quinta-feira, 11 de março de 2010

Economia Internacional


11/03/2010

Aumentam os temores de bolha imobiliária na China

Financial Times
Jamil Anderlini, em Pequim, e Tom Mitchell, em Hong Kong (China)


Visitante passa diante do pôster que mostra o processo de desenho e impressão da moeda chinesa, o yuan, durante exposição no Museu Nacional da China, em Pequim
  • Visitante passa diante do pôster que mostra o processo de desenho e impressão da moeda chinesa, o yuan, durante exposição no Museu Nacional da China, em Pequim.
Os preços de imóveis chineses sofreram uma aceleração no mês passado, aumentando com a maior velocidade registrada nos últimos dois anos, apesar das tentativas governamentais de acalmar o mercado, em meio a temores quanto a uma bolha imobiliária.
Os preços das propriedades comerciais e residenciais nas 70 maiores cidades da China subiram 10,7% em fevereiro deste ano em relação a fevereiro de 2009, segundo o departamento de estatísticas da China. Em janeiro deste ano o aumento correspondente foi de 9,5%.
Desde o início do ano, Pequim implementou uma série de políticas com o objetivo de reduzir os preços dos imóveis em disparada, e várias autoridades governamentais alertaram para os aumentos muito rápidos dos preços e as bolhas registradas em certos mercados.
Gu Yunchang, secretário-geral da Associação de Corretores de Imóveis da China, calcula que os preços médios das residências na China aumentaram 22%. No entanto, o departamento de estatísticas divulgou no mês passado números que demonstram que o preço médio das vendas imobiliárias no ano passado subiram apenas 1,5% acima do índice equivalente em 2008.Os números divulgados na quarta-feira (10/03) incluem moradia subsidiada e com aluguéis controlados, em um sistema no qual os pequenos aumentos de preços reduzem os aumentos em geral, bem como os dos imóveis comerciais, cujos valores têm se mantido estáveis ou em queda. 
Os analistas dizem que os aumentos reais dos preços da moradia são substancialmente maiores – e isto preocupa muito o governo porque estes preços têm um impacto direto sobre na vida da população e sobre a satisfação desta com o governo do Partido Comunista.
“Quando vi esta estatística, eu também manifestei ceticismo e achei que eles tinham errado a casa decimal”, disse Gu ao “Financial Times”.
O governo está procurando implementar medidas para corrigir o problema: conter os especuladores sem derrubar o mercado e, ao mesmo tempo, manter as portas abertas para a maioria da população que ainda não possui casa própria.
“Os governos central e municipais não podem reprimir demais o mercado imobiliário, porque ele desempenha um papel crucial na economia como um todo”, explicou Gu.
Os preços crescentes dos imóveis também estão fazendo com que aumentem as preocupações em Hong Kong, onde poderá haver consequências nas urnas. Cinco legisladores renunciaram recentemente às suas cadeiras, o que desencadeou a convocação de novas eleições, que serão realizadas em maio próximo, e que eles esperam que demonstrem o apoio popular a uma marcha mais rápida rumo à democracia integral.
Ciente de que a preocupação pública com o custo da moradia poderia beneficiar os candidatos favoráveis à democracia, o governo de Hong Kong anunciou no mês passado medidas que incluem mais leilões de terrenos para aumentar a oferta e um imposto mais elevado sobre as vendas de imóveis de luxo.
Os magnatas locais do setor imobiliário também identificaram o estado de espírito do povo e estão revertendo a sua oposição anterior a um esquema de propriedade de moradias subsidiadas pelo governo cujo objetivo é aumentar a oferta de apartamentos a preços acessíveis.
Eliot Gao contribuiu para esta matéria.
Tradução: UOL

PIB brasileiro cai 0,2% em 2009, mostra IBGE

A economia brasileira fechou o ano de 2009 com uma queda de 0,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2008, a expansão da economia brasileira ficara em 5,1%.

A queda no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi a primeira desde 1992, quando a variação foi de -0,5%. O IBGE, no entanto, alterou a metodologia de cálculo do PIB em 1996, o que distorce a comparação. 


Foto: Editoria de Arte/G1

 Editoria de Arte/G1


No ano passado, o PIB brasileiro somou R$ 3,143 trilhões em valores correntes. Já o PIB per capita (renda por habitante) teve queda de 1,2% em volume, para R$ 16.414, resultado também do crescimento de 0,9% da população.

No quarto trimestre, o PIB brasileiro cresceu 2,0% na comparação com os três meses anteriores, no melhor resultado do ano. A indústria registrou o maior aumento, de 4,0%, seguida pelos serviços (0,6%) e pela agropecuária (0,0%). Os investimentos tiveram alta de 6,6%, enquanto o consumo das famílias cresceu 1,9%, e as despesas da administração pública tiveram expansão de 0,6%. 

Frente ao quarto trimestre de 2008, houve crescimento de 4,3%, após três trimestres conscutivos de contração da economia nessa comparação.


Foto: Editoria de Arte/G1

 Editoria de Arte/G1


Demanda
Em 2009, o consumo das famílias cresceu 4,1%, no sexto ano consecutivo de alta, e ajudou a conter uma queda mais acentuada no PIB. A despesa do consumo da administração pública também aumentou, em 3,7%. Já os investimentos, (formação bruta de capital fixo) tiveram queda de 9,9%.

No âmbito do setor externo, as exportações tiveram redução de 10,3%, e as importações, de 11,4%. Desde 2005 o desempenho em volume das exportações não era superior ao das importações. 

A taxa de investimento em 2009 foi de 16,7% do PIB, a menor desde 2006 (16,4%), segundo os dados do IBGE. A taxa de poupança também caiu, para 14,6% do PIB, a menor desde 2001 (13,5%).

Setores
Entre os setores, apenas serviços teve crescimento em 2009, de 2,6%, inlfluenciado principalmente pelos resultados positivos para intermediação financeira e seguros (6,5%), outros serviços (5,1%), serviços de informação (4,9%).

A maior queda foi registrada na indústria: o setor "encolheu" 5,5% no ano passado, com quedas em todas as atividades. O pior desempenho foi o da indústria de transformação, que apontou queda de 7,0%, seguida pela construção civil (-6,3%), e pela eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-2,4%). 

A agropecuária também teve recuo acentuado, de 5,2%, devido à redução na produção de culturas importantes, como o trigo (-16,0%), o milho (-13,5%), o café (-12,8%) e a soja (-4,8%). 

Queda 'positiva'
O dado de 2009, no entanto, não é tão ruim quanto parece. Com a crise global afetando o desempenho de quase todos os países, na média mundial, o PIB registrou queda de 0,8% no ano passado. Grandes economias, como Estados Unidos e Europa, viram seus resultados sofrerem forte contração em 2009. A maior economia do mundo ficou 2,4% menor. Na zona do euro, o recuo foi de 4,1%.


Foto: Editoria de Arte/G1

  Editoria de Arte/G1

Entre os países emergentes, o desempenho do Brasil ficou atrás da China e da Índia, cujas expansões alcançaram 8,7% e 6,5%, respectivamente, mas bem à frente da Rússia - o PIB do país teve queda de 7,9% no ano passado.

Na média dos últimos anos, o Brasil vem registrando resultado melhor do que a média mundial. Em 2007, enquanto o PIB global se expandiu em 4,9%, o brasileiro cresceu 6,1%. Em 2008, o crescimento brasileiro foi de 5,1% - acima da média mundial de 3,0%. 


Fonte: Portal G1 de Notícias - Economia e Negócios
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1524746-9356,00-PIB+BRASILEIRO+CAI+EM+MOSTRA+IBGE.html

quarta-feira, 10 de março de 2010

Geração de Empregos no Brasil

10/03/2010 - 15h00

Ipea: Brasil vai gerar 2 milhões de empregos em 2010; 700 mil serão em SP

Da Redação, em São Paulo
O Brasil deve criar 2 milhões de novos postos de trabalho em 2010, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo.
De acordo com a entidade, a economia brasileira deverá apresentar uma demanda de 18,6 milhões de ocupações a serem preenchidas por mão de obra qualificada e com experiência profissional. A perspectiva leva em conta um ritmo de expansão econômica estimado em 5,5% no ano de 2010.
O ritmo, porém, não será suficiente para empregar os 24,8 milhões de trabalhadores disponíveis no mercado de trabalho. "Mesmo com o crescimento econômico, ainda continuará havendo um estoque de trabalhadores desempregados", afirma a instituição na pesquisa "Emprego e oferta qualificada de mão de obra no Brasil: impactos do crescimento econômico pós-crise".
Dos 2 milhões de novos postos em todo o país, São Paulo deve responder por 700 mil empregos criados. O setor de comércio deve gerar a maior parte das novas oportunidades, com 314 mil postos(veja gráfico abaixo). Com isso, São Paulo deverá ser, em 2010, o Estado com maior abertura de novos postos, mas também será a unidade da federação com maior rompimento de contratos de trabalho (5,4 milhões de demitidos).
Na ponta oposta, o Acre deve gerar apenas 1.146 novas oportunidades, seguido por Roraima, com 1.553 postos criados neste ano.

Qualificação

Para 2010, a estimativa, segundo o Ipea, é que existam 19,3 milhões de pessoas disponíveis, com qualificação e experiência profissional adequada para responder à demanda potencial de 18,6 milhões de trabalhadores. Ou seja, entre aqueles com qualificação, haverá um excedente de 653 mil trabalhadores qualificados e com experiência, mas que não encontrarão emprego.
Desses trabalhadores, a maior parte está no Estado de São Paulo: serão  6,1 milhões de trabalhadores disponíveis com qualificação e experiência. A maior parte deles será de um contingente de empregados demitidos. Esses trabalhadores estão concentrados no setor de comércio e reparação.
Serviços sociais, coletivos e pessoais será o segmento econômico com maior excesso de mão de obra qualificada, com 612,2 mil trabalhadores.
Em contrapartida, a massa de trabalhadores sem qualificação (22,2% do total de trabalhadores disponíveis) requer políticas públicas de combate a essa exclusão, segundo o Ipea, visto que constitui-se um exército que não se encontra nas mesmas condições de competitividade no mercado de trabalho.

Alta produtividade e chuvas estáveis podem ajudar país a ter sua maior safra

Danilo Macedo, da Agência Brasil

A cada levantamento da safra de grãos 2009/2010 feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mais o volume total estimado para a colheita se aproxima do recorde histórico, obtido no ciclo 2007/2008, de 144,1 milhões de toneladas. A pesquisa divulgada nesta quarta-feira (9/3), a sexta desde o início da safra, indica uma produção de 143,95 milhões de toneladas.

A previsão – feita com base em informações coletadas de representantes de cooperativas e sindicatos rurais, órgãos públicos e privados entre 22 e 26 de fevereiro – já é 6,5% superior aos 135,13 milhões de toneladas da última safra. Em relação à pesquisa divulgada no mês passado, o crescimento é de 0,6%. A melhor avaliação, segundo a Conab, deve-se à alta produtividade e à estabilidade das chuvas nas áreas de maior produção.

Beneficiada pelo clima, a soja, grão mais produzido no país, deve chegar a 67,57 milhões de toneladas, cerca de 10 milhões de toneladas a mais do que na safra passada. Nos estados que mais produzem, como Mato Grosso, Goiás e o Rio Grande do Sul, a colheita já supera os 50%.

Apesar do aumento de produção, a área plantada teve uma pequena redução, de 19,3 mil hectares, comparada à anterior, ficando em 47,65 milhões de hectares. Esse resultado indica o aumento da produtividade das lavouras.

(Agência Brasil)

FONTE: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/alta-produtividade-e-estabilidade-da-chuva-podem-ajudar-pais-a-ter-sua-maior-safra/

terça-feira, 9 de março de 2010

Atividade da construção cai em janeiro, mas empresários seguem otimistas

O nível de atividade da indústria de construção civil apresentou pequena queda em janeiro deste ano, informou nesta terça-feira (9) a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que realizou pesquisa com 335 empresas do setor entre 1º e 24 de fevereiro.

Em janeiro, o indicador referente ao nível de atividade da construção civil somou 50,5 pontos, abaixo dos 53,7 pontos registrados em dezembro do ano passado. Segundo a CNI, entretanto, isso indica estabilidade.

"Não obstante, a estabilidade se deu em patamar elevado. O índice de nível de atividade efetivo em relação ao usual recuou, mas manteve-se acima da linha dos 50 pontos, o que denota que o nível de atividade em janeiro de 2010 foi superior ao usual para o mês", informou a entidade.

Otimismo
A pesquisa detectou ainda que os empresários da construção civil mantiveram o otimismo neste início de 2010. Em dezembro, este indicador estava em 70,6 pontos e recuou para 68,4 pontos em janeiro. Mesmo assim, valores acima de 50 pontos indicam cenário positivo.

"Mesmo com a redução no índice de expectativa do nível de atividade na comparação com o mês anterior, o índice de fevereiro de 2010 situa-se muito acima dos 50 pontos, o que indica que é disseminada entre os empresários a perspectiva de aumento da atividade", avaliou a CNI.

Também permanece alto, segundo a entidade, o otimismo em relação a novos empreendimentos e serviços nos próximos meses – apesar do recuo, o índice permanece bem acima dos 50 pontos. Acrescentou que também continuam "elevadas" as intenções de compras de matérias-primas.


Fonte: Portal G1 de Notícias - Economia e Negócios

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mercado e Meio Ambiente

08/03/2010 - 15:08:17 

O mercado como ferramenta para salvar espécies

Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil
A idéia é simples: se um empreendimento destrói determinada área ambiental, um mangue, por exemplo, ele deve compensar essa devastação financiando a recuperação de algum outro habitat. Esse tipo de iniciativa está se tornando comum em diversas partes do mundo, mas 80% delas ainda não consegue calcular de maneira exata o custo que deveria ser pago pelas empresas.

Essa é uma das conclusões do State of Biodiversity Markets: Offset and Compensation Programs Worldwide, compilado pela Ecosystem Marketplace e publicado na última sexta-feira (5). Durante um ano a equipe por trás do relatório pesquisou esquemas para a preservação da biodiversidade que tornam possível que empreendedores promovam contrapartidas para quaisquer danos que causem ao meio ambiente.
Foram documentados 39 programas governamentais já em funcionamento com iniciativas de “mitigações compulsórias” e outros 25 em formação. Esses esquemas demandam que os empreendedores evitem os danos ambientais sempre que possível e que restaurem outros habitats caso prejudiquem a natureza. O relatório revelou que quando bem estruturados, essas iniciativas criam uma rede de benefícios ambientais que geralmente são maiores que o dano inicialmente provocado.
Mais de 600 “bancos ambientais” funcionam sob esses esquemas. Eles buscam conseguir recursos ao restaurar áreas degradadas que depois são vendidas para empresas que precisem compensar seus danos ambientais. Desses “bancos”, 70% são operações privadas que visam lucro, enquanto o restante são ações governamentais ou de ONGs.
“Nosso pensamento original foi apenas verificar o que estava sendo feito nesse setor ao redor do mundo. Mas assim que começamos a levantar os dados foi como abrir a caixa de Pandora. Nós não imaginávamos que esse setor já fosse tão grande. É como se existisse todo um novo mundo que eu desconhecia”, afirmou Becca Madsen, administradora do programa de biodiversidade do Ecosystem Marketplace e uma das autoras do relatório.
Apenas 20% dos projetos documentados apresentam dados de preços, mas mesmo assim esse mercado já atinge um valor anual de US$ 1,8 bilhões a US$ 2,9 bilhões. Além disso, cerca de 86 mil hectares estariam sendo protegidos a cada ano, o equivalente ao tamanho da ilha de Manhattan.
O State of Biodiversity Markets: Offset and Compensation Programs Worldwide analisou somente programas cujas estruturas funcionam ao redor da “hierarquia de mitigação” (evitar, minimizar e mitigar impactos à biodiversidade). Mas reconhece que existe uma grande gama de instrumentos econômicos para a proteção da biodiversidade.
Foram analisados projetos de todas as regiões, divididos em América do Norte, América Latina, Europa, África e Austrália-Nova Zelândia. O documento também explicou as leis vigentes em cada esquema e os modelos de incentivo para a iniciativa privada.
Brasil
O relatório dedica algumas páginas ao Brasil, que se destaca mundialmente por já ter leis estabelecidas sobre compensações ambientais. A base da proteção ambiental brasileira é a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (LPNMA) e a Política Nacional de Biodiversidade, essa última se aplica especificamente para a compensação ambiental. Em alguns casos existem legislações próprias para determinados ecossistemas, como a Lei da Mata Atlântica.
Outro item importante da política ambiental é o Código Florestal, em vigor desde 1965. Ele determina, entre outras coisas, que proprietários de terras mantenham intactas porcentagens de vegetação nativa. No caso de não conseguirem cumprir esta cota, eles podem compensar financiando a conservação de outra área de floresta nativa, preferencialmente dentro da mesma bacia hidrográfica. O Código está em intensa discussão e pode sofrer grandes alterações ainda este ano, a contragosto de muitos ambientalistas.
Existe ainda a compensação de impacto industrial, que é obrigatória de acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei N° 9.985, de 18 de julho de 2000) que exige que um máximo de 0,5% do custo total dos empreendimentos seja direcionado para as Unidades de Conservação através do Fundo de Compensação Ambiental.
Esse fundo está sendo revisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou ilegal a cobrança desses 0,5% por acreditar que muitas obras têm baixos custos e grandes impactos, o que tornaria esta porcentagem uma quantia muito pequena.
Segundo o Instituto Chico Mendes, entre 2000 e 2008 o fundo arrecadou quase R$ 500 milhões em 300 compensações. Entretanto, desses R$ 500 milhões, cerca de R$ 209 milhões estão retidos, esperando a decisão final do STF. Apenas R$ 143 milhões estão disponíveis para o uso em áreas protegidas e R$ 49,5 milhões das compensações foram realmente já executadas.
Tentativa e Erro
O relatório afirma que esses esquemas de compensação tendem a evoluir em saltos, muitas vezes testando fórmulas que não funcionam e voltando para a estaca zero e recomeçando.
“Muitos desses programas atravessam longas fases como piloto, nas quais vão testando os melhores métodos antes de virarem estruturas definitivas e nacionais. Tanto na Austrália quanto na África os esquemas tendem a se manter em escala estadual, mas aos poucos os governos federais estão tomando parte”, explicou Madsen.
Diferentes partes do mundo possuem diferentes tipos de investidores em compensações ambientais. Nos Estados Unidos, por exemplo, o setor de transportes é o que mais busca essas iniciativas, enquanto na Austrália são as companhias de água e na África as indústrias de mineração e metais.
Muito ainda tem que ser feito para a consolidação desses esquemas, mas o crescimento desse tipo de iniciativa pode representar uma nova fronteira na preservação ambiental. Porém, isso nunca deverá servir de desculpa para que os governos e a própria sociedade diminuam sua responsabilidade com o meio ambiente.
(CarbonoBrasil/Ecosystem Marketplace)
Fonte: Mercado Ético

Governo divulga lista de produtos inclusos na retaliação comercial aos EUA

Importação de itens como cremes e óculos de sol poderá ficar mais cara.Decisão terá efeito daqui a 30 dias; governos ainda podem negociar.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
O governo divulgou nesta segunda-feira (8), por meio do Diário Oficial da União, a lista de produtos que poderão ter aumento de imposto de importação dos EUA como parte de retaliação que pode ser aplicada aos Estados Unidos. A relação inclui itens como cremes, xampus, perfumes e óculos de sol.

[...]

A decisão terá efeito apenas 30 dias depois de sua divulgação. Neste meio tempo, o governo brasileiro pode iniciar negociações com os Estados Unidos, segundo informou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na semana passada.

Em agosto passado, o Brasil foi autorizado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) a aplicar sanções comerciais aos Estados Unidos em função dos subsídios do que o governo americano destina aos produtores de algodão de seu país.

A OMC, no entanto, aceitou que o Brasil adote as chamadas "represálias cruzadas", que se referem à possibilidade de que suas sanções vão além do âmbito de mercadorias e possam incluir os setores de serviços e propriedade intelectual.

Em produtos, a retaliação pode chegar a US$ 560 milhões. O valor total da retaliação, porém, é de US$ 830 milhões. Já foi publicado um decreto presidencial autorizando a retaliação em propriedade intelectual.

A lista divulgada nesta segunda-feira foi alvo de consulta pública e contém cerca de 100 itens. Entre eles: cereja (cuja alíquota de imposto de importação foi fixada em 30%), batata (alíquota de 34%), metanol (22%), paracetamol (28%), xampus (36%), águas de colônia (36%), cremes de beleza (36%), algodão (100%), freezers verticais (40%), leitores de códigos de barras (22%), fogões de cozinha (40%), óculos de sol (40%) e escovas de dente (36%).

Na semana passada, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que o governo do Estados Unidos deverá iniciar negociações para um acordo com o Brasil para evitar a retaliação comercial brasileira por causa dos subsídios dados aos produtores de algodão de seu país.

"Temos tempo para tentar resolver isso de maneira pacífica e produtiva", disse ela, durante visita ao Brasil.

(Com informações da EFE)
FONTE: G1 - Economia e Negócios

sábado, 6 de março de 2010

Mulheres avançam 40,9%


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Mais de 16 milhões de mulheres estão no mercado de trabalho formal 
IGOR GRAZIANO
O crescimento da participação da mulher no mercado de trabalho vem se dando de forma contínua, não sazonal

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, que nesta segunda-feira, 8 de março, comemora 100 anos, uma boa notícia para o público feminino. O número de mulheres no mercado de trabalho brasileiro cresceu 40,9% em sete anos. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram o aumento da participação feminina acima da média masculina e revelam que mais de 16 milhões delas estão mercado de trabalho formal.

Entre 2002 e 2008, 4,78 milhões de mulheres assumiram postos no mercado de trabalho formal em todo o Brasil.

O volume, que equivale à soma das populações de Fortaleza (CE) e Belo Horizonte (MG) mostra que as empresas estão abrindo suas portas à mão-de-obra feminina. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2002, havia 11,41 milhões de mulheres trabalhando formalmente no País; em 2008 o número chegou a 16,2 milhões, crescimento de 40,9% no período. Em 2003 havia 11,8 milhões delas formalmente empregadas, em 2004 12,5 milhões, em 2005 13,4 milhões, em 2006, havia 14,2 milhões e em 2007, 15,3 milhões, revelando crescimento contínuo, não sazonal, no mercado de trabalho. Entre os homens, o crescimento foi de 34,5%, saltando de 17,26 milhões, em 2002, para 23,23 milhões, em 2008.

Rendimentos

Em relação aos rendimentos, a faixa etária que atualmente apresenta a melhor remuneração, segundo a Rais, é entre 50 a 64 anos, com média de R$ 1.757,51, seguida de 65 anos ou mais, com R$ 1.713,77, e 40 a 49 anos, R$ 1.594,43.

Na comparação entre estados e setores de ocupação, o Estado do Amazonas obteve a maior remuneração para a mulher, no setor de Extração Mineral, com R$ 8.755,23; seguido pelo Rio de Janeiro, com R$ 7.849,80; e Sergipe, com R$ 6.113,08. O setor de Serviços e Indústria de Utilidade Pública também tem se mostrado auspicioso para as mulheres: o Distrito Federal rendeu a melhor remuneração do País.

Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios

quinta-feira, 4 de março de 2010

Incentivo ao Turismo no Ceará


DO PRODETUR

R$ 36 mi em obras na Capital

4/3/2010 

Sem recursos ainda definidos para a realização do Projeto Orla, na Praia do Titanzinho, a Prefeitura de Fortaleza vai, aos poucos, reunindo dinheiro para tocar obras de melhoria da infraestrutura turística, voltadas à preparação da cidade para a Copa do Mundo de 2014. Na tarde de ontem, a prefeita Luizianne Lins e o ministro do Turismo, Luiz Barretto, assinaram termo de transferência de R$ 36 milhões do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) e de emendas da bancada Federal, para a realização de obras turísticas na parte leste da cidade.

Celebrados pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setfor), os convênios preveem a urbanização da Praça 31 de Março, na Praia do Futuro; as reformas da Praça Dr. Moreira de Souza, de parte do Mercado Central e dos canteiros centrais das avenidas Virgílio Távora, Barão de Studart e da Abolição, no que serão aplicados cerca de R$ 7 milhões. Outros R$ 18 milhões serão destinados para dar continuidade às obras de requalificação da Praia de Iracema, iniciadas em fevereiro de 2008, e ainda sem prazo para conclusão.

Segundo a titular da Setfor, Patrícia Aguiar, a obra completa da Praia de Iracema consiste no restauro de prédios históricos, de vias de acesso e de passeios e contenção marítima, totalizando 22 intervenções, entre as ruas Almirante Tamandaré e avenida Rui Barbosa. "Ao todo serão aplicados R$ 44 milhões na área", sinalizou a secretária.

Outros R$ 10 milhões serão repassados pelo MTur para a urbanização da encosta do Conjunto Santa Terezinha, que ganhará escadarias mirantes, quiosques, áreas esportivas e anfiteatro; enquanto outros R$ 680 mil, serão aplicados no fortalecimento institucional da Gestão Municipal do Turismo no Âmbito do Prodetur e em uma avaliação ambiental estratégica do Prodetur Nacional do município de Fortaleza. A perspectiva da Setfor é a de que as obras sejam iniciadas até o fim deste semestre, após solução de pendências nos projetos, licitação e execução.

Oportunidade

Para o ministro do Turismo, essas obras são importantes para qualificar a cidade à Copa do Mundo de 2014. "Fortaleza não pode deixar escapar essa oportunidade", alertou Barreto, para quem as quatro cidades - Fortaleza, Natal, Recife e Salvador - devem se integrar à mobilidade urbana para a Copa.

Ao fazer um balanço das obras, a prefeita Luizianne Lins disse que esses projetos compõem os seis pontos estratégicos do turismo, traçados pela atual administração: o Centro, a Barra do Ceará, as Praias do Futuro e de e Iracema, Beira Mar e Morro Santa Terezinha. Em alusão ao projeto do Estaleiro, ela disse que a economia de Fortaleza deve ser pensada sob a lógica do turismo e não da industrialização. "Essa é a política econômica da cidade de 30 anos atrás", disse, ressaltando que não irá brigar com o governador Cid Gomes, por isso.

CARLOS EUGÊNIO
REPÓRTER

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ceará - Novos Setores Produtivos


Estudo destaca o setor de rochas ornamentais no Ceará

Estado oferece condições favoráveis e características passíveis de aproveitamento no setor de rochas
Rochas Quartzitos. Foto: Divulgação
Rochas Quartzitos. Foto: Divulgação
Segundo dados divulgados pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Ceará – CIN/Fiec, em janeiro de 2010, o setor de rochas ornamentais teve crescimento de 343,7% em relação às exportações do mesmo período no ano passado.
Atualmente, o Ceará ocupa o 4° lugar nacional na produção de blocos brutos com um total anual de 430.000 toneladas de granitos.
Estudo realizado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM, em parceria com a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará – NUTEC, destaca o interesse das empresas do setor de rochas ornamentais e revestimento por granitos do tipo “exóticos”, com característica diferenciada e peculiar no mercado, em contraposição aos chamados materiais clássicos que seguem padrões como, por exemplo, as cores cinzas, verdes, vermelhos e brancos.
O Nutec contribuiu tecnicamente para a determinação das características e nomeação dos materiais através de avaliação visual e poderá trabalhar na determinação das características tecnológicas e análises específicas para esses novos tipos de materiais.
Atualmente o Ceará oferece condições favoráveis e características passíveis de aproveitamento no setor de rochas ornamentais e revestimento, devido ao condicionamento geológico do Estado, em que cerca de 75% do seu território é ocupado pelo embasamento cristalino, com a existência de materiais de composição graníticas.
A Pesquisa
Alguns tipos de rochas começaram a ser pesquisados e explorados principalmente por empresas do Estado do Espírito Santo, destacando-se áreas nos municípios de Sobral (Amarula e Nouggat), Massapê (Nacarado), Cariré (Elegant Brown) e São Gonçalo do Amarante (Palomino, Espinela e Roma Imperiale), que correspondem rochas diversas dentre conglomerados, brechas, quartzitos, arenitos e rochas vulcânicas traquitoides.
A atividade movimenta recursos significativos, oscilando na faixa entre US$ 1.000 a 1.500/m³ para os materiais de primeira categoria, a relação custo/benefício acaba por fazer com que a exploração seja economicamente viável.
Fonte: Tendências e Mercado - 3 de março de 2010 - 15:39 - Por TM

Desmatamento é embargado

Empresa estava desmatando uma APP, na Serra do Araripe. Sem autorização, ICMBio interrompeu a ação.

TÉCNICOS DO ICM-BIO foram até a área que estava sendo devastada, no Sítio Jenipapo, distrito de Santa Fé, em cima da Serra do Araripe, localizado na Área de Proteção Ambiental

ANTÔNIOVICELMO
Repórter

DESTRUIÇÃO
Crato. O Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) embargou o desmatamento de 230 hectares de mata nativa, no Sítio Jenipapo, distrito de Santa Fé, em cima da Serra do Araripe, localizado na Área de Proteção Ambiental (APA-Araripe), ao lado da “Mata dos Cavalos”, onde ocorreu o massacre contra os moradores do Caldeirão do beato José Lourenço. Foi embargada também a perfuração de um poço profundo que estava sendo aberto na Área de Preservação Permanente (APP) pela empresa “Água Viva Poços Artesianos”, que vai responder a inquérito administrativo.
O proprietário da área devastada é o empresário Albino Callou Barros, residente em Fortaleza, que foi enquadrado no Decreto Federal nº 6.514, de 22 de julho de 2008, Lei de Crimes Ambientais, que pune com multa e sanções administrativas o infrator. De acordo com o auto de infração, assinado pelo técnico ambiental Raimundo Macedo Leite, o desmatamento estava sendo feito sem autorização e sem licença ambiental. O proprietário é acusado de causar danos à unidade de conservação e supressão de vegetação na zona de amortecimento da Floresta Nacional do Araripe.

Devastação
O desmatamento com a utilização de dois tratadores, equipados com grades, foi iniciado no começo do mês de fevereiro, mas, somente no dia 22, os técnicos do ICM-BIO tomaram conhecimento da devastação. O proprietário do terreno foi notificado para apresentar a documentação que autoriza o que seria um Plano de Manejo para o plantio de capim e criação de gado.
Os documentos apresentados, segundo os técnicos, não cumpriram as exigências dos órgãos ambientais. O proprietário apresentou apenas um projeto, a localização, a área a ser utilizada,
que era apenas de 59 hectares e uma autorização parcial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), autorizando o roço do capim já plantado na área. A autorização adverte quanto à necessidade de preservação de árvores de grande porte, a não utilização de fogo e, também, a manutenção da floresta nativa.
Quando os técnicos chegaram ao local, encontraram apenas alguns pequizeiros de pé.
Os tratores arrancaram e trituraram o que encontraram pela frente. “As árvores maiores foram transformadas em estacas para cerca”, diz o engenheiro civil e analista ambiental Pedro Augusto Carlos Monteiro, funcionário do ICM-BIO.

Prazo
Ele acrescenta que, além dos tratores, um batalhão de operários estava plantando sementes de capim andropogon. O proprietário do local tem um prazo de 20 dias para pagar, ou recorrer da multa, no valor de R$ 20 mil, e, ainda, responder pelas sanções criminais.
Pedro Carlos explica que o desmatamento, mesmo na Área de Proteção Ambiental, em propriedade particular, pode ser legal.
De acordo com o Código Florestal Brasileiro, 80% da floresta em cada propriedade podem ser utilizadas com uma licença fornecida por órgãos ambientais.
“O problema foi à falta de autorização”, esclarece ele. E complementa: “no caso do desmatamento em questão, o proprietário ainda pode regularizar a situação”, basta cumprir a Lei.
A advogada do empresário, Miriane Callou, informou que vai para Fortaleza com o objetivo de colher toda a documentação para provar que o projeto foi executado dentro da Lei.
FONTE: Jornal Diário do Nordeste - Caderno Regional

terça-feira, 2 de março de 2010

Pesquisa da CNI mostra produção da indústria estável no início de 2010

Indicador de evolução da produção ficou abaixo de 50 pontos em janeiro.
Pesquisa mostra estoques baixos e uso das fábricas abaixo do normal.

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

A produção industrial se manteve estável neste início de 2010, informou nesta terça-feira (2) a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que realizou levantamento com o setor produtivo.
Em janeiro, o indicador de evolução da produção ficou em 49,2 pontos, valor similar ao registrado no final de 2009, informou a entidade. A sondagem industrial mensal da CNI foi realizada com 1,2 mil empresas, entre 1º e 24 de fevereiro.
"O fato de estar muito próximo da linha divisória de 50 pontos aponta que a produção da indústria ficou praticamente estável na comparação com dezembro passado. Nesta pesquisa, os indicadores variam de 0 a 100, e valores acima de 50 pontos indicam crescimento ou expectativa positiva dos empresários", informou a entidade.

Estoques
Com a manutenção do ritmo da produção em janeiro, a CNI informou que o nível de estoques ficou abaixo do planejado pelas empresas (indicadores inferiores à linha de 50 pontos).
"As de pequeno e médio portes registraram, respectivamente, indicadores de 46,4 pontos e 47,8 pontos. As empresas de grande porte registraram estoques de acordo com o planejado, com indicador de 50,4 pontos", acrescentou a entidade.

Uso do parque fabril
De acordo com a entidade, indústria operou com utilização da capacidade instalada (UCI) abaixo do usual para meses de janeiro, mantendo o mesmo cenário do mês de dezembro de 2009. Segundo a CNI, isso a "existência de ociosidade do parque industrial".
O indicador de UCI efetiva em relação ao usual ficou em 46,3 pontos para as pequenas empresas e em 48,1 pontos para as médias. No caso das grandes empresas, o uso do parque fabril ficou em 49,7 pontos, em linha com a média para meses de janeiro, informou.

Próximos meses
De acordo com o levantamento da CNI, o empresário industrial espera aumento da demanda por produtos nos próximos seis meses. Isso porque o índice de expectativa de evolução de demanda registrou crescimento, passando de 62,9 pontos, em dezembro, para 66,2 pontos, em janeiro.
Com a expectativa de demanda por produtos e serviços em alta, os empresários pretendem comprar mais matérias-primas nos próximos seis meses. O índice de expectativa de compras passou de 49,8 pontos, em dezembro, para 64,6 pontos, em janeiro.
De acordo com a CNI, os empresários também mostraram otimismo em relação às exportações futuras. O novo índice de expectativa de evolução da quantidade exportada registrou 53,5 pontos.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Comércio Exterior


1 de março de 2010 - 17:40 - Por Agência Brasil


Corrente de comércio externo: Nível mais alto da história

Exportações brasileiras somaram US$ 23,502 bi contra importações de US$ 23,274 bi, no bimestre janeiro/fevereiro
Foto: SXC
Foto: SXC
As exportações brasileiras somaram US$ 23,502 bilhões no bimestre janeiro/fevereiro, contra importações de US$ 23,274 bilhões no mesmo período, o que resulta no nível mais alto da história tanto nas compras quanto nas vendas, informou o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral.
Porém, na comparação com o primeiro bimestre do ano passado, e tomando por base a média diária, as importações cresceram em ritmo mais forte do que as exportações. Enquanto o exportador brasileiro vendeu 24,5% a mais que em 2009, o comércio interno absorveu 31,7% a mais em produtos estrangeiros.
Em consequência, o saldo da balança comercial (exportações menos importações) foi de US$ 394 milhões em fevereiro (o mais baixo para meses de fevereiro, desde 2002) e o resultado de janeiro foi ainda pior, com déficit de US$ 166 milhões. Por isso, o superávit acumulado no bimestre ficou em US$ 228 milhões, o que corresponde a 18,5% do saldo registrado em igual período de 2009.
Barral ressaltou, porém, que “existe tendência de recuperação das vendas de produtos primários nos próximos meses”, pois, a partir de março, começa a ser embarcada a produção agrícola da safra 2009/2010. Além disso, diz ele, “as principais economias dão sinais de recuperação econômica, em especial as economias emergentes”.
O secretário explicou que janeiro e fevereiro deste ano tiveram “recuperação muito boa” no comércio internacional também porque os mesmos meses do ano passado contabilizaram base de comércio muito baixa, por causa da crise financeira mundial, mas lembrou que os sinais de recuperação são evidentes, em razão dos aumentos de nossas exportações para os Estados Unidos (+17,3%) e países da Europa (+24,9%). Para alguns países emergentes, o aumento foi superior a 50%, acrescentou.
Houve crescimento das vendas brasileiras para quase todos os blocos econômicos, com exceção da África, que apresentou queda de 3,1% no mês passado, comparado ao mesmo mês de 2009. Barral destacou o aumento de 56,8% das vendas para países do Mercosul, puxadas pela Argentina, que comprou o equivalente a 81,6% do total de US$ 1,413 bilhão.
Ele ressaltou também os aumentos de 37,2% das exportações brasileiras para a América Latina e o Caribe, 33,2% para a Ásia (China com 29% do total), 50,8% para países do Oriente Médio e de 76,9% para países da Europa Oriental. Os dois últimos com valores de compras ainda relativamente pequenos, de US$ 579 milhões e US$ 352 milhões, respectivamente.
De acordo com números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os principais produtos exportados pelo Brasil foram minério de cobre, petróleo, carnes bovina e de frango, açúcar, ferro-liga, semimanufaturados de ferro e aço, óleos combustíveis, laminados planos, automóveis e autopeças, os dois últimos vendidos principalmente para a Argentina, a Alemanha e o México.
Do lado das importações, Barral disse que as principais compras brasileiras são de bens de capital (equipamentos e acessórios) para atender a um “mercado interno bastante aquecido”. Ele destacou também as fortes compras de combustíveis e lubrificantes. No todo, os volumes de importações foram maiores também em todos os blocos econômicos, comparando os meses de fevereiro deste ano e do ano passado.
Por países, os maiores fornecedores brasileiros foram os Estados Unidos (US$ 1,666 bilhão), a China (US$ 1,601 bilhão) e a Argentina (US$ 999 milhões). Essa ordem foi mantida também no caso dos maiores compradores de produtos brasileiros no bimestre: Estados Unidos (US$ 2,711 bilhões), China (US$ 2,338 bilhões) e Argentina (US$ 2,130 bilhões).
Fonte: Tendências e Mercado