| 16/08/2010 Governo investe R$ 23 bi em 2010, maior valor em 10 anos |
| Leandro Kleber Do Contas Abertas |
Enquanto os principais candidatos à Presidência da República prometem mais investimentos públicos para o país, o governo federal segue aumentando as aplicações, apesar de ainda representarem pouco do Produto Interno Bruto (PIB). Nos primeiros sete meses deste ano, os órgãos federais (excluindo as estatais) desembolsaram R$ 23,5 bilhões em obras e equipamentos, valor 62% superior ao verificado no mesmo período de 2009 e recorde dos últimos 10 anos, em valores atualizados (veja tabela). Do montante investido entre janeiro e julho, que inclui os chamados “restos a pagar” – empenhos (reservas) rolados para exercícios seguintes –, R$ 14,5 bilhões, ou 62% foram feitos via aplicações diretas, ou seja, a União liberando verba diretamente aos executores dos serviços (veja tabela). As transferências a municípios somaram R$ 4,4 bilhões (19%), enquanto os repasses a estados e ao Distrito Federal chegaram a R$ 4,3 bilhões (18%). Para a consultora de orçamento da Câmara dos Deputados Márcia Mourão, o volume recorde de investimentos registrado em 2010 é excepcional e foge do padrão verificado nos últimos anos. Segundo ela, por coincidência ou sorte, o investimento máximo do atual governo será alcançado neste ano eleitoral. “Não é possível afirmar que há relação com o ano eleitoral, no qual as regras de investimentos mudam [empenhos não podem ser feitos três meses antes do pleito]. O fato é que os investimentos são excepcionais”, afirma. Márcia acredita que a Secretaria do Tesouro Nacional está fazendo um esforço para aumentar os investimentos em detrimento dos gastos de custeio, que também crescem em ritmo acelerado desde 2004. “O governo tem conseguido aumentar os pagamentos. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no qual as aplicações podem ser abatidas do superávit, ajuda nisso. Há uma carteira de projetos maior. Antigamente, se cortava investimentos para ajustar o orçamento. Hoje, isso não acontece mais”, acredita. |
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Investimento do Governo no Brasil
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Governo vai investir até 110% mais em 2010
16/6/2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Investimento Público no Brasil
26/05/2010 - 11h00
Investimento público em relação ao PIB é o maior em 15 anos, diz Ipea
Brasil - Investimentos e Crescimento
Brasil deve aumentar investimentos e crescer 5,5% ao ano
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Investimentos no Ceará
Ceará ganha indústria automatizada de aço
Investimentos no Nordeste
Fortaleza lidera investimento
REPÓRTER
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Investimentos
- Bolsa de valores: a referência mais usada, neste caso, é o Ibovespa – índice que reúne as ações mais líquidas na bolsa -, o que significa que o investidor deve buscar um resultado o mais próximo possível dele. Em relação às notícias que influenciam a bolsa, a professora afirmou que elas devem ser mais consideradas por quem opera diariamente. “O charme da bolsa é essa volatilidade, mas o vai-e-vem diário não deve afetar o investidor de longo prazo”.
- Fundos conservadores (curto prazo, DI e renda fixa): giram em torno da taxa básica da economia, a Selic, que hoje está em 9,5% ao ano. “Quando estou no fundo conservador, tenho de acompanhar a taxa de administração, para ver o quanto estou ganhando do CDI. Veja na instituição financeira se há outros fundos que dão ganhos maiores”.
- Fundo multimercado: “É uma renda fixa com pimenta”, afirmou Myrian, citando as outras opções que podem entrar neste fundo, como câmbio e renda variável. “Só justifica entrar nele se ganha mais do que o CDI”, disse, tendo em vista o risco a que a pessoa está exposta, ao diversificar.
- Fundos de ações: o acompanhamento deve ser no sentido de analisar se esse investimento está rendendo acima do Ibovespa; senão, é melhor ir direto à bolsa. Porém, como a bolsa sobe e desce diariamente, é preciso analisar os resultados de longo prazo
segunda-feira, 29 de março de 2010
Programa de sustentação do investimento terá mais R$ 80 bilhões
Segundo ele, programa foi prorrogado até o fim deste ano.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira (29) que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), implementado por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), será estendido até dezembro e terá mais R$ 80 bilhões. Sem a prorrogação, o programa terminaria no fim de junho.
"Agora estamos prorrogando [o PSI] até dezembro. Tem mais R$ 80 bilhões disponíveis para este ano, para os programas de juros baixos", afirmou o ministro da Fazenda, durante a cerimônia de lançamento do PAC 2 em Brasília.
Atualmente, o programa financia a compra de bens de capital (ônibus, caminhões, tratores, máquinas agrícolas, aeronaves, locomotivas e máquinas para produção, entre outros), a inovação e as exportações.
FONTE: Economia e Negócios, do G1.
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1549262-9356,00-PROGRAMA+DE+SUSTENTACAO+DO+INVESTIMENTO+TERA+MAIS+R+BILHOES.html
sexta-feira, 26 de março de 2010
Investimentos das fabricantes de veículos no Brasil já somam mais de R$ 5 bilhões
A Mercedes-Benz irá aplicar R$ 1,2 bilhão na fábrica da empresa em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, até 2012. Os recursos serão somados aos R$ 300 milhões já disponibilizados pela própria fabricante.
De acordo o presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Jüergen Ziegler, 60% do investimento serão voltados ao aumento da capacidade produtiva de 65 mil para 75 mil unidades. “Vamos seguir a expectativa de crescimento ao redor de 15% do mercado brasileiro de veículos comerciais. Mas podemos aumentar ainda mais esta capacidade com jornadas extras, se for necessário”, afirma o executivo. Outros 30% do investimento serão voltados ao desenvolvimento de novos produtos. Isso inclui a produção de motores a diesel, adequados à nova legislação ambiental, que entra em vigor em 2012. Outro investimento da Mercedes em tecnologia é no teste do diesel de cana-de-açúcar.
A produção dos novos veículos terá início na segunda metade de 2011 e irão gerar 1,5 mil vagas de emprego, de acordo com o presidente da GM do Brasil, Jaime Ardila. Ele não quis revelar quais serão os modelos, mas disse que serão "produtos de alto volume de vendas". Isso significa, segundo afirmou, produção anual superior a 50 mil unidades. O anúncio do investimento faz parte do plano da companhia de investir R$ 5 bilhões para fazer a renovação completa de seus veículos até 2012.
O grupo PSA Peugeot-Citroën irá investir R$ 1,4 bilhão para a produção da picape Hoggar, baseada na linha 207, que foi desenvolvida exclusivamente para o mercado nacional. O novo modelo deve estrear nas lojas em maio.
“Em 2009, vendemos 150 mil veículos para brasileiros. Nossa expectativa é que este número cresça em 2010”, disse o presidente da empresa Philippe Varin, destacando a contratação de 700 funcionários. “A América Latina e mais particularmente o Brasil são fundamentais para a concretização de nossa ambição de sermos um grupo cada vez mais global", disse Varin. Novas marcas, que não estavam presentes no Brasil, também começam a apostar no país. Na última semana a Bentley inaugurou em São Paulo sua primeira loja na América do Sul. Ao todo serão 18 modelos vendidos aqui até o final do ano. O mais barato é o Continental Flying Spur, por R$ 868 mil, e o mais caro o Supersports, por R$ 1,31 milhão.
A fabricante chinesa JAC também entra no mercado nacional e já deve estrear no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro de 2010. Inicialmente um sedã, uma minivan e um compacto em versões hatch e sedã serão importados e, segundo a marca, terão preços competitivos com automóveis brasileiros. A também chinesa BYD confirmou sua estreia no Brasil. A estimativa é que os modelos da marca comecem a desembarcar por aqui em 2011.
FONTE: Economia e Negócios, do G1
http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL1545215-9658,00-INVESTIMENTOS+DAS+FABRICANTES+DE+VEICULOS+NO+BRASIL+JA+SOMAM+MAIS+DE+R+BILH.html
quinta-feira, 18 de março de 2010
Investimentos e Sustentabilidade
15/03/2010 - 16h32
De olho no lucro, pequeno investidor ignora apelo à sustentabilidade das empresas
Na hora de montar sua carteira de ações, o investidor minoritário, aquele que tem até R$ 200 mil para aplicar em ações, só pensa em uma coisa: lucro. Eles estão errados? Claro que não. Mas a BM&FBovespa tenta provar que é preciso colocar outra peso nesta balança: a sustentabilidade.
Para isso, a Bolsa mantém há quase cinco anos o ISE, o Índice de Sustentabilidade Empresarial, que lista um total de até 40 empresas reconhecidamente engajadas com ações sustentáveis. O índice considera que essas empresas geram valor para o acionista no longo prazo, pois estão mais preparadas para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais.
Essa demanda veio se fortalecendo ao longo do tempo no mercado internacional, e hoje é amplamente atendida por vários instrumentos financeiros. Por aqui, porém, o investimento não tem se mostrado tão atrativo quanto poderia.
“Por enquanto, poucos minoritários pensam em comprar ações de uma empresa sustentável. No máximo, eles querem saber se ela está no Novo Mercado”, diz o economista Clodoir Vieira, da corretora Souza Barros.
Vieira diz que há baixa procura por esse tipo de ação porque muitos desses investidores ainda são céticos. “Muita gente prefere ações da Sousa Cruz, por exemplo, porque quer empresas que cresçam, não importa como”, afirma.
O mesmo não acontece com os grandes investidores, como os fundos de pensão. Eles estão de olho, por exemplo, em como a companhia trata o meio ambiente. A Previ, fundo de previdência privada que pertence aos funcionários do Banco do Brasil, é um exemplo. “As ações de uma empresa que toma uma multa porque poluiu um rio podem 'desabar'. Se não estiver atento, um fundo grande como a Previ, que investe milhões de reais, pode perder muito dinheiro de uma hora para outra”, diz Vieira.
Para o diretor da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), Luiz Maia, investir em empresas com preocupação socioambiental tem mais uma vantagem. “Elas oferecem menos risco [econômico] do que uma empresa que não respeita o ambiente.”
Apesar da baixa procura, a direção da Bolsa acredita que uma hora este jogo vira. “Hoje os grandes investidores e os estrangeiros estão mais preocupados com a questão da sustentabilidade das empresas. Mas isso ainda vai chegar à pessoa física”, afirma a diretora de sustentabilidade da BM&FBovespa, Sonia Favaretto.
E, para isso, o melhor caminho talvez não seja o lucro. “O apelo para a adesão dos minoritários não precisa mais ser a lucratividade, porque as empresas sustentáveis já dão lucro. A atração tem de ser pelo tratamento que elas dão ao ambiente”, afirma Carolina Murphy, pesquisadora da Columbia University (EUA), onde fez mestrado em Desenvolvimento Econômico e Político.
Valorização
Perfil
O segundo é o engajado, que, por comprometimento pessoal, decide privilegiar as empresas que atuam com respeito a valores éticos, ambientais e sociais e não quer se envolver com empresas que poluem ou que têm problemas com direitos humanos.
Mudanças no ISE
O ISE é formado atualmente por um grupo de 34 empresas que tem como meta a responsabilidade social e preocupação com o ambiente. A carteira de ações é revista todos os anos. A que está em vigor até 30 de novembro reúne 43 ações. Os recursos não podem ser alavancados (investir em mercado futuro, com possibilidade de aumentar o retorno, com mais risco).
Entre as principais alterações, o convite para se candidatar ao índice passará a ser feito para as companhias detentoras das 200 ações mais líquidas da bolsa, não mais para as 150 mais negociadas, como anteriormente. Fora isso, o questionário que será enviado para as companhias contará com um grupo de questões envolvendo iniciativas relacionadas a mudanças climáticas.
Já a quarta mudança prevê que o conselho do ISE - composto por diversas entidades, incluindo a Bolsa - poderá dar, em casos extraordinários, uma explicação ao mercado sobre a retirada de alguma companhia da carteira.
Isso ajudará a evitar especulações, como ocorreu na saída da Petrobras do índice em 2008. Sem uma posição do conselho, a exclusão da estatal foi relacionada pelos agentes aos níveis de partículas de enxofre considerados elevados na produção de diesel.
A divulgação da nova carteira está prevista para 25 de novembro.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Novo pacote amplia as desonerações
Estímulo aos investimentos do setor privado foi uma das justificativas de Mantega para o pacote de medidas
Foto: Agência Brasil
Aos empresários e trabalhadores, que participaram da última reunião do ano do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ministro da Fazenda, Guido Mantega anunciou a prorrogação da desoneração de IPI para bens de capital e do crédito subsidiado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investimentos, além de reforçar em R$ 80 bilhões o caixa da instituição para que novos empréstimos sejam contratados pelo setor produtivo. Alguns benefícios foram prorrogados até junho do próximo ano, às vésperas do início da campanha eleitoral para a sucessão de Lula. A campanha tem início em 6 de julho. A ofensiva do governo envolveu também iniciativas para estimular o mercado de capitais e o sistema bancário. As instituições financeiras serão autorizadas a emitirem Letras Financeiras para também reforçarem a capacidade de financiar os investimentos privados, numa ação coordenada na tentativa de dividir com o BNDES a função de braço financeiro dos empresários. Como medida de caráter mais popular, Lula autorizou a prorrogação da desoneração de computadores prevista na chamada Lei do Bem, de 2005.
Papai Noel
Ao ser indagado se "Papai Noel" teria chegado mais cedo para o setor industrial, Mantega respondeu que o Natal chegou na hora certa para todo mundo no Brasil e será "rico e farto" para a família brasileira. "Estas medidas deverão garantir a consolidação do crescimento do País em 2010", disse. Com o pacote de ontem, o governo fez a opção de renovar por mais tempo, mas ainda de forma provisória, incentivos dados durante a crise. No entanto, tornou mais distante a possibilidade de adoção de medidas mais estruturais, reivindicadas pelo empresariado, como a desoneração da folha de pagamento e a retirada ampla e definitiva da tributação sobre investimentos e exportações.
As medidas atendem ao interesse do governo de elevar a taxa de investimento da economia, considerada a variável-chave para que o Produto Interno Bruto (PIB) continue crescendo, sem provocar inflação. Se isso de fato acontecer, dificilmente o BC terá que puxar o freio dos juros para desacelerar a demanda. Mantega aposta que o Brasil já vive uma fase de franca aceleração do nível de atividade com recuperação dos investimentos.
Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=703651
sábado, 5 de dezembro de 2009
2010: é chegada a hora de investir
Depois de, neste ano, o País ter incentivado o consumo doméstico para compensar a queda da demanda externa, fruto da crise internacional, consolidando assim o seu mercado interno, a partir do ano que vem, o Brasil terá que aumentar o volume de investimentos, sejam eles públicos ou privados, caso queira voltar a crescer. É o que avaliam os economistas consultados pelo Diário do Nordeste, ao fazerem um balanço da economia brasileira em 2009 e projetar o que esperar de 2010.
Segundo eles, o estímulo ao mercado interno, principal característica da economia brasileira no ano que termina, ajudou na recuperação mais rápida do País e suas regiões e assentou as bases para a retomada do crescimento a partir do ano que vem. O que se observa, afirmam, é que em meio a desoneração tributária de setores como o automobilístico, material de construção, eletrodomésticos, a chamada linha branca, e ao lançamento de um plano habitacional para alavancar a construção civil, este ainda foi um ano bom para o País, como previam no fim de 2008.
Crescimento de 5%
Tanto que, ao contrário do que deve ocorrer na maioria dos países desenvolvidos, que deverão registrar índices negativos, a economia brasileira tende a se expandir, atingindo crescimento de até 1%, conforme apontam os mais otimistas. Para 2010, a expectativa é ainda maior, com o País devendo avançar em torno de 5%. No entanto, alertam os especialistas, para que o Brasil mantenha um ritmo de crescimento sustentável, os próximos anos deverão ser marcados por fortes investimentos, tanto públicos como privados.
"2010 deverá ser um ano bem melhor, com a possibilidade de o País crescer cerca de 5%, melhorar a sua arrecadação e voltar a uma situação parecida com aquela anterior à crise. No entanto, o que preocupa é o volume de investimento, que ainda é baixo. Hoje, em torno de 17% do PIB (Produto Interno Bruto), sendo insuficiente, portanto, para sustentar um crescimento igual ou superior a 5% nos próximos anos", afirma o economista Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios. Segundo ele, nos países desenvolvidos, que já contam com uma infraestrutura pronta, a relação investimento/PIB, está na casa dos 20%. No caso da China, com a maior taxa de crescimento hoje no cenário internacional, a proporção chega a 40%. "Para que o Brasil continue a crescer 5%, ou mais, pelos próximos dez a 20 anos, é necessário aumentar o volume de investimentos, atingindo no mínimo 25% do PIB", avalia.
O economista Ricardo Eleutério Rocha, professor da Unifor, destaca que, em 2009, o governo brasileiro assentou as bases para um crescimento maior no ano que vem. Assim como Leite, ele também acredita em um índice em torno de 5% e reforça a necessidade de mais investimentos para o País poder avançar . "2010 será um ano de maior crescimento, o que, deverá vir com a retomada dos investimentos", fala.
ANCHIETA DANTAS JR
REPÓRTER
Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=701831