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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Produção Industrial



IBGE: Produção industrial cresce em março em 12 regiões

Pernambuco (4,4%) obteve crescimento superior ao da média nacional de 2,8%
Empregados em fábrica do setor têxtil. Foto: portal jangadeiro online
A produção industrial cresceu em 12 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março deste ano, em relação ao mês anterior. Os destaques são o Paraná, com crescimento de 18,6%, e Amazonas, com expansão de 10,1%. Apenas o Ceará e Goiás tiveram redução, com queda de 0,3% e 6,8%, respectivamente.
Além do Paraná e Amazonas, em três estados o crescimento foi superior ao da média nacional de 2,8%: Pernambuco (4,4%), Rio Grande do Sul (4,1%) e Santa Catarina (3,7%). Outros estados que tiveram aumento da produção industrial foram Minas Gerais (2,8%), o Espírito Santo (2,2%), o Rio de Janeiro (1,8%), a Bahia (0,9%), o Pará (0,7%) e São Paulo (0,6%). Na Região Nordeste, alta foi de 1,8%.
Na comparação com o resultado de igual período do ano passado, todas as 14 regiões apresentaram crescimento em março, com destaque para o Espírito Santo (45%), o Amazonas (39,9%), Pernambuco (25,3%), o Paraná (23,7%), Goiás (23,7%) e Minas Gerais (22,4%). O crescimento também foi generalizado nas comparações entre o primeiro trimestre deste ano e o último de 2009 e entre os três primeiros meses deste ano e o mesmo período do ano passado.
A produção industrial cresceu em 12 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março deste ano, em relação ao mês anterior. Os destaques são o Paraná, com crescimento de 18,6%, e Amazonas, com expansão de 10,1%. Apenas o Ceará e Goiás tiveram redução, com queda de 0,3% e 6,8%, respectivamente.
Além do Paraná e Amazonas, em três estados o crescimento foi superior ao da média nacional de 2,8%: Pernambuco (4,4%), Rio Grande do Sul (4,1%) e Santa Catarina (3,7%). Outros estados que tiveram aumento da produção industrial foram Minas Gerais (2,8%), o Espírito Santo (2,2%), o Rio de Janeiro (1,8%), a Bahia (0,9%), o Pará (0,7%) e São Paulo (0,6%). Na Região Nordeste, alta foi de 1,8%.
Na comparação com o resultado de igual período do ano passado, todas as 14 regiões apresentaram crescimento em março, com destaque para o Espírito Santo (45%), o Amazonas (39,9%), Pernambuco (25,3%), o Paraná (23,7%), Goiás (23,7%) e Minas Gerais (22,4%). O crescimento também foi generalizado nas comparações entre o primeiro trimestre deste ano e o último de 2009 e entre os três primeiros meses deste ano e o mesmo período do ano passado.
Fonte: Tendências e Mercado, 7 de maio de 2010 - 10:55 - Por Agência Brasil -  http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/ibge-prod-industrial-cresce-em-marco-em-12-regioes/

terça-feira, 2 de março de 2010

Pesquisa da CNI mostra produção da indústria estável no início de 2010

Indicador de evolução da produção ficou abaixo de 50 pontos em janeiro.
Pesquisa mostra estoques baixos e uso das fábricas abaixo do normal.

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

A produção industrial se manteve estável neste início de 2010, informou nesta terça-feira (2) a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que realizou levantamento com o setor produtivo.
Em janeiro, o indicador de evolução da produção ficou em 49,2 pontos, valor similar ao registrado no final de 2009, informou a entidade. A sondagem industrial mensal da CNI foi realizada com 1,2 mil empresas, entre 1º e 24 de fevereiro.
"O fato de estar muito próximo da linha divisória de 50 pontos aponta que a produção da indústria ficou praticamente estável na comparação com dezembro passado. Nesta pesquisa, os indicadores variam de 0 a 100, e valores acima de 50 pontos indicam crescimento ou expectativa positiva dos empresários", informou a entidade.

Estoques
Com a manutenção do ritmo da produção em janeiro, a CNI informou que o nível de estoques ficou abaixo do planejado pelas empresas (indicadores inferiores à linha de 50 pontos).
"As de pequeno e médio portes registraram, respectivamente, indicadores de 46,4 pontos e 47,8 pontos. As empresas de grande porte registraram estoques de acordo com o planejado, com indicador de 50,4 pontos", acrescentou a entidade.

Uso do parque fabril
De acordo com a entidade, indústria operou com utilização da capacidade instalada (UCI) abaixo do usual para meses de janeiro, mantendo o mesmo cenário do mês de dezembro de 2009. Segundo a CNI, isso a "existência de ociosidade do parque industrial".
O indicador de UCI efetiva em relação ao usual ficou em 46,3 pontos para as pequenas empresas e em 48,1 pontos para as médias. No caso das grandes empresas, o uso do parque fabril ficou em 49,7 pontos, em linha com a média para meses de janeiro, informou.

Próximos meses
De acordo com o levantamento da CNI, o empresário industrial espera aumento da demanda por produtos nos próximos seis meses. Isso porque o índice de expectativa de evolução de demanda registrou crescimento, passando de 62,9 pontos, em dezembro, para 66,2 pontos, em janeiro.
Com a expectativa de demanda por produtos e serviços em alta, os empresários pretendem comprar mais matérias-primas nos próximos seis meses. O índice de expectativa de compras passou de 49,8 pontos, em dezembro, para 64,6 pontos, em janeiro.
De acordo com a CNI, os empresários também mostraram otimismo em relação às exportações futuras. O novo índice de expectativa de evolução da quantidade exportada registrou 53,5 pontos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Produção industrial tem maior sequência de altas mensais desde 1991

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A indústria brasileira manteve em agosto o processo de recuperação do impacto sofrido com a crise global, marcando o oitavo mês consecutivo de crescimento, a maior sequência desde 1991.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ponderou que, apesar do número positivo, a fatura da turbulência ainda não foi totalmente quitada pelo setor, que deve encerrar o ano com forte queda.

A produção subiu 1,2 por cento em agosto sobre julho. Ante agosto, houve queda de 7,2 por cento, a menor desde novembro de 2008, informou o IBGE nesta sexta-feira.

Analistas consultados pela Reuters previam uma expansão mensal de 0,8 por cento --com faixa de alta de 1,8 a declínio de 0,2 por cento-- e uma queda anual de 7,5 por cento.

"Os dados de agosto da indústria mostram a continuidade de um processo de recuperação da indústria puxada basicamente pela demanda interna... O movimento está em linha com a recuperação da economia", disse a gerente do IBGE, Isabella Nunes.

Em relação a setembro de 2008, pico do setor e mês da quebra do Lehman Brothers que aprofundou a crise mundial, a indústria ainda apresenta retração de 10,2 por cento.

"Há uma melhora, mas ainda pagamos a conta da crise", disse Isabella, acrescentando que o fundo do poço foi dezembro de 2008, quando essa queda chegou a 20,9 por cento. Atualmente, o setor está em patamar equivalente ao de fevereiro de 2007.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a queda é de 8,9 por cento. Em 12 meses até agosto, a indústria contabiliza baixa de 12,1 por cento, a maior queda para um período de 12 meses desde 1991.

Analistas projetam para o fechamento de 2009 uma queda entre 5 e 7 por cento. Isso porque as taxas anuais devem seguir em baixa até o fim do quarto trimestre, quando a base fraca de comparação com 2008 deve tornar as taxas positivas. Já as leituras mensais devem continuar positivas.

O recorde de baixa anual é de 1981, de 10,2 por cento.

"Quando a gente olha os determinantes da produção, todos apontam para cima (alta da produção): necessidade de recompor estoques, demanda interna firme, bastante impulso monetário e fiscal para se materializar ainda e exportações que, se não estão tendo um crescimento expressivo, tiveram um inflexão", disse Zeina Latif, economista-chefe do ING.

"O impulso monetário e fiscal vai mais do que compensar a desaceleração dos automóveis e da linha branca, que perdem seus incentivos", acrescentou Zeina.

SETORES

Na comparação mensal, 15 dos 27 setores pesquisados tiveram aumento da produção, com destaque para Veículos automotores (3,2 por cento), Refino de petróleo e produção de álcool (3,5 por cento), Material eletrônico e equipamentos de comunicações (9,1 por cento) e Metalurgia básica (2,7 por cento).

Entre as categorias de uso, a produção de bens de consumo duráveis teve a maior alta sobre julho, de 3,1 por cento, seguida por bens intermediários (0,7 por cento), bens de consumo semi e não duráveis (0,6 por cento) e bens capital (0,4 por cento.

Sobre agosto de 2008, 9 dos 27 segmentos apresentaram crescimento da atividade. Os destaques de baixa foram Veículos automotores (-18,4 por cento), Máquinas e equipamentos (-19,0 por cento), Metalurgia básica (-16,1 por cento) e Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-22,1 por cento).

Todas as categorias de uso tiveram queda, sendo a maior de bens de capital, de 22,3 por cento. As demais apresentaram baixa, mas a menor do ano: de 8,1 por cento em bens intermediários, de 3,7 por cento em bens de consumo duráveis e de 1,3 por cento em bens de consumo semi e não duráveis.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Vanessa Stelzer)

http://economia.uol.com.br/ultnot/reuters/2009/10/02/ult29u70226.jhtm