de benefícios vão especialmente para os menos abastados. Hoje, a parcela menos favorecida dos brasileiros é que tem a maior parte de seu orçamento comprometida com tributos, como comprova um dos gráficos do estudo. Portanto, a política é essencialmente distributiva, e não redistributiva.
"Outro problema é de coordenação, articulação das políticas públicas. A Constituição de 1988 criou eixos, blocos de intervenção na saúde, na educação, transporte, etc. Há uma estrutura verticalizada, com sistemas únicos, nos quais não há matricialidade e existe sobreposição", continuou o presidente do Ipea.
Ele lembrou que, atualmente, o gasto social em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é da ordem de 22%, pouco abaixo do registrado em países desenvolvidos. Essa proporção pode aumentar, mas dificilmente terá uma grande elevação. "Portanto, é preciso ter maior racionalização do gasto público, maior qualidade no gasto."
Efeito China
O Comunicado da Presidência nº 38 revela que o Brasil não é o país que mais reduziu a pobreza e a desigualdade de renda nos últimos anos. Porém, merece destaque por conseguir diminuir simultaneamente ambas. Entre 1995 e 2000, a variação do índice de Gini foi de -1%. O movimento continuou entre 2000 e 2005, com variação de -4,5%.
No mundo, 520 milhões saíram da condição de pobreza entre 1981 e 2005. Esse cálculo foi feito segundo a metodologia do Banco Mundial, que considera extremamente pobre quem vive com menos de US$ 1,25 por dia. De acordo com dados da ONU citados no estudo do Ipea, porém, essa redução se deve, em grande parte, à redução da pobreza na China.
Na América Latina e no Caribe, há um quadro geral de redução da pobreza, mas realidades distintas quanto à desigualdade. Costa Rica e Uruguai, por exemplo, apresentaram aumento do índice de Gini na primeira metade dos anos 2000. Já México, Paraguai, Equador, Colômbia, Brasil e Argentina tiveram redução. O Banco Mundial estima que, em 2015, o planeta terá 31% a menos de habitantes vivendo em situação de pobreza extrema.

Leia a íntegra do Comunicado da Presidência nº 38

Veja os gráficos

Fonte: IPEA - http://www.ipea.gov.br/default.jsp

Ipea cadastra bolsistas


O Ipea mantém um banco de dados para a seleção de pesquisadores candidatos à concessão de Bolsa Pesquisa em estudos e projetos desenvolvidos pelo Instituto, com destaque para as áreas temáticas relacionadas ao desenvolvimento nacional. As bolsas foram criadas para contribuir com o aperfeiçoamento intelectual e profissional dos bolsistas, e também para promover o intercâmbio entre profissionais do Ipea e instituições similares, organismos públicos e universidades.
Os projetos que tiverem necessidade de seleção de candidatos terão seus dados divulgados na página eletrônica do Ipea. As bolsas são concedidas em diversas modalidades, de Auxiliar de Pesquisas, para candidatos matriculados em nível superior, a Doutores, por meio do Programa de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional - PNPD.
Podem se candidatar:
  • Profissionais que estejam cursando ou que tenham concluído algum curso de graduação ou pós-graduação e que se disponham a complementar sua formação intelectual e profissional, participando da execução de projetos do Ipea;
  • Profissionais de instituições similares ao Ipea e de outros órgãos públicos e universidades que se disponham a intercambiar conhecimento e experiência com o Instituto;
  • Servidores inativos do Ipea ou de outras instituições, com reconhecida competência e experiência, que se disponham a contribuir em projetos de pesquisas, em atividades do planejamento governamental e em programas internos de capacitação de servidores.
A concessão da bolsa ocorrerá mediante análise curricular e outros requisitos determinados pelas respectivas chamadas públicas.
O Ipea recomenda a atualização periódica do cadastro. E-mail de contato para tirar dúvidas: pnpd@ipea.gov.br