sábado, 23 de janeiro de 2010

PIB do Ceará deve alcançar fatia de 2%

MARCO HISTÓRICO

24/1/2010 Clique para Ampliar

A Siderúrgica e a refinaria têm um peso capaz de transformar completamente a economia do Estado do Ceará, a partir de 2013, garante Cid Gomes

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Segundo o ipece, 27% dos cearenses têm o ensino médio completo e só 6% dos adultos têm curso superior

Mesmo sem os projetos estruturantes estarem prontos - como a siderúrgica e a refinaria -, o Ceará está prestes a registrar um feito histórico em sua economia. De acordo com o governador Cid Gomes, tudo indica que, ao fim deste ano, o Estado passe a representar 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. "O Estado nunca chegou a esta marca: sempre ficamos com uma participação histórica um pouco acima de 1%. O máximo de representação que marcamos foi 1,96%", comparou ele.

O chefe do Executivo estadual reconhece, entretanto, que a participação do Ceará no total da riqueza gerada no País ainda é muito pequena, mesmo chegando a 2%. "Somos 4,4% do total da população brasileira. Se não houvesse desigualdade regional, nossa participação no PIB brasileiro era para ser desta ordem", completou.

No último trimestre encerrado em setembro, o PIB cearense cresceu 3,5%, contra um desempenho negativo de 1% para a economia brasileira. "Isto significa que o caminho que a gente tem de trilhar está a pleno vapor", declarou o governador, destacando que os projetos como a siderúrgica e a refinaria têm um peso capaz de transformar completamente a economia local, a partir de 2013.

A Capital cearense ocupa a 2ª posição dentre as nove capitais do Nordeste, perdendo apenas para Salvador (BA), no PIB Municipal para os anos de 2002-2007. No último ano do levantamento, a economia de Fortaleza gerou R$ 24,47 bilhões e um PIB per capita de R$ 10.066,00, superior ao per capita do Estado, que chegou a R$ 6.149,00, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo Eveline Barbosa, diretora geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), os resultados do levantamento mostram uma ligeira desconcentração da riqueza, haja vista que alguns municípios importantes e pertencentes à Região Metropolitana de Fortaleza tiveram suas participações reduzidas, como a própria Capital, que perdeu participação na economia cearense e na da Região Metropolitana. O PIB dos Municípios representa o rateio da renda gerada, no Ceará, entre 184 cidades, mediante metodologia do IBGE.

EDUCAÇÃO
Números atestam baixa qualificação

Os números da educação no Brasil comprovam as barreiras que o País ainda tem a superar. Pesquisa do Instituto de Economia Aplicada (Ipea), divulgada na última semana, mostra que, apesar do acesso ao ensino ter melhorado - 82% dos jovens de 15 a 17 anos frequentavam a escola em 2007-, menos da metade desse contingente cursava o ensino médio e apenas 13% dos que tinham entre 18 a 24 anos cursavam o ensino superior.

No Ceará, segundo a economista Eveline Barbosa, diretora geral do o Ipece, as estatísticas revelam que cerca de 47% da população tem apenas o ensino fundamental completo, com 27% dos adultos com ensino médio concluído e só 6% deles com curso superior. "Contudo o número médio de anos de estudo vem evoluindo. A média em 2008, último dado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, foi de sete anos de estudo para o País, semelhante ao número médio de anos de estudo na Região Metropolitana de Fortaleza, 7,5 anos", ressalva.

Diante dessa realidade, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) detecta que 56% da empresas brasileiras têm problemas por falta de mão-de-obra qualificada. Os setores que mais sofrem são, não por mera coincidência, os que mais têm contribuído para a expansão econômica do País. Para corroborar esse número, o Ipea calcula que a reserva de mão-de-obra no Brasil é de 9,1 milhões de profissionais, mas apenas 18% têm qualificação. (ADJ)

SAMIRA DE CASTRO
REPÓRTER

Fonte: Jornal Diário do Nordeste. Caderno Negócios. Fortaleza, 24 de janeiro de 2010.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=725007

Falta de fiscais dificulta saída de frutas para o exterior

TEMOR DE COLAPSO NO PECÉM

23/1/2010 Clique para Ampliar

PORTO DO PECÉM é líder brasileiro no escoamento de frutas ao exterior, mas a fiscalização agropecuária continua sendo um gargalo, sobretudo com o avanço deste mercado

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Fac-símile de 02/04/08: Diário já alertava para as dificuldades com a fiscalização no Porto do Pecém

Liberação de produtos embarcados torna-se lenta com a falta de fiscais agropecuários para suprir a demanda

Representantes do setor agroindustrial temem um colapso nas exportações de frutas pelo Porto do Pecém. O problema, que já ocupou as páginas do Diário do Nordeste no começo de 2008, decorre da falta de fiscais federais agropecuários para suprir a demanda necessária à vistoria dos produtos embarcados, cuja movimentação atinge cerca de 220 contêineres por semana - incluindo frutas, camarão e sal.

De acordo com Newton Assunção Júnior, presidente da Câmara Setorial da Frutas do Ceará, a escassez de fiscais voltou à tona depois de uma paralisação nos embarques na sexta-feira passada (15/01). "Parou todo o despacho porque teve uma reunião na Superintendência Federal da Agricultura. Tivemos que despachar tudo do sábado. Foi uma correria", relata.

Enquanto as exportações de frutas pelo Estado cresceram quase 600% em seis anos, o número de fiscais agropecuários foi reduzido de 12 para quatro.

Destes, comenta Assunção, dois são lotados no terminal de São Gonçalo do Amarante, sendo que apenas um atua na inspeção vegetal e o outro na animal. "Se este profissional adoece, o despacho fica comprometido", argumenta.

O presidente da Câmara Setorial informa ainda que houve uma reunião, em outubro do ano passado, com representantes Ministério da Agricultura e Pecuária no Estado, para expor as preocupações do setor produtivo, já que a tendência é de incremento na produção e comercialização de frutas para o mercado exterior.

Segundo suas estimativas, seriam necessários pelo menos seis fiscais no Pecém para dar conta da demanda atual, dentro das regras estipuladas pela legislação trabalhista.

"A lei não permite mais do que duas horas extras diárias. Ressalto que a superintendente, Maria Luiza Rufino, tem sido muito solícita em relação aos pleitos do setor", acrescenta Assunção. A solução deste gargalo, comenta ele, depende diretamente da Secretaria de Defesa Agropecuária, em Brasília. "Temos a notícia de que vai haver novo concurso mas não há vagas para o Estado. Precisamos de uma solução emergencial. É um fato gravíssimo", pontua.

"Esforço colossal"

Louvando o "esforço colossal dos agentes portuários" do Estado, o presidente da Câmara Setorial diz que a luta por mais fiscais deve ser encampada pelo governo cearense.

"O Estado tem de ser tratado com o respeito que merece porque hoje o Brasil só direciona esforços para pecuária, carne, açúcar, álcool e soja. Quando se fala em fruticultura, a gente se sente preterido. Só no Ceará, temos 30 mil hectares plantados", argumenta.

Movimentação

O Porto do Pecém lidera a exportação de frutas no Brasil. Em 2009, foram 261.228 toneladas transportadas, o que representa uma participação de 37% de tudo exportado naquele exercício. Na exportação de frutas, o 2º lugar ficou o porto de Santos, com 90.558 toneladas transportadas e participação de 13%, seguindo-se os portos de Salvador com participação de 11%, Natal e Mucuripe (9%) e por fim Rio Grande (RS), com 8%.

SAMIRA DE CASTRO
REPÓRTER

Fonte: Jornal Diário do Nordeste. Caderno Negócios. Fortaleza, 23 de janeiro de 2010.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=724738

Sistema do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é importante ferramenta de consulta

AgroStat facilita consulta de resultados agropecuários


Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Os interessados em comércio internacional do agronegócio encontram, no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), uma ferramenta de consulta a todos os números de exportação, importação e saldo de produtos agropecuários.

O AgroStat Brasil é uma base de dados on-line que oferece visão detalhada e atualizada do comércio internacional brasileiro do agronegócio desde janeiro de 1997.

As estatísticas de valor (em dólares) e quantidade (em quilogramas) exportada podem ser consultadas por meio da seleção de períodos (mês e períodos acumulados no ano), de países, blocos e regiões geográficas de origem ou destino, unidades da federação e portos de entrada e saída de mercadorias, setores e produtos comercializados.

O banco de dados inclui mais de dois mil itens tarifários da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). As mercadorias selecionadas têm como fonte dos dados o Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), administrado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Como acessar : O uso desse sistema é gratuito. Basta que o interessado preencha a ficha de cadastro, informando o e-mail institucional para receber a senha de acesso, no site: www.agricultura.gov.br/agrostat.

Fonte: Tendências e Mercado.

ARTIGO - Arrogância e patifaria

22/01/2010 16:37:43

Quem assistiu às audiências transmitidas ao vivo pode ver a forma revoltante como esses cavalheiros se eximiram de quaisquer responsabilidades pela tragédia que produziram, quase se divertindo ao atribuir a culpa ao Fed, pela frouxidão, e aos governos, por deixá-los agir livremente. Aproveitaram o circo televisivo montado na comissão para demonstrar o absoluto desrespeito aos congressistas ao ser cobrados das patifarias que eles se recusam a reconhecer como tais. Para eles, o que aconteceu é fruto de circunstâncias normais no mercado, onde a regra é a competição: “A vida é assim, nós vivemos num sistema competitivo, vence quem mais compete, ganha mais dinheiro e leva o seu, rapidamente. E assim as coisas devem continuar...”

Mostraram-se naturalmente escandalizados com a proposta de Obama de instituir a partir de 2011 um imposto sobre as operações bancárias para devolver ao contribuinte pelo menos uma parte da montanha de dinheiro que o Erário destinou à salvação do sistema bancário. Com enorme insensibilidade fazem questão de ignorar que se trata de um problema moral e não apenas econômico, argumentando que o imposto “vai ser pago pelos próprios clientes, quer dizer, no final, pelos contribuintes...”

Digam o que disserem, a ideia do imposto é correta, é uma ação punitiva até razoável e, no mínimo, representa uma satisfação à sociedade. Pelo que se viu, no entanto, dada a reação tíbia dos representantes diante da ousadia e desfaçatez dos depoentes, o presidente Obama vai passar muito apertado para conseguir a aprovação do imposto nas duas casas do Congresso. As transmissões pela tevê serviram para mostrar como o sistema financeiro exerce o seu poder sobre os congressistas.

Creio mesmo que a reação dura de Obama, num pronunciamento mais enfático que o normal, é para realçar a repulsa do cidadão e alertar os congressistas, porque as medidas de correção dos desvios nos mercados financeiros precisam ser aprovadas no Congresso e ficou evidente a subserviência dos membros da comissão parlamentar perante os banqueiros. Não devíamos nos espantar muito com essa relação de dependência: até agora não foi aceita nenhuma das restrições necessárias para impedir a repetição da enorme tragédia gestada no sistema financeiro.

Os banqueiros que compareceram às audiências na comissão comportaram-se como aqueles barões das finanças do início do século XXI, para quem a eventual elevação das taxas de desemprego era algo inerente ao progresso capitalista e até mesmo salutar, porque resultava em maiores esforços para aumentar a produtividade. É quase inadmissível que essas atitudes possam se repetir no novo século, num momento em que se contabiliza a perda de alguns milhões de empregos nos países desenvolvidos. No auge da crise, somente nos Estados Unidos, foram 5 milhões os postos de trabalho suprimidos e, no mínimo, outros 10 milhões no restante do Hemisfério Norte. Nos paí-ses mais pobres (os dados foram divulgados pela FAO, organismo das Nações Unidas), no fim do primeiro ano após setembro de 2008, o número de vítimas da fome havia crescido para algo acima de 90 milhões de seres humanos.

Os excessos de arrogância desse grupo de banqueiros talvez acabem ajudando o presidente a vencer a resistência no Congresso e aprovar algumas das medidas que propôs para melhorar a regulação nos mercados financeiros, no curto prazo. Obviamente, Obama não está se referindo ao sistema financeiro como um todo, mas, sim, estigmatizando aqueles que insistem em deixar abertas as oportunidades para um novo desastre.


Delfim Netto

Sextante

Fonte: Carta Capital. http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5906

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

BASIC - Brasil, África do Sul, Índia e China propõe fundo para países pobres

22/01/2010 - 14:15:35

Leticia Freire, do Mercado Ético*

Como estratégia para reavivar as negociações globais sobre o clima, o BASIC – forma como vem sendo chamado o grupo Brasil, África do Sul, Índia e China – vai propor um fundo conjunto para ajudar os países pobres a se adaptarem ao aquecimento global. A informação veio do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, durante uma entrevista na quarta-feira (20/1).

“A proposta é ajudar os países muito pobres a se adaptarem às mudanças climáticas”, disse. Ele informou também que a China já expressou interesse no projeto.

Essa é a primiera tentativa concreta de injetar novo ânimo nas negociações sobre o clima depois que Copenhague falhou em produzir um acordo abrangente e definitivo.

Outro objetivo do encontro do BASIC é salientar a necessidade dos países ricos, particularmente os EUA , fazerem mais pela questão climática. “Os recursos que nós alocaremos servirão para chamar atenção dos países ricos sobre como eles vêm fugindo as suas responsabilidades”, reforçou o ministro.

Segundo Minc, o BASIC tentará encontrar um padrão comum para suas metas de emissão utilizando o mesmo sistema de mensuração. No caso brasileiro, o país espera reduzir suas emissões em 39% até 2020, enquanto a China prometeu cortar a quantidade de dióxido de carbono produzida por cada unidade de crescimento econômico em 40% a 45% no mesmo período.

Durante a COP15, o BASIC fechou um acordo não vinculativo com princípios básicos, juntamente com os EUA, em Copenhague. Entretanto, outras nações em desenvolvimento disseram que os países ricos e industrializados não estavam oferecendo cortes de emissões suficientes e se disseram preocupadas sobre a possibilidade de não receberem tecnologia e recursos suficientes para enfrentar as mudanças climáticas.

As nações que compõem o BASIC também vão procurar uma posição comum para transferência de tecnologia. Minc propõe medidas para criação de parcerias nas quais os países pobres não serão apenas providos de acesso à tecnologia, mas receberão assistência para aplicá-la corretamente. O encontro acontece esse final de semana, em Nova Délhi.

Fonte: Mercado Ético

http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/brasil-africa-do-sul-india-e-china-propoe-fundo-para-paises-pobres/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje

Lula e Cid analisam projetos para o Ceará

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Projeto da siderúrgica do Pecém entrou na pauta do encontro entre Lula e Cid Gomes, além da vários projetos estruturantes do Estado, como a refinaria e o Cinturão das Águas

22/1/2010
Governador levou para o presidente o andamento dos projetos que têm parceria com o governo federal

Os projetos da siderúrgica, refinaria; programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), ferrovia Transnordestina, Cinturão Digital e Transposição das Águas do Rio São Francisco, no Ceará, foram os assuntos tratados em audiência entre o governador Cid Gomes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última quarta-feira, em Brasília. O objetivo era avaliar os principais projetos em andamento no Estado, que constituem parceria entre os governos Federal e Estadual.

"O presidente tem sempre mostrado grande apreço pelo Nordeste, especialmente pelo Ceará. Ele está atento ao andamento das obras e garantiu que continuará cobrando para que tudo seja feito com qualidade e no tempo correto", afirmou Cid.

O governador também apresentou ao presidente o projeto do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), que garantirá o abastecimento de água para 93% da população do Ceará. "O presidente Lula mostrou grande interesse e analisará formas de apoiar a sua concretização", disse o líder do executivo estadual.

A fim de tornar público este encontro com o presidente, o governador publicou em seu microblog na internet (twitter.com/cidfgomes), informações sobre a audiência. O governador escreveu que informou ao Presidente sobre o projeto que tem de ampliar o alcance das áreas beneficiadas pelo São Francisco. "É o Cinturão das Águas do Ceará (CAC). Ele permitirá garantir, com segurança de 99%, o suprimento de água para 93% da população do Ceará", publicou. "Com canais e a perenização de rios as águas do São Francisco poderão chegar até áreas hoje muito carentes como o Cariri Oeste, os Inhamuns, o Sertão Central, Sertão de Crateús e pela Região Norte se integra ao Eixão das Águas".

Cid Gomes escreveu ainda que "naturalmente que solicitei o seu apoio. O Presidente Lula viu com simpatia e vai analisar a possibilidade de apoiar".

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ceará - Estaleiro é confirmado e já quer ampliação

CONSTRUÇÃO DE PLATAFORMAS DE PETRÓLEO

21/1/2010 Clique para Ampliar

Local definitivo para estaleiro cearense deverá ser confirmado dentro de 20 a 30 dias. Por enquanto, o governo vem trabalhando com a área do Serviluz para abrigar o projeto

Promar venceu licitação da Transpetro, assegura o governo, que já trabalha por estaleiro de grande porte

A Transpetro ainda não anunciou oficialmente, mas o Governo do Estado e investidores envolvidos já garantem: o estaleiro Promar Ceará é o vencedor da licitação para a construção de oito navios gaseiros. E mais: além de afirmar que o empreendimento vai, definitivamente, ser instalado no Estado, o governo informa que os empresários já querem participar de uma nova licitação da Petrobras para construção de plataformas de petróleo, o que elevaria, caso saísse vencedora, a unidade cearense à condição de estaleiro de grande porte.

Contudo, a localização da nova fábrica naval cearense ainda não está definida. De acordo com o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Antonio Balhmann, em um período de 20 a 30 dias deverá ser anunciado, de fato, onde será o local onde o projeto será erguido. "Estamos estudando juntamente com eles [os investidores] a localização, desenho de projeto, pra saber qual é a forma que a gente pode construir todas as soluções", informa. Segundo ele, a definição leva em conta as novas dimensões do projeto.

"O estaleiro deve ter uma grande área de expansão, porque vamos ter agora em março uma outra licitação pra plataformas de petróleo, e a gente quer que o Ceará esteja nessa luta também", acrescenta. "Estamos agora aprofundando essa questão. Ver necessidade de calado, ver outras questões que sejam necessárias pra que a gente possa compor um desenho e uma decisão mais balizada tecnicamente". Até então, a área apresentada como viável para o projeto era a ponta da enseada do Mucuripe. O presidente da Adece não informou se havia uma outra proposta de local.

De acordo com Balhmann, os navios plataformas que entrarão em licitação têm um custo médio de US$ 1 bilhão. "O estaleiro do Ceará é de grande porte. Começa de médio porte, como todos os outros. Nós estamos trabalhando a primeira fase assim. Quando entrarmos na segunda fase, o estaleiro do Ceará será tão grande e tão competitivo como é o Atlântico Sul", disse, referindo à maior indústria naval do Hemisfério Sul, instalada em Pernambuco. "A característica do empreendimento cearense é fazer navio de grande porte e de alto valor agregado", completa.

Operação em 2011

A partir de agora, portanto, o governo e os investidores terão de correr contra o tempo, para que o estaleiro esteja em operação até o fim do próximo ano, como planejam. As obras devem ter início ainda neste semestre. De acordo com Balhmann, será necessário cerca de um mês para preparar o projeto daquilo que será parte do governo. Um ´masterplan´ está sendo elaborado em função da necessidade dos navios. Ele explica que esse documento é um desenho inicial do projeto, não tão detalhado como o projeto executivo. A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) já está com o material para analisar o EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) e liberar a licença de implantação. "Eu creio que esse processo demande uns três meses", prevê.

NEGOCIAÇÕES AVANÇADAS
STX será parceira tecnológica

A STX Brazil Offshore S.A deverá mesmo ser a parceira tecnológica do estaleiro cearense. Ainda não existe nenhum contrato fechado, mas as negociações com a PJMR estão avançadas e a STX já esteve ontem em reunião realizada no Palácio Iracema entre o governador Cid Gomes e o Promar Ceará.

A STX é um grupo coreano que engloba atividades em indústria naval, navegação, equipamentos pesados, construção e energia, e já vinha demonstrando há algum tempo em investir na área naval no Brasil.

O Diário do Nordeste já havia informado com exclusividade, na edição de 11/11/2009, o interesse da STX no projeto cearense. "Estamos negociando uma parceria tecnológica. Ainda não está fechada, mas está bem encaminhada", informara o presidente do estaleiro STX Brazil Offshore, Waldemiro Arantes, em evento realizado no Rio de Janeiro à época. Assim, o Promar Ceará já contaria com três sócios. Isto porque já está definido que o Estado será sócio do projeto, investindo cerca de R$ 60 milhões em obras de infraestrutura e em participação acionária. "Temos que definir necessidade de energia local, água, ferrovia, estrada. Mas uma coisa é certa: o estaleiro do Ceará é irreversível".

Financiamento

Em relação ao financiamento do projeto, o presidente da Adece, que esteve na reunião de ontem, afirmou que já está tudo resolvido. "Já está aprovado o financiamento do estaleiro do Ceará pelo BNDES, com recursos federais. A engenharia financeira já está aprovada pelo conselho do banco", informa. A estimativa é de que o estaleiro custe cerca de US$ 100 milhões. Somente com os gaseiros, o Promar Ceará poderá ter um faturamento anual de até US$ 200 milhões, em plena atividade. Na próxima semana haverá nova reunião entre o governo e a PJMR para acelerar as ações em prol da concretização do empreendimento. A questão das infraestruturas necessárias, assim como preparação de projetos estarão em pauta. (SS)

SÉRGIO DE SOUSA
REPÓRTER
Fonte: Jornal Diário do Nordeste. Caderno Negócios. Fortaleza, 21 de janeiro de 2010.

Mantega vê crescimento de 5,2% do PIB brasileiro em 2010

Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr

O ministro Guido Mantega (Fazenda) revelou nesta quinta-feira que o governo trabalha com uma projeção de 5,2% para o crescimento da economia brasileira neste ano. Para o ano passado, a Fazenda considera um incremento do PIB (Produto Interno Bruto) de somente 0,1%.

Os números constam de apresentação feita hoje em reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília. O material mostra ainda que o governo uma taxa de crescimento em torno de 5% ao ano até 2014. Em dezembro passado, o ministro Mantega já havia afirmado que o país cresceria "em torno de 5%" neste ano.

O mercado estima um crescimento de 5,08% da economia neste ano, conforme consta na última edição do boletim Focus, elaborado pelo Banco Central a partir das projeções de uma centena de instituições financeiras.

Para este ano, a Fazenda considera que a demanda interna deve crescer 7,3%, enquanto estima uma contração em torno de 21% para a demanda externa. O consumo das famílias deve ter um aumento de 6,1%, enquanto a taxa de investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) pode crescer 16,1%.

Ainda de acordo com as projeções da Fazenda, a produção industrial terá um incremento de 7,1%. No tocante ao mercado de trabalho, o Ministério trabalha com a estimativa de 1,6 milhão de empregos criados em 2010 (já consideradas as vagas fechadas). Se concretizado, seria a maior geração de postos de trabalho desde 2007, quando o país gerou 1,617 milhão de postos novos.

Ainda sobre emprego, em um ano eleitoral, a Fazenda estima uma elevação de 6% da massa salarial em 2010, repetindo o desempenho verificado em 2008.


Fonte: Folha OnLine

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u682721.shtml

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Microcrédito


PE: Banco do Povo concedeu mais de R$ 13 Mi em 2009

Micro-créditos beneficiaram mais de 11 mil pequenos comerciantes dos bairros de Recife

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Mais de 11 mil pequenos comerciantes tiveram acesso ao crédito através de ações do Banco do Povo, da Prefeitura do Recife, durante todo o ano de 2009, segundo balanço anual feito pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Recife.

O valor médio do crédito também aumentou de R$ 980,78 para R$ 1.176,76 e o montante anual subiu de R$ 10.776.860,83 para R$ 13.210.259,07.

Além do acesso ao crédito aos cidadãos que já possuíam ou que pretendiam montar um negócio, foram realizados cursos com o objetivo de oferecer capacitações adequadas ao perfil do empreendedor e consultorias para contribuir com o desenvolvimento de estratégias de organização dos empreendedores.

Os cursos oferecidos pelo Programa foram o de Criação de Novos Negócios e o de Viabilidade de Negócios; além dos modulares em Marketing e Vendas, Controle de Custos, Controle Administrativo e Gerenciamento.

O atendimento do Banco do Povo é realizado na Sede da Prefeitura, no Centro Público de Casa Amarela, no Centro Público do Totó (Bido Krause) e no Sistema Público de Emprego e Renda, no bairro do Recife, além de ações de mutirão em visitas à diversos outros bairros.

Através de parcerias o Banco do Povo participou do Projeto Identidade Cidadã e de palestras informativas em Escolas de cursos profissionalizantes. Desde 2001 foram liberados créditos a 43.815 clientes, totalizando quase R$ 50 milhões, além da capacitação de mais de 5.700 cidadãos da cidade.

Fonte: Tendências e Mercado. http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/pe-banco-do-povo-concedeu-mais-de-r-13-mi-em-2009/

Exportação do Brasil aos árabes ganha peso

As exportações do Brasil ao mundo árabe renderam US$ 9,4 bilhões em 2009. Houve uma redução de 4,36% em relação ao ano anterior. A queda, porém, foi menor do que a registrada nas vendas externas brasileiras como um todo (-22%), o que fez com que a participação do Oriente Médio e do Norte da África como destinos das mercadorias nacionais aumentasse de 4,96% em 2008 para 6,14% no ano passado.

Os dados foram divulgados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. “Em termos relativos, as relações comerciais do Brasil com os países árabes foi muito importante em 2009 por causa do decréscimo no comércio mundial”, disse o presidente da Câmara Árabe, Salim Taufic Schahin, em entrevista coletiva realizada na sede da entidade, em São Paulo.

Além da crise financeira mundial, que prejudicou o comércio internacional como um todo, Schahin destacou que a valorização do real frente ao dólar também prejudicou as exportações brasileiras. “O câmbio flutuante é assim, às vezes ele nos ajuda, às vezes ele nos atrapalha em relação às exportações”, declarou.

Se a crise desacelerou o comércio mundial, acabou por influenciar um forte superávit na balança comercial do Brasil com os países árabes. As importações brasileiras de mercadorias do mundo árabe somaram US$ 5,22 bilhões no ano passado, uma redução 50,19% em comparação com 2008, resultando num saldo de US$ 4,18 bilhões.

“[A balança] resultou num saldo muito importante”, afirmou Schahin. “A tendência é termos pequenos superávits nos próximos anos”, acrescentou. Os principais itens importados pelo Brasil do mundo árabe são petróleo e derivados. A diminuição da demanda e a queda do preço da commodity jogaram para baixo o volume e o valor das importações.

Agronegócio

Na seara das exportações, o presidente da Câmara Árabe destacou o desempenho do agronegócio. “O Brasil é bastante competitivo nas exportações do agronegócio ao mundo árabe”, disse.

As carnes, tanto de frango como bovina, foram os principais itens da pauta, embora tenha ocorrido uma redução de 1,93% na receita dos embarques de 2008 para 2009. Ele acredita, no entanto, que as vendas de carnes devem retomar o crescimento já este ano, pois “há grande demanda no mundo árabe”

Em segundo lugar na pauta ficou o açúcar, com um crescimento de 44,75%. Schahin destacou que as exportações brasileiras de açúcar foram beneficiadas pela queda de produção na Índia, que, além de não exportar em 2009, teve que importar para abastecer seu mercado interno. “Eu acredito que este ano ainda vamos ter crescimento das exportações de açúcar”, declarou.

Ele destacou ainda outros produtos agropecuários como soja, milho e lácteos, que começaram a ganhar maior espaço nos negócios com o mundo árabe e devem crescer ainda mais nos próximos anos.

Manufaturados

Depois das carnes e do açúcar, os dois outros itens mais exportados em 2009 foram minério de ferro e aeronaves. Para Schahin, o grande desafio é ampliar as vendas de produtos manufaturados. No caso da Embraer, ele disse que espera recuperação dos negócios com o mundo árabe a partir de 2011. “O mundo árabe é um mercado bastante importante para a empresa”, disse.

Na mesma linha, ele acredita que haverá também recuperação da exportação de outros veículos e autopeças a partir de 2011. Alguma retomada, porém, deve ocorrer já este ano. De 2008 para 2009, as vendas desse setor ao mundo árabe caíram pela metade.

Os principais destinos dos produtos brasileiros no mundo árabe em 2009 foram Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Argélia. (Alexandre Rocha - Agência de Notícias Brasil-Árabe - www.anba.com.br)

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http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notasemp10/emp200120103.htm

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vendas de carros no Japão fecham 2009 com queda de 9,1%

As vendas de veículos no Japão caíram 9,1% em 2009, depois que as perdas da indústria automobilística diminuíram desde agosto por causa das ajudas governamentais. O balanço foi divulgado, nesta segunda-feira, pela Associação Japonesa de Distribuidores de Veículos.

O setor espera recuperação em 2010 impulsionada pela venda de veículos híbridos eficientes, depois que o número de veículos vendidos em 2009 foi de 2,92 milhões, a primeira queda em 38 anos abaixo dos 3 milhões registrados.

A inclusão dos miniveículos, com motores abaixo de 660 cilindradas e que representam uma parte importante das vendas de carros no Japão, posicionou o terceiro mercado mundial automobilístico (atrás da China e dos EUA) em 4,6 milhões, a primeira queda abaixo dos 5 milhões desde 1978.

A contração do mercado automobilístico japonês foi menor do que a esperada pelo setor como consequência da crise econômica global, que se agravou no último trimestre de 2008 e abalou o consumo na segunda economia mundial.

As ajudas e descontos do governo japonês para a compra de veículos mais eficientes e menores fizeram com que as vendas se recuperassem progressivamente desde meados do ano passado e que as expectativas para 2010 subissem para 4,1% anual, até 4,8 milhões de unidades.

Com o objetivo de impulsionar a recuperação do setor automobilístico japonês, o Executivo decidiu recentemente prorrogar por mais seis meses os descontos e as deduções fiscais à compra de veículos, diante do prazo inicial fixado em março, fim do atual ano fiscal.

Graças às políticas públicas, os fabricantes japoneses melhoraram suas expectativas de vendas e produção ao longo do ano.

Estimulados por descontos de até 250 mil ienes (cerca de 1,8 mil euros) pela substituição de um veículo velho por um novo e isenções de imposto em carros menos poluentes, os consumidores impulsionaram um mercado que perdeu o vigor dos anos 80 e 90.

Uma população mais envelhecida e a densidade demográfica, que impede que os preços de estacionamentos e pedágios concorram com o transporte público, reduziram a importância do Japão no mercado automobilístico mundial, enquanto Brasil, China e Índia ganharam espaço.

No entanto, na segunda metade de 2009, as concessionárias japonesas melhoraram as vendas de carros híbridos, elétricos, a gás natural e alguns a diesel, que se beneficiaram da isenção de impostos e da competição de preços e tecnologia que contribuiu para a modernização do sofisticado parque japonês.

O sucesso de vendas do ano foi a última geração do Toyota Prius, que, com ajudas e descontos do governo japonês, pode ficar mais barato do que o preço médio de 18 mil euros, muito abaixo dos preços na Europa.

Este modelo híbrido chegou às lojas em maio e, em poucos meses, tornou-se o carro mais vendido do Japão, desbancando o Honda Insight, de tecnologia semelhante.

A concorrência para serem considerados veículos elegíveis para os descontos governamentais favoreceu a compra dos veículos de pequeno porte, como o Honda Fit, o Suzuki Swift e os modelos da Diahatsu (filial da Toyota) e da Mitsubishi.

Os principais fabricantes de automóveis japoneses dominaram as vendas de carros de passeio no Japão, graças a tecnologias verdes e ao apoio do Governo, o que no futuro poderia tornar mais viáveis os planos da Nissan ou da Mitsubishi para que os carros elétricos predominem no trânsito das cidades.


Fonte: Portal G1 de Notícias

http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL1453068-9658,00-VENDAS+DE+CARROS+NO+JAPAO+FECHAM+COM+QUEDA+DE.html

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Investir em refinaria é política de desenvolvimento sem volta,diz Lula

BRASÍLIA - Ao comentar sua visita a Bacabeira (MA) para dar início às obras da refinaria Premium I na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que investir em refinarias representa uma política de desenvolvimento regional "que não tem mais volta".

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula destacou que o investimento, apenas no estado do Maranhão, é de R$ 40 bilhões e que a refinaria deve começar a funcionar em 2013. A expectativa é chegar a 2015 produzindo 600 mil barris por dia.

Ele lembrou que o governo também trabalha na construção de refinarias no Ceará, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. No Maranhão, as obras devem gerar até 130 mil empregos diretos e indiretos.

"Vamos priorizar a formação de mão de obra na região, porque é a chance que a gente tem de desenvolver os estados mais pobres do Brasil. O Brasil aprendeu que não adianta ter um, dois, três, quatro estados muito ricos e o restante pobre. É preciso que a gente tenha uma distribuição das possibilidades de investimentos em todo o território nacional." (Agência Brasil)

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2010/01/18/investir-em-refinaria-e-politica-de-desenvolvimento-sem-voltadiz-lula.jhtm

BC: crédito avança mais no Nordeste

17/01/2010 - 11:18
Agência Estado

O Nordeste liderou a expansão do crédito nos últimos 12 meses. Dados do Banco Central (BC) mostram que o total de empréstimos naquela região cresceu 29,3% de setembro de 2008 a setembro de 2009. Esse ritmo é quase três vezes maior que o verificado nos três Estados do Sul, por exemplo, onde o avanço foi de 11,3%.

Analistas explicam o desempenho nordestino pelo dinamismo da economia local e pela forte atuação das instituições financeiras públicas.

Regiões mais pobres do Brasil têm liderado a expansão das operações de crédito

O levantamento do BC revela que as regiões mais pobres do Brasil têm liderado a expansão das operações de crédito nos últimos meses. A expansão ocorre nas operações para empresas, que têm sido beneficiadas por investimentos públicos e privados, e também para as famílias, que experimentaram ascensão socioeconômica com a formalização do emprego, o aumento da renda e o acesso aos serviços bancários

No Nordeste, pessoas físicas e jurídicas tomaram R$ 33,7 bilhões em novos empréstimos nos últimos 12 meses, o que elevou a participação regional no crédito de 11,2% para 12,2%. No mesmo período, regiões mais ricas - como o Sudeste e o Sul - perderam participação. Nos 12 meses, o crédito avançou 19,9% no Norte, 18 7% no Sudeste e 17,4% no Centro-Oeste. A média nacional foi de 18,3%.

“No Nordeste e Norte, empresas continuaram a ter acesso ao crédito, principalmente dos bancos públicos. O comportamento destoou do restante do País. Nas famílias, a renda aumentou e permitiu o endividamento maior”, diz o economista Jayme Alves, da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). No BNDES, por exemplo, os desembolsos para o Nordeste saltaram 173% entre o fim de 2008 e novembro de 2009 graças a investimentos em ramos como energia, petróleo e gás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=280741&modulo=968

Fonte: Jornal Diário do Nordeste. Caderno Negócios. Fortaleza, 17 de janeiro de 2010.

sábado, 16 de janeiro de 2010

CE gerou 2,5 mil temporários

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No último fim de ano, no Estado, o número de vagas temporárias para o setor do Comércio registrou um crescimento acima de 10%, quando comparado com igual período de 2008

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No País, cerca de 31 mil trabalhadores temporários entraram 2010 com a efetivação no emprego


O aquecimento da economia brasileira impulsionou o comércio do País no último Natal, gerando 125 mil empregos temporários - incremento de 8,6% ante os 115 mil criados em igual período do ano de 2008, segundo revelam dados da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem). Deste total, 31 mil pessoas entraram o ano novo com um presente: a efetivação na empresa.

O fim de 2009 trouxe oportunidade de emprego para 2.563 cearenses (2,05% do total de temporários contratados no Brasil no período e participação de 16,64% no Nordeste). Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 10,8% nas efetivações do Estado, que antes, haviam atingido 2.312 pessoas.

Com relação ao número de admissões após o fim de ano, a Asserttem diz que não tem como informar discriminadamente por Estado.

As funções mais solicitadas foram: fiscal de Loja, empacotador, atendente, estoquista, etiquetador, operador de telemarketing, auxiliar de crédito, analista de Crédito e Papai Noel.

"O aumento nas contratações revela que o setor está em evolução e que tem se mostrado uma excelente solução para a formalização da mão-de-obra", comenta o presidente da Asserttem, Vander Morales.

Cenário econômico ajudou

As classes C, D e E que estiveram no foco das atenções no último ano por conta do aumento de seu poder aquisitivo, tiveram participação direta nos resultados das vendas de Natal.

Além dos setor de confecções que tradicionalmente lidera as vendas no período, os eletrodomésticos, sobretudo os de linha branca, e os automóveis destacaram-se no último período natalino, por conta da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

"A oferta de crédito, os juros baixos e a confiança cada vez maior do consumidor foram, sem dúvida, os fatores que induziram o crescimento das vendas, o que refletiu no aumento dos postos de trabalho", diz o titular da Asserttem.

"Candidatos em busca do primeiro emprego representam 28% das vagas preenchidas. Isso mostra que o trabalho temporário é a grande porta para o mercado de trabalho", emenda a diretora de Comunicação da entidade, Jismália Alves.

Páscoa: nova oportunidade

E quem não conseguiu um trabalho no último Natal, é bom ficar atento para as oportunidades que podem surgir com a aproximação da Páscoa. As empresas fabricantes de chocolate já estão começando a admitir funcionários temporários para o período. Serão pelo menos 15 mil vagas no País. A Nestlé, produtora de bombons e ovos de chocolate, informou que contratará 4 mil promotores de vendas em todo o Brasil.

A Garoto também oferecerá a mesma quantidade de vagas em todas as capitais brasileiras. Em ambos os casos, os contratados serão selecionados por agências de emprego.

Na Kraft, responsável pela Lacta, serão abertas 6 mil vagas intermitentes para as áreas de vendas e promoção, mas cerca de 40% dos postos estão destinados à São Paulo. A empresa informou que em setembro foram empregadas 1.100 pessoas para trabalhar até o fim de fevereiro na linha de produção da fábrica, em Curitiba e que todos têm possibilidade de efetivação. A Village deverá contratar 1.100 pessoas para a produção e pontos de venda com a promoção de seus chocolates. Segundo a empresa, no ano passado, o número de admissões foi semelhante à meta deste ano.

Segundo o presidente da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), Getúlio Ursulino Netto, os temporários podem ser aproveitados nas empresas depois da Páscoa, para substituir funcionários em férias e posteriormente ser efetivados. "Não sabemos informar os números precisos, porque temos 18 indústrias. Umas são pequenas, outras maiores, umas são mais automatizadas", observa Ursulino.

Ele informou que os produtos típicos da Páscoa começam a ser fabricados em setembro, junto com os destinados ao Natal. Depois do Natal, a fabricação ganha fôlego para a Páscoa. "O Brasil é o segundo do mundo em fabricação de produtos de Páscoa, isso é um grande volume", completa.

LÍVIA BARREIRA
REPÓRTER


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=721089

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

ARTIGO - Fórmulas de Crescimento


Delfim Netto

15/01/2010 15:33:18


É uma grande ilusão imaginar que o Brasil estará entre as cinco maiores economias do mundo na década atual se não realizar investimentos pesados num novo padrão de energia independente da utilização do petróleo. Apesar do abandono do planejamento estratégico e de nossa fraca vocação para pensarmos o longo prazo, a verdade é que mantemos algumas características de país altamente inovador. Temos realizado avanços extraordinários no desenvolvimento de processos e na pesquisa em energias alternativas, em razão da antiga (e felizmente superada) dependência das importações de petróleo. Não atendemos, porém, às necessidades de financiamento na medida exigida pela continuidade das pesquisas.

O rápido crescimento da economia chinesa atrai as atenções, ocupando um enorme espaço na mídia global, mas devíamos orientar o nosso interesse em acompanhar prioritariamente as inovações que se estão processando nos Estados Unidos, na Alemanha e nos países nórdicos. A China, por enquanto, continua uma economia que copia, muito mais do que investe em inovação. Para os dirigentes asiáticos, a prioridade é manter o crescimento anual do PIB em 9%, não importa o que os demais pensem a respeito. Os americanos, com todos os problemas de suas finanças, mantêm a dianteira nos investimentos em desenvolvimento tecnológico: no governo Obama, decidiram recuperar a autonomia energética (primeiro item, reduzir drasticamente a dependência das importações de petróleo nos próximos 15 anos), investindo pesadamente no desenvolvimento de novas modalidades de energia. Para P&D nas universidades e fundações (públicas ou privadas) foram destinados 700 bilhões de dólares. A partir dessa ação do Estado indutor, os setores privados costumam destinar um volume de recursos duas ou três vezes maior nas modalidades desenvolvidas. De seu lado, alemães e escandinavos estão ampliando os investimentos em energia alternativa (cuidando principalmente de não aumentar a dependência do fornecimento de gás da Rússia) e já colhem resultados expressivos na utilização da energia eólica.

Em termos imediatos, o que acontece de importante nos EUA e na China é a ênfase total dos investimentos públicos na expansão e modernização da infraestrutura dos transportes e comunicações de modo geral. Não é novidade no caso dos EUA, tradicionalmente um canteiro de obras da iniciativa privada que se expande e se renova conforme a ação do Estado indutor, que tem sido intensa no atual governo como terapia para a crise financeira. No caso chinês, os investimentos se multiplicam conforme as decisões centralizadas do governo autoritário: o volume de recursos anunciados para os setores de transporte (por exemplo, 100 mil quilômetros de ferrovias, novas ou em recuperação!) e energia é algo ciclópico.

O caminho brasileiro não deve ser diferente: temos de acelerar, ainda no que resta deste governo e sem quebra da continuidade no próximo a ser eleito em 2010, os investimentos na infraestrutura dos transportes (rodovias, instalações portuárias marítimas e fluviais, especialmente) para eliminar o mais rápido possível os gargalos que encarecem a circulação interna e as exportações da produção agrícola e industrial, obras reclamadas há mais de 20 anos, com endereços certos, conhecidos, filmados e fotografados.

Não é preciso insistir que o Brasil é um país inovador. O que nos falta é o suporte do crédito (como existe nos EUA), de forma contínua, para sustentar as inovações, é claro que com algumas notáveis exceções: alcançamos o estado da arte na produção de combustíveis para transporte e a Embrapa fez, em 30 anos, uma revolução na produtividade de nossa agricultura (e pecuária), dando um enorme retorno aos parcos recursos de investimentos que recebeu.

Para que o Brasil se transforme efetivamente num protagonista importante, de ponta, nesta revolução que vai mudar profundamente os processos de produção industrial e agropastoril em todo o mundo, os próximos governos terão de dar prioridade absoluta aos investimentos em inovação e ao desenvolvimento tecnológico. Para sustentar esses investimentos, eles terão de estabilizar (ao menos) os gastos de custeio, algo que o atual governo apenas ameaçou fazer, timidamente.

A fórmula do crescimento é inovação mais crédito. Sua aplicação foi fundamental para a construção da mais poderosa economia global no século passado. Não há nenhuma razão para ignorá-la.

Delfim Netto

Sextante


Fonte: Carta Capital