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terça-feira, 2 de agosto de 2011

País está preparado para lidar com instabilidade externa, diz BC

Citando elevação de ratings e reservas, Tombini afirmou que a economia brasileira já "se preparou para um cenário mais complexo”


Denise Motta, iG Minas Gerais | 01/08/2011 16:56


Foto: Agência BrasilAmpliar
Alexandre Tombini
“O Brasil está preparado caso haja deterioração do cenário internacional”, afirmou na tarde desta segunda-feira o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. O dirigente da autoridade monetária brasileira disse que a maioria das medidas e incentivos adotada na crise financeira internacional de 2008 foram revertidas e que o País hoje possui um mercado interno muito mais robusto. Ele também disse que o regime de câmbio flutuante é capaz de absorver choques externos.
Tombini almoçou com empresários mineiros na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), na capital mineira, e a partir de 14h proferiu breve palestra, que durou aproximadamente 30 minutos. O evento foi transmitido para jornalistas por meio de um telão, no andar térreo da sede da Fiemg.
O dirigente do Banco Central afirmou que “a economia brasileira não está se preparando. Ela se preparou para um cenário mais complexo”. Ele citou a elevação do rating do Brasil por agências de classificação de risco da dívida soberana e também números da reserva de dólares, ou seja, o volume de dólares que o País tem em caixa. “Chegamos ao mínimo de US$ 187 bilhões e hoje temos mais de US$ 345 bilhões, até junho de 2011. Isso nos dá capacidade de prover liquidez estrangeira em momento de maior estresse”, destacou.
O presidente do Banco Central saiu da Fiemg sem conversar com jornalistas, mas estaria otimista em relação à medida que aumenta a capacidade de endividamento dos Estados Unidos, de acordo com o presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior. “A expectativa dele (Tombini) é de que o assunto está maduro nos Estados Unidos e que o Congresso americano vai aprovar medidas”, contou o chefe da Fiemg.
Durante a palestra, Tombini traçou breve cenário atual da economia internacional e apontou o que vem sendo feito pelo governo brasileiro. Ele destacou que o cenário internacional de instabilidade tem como raiz atualmente a deterioração da economia norte-americana, com enfraquecimento do dólar como fenômeno global. O dirigente do Banco Central lembrou ainda que o cenário norte-americano é marcado hoje pelo desemprego em patamar elevado, a política fiscal com baixo grau de manobra e discussões sobre o teto de endividamento.
Entre as metas para manter o Brasil equilibrado, Tombini destacou a meta da inflação de 4,5% e a manutenção do crédito, entretanto, com uma agenda de contenção de endividamento das famílias. Para isso, foi elevado para 15% o pagamento mínimo de faturas de cartões de crédito, que anteriormente era de 10%. Em dezembro, lembra o presidente do Banco Central, este percentual subirá para 20%.
Tombini foi abordado por empresários mineiros e ouviu reclamações sobre a alta taxa de juros. O presidente da Fiemg destacou que o País passa por um processo de desindustrialização especialmente com o reforço do mercado asiático. “As pequenas empresas morrem com remédios dados pela economia como um todo”, afirmou o dirigente da Fiemg.
Flávio Roscoe, presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas no Estado de Minas Gerais, questionou Tombini sobre o motivo de as medidas macroprudenciais serem tímidas e “insignificantes”, enquanto o aumento das taxas de juros é drástico. O presidente do Banco Central respondeu que “o volume de reservas internacionais é moderado, tem servido bem aos país, mas não podemos ter uma politica de braços abertos aos fluxos, em um cenário economia internacional imundada de liquidez”.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Brasil e Relações Internacionais


Reunião entre Bric e Ibas faz parte de plano estratégico para o G20, diz Lula

No programa semanal Café com o Presidente, ele avaliou que há 'uma boa possibilidade' de o Brasil conquistar grandes avanços na área internacional após os encontros entre Bric e Ibas

19 Abr 2010 - 08h45min

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 19, que as reuniões do Bric – grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China – e do Ibas – formado pela Índia, pelo Brasil e pela África do Sul – na semana passada contribuíram para traçar um plano estratégico a ser levado ao G20 em junho deste ano. 

“Queremos discutir o FMI (Fundo Monetário Internacional), o Banco Mundial, o financiamento, o crédito, os paraísos fiscais. E, se você chega a uma reunião com um pensamento único: China, Índia, Brasil, Rússia e África do Sul, você tem meio caminho andado para convencer outros países que se colocam do nosso lado, como a França, a Argentina, o México”, disse. 

No programa semanal Café com o Presidente, ele avaliou que há “uma boa possibilidade” de o Brasil conquistar grandes avanços na área internacional após os encontros entre Bric e Ibas. Em maio, Lula deve visitar a Rússia acompanhado de empresários brasileiros. 

“Quanto mais parceiros você tiver, quanto mais você estiver vendendo e comprando, menos dependência você tem e mais chance de você sair bem na crise como nós saímos. É uma coisa extraordinária.”

sábado, 23 de janeiro de 2010

Sistema do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é importante ferramenta de consulta

AgroStat facilita consulta de resultados agropecuários


Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Os interessados em comércio internacional do agronegócio encontram, no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), uma ferramenta de consulta a todos os números de exportação, importação e saldo de produtos agropecuários.

O AgroStat Brasil é uma base de dados on-line que oferece visão detalhada e atualizada do comércio internacional brasileiro do agronegócio desde janeiro de 1997.

As estatísticas de valor (em dólares) e quantidade (em quilogramas) exportada podem ser consultadas por meio da seleção de períodos (mês e períodos acumulados no ano), de países, blocos e regiões geográficas de origem ou destino, unidades da federação e portos de entrada e saída de mercadorias, setores e produtos comercializados.

O banco de dados inclui mais de dois mil itens tarifários da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). As mercadorias selecionadas têm como fonte dos dados o Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), administrado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Como acessar : O uso desse sistema é gratuito. Basta que o interessado preencha a ficha de cadastro, informando o e-mail institucional para receber a senha de acesso, no site: www.agricultura.gov.br/agrostat.

Fonte: Tendências e Mercado.