domingo, 5 de junho de 2011
5 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente 2011 - Mitos sobre sustentabilidade nas empresas
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Conceito de “compras sustentáveis” será inserido na Lei de Licitações
As compras e os serviços contratados pelo governo também deverão se submeter a critérios de sustentabilidade ambiental. Esse conceito poderá ser introduzido na Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93) por projeto de lei (PLS 5/11) do senador Magno Malta (PR-ES). A proposta aguarda a indicação de relator na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).
Segundo ressaltou Magno Malta, o projeto procura colocar a Lei de Licitações em sintonia com o artigo 225 da Constituição, que impõe “ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo [o meio ambiente] e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Comércio Internacional e Sustentabilidade
sábado, 10 de julho de 2010
O perigo de crescer economicamente sem cuidar das outras dimensões da Sustentabilidade
Crescimento chinês é insustentável no longo prazo
| Leia também |
| China deve alcançar Objetivos do Milênio Desigual, China tem IDH de Europa e África IDH da China é o que mais cresce no mundo |
http://www.pnud.org.br/meio_ambiente/reportagens/index.php?id01=3513&lay=mam
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Dimensão Econômica da Sustentabilidade
Investimentos "sustentáveis" movimentam US$ 20 trilhões
Bancos e bolsas de valores têm aplicado critérios socioambientais na análise dos investimentos/Foto: rednuht
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Negócios Sustentáveis
Workshop debate valor da sustentabilidade nos negócios
A Revolução Decisiva
O Verde Que Vale Ouro
*Grupo Sustentax
quinta-feira, 18 de março de 2010
Investimentos e Sustentabilidade
15/03/2010 - 16h32
De olho no lucro, pequeno investidor ignora apelo à sustentabilidade das empresas
Na hora de montar sua carteira de ações, o investidor minoritário, aquele que tem até R$ 200 mil para aplicar em ações, só pensa em uma coisa: lucro. Eles estão errados? Claro que não. Mas a BM&FBovespa tenta provar que é preciso colocar outra peso nesta balança: a sustentabilidade.
Para isso, a Bolsa mantém há quase cinco anos o ISE, o Índice de Sustentabilidade Empresarial, que lista um total de até 40 empresas reconhecidamente engajadas com ações sustentáveis. O índice considera que essas empresas geram valor para o acionista no longo prazo, pois estão mais preparadas para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais.
Essa demanda veio se fortalecendo ao longo do tempo no mercado internacional, e hoje é amplamente atendida por vários instrumentos financeiros. Por aqui, porém, o investimento não tem se mostrado tão atrativo quanto poderia.
“Por enquanto, poucos minoritários pensam em comprar ações de uma empresa sustentável. No máximo, eles querem saber se ela está no Novo Mercado”, diz o economista Clodoir Vieira, da corretora Souza Barros.
Vieira diz que há baixa procura por esse tipo de ação porque muitos desses investidores ainda são céticos. “Muita gente prefere ações da Sousa Cruz, por exemplo, porque quer empresas que cresçam, não importa como”, afirma.
O mesmo não acontece com os grandes investidores, como os fundos de pensão. Eles estão de olho, por exemplo, em como a companhia trata o meio ambiente. A Previ, fundo de previdência privada que pertence aos funcionários do Banco do Brasil, é um exemplo. “As ações de uma empresa que toma uma multa porque poluiu um rio podem 'desabar'. Se não estiver atento, um fundo grande como a Previ, que investe milhões de reais, pode perder muito dinheiro de uma hora para outra”, diz Vieira.
Para o diretor da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), Luiz Maia, investir em empresas com preocupação socioambiental tem mais uma vantagem. “Elas oferecem menos risco [econômico] do que uma empresa que não respeita o ambiente.”
Apesar da baixa procura, a direção da Bolsa acredita que uma hora este jogo vira. “Hoje os grandes investidores e os estrangeiros estão mais preocupados com a questão da sustentabilidade das empresas. Mas isso ainda vai chegar à pessoa física”, afirma a diretora de sustentabilidade da BM&FBovespa, Sonia Favaretto.
E, para isso, o melhor caminho talvez não seja o lucro. “O apelo para a adesão dos minoritários não precisa mais ser a lucratividade, porque as empresas sustentáveis já dão lucro. A atração tem de ser pelo tratamento que elas dão ao ambiente”, afirma Carolina Murphy, pesquisadora da Columbia University (EUA), onde fez mestrado em Desenvolvimento Econômico e Político.
Valorização
Perfil
O segundo é o engajado, que, por comprometimento pessoal, decide privilegiar as empresas que atuam com respeito a valores éticos, ambientais e sociais e não quer se envolver com empresas que poluem ou que têm problemas com direitos humanos.
Mudanças no ISE
O ISE é formado atualmente por um grupo de 34 empresas que tem como meta a responsabilidade social e preocupação com o ambiente. A carteira de ações é revista todos os anos. A que está em vigor até 30 de novembro reúne 43 ações. Os recursos não podem ser alavancados (investir em mercado futuro, com possibilidade de aumentar o retorno, com mais risco).
Entre as principais alterações, o convite para se candidatar ao índice passará a ser feito para as companhias detentoras das 200 ações mais líquidas da bolsa, não mais para as 150 mais negociadas, como anteriormente. Fora isso, o questionário que será enviado para as companhias contará com um grupo de questões envolvendo iniciativas relacionadas a mudanças climáticas.
Já a quarta mudança prevê que o conselho do ISE - composto por diversas entidades, incluindo a Bolsa - poderá dar, em casos extraordinários, uma explicação ao mercado sobre a retirada de alguma companhia da carteira.
Isso ajudará a evitar especulações, como ocorreu na saída da Petrobras do índice em 2008. Sem uma posição do conselho, a exclusão da estatal foi relacionada pelos agentes aos níveis de partículas de enxofre considerados elevados na produção de diesel.
A divulgação da nova carteira está prevista para 25 de novembro.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Uma economia do tipo “pega-fabrica-descarta” esgota os recursos naturais
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Produção agrícola tem potencial para crescer sem desmatar
Henrique Andrade Camargo, do Mercado Ético
17/07/2009 - 18:20:48
Segundo o coordenador do Programa de Agricultura e Meio Ambiente do WWF Brasil, Cássio Franco Moreira, o país tem áreas suficientes para a expansão agrícola sem que seja necessário derrubar uma única árvore. Ele explica que, somente com a recuperação das pastagens degradadas, estimadas em 60 milhões de hectares - 30% dos 200 milhões de hectares destinados a essa atividade - seria possível quase que dobrar a área destinada à agricultura.
“Se somarmos a esses 30% todo o desmatamento permitido pelo código florestal, a área destinada à agricultura poderia aumentar em 200%”, diz Moreira. “Mas claro que isso não é desejável, já que existe uma área degradada que pode ser recuperada”, completa. A estimativa leva em conta a última safra do país, cuja produção estendeu-se por 70 milhões de hectares do território nacional.
Mas Antonio Penteado Mendonça, advogado especialista em planejamento regional para ocupação do solo, a preservação da floresta e recuperação de áreas não utilizadas só ocorrerá se forem desenvolvidas políticas de longo-prazo para a agricultura e para a ocupação do solo. Moreira completa: “É preciso pagar pelos serviços ambientais, caso contrário, o desmatamento continuará.”
Moreira acredita também que o produtor não percebe como a preservação da Natureza é boa para ele. “A mudança climática vai prejudicá-lo com a o desequilíbrio dos ciclos da chuva. Além disso, quanto mais biodiversidade em sua propriedade, maior será o equilíbrio de pragas”, explica. “A floresta em pé é boa para o produtor e para toda a população”, afirma ele.
Biocombustíveis
Um dos elementos mais temidos e que teoricamente podem pressionar o crescimento da fronteira agrícola no país são os biocombustíveis. Receia-se que áreas até então destinadas à produção de alimento passem a produzir cana, soja ou milho para as fabricantes de etanol e biodiesel.
Moreira afirma que essas informações são muito desencontradas e que não é possível saber ao certo se há algum sentido nelas. Certo mesmo é que o aumento da demanda aumentará a pressão em áreas de floresta nativa. “Mas se o objetivo é a produção de biocombustível com a melhor relação fixação/emissão de gases de efeito estufa, essa expansão deve ser feita em áreas já abertas”, defende.
Ele também desmistifica a questão de se produzir soja para o biodiesel. “O que é destinado desse produto para o combustível não ameaça em nada o abastecimento alimentar. O principal fim da soja brasileira é a demanda por proteína, que aumenta cada vez mais”, conta. “A produção de cana-de-açúcar continuará crescendo e vai manter seu status de principal fonte de biocombustível do país”, conclui.
Fonte: Mercado Ético - http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/producao-agricola-tem-potencial-para-crescer-sem-desmatar/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje
sábado, 20 de junho de 2009
“O crescimento não nos torna mais ricos, e sim mais pobres”
Confira a entrevista.
Elmar Altvater - Na mais grave crise econômica da forma de produção capitalista desde sua origem, coloca-se de maneira dramática a alternativa entre a salvação do capitalismo e a passagem a uma forma de economia ecológica, ou seja, sustentável. É de se temer que na crise sejam escolhidas pelos governos, mas também por movimentos sociais, estratégias de salvação do capitalismo. Na Alemanha, com uma absurda subvenção ao sucateamento de automóveis (”Prêmio pelo desmantelamento” [Abwrackprämie]), a manutenção da sociedade automobilística é prorrogada em direção ao futuro, quando, já devido ao “Peakoil” (pico do petróleo) e ao ameaçador colapso climático, ela não tem mais futuro e deve ser abandonada. Em outras nações podem ser encontrados exemplos semelhantes, que explicitam uma só coisa: precisamente na situação de crise é difícil forjar coalizões políticas para uma alternativa duradoura.
IHU On-Line - Pensando em uma economia mais ecológica, quais seriam seus princípios e qual seria sua função na sociedade?
Elmar Altvater - A longo prazo, a economia deve ser ecológica, ou seja, deve levar em conta as condições naturais de todas as transformações de matéria e energia. Caso contrário, a economia capitalista destruirá suas próprias bases. Isto já está acontecendo, porque o rasto ecológico é muito maior do que deveria ser, em vista dos limitados recursos e da capacidade produtiva do Planeta Terra. O princípio ecológico da sustentabilidade deve orientar-se segundo o fluxo de energia e a capacidade de absorção das esferas terrestres para materiais nocivos. Expresso fisicamente, o aumento de entropia deve ser mantido em zero.
IHU On-Line - É possível calcular o custo dos desgastes ambientais provocados pela economia clássica?
Elmar Altvater - Há muitos esforços para calcular os custos dos prejuízos ambientais. O resultado é geralmente assustador. Entrementes, se pode partir do fato de que os custos do acréscimo do produto social são 100 mais do que 100. Em outras palavras: o crescimento não nos torna mais ricos, mas sim mais pobres. Esta é possivelmente a razão para o aumento da pobreza no mundo, embora, nos objetivos de desenvolvimento do milênio, esteja planejada uma redução da pobreza em 50%. Em todo o caso, cálculos monetários dos prejuízos ambientais são mais do que problemáticos. Porque se pressupõe que a natureza possa ser expressa em valores monetários. Isso, por sua vez, exige propriamente um mercado no qual são constituídos preços, e no mercado só podem ser negociadas mercadorias, nas quais existem direitos de propriedade. Uma condição para o cálculo monetário é, por conseguinte: a natureza deve ser transformada em valor, para poder ser calculada monetariamente. Porém, qual é o valor de um peixe-boi, qual é a perda em valores monetários quando uma espécie é extinta? Quem calcularia os custos da perda do Dodô, uma ave de locomoção terrestre que, por ter sido tão lenta, foi abatida no século 18 até seu último exemplar? A avaliação monetária de danos ecológicos não tem nenhum sentido; no melhor dos casos, ela teria um valor pedagógico, de alarme.
IHU On-Line - Que relações podemos estabelecer entre o modo de vida urbano e o consumo desenfreado e não sustentável?
Elmar Altvater - Cidades já existem desde a revolução neolítica na história da humanidade. Elas são os lugares da comunicação, da formação, da ciência, mas também da dominação concentrada e da exploração da terra. Na modernidade, as cidades são expressão do deslocamento da vida econômica da sociedade e da natureza. Pressuposto para isto é a mobilidade moderna com o automóvel, cujo combustível é extraído de portadores fósseis de energia. As cidades modernas são construídas para os automóveis, com autoestradas urbanas e parques de estacionamento, shoppings, os artefatos da superação de distâncias entre locais de moradia, trabalho, recreação, tempo livre etc. Isto só pode ser modificado se for estabelecido outro conceito não-fóssil de mobilidade.
IHU On-Line - Como o senhor relaciona a questão da criação de necessidades, o consumo, o desperdício e o caos climático, considerando a contrariedade e o paradoxo disso com o momento de crise em que vivemos?
Elmar Altvater - Por causa da crise econômica, muitas pessoas são ou serão compelidas à condição de pobreza e já nem tem mais muitas possibilidades para um consumo intensivo de recursos. Por outro lado, o consumo de baixo custo do supermercado é muito intensivo de recursos, pelo menos nas nações industrializadas. Por isso, a pobreza não irá reduzir duradouramente o consumo de recursos. Isto aponta para o fato de que a sustentabilidade ecológica só é possível numa sociedade democrática e de distribuição equitativa de recursos. Mas esta também é minada pela crise financeira e econômica. As medidas econômicas para o estado de necessidade foram todas tomadas, nas nações industrializadas, ao largo dos legítimos órgãos de uma sociedade democrática.
IHU On-Line - Pensando numa sociedade ideal, quais poderiam ser apontadas como “justas” e “reais” necessidades humanas, que favorecessem a qualidade de vida e as condições ambientais? Uma mudança na economia seria aqui necessária?
Elmar Altvater - A pergunta sobre a “vida boa” já foi levantada por Aristóteles. Sua resposta foi: uma vida sem aspirar por aquisição de capital, portanto, sem lucro e juros. Esta resposta também hoje ainda é correta e ela aponta, de maneira diversa do que na época de Aristóteles, por que então, na velha Grécia do 4º século antes de Cristo, ainda não existia nenhum capitalismo, para a necessidade de uma superação do capitalismo e para uma revolução social e ecológica. Uma revolução política pode - como já muitas vezes na história (também são exemplos a revolução francesa e a russa) - ocorrer muito rapidamente como assunção do poder, mas uma revolução social e ecológica necessita muito tempo. Porque o sistema energético e uma forma de produção não podem ser modificados de hoje para amanhã, porém somente em décadas. Não obstante isso, trata-se de uma revolução e ela deve iniciar agora, se quisermos evitar o colapso climático.
IHU On-Line - O senhor acredita que a sociedade está hoje mais consciente em relação ao caos climático, a ponto de mudar seus hábitos e provocar mudanças nas grandes corporações? Não é o capital que ainda tem mais poder?
Elmar Altvater - A consciência da necessidade de frear a mudança climática está amplamente difundida. Mas os interesses econômicos no modo capitalista da agricultura e da indústria são muito fortes. Os consórcios transnacionais subscreveram em parte o compacto global do secretário geral da ONU, se obrigam voluntariamente à “corporate social responsiblity”, porém buscam apenas o princípio do lucro. Eles só podem realizá-lo se a economia cresce e para isso eles necessitam de apoio político. É tarefa dos movimentos sociais defenderem-se contra a dominação dos consórcios multinacionais, formularem seus próprios projetos, intervirem em favor de energias renováveis e formas solidárias de promoção da economia. A crise atual do capitalismo também é, por isso, uma possibilidade de dar passos em frente nessa direção.
Fonte: Mercado Ético
http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/o-crescimento-nao-nos-torna-mais-ricos-e-sim-mais-pobres/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=mercado-etico-hoje
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O Sertanejo e o Caminho das Águas
Título: O Sertanejo e o Caminho das Águas: políticas públicas, modernidade e sustentabilidade no semi-árido.
Autora: Suely Salgueiro Chacon
Ano: 2007.

Suely ChaconNessa quinta-feira, 19/07, às 11:15hs, no Banco do Nordeste – Passaré, será lançado o livro O Sertanejo e o Caminho das Águas, da Profa. Suely Chacon.
O lançamento do livro faz parte das comemorações do aniversário de 55 anos do Banco do Nordeste, e acontecerá durante o Fórum BNB de Desenvolvimento e o XII Encontro Regional de Economia da ANPEC.
O livro é o 8º volume da Série BNB de Teses e Dissertações, e traz a íntegra da tese de Doutorado da autora, defendida no Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília. O livro conta ainda com o Prefácio escrito pelo Prof. Dr. Marcel Bursztyn, da UnB, que atualmente é Pesquisador Sênior da Universidade de Harvard, em Massachusetts - Estados Unidos.
O Sertanejo e o Caminho das Águas aborda uma temática atual, a gestão pública das águas, e alerta para a desmobilização crescente do Semi-árido. O conflito em relação ao acesso à água se sobressai, porém foi constatado que este é a representação de um conflito maior e mais complexo, que fica oculto e se refere à própria identidade do sertanejo. Ser ou não sertanejo é um conflito que se desenvolve historicamente e que, ao mesmo tempo, é influenciado e influencia as políticas públicas traçadas para o Sertão. Na medida em que estas políticas não respeitam o lugar e as pessoas, também não conseguem se traduzir em melhorias para vida neste lugar. E ainda contribuem para a desmobilização desta sociedade. O cenário apresentado pelo livro indica uma tendência de esvaziamento do Sertão. Com base nesse diagnóstico a autora aponta possíveis saídas que partem da valorização das riquezas locais.A Profa. Suely Chacon, que trabalha com os temas relativos às políticas públicas e à gestão ambiental há mais de 15 anos, é Economista, Mestre em Economia e Doutora em Desenvolvimento Sustentável e Gestão Ambiental.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
A VALORIZAÇÃO DO MEIO AMBIENTE, DA HISTÓRIA E DA CULTURA EM BARBALHA

Copaíba será mastro para pau da bandeira
Ao contrário dos anos anteriores, não houve polêmica em torno do corte do pau da bandeira. As negociações para a escolha da árvore começaram no mês de fevereiro entre a Prefeitura de Barbalha, o Ministério Público Federal e o Instituto Chico Mendes, que assinaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), regulamentando a utilização da árvore.
Este ano, a única dificuldade é o acesso ao sítio São Joaquim, de onde será retirada a copaíba. O “Capitão do Pau”, Rildo Teles, que comanda o corte e o carregamento do mastro, adverte que, em consequência das chuvas, a estrada não oferece condições de tráfego para carros pequenos.
O ritual começa hoje, às 7 horas, com os cortadores do pau, rezando um “Pai Nosso” em frente à Igreja Matriz de Santo Antônio. Em seguida, eles serão transportados de caminhão para o sítio São Joaquim, no sopé da serra do Araripe, a sete quilômetros da cidade. Ali, à beira de um dos riachos, começa a festa popular. Cortadores e curiosos se confraternizam na sombra das árvores, em torno de churrascos e bebidas. O corte do mastro é antecedido de uma oração. Depois de cortada, a árvore é transportada para fora da mata e colocada na “cama”, local onde o tronco permanece secando até o dia da abertura da festa, dia 31 de maio.
A árvore é levada nos ombros dos devotos de Santo Antônio, do sítio São Joaquim até a Igreja Matriz, onde é erguida sob os aplausos da multidão.
MAIS SOBRE A HISTÓRIA DE BARBALHA
Instituições são lembradas
Instituições que fazem parte da história do município de Barbalha estão recebendo comemorações
Barbalha - Instituições importantes na história da educação e da cultura do Cariri são lembradas em Barbalha. Os 92 anos da Liga Barbalhense Contra o Analfabetismo e os 120 anos do Gabinete de Leitura mereceram uma programação de debates, exibições de filmes, e posse do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio de Barbalha. As comemorações foram realizadas, ontem, no município. A iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura traz à tona um reavivamento dos debates culturais e questões regionais e até a possível criação da Academia Barbalhense de Letras.
Segundo a professora doutora Zuleide Queiroz, uma das palestrantes da programação, Barbalha traz exemplos de pioneirismo. Ela cita o Gabinete de Leitura e as primeiras aulas noturnas para trabalhadores, com a Liga. Para a docente, essa trajetória da educação regional representa um marco importante em termos de avanços que o Cariri obtém ao longo dos anos e faz parte de uma luta antiga. O coordenador do evento, Hugo Rodrigues, destaca a comemoração como um simbolismo de luta, mas ressalta a importância de se reavivar as manifestações intelectuais.
A programação iniciou às 8 horas, com hasteamento das bandeiras na Prefeitura e apresentação da Filarmônica São José. Em seguida, houve Exposição Literária e apresentações culturais na Praça Filgueira Sampaio. À tarde, aconteceu um “city tour” ao Sítio Pinheiro, Balneário do Caldas, Terreiro do Mestre Joaquim Mulato, Palácio 03 de Outubro, Casarão Hotel, Exposição Literária, Ateliê da Festa de Santo Antônio e Engenho Tupinambá.
Na noite de ontem, foi a posse do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio de Barbalha e encontro literário com representantes do Instituto Cultural do Vale Caririense, Instituto Cultural do Cariri, Fórum de Cultura e Turismo do Cariri, Instituto de Educação e Cultura Martins Filho, Academia dos Cordelistas do Crato, Centro Pró-Memória Josafá Magalhães, Centro de Melhoramentos de Barbalha, Universidade Regional do Cariri, Escola de Artes Reitora Violeta Arraes, Associação das Primeiras Damas dos Municípios do Ceará, Comissão dos Cem Anos de Juazeiro do Norte, secretarias de Cultura e Turismo de Barbalha, Crato e Juazeiro, Gabinete de Leitura e Liga Barbalhense Contra o Analfabetismo.
A sessão literária teve as presenças da professora doutora Maria Juracy Maia, professora doutora Zuleide de Queiroz, doutor Napoleão Tavares Neves, professor Francisco Adávio de Sá Barreto e professora Darcy Libório Sampaio.
Mais informações:
Secretaria de Turismo e Cultura
Rua Pinto Madeira, 149
Barbalha - Ceará
(88) 3532.1708
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=638420