terça-feira, 12 de abril de 2011
Gargalos para a exportação
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Ceará exporta 20,5% a mais
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Política Comercial e Política Fiscal - Estímulos à Exportação
Exportadores ganham estímulo para competir
Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Caderno Negócios - http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=780643
terça-feira, 27 de abril de 2010
Exportação de mel brasileiro cresce 92% em março
EUA responderam por 58,2% do total de US$ 6,92 mi; Ceará e Piauí foram respectivamente 3º e 4º maiores exportadoresEm março, o Brasil exportou 2,4 mil toneladas de mel, com receita de US$ 6,92 milhões. Isso representa em relação ao mês anterior um aumento de 92% na quantidade e de 96% no valor. O preço médio pago pelo produto foi recorde, US$ 2,87/kg, aumento de 2,1% em relação ao mês anterior e de 19,6% no comparativo com março do ano passado.
Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações, respondendo por mais da metade (58,2%) da receita total, ao preço de US$ 2,82/kg.
A Alemanha foi o segundo mercado, com receita de US$ 1,4 milhão, significando 21,2% do valor total exportado, ao preço de US$ 2,98/kg. O Reino Unido absorveu 13,6% das exportações, com total de US$ 941 mil, pagando 2,83/kg.
Para a Coordenação Nacional de Apicultura do Sebrae, o crescimento contínuo das exportações verificado desde o fim de 2009 deve-se provavelmente aos baixos estoques internacionais. Pelo terceiro ano consecutivo, a produção Argentina será negativamente afetada pela seca que já atinge 90% desse país. E em 2009, os EUA colheram a sua pior safra de mel da história, inferior a 55 mil toneladas.
Com relação ao mercado brasileiro, o estado que mais exportou foi São Paulo, com US$ 1,6 milhão. Rio Grande do Sul veio em seguida, com US$ 1,19 milhão. O terceiro lugar ficou com Ceará, com receita de US$ 1,17 milhão, seguido pelo Piauí, com US$ 1 milhão.
Apenas seis empresas responderam por 63% do valor das exportações no 1º trimestre deste ano: duas de São Paulo; uma do Rio Grande do Sul; uma de Santa Catarina; uma do Ceará e uma do Piauí.
Outras seis empresas responderam por 24% da receita, por meio dos seguintes estados: duas de São Paulo; uma do Ceará; uma do Rio Grande do Norte; uma do Paraná e uma do Piauí. Sete exportaram 12% da receita total e quatro empresas responderam por apenas 1% do mel exportado.
Essa pequena concentração de empresas exportadoras de mel é característica do setor, tanto no Brasil quanto no exterior. Entre os fatores que contribuem para essa realidade estão o baixo número de empresas compradoras e, principalmente, a desorganização do setor.
Segundo avaliação do Sebrae, o Brasil possui tudo para ser um grande produtor, consumidor e exportador de mel. Mas, para isso, é preciso estruturar a governança, com cooperativas, associações, empresas e mercado forte.
De acordo com a Central de Cooperativas Apícolas do Semi-Árido Brasileiro (Casa Apis), o setor precisa se organizar para entrar no mercado internacional. Para exportar mel, segundo a cooperativa, os produtores precisam ter qualidade, ficando atentos a questão dos controles sanitários e alfandegários, e volume.
Com informações da Agência Sebrae de Notícias.
FONTE: Tendências e Mercado
http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/exportacao-de-mel-brasileiro-cresce-92-em-marco/
quarta-feira, 24 de março de 2010
Brasil é o único país latino-americano em conferência sobre algodão na Alemanha
O momento no mercado de algodão é de recessão: os efeitos são sentidos no comércio e na indústria têxtil. É nesse clima que começou nesta quarta-feira (24/03), a trigésima Conferência Internacional de Algodão, em Bremen, na Alemanha. Representantes de 40 países se reúnem num momento propício para fazer um balanço: esta é a primeira edição da conferência desde o começo da crise financeira.
Realizado pela primeira vez em 1957, o fórum tinha então um caráter meramente científico e era usado para discutir novas técnicas para a avaliação e processamento da valiosa matéria-prima. Mas, com o passar dos anos, o encontro bienal se transformou em evento-chave para os importadores e exportadores de algodão, assim como para os produtores e consumidores da fibra que deriva do produto.
Presença brasileira
O Brasil é o único país da América Latina a participar da conferência: com uma produção de 500 milhões de toneladas em 2009, o país é atualmente o exportador mais importante da região.
Jan Wellmann, diretor da Bolsa de Algodão de Bremen, fundada em 1872, explica a ausência dos outros países latino-americanos, como, por exemplo, o Peru, onde a colheita de algodão é milenar e o solo é um dos poucos que permite o cultivo da planta o ano todo.
"O Peru já não tem importância neste âmbito", explica Wellmann. "O que é produzido nos países latino-americanos é consumido por seus respectivos mercados internos. O Brasil se distanciou de seus vizinhos no começo deste milênio."
Na análise de Wellmann, o Paraguai é um exportador digno de ser mencionado, no entanto, a produção deste país é muito menor do que a brasileira, assinala. "A Argentina consome quase toda a matéria-prima que produz e importa algodão do Brasil. Por isso o interesse segue em torno do gigante da América do Sul", acrescenta Wellmann.
Bildunterschrift: Fazenda de algodão em Ituverava (MG)
Alemanha e os gigantes
"Infelizmente, o futuro próximo da Alemanha como processador de algodão não parece nada promissor", sustenta Wellmann. Segundo ele, o processamento de algodão no país tem caído de maneira contínua, como no resto da Europa.
"As instâncias que se encarregam disso no nosso continente têm sido substituídas por outras diretamente nos países que cultivam o algodão, a Índia e a China, que são grandes produtores e consumidores de algodão", analisa.
Assuntos do dia
Os avanços tecnológicos também estão em pauta na conferência, além de assuntos que preocupam a opinião pública. "Sobre o tópico algodão orgânico e transgênico se discute muito atualmente, em parte devido ao escândalo em torno do algodão indiano que recebeu uma falsa certificação", comenta Wellmann.
A planta transgênica, naturalmente, também terá lugar na discussão: "Setenta por cento do algodão produzido no mundo é fruto de engenharia genética, em alguns países a proporção de algodão transgênico chega a 90%. Mas isso é estigmatizado na Europa, onde essa matéria-prima é descrita como 'contaminada geneticamente'", conta o diretor da Bolsa de Algodão de Bremen.
Segundo Wellmann, é tarefa dos participantes usarem a ciência para responder questões sobre benefícios e efeitos prejudiciais do algodão transgênico. "O mesmo ocorre com o debate em torno da quantidade de água usada para produzir uma camiseta e a polêmica dos subsídios", explica Wellmann, que ressalta o esforço da instituição para fugir de assuntos estritamente científicos e se aproximar da discussão pública.
Algodão subsidiado
A questão dos subsídios agrícolas será analisada mais de perto, já que o assunto é importante para os 80 países produtores de algodão no mundo. "Este é um problema para os países mais pobres porque o algodão produzido nestes lugares não pode competir no mercado com os produtores subsidiados, como acontece nos Estados Unidos e na Austrália", ressalta Wellmann.
Na safra 2008/2009, o governo norte-americano concedeu 3 bilhões de dólares em subsídios aos seus 25 mil produtores de algodão. Sem o recurso, os fazendeiros não conseguiriam oferecer preços competitivos no mercado internacional.
Contra essa política, o Brasil reclamou em 2004 na Organização Mundial do Comércio e ganhou a briga, mas pouco aconteceu até agora. Os EUA mudaram alguns detalhes, mas os subsídios continuam.
Brasil pressiona EUA
Em represália, e com a aprovação da OMC, o governo brasileiro decidiu elevar, a partir de abril próximo, as taxas de importação sobre mais de 100 produtos dos Estados Unidos.
Gary Adams, do Conselho Nacional do Algodão dos EUA, se defende: "O preço atual do algodão é 50% mais alto do que um ano atrás. Os Estados Unidos reduziram drasticamente a produção, enquanto Brasil, Índia e China produzem muito mais. Por isso, o passo que o Brasil está dando é, do nosso ponto de vista, infeliz".
Roberto Azevedo, embaixador brasileiro na OMC que acompanhou o debate entre os dois países, salienta: "Eles disseram publicamente que ficaram surpresos com a medida. Mas eu posso dizer que nós também ficamos surpresos. Precisamos fazer isso porque não nos foram apresentadas alternativas aceitáveis", finaliza.
Segundo a ONG Oxfam, o fim das subvenções ao algodão norte-americano significaria um aumento de até 14% no preço mundial do algodão, o que beneficiaria, acima de tudo, os produtores na África.
Autores: E. Romero-Castillo/ A. Kriesch / N. Pontes
Revisão: Roselaine Wandscheer
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5384539,00.html?maca=bra-uol-eco-1394-xml-uol
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Exportação do Brasil aos árabes ganha peso
As exportações do Brasil ao mundo árabe renderam US$ 9,4 bilhões em 2009. Houve uma redução de 4,36% em relação ao ano anterior. A queda, porém, foi menor do que a registrada nas vendas externas brasileiras como um todo (-22%), o que fez com que a participação do Oriente Médio e do Norte da África como destinos das mercadorias nacionais aumentasse de 4,96% em 2008 para 6,14% no ano passado.
Os dados foram divulgados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. “Em termos relativos, as relações comerciais do Brasil com os países árabes foi muito importante em 2009 por causa do decréscimo no comércio mundial”, disse o presidente da Câmara Árabe, Salim Taufic Schahin, em entrevista coletiva realizada na sede da entidade, em São Paulo.
Além da crise financeira mundial, que prejudicou o comércio internacional como um todo, Schahin destacou que a valorização do real frente ao dólar também prejudicou as exportações brasileiras. “O câmbio flutuante é assim, às vezes ele nos ajuda, às vezes ele nos atrapalha em relação às exportações”, declarou.
Se a crise desacelerou o comércio mundial, acabou por influenciar um forte superávit na balança comercial do Brasil com os países árabes. As importações brasileiras de mercadorias do mundo árabe somaram US$ 5,22 bilhões no ano passado, uma redução 50,19% em comparação com 2008, resultando num saldo de US$ 4,18 bilhões.
“[A balança] resultou num saldo muito importante”, afirmou Schahin. “A tendência é termos pequenos superávits nos próximos anos”, acrescentou. Os principais itens importados pelo Brasil do mundo árabe são petróleo e derivados. A diminuição da demanda e a queda do preço da commodity jogaram para baixo o volume e o valor das importações.
Agronegócio
Na seara das exportações, o presidente da Câmara Árabe destacou o desempenho do agronegócio. “O Brasil é bastante competitivo nas exportações do agronegócio ao mundo árabe”, disse.
As carnes, tanto de frango como bovina, foram os principais itens da pauta, embora tenha ocorrido uma redução de 1,93% na receita dos embarques de 2008 para 2009. Ele acredita, no entanto, que as vendas de carnes devem retomar o crescimento já este ano, pois “há grande demanda no mundo árabe”
Em segundo lugar na pauta ficou o açúcar, com um crescimento de 44,75%. Schahin destacou que as exportações brasileiras de açúcar foram beneficiadas pela queda de produção na Índia, que, além de não exportar em 2009, teve que importar para abastecer seu mercado interno. “Eu acredito que este ano ainda vamos ter crescimento das exportações de açúcar”, declarou.
Ele destacou ainda outros produtos agropecuários como soja, milho e lácteos, que começaram a ganhar maior espaço nos negócios com o mundo árabe e devem crescer ainda mais nos próximos anos.
Manufaturados
Depois das carnes e do açúcar, os dois outros itens mais exportados em 2009 foram minério de ferro e aeronaves. Para Schahin, o grande desafio é ampliar as vendas de produtos manufaturados. No caso da Embraer, ele disse que espera recuperação dos negócios com o mundo árabe a partir de 2011. “O mundo árabe é um mercado bastante importante para a empresa”, disse.
Na mesma linha, ele acredita que haverá também recuperação da exportação de outros veículos e autopeças a partir de 2011. Alguma retomada, porém, deve ocorrer já este ano. De 2008 para 2009, as vendas desse setor ao mundo árabe caíram pela metade.
Os principais destinos dos produtos brasileiros no mundo árabe em 2009 foram Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Argélia. (Alexandre Rocha - Agência de Notícias Brasil-Árabe - www.anba.com.br)
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http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notasemp10/emp200120103.htm
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
China quer superar EUA e se tornar a maior parceira comercial da América Latina
Apesar das barreiras culturais, idiomáticas e a distância, as oportunidades de negócios são "brilhantes", afirmaram os representantes de três dos quatro principais bancos da China na 43ª Assembleia Anual da Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban) que se celebrou em Miami (EUA.).
"É um futuro muito brilhante. Acho que China será o principal parceiro da América Latina em um futuro muito próximo. Se observamos a média da taxa de crescimento entre China e América Latina, o volume será de perto de 40% cada ano", disse Feng Lui, primeiro vice-presidente do Banco da China em Nova York.
A ávida demanda de matérias-primas procedentes da América Latina e as vigorosas vendas de produtos chineses na região, elevou a troca comercial de US$8,4 bilhões em 1995 a US$140 bilhões no ano passado.
Um número que segundo Lui localiza o gigante asiático como o segundo parceiro comercial da América Latina.
A China é o principal mercado para as exportações do Brasil e Chile e o segundo para as vendas do Peru.
Do Brasil, o Banco da China observa o resto dos países para sua tomada de decisões de negócios a futuro.
"Temos um plano ambicioso de abrir novas filiais na região. Brasil é uma prova de fogo" para os negócios da entidade na América Latina, comentou Lui.
A China atualmente é o maior cliente do Brasil e o país exportou US$20 bilhões em bens em 2008 à nação asiática e importou US$16,4 bilhões, segundo dados da ONU.
Mas o primeiro vice-presidente do Banco da China cotou que há obstáculos que se devem superar como a atual estrutura do comércio baseada só em matérias-primas e produtos terminados, porque poderia estar influenciada pelo fluxo da economia mundial.
Os outros dois assuntos são problemas culturais como a diferença de idioma, inclusive de religião. "Ambos necessitam tempo para adaptar-se".
Yung-Chang Ho, diretor-executivo para a área da China e Ásia do Banco Wachovia, que foi o moderador do fórum, destacou que a nação asiática necessita petróleo, soja, cobre e outros minerais provenientes da região para poder seguir com seu crescimento econômico.
"A demanda obrigou a afiançar seus vínculos com a região. O investimento na região chegou a US$24 bilhões", indicou.
Acrescentou que a "China representa uma alternativa para a América Latina em seu comércio com os Estados Unidos. Realmente é uma situação de ganho para ambos".
Shiqin Li, chefe representante do Banco Agrícola da China em Nova York, explicou que a troca comercial "tem um futuro muito brilhante" e isso está baseado, em parte, em que os Governos da China e América Latina têm uma política comum: encorajar o consumo interno e os investimentos em infraestruturas.
"Para o futuro vemos um crescente comércio entre América Latina e China, é uma tendência muito boa. Passamos de exportar aos países da Europa Ocidental e Estados Unidos à África e América Latina", previu.
Li informou que este ano o negócio de exportações à América Latina sofreu uma substancial queda de cerca de 34% pela recessão, mas registraram um aumento de importações da ordem de 64% e disse: "Vemos isso como um bom sinal".
Da mesma forma que Lui, a direção comentou que gostaria de trabalhar com a região em comunicação e em participação em mais eventos internacionais para um entendimento entre as duas culturas.
Também que "nossos reguladores podem ter maior informação para convencer-lhes que aceitem o risco dos senhores como nós aceitamos os seus".
Explicou que é necessária uma aproximação nas comunicações porque o tema dos idiomas incide no clima de negócios: China tem poucas pessoas que falem espanhol ou português e o mesmo sucede com os latino-americanos com o chinês.
Assegurou que China e a indústria bancária dessa nação têm políticas muito abertas.
"Temos as portas abertas para nossos amigos da América Latina", asseverou.
John Weinshank, vice-presidente do Banco de Construção da China da filial de Nova York, manifestou que a América Latina tem recursos naturais e os chineses os necessitam para poder manter seu motor de crescimento.
Enquanto os países latino-americanos aumentam seus ingressos e "como essas duas tendências não se reverterão em um futuro próximo, me sinto muito encorajado sobre a troca comercial".
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2009/11/18/china-quer-superar-eua-como-maior-parceiro-comercial-da-america-latina.jhtm