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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Investimento do Governo no Brasil



16/08/2010
Governo investe R$ 23 bi em 2010, maior valor em 10 anos
Leandro Kleber
Do Contas Abertas
Enquanto os principais candidatos à Presidência da República prometem mais investimentos públicos para o país, o governo federal segue aumentando as aplicações, apesar de ainda representarem pouco do Produto Interno Bruto (PIB). Nos primeiros sete meses deste ano, os órgãos federais (excluindo as estatais) desembolsaram R$ 23,5 bilhões em obras e equipamentos, valor 62% superior ao verificado no mesmo período de 2009 e recorde dos últimos 10 anos, em valores atualizados (veja tabela).
 
Do montante investido entre janeiro e julho, que inclui os chamados “restos a pagar” – empenhos (reservas) rolados para exercícios seguintes –, R$ 14,5 bilhões, ou 62% foram feitos via aplicações diretas, ou seja, a União liberando verba diretamente aos executores dos serviços (veja tabela). As transferências a municípios somaram R$ 4,4 bilhões (19%), enquanto os repasses a estados e ao Distrito Federal chegaram a R$ 4,3 bilhões (18%).

O Ministério dos Transportes, que tem em sua estrutura o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), foi o órgão da Esplanada que mais investiu neste ano, R$ 6,1 bilhões. Em seguida aparece o Ministério da Defesa, que desembolsou R$ 3,6 bilhões, e o Ministério da Educação, com R$ 3,1 bilhões em investimentos.

Para a consultora de orçamento da Câmara dos Deputados Márcia Mourão, o volume recorde de investimentos registrado em 2010 é excepcional e foge do padrão verificado nos últimos anos. Segundo ela, por coincidência ou sorte, o investimento máximo do atual governo será alcançado neste ano eleitoral. “Não é possível afirmar que há relação com o ano eleitoral, no qual as regras de investimentos mudam [empenhos não podem ser feitos três meses antes do pleito]. O fato é que os investimentos são excepcionais”, afirma.

Márcia acredita que a Secretaria do Tesouro Nacional está fazendo um esforço para aumentar os investimentos em detrimento dos gastos de custeio, que também crescem em ritmo acelerado desde 2004. “O governo tem conseguido aumentar os pagamentos. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no qual as aplicações podem ser abatidas do superávit, ajuda nisso. Há uma carteira de projetos maior. Antigamente, se cortava investimentos para ajustar o orçamento. Hoje, isso não acontece mais”, acredita.


Quanto ao volume significativo de empenhos – que acabam gerando um estoque de “restos a pagar excessivo” quando não pagos –, a consultora considera positivo, mas faz uma ressalva. “Não é bom ter restos a pagar em excesso, pois concorrem com o orçamento do ano. O empenho é um potencial para se investir muito, mas impossível de ser plenamente realizado. O acúmulo de restos a pagar não é bom para o sistema de planejamento do governo”, avalia.

Ela lembra que isso é reflexo do atual modelo orçamentário brasileiro. “O investimento não obedece ao calendário anual. Investimentos em portos e aeroportos, por exemplo, não acabam em um ano. É natural, portanto, que uma obra comece em um ano e acabe no exercício seguinte. Uma ideia discutida no governo é tornar o orçamento de investimentos plurianual, ao invés de anual”, diz.

O valor previsto no Orçamento Geral da União 2010 para investimentos é de R$ 69 bilhões.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Governo vai investir até 110% mais em 2010

16/6/2010

O Governo do Estado pretende investir, até o fim deste ano, um volume recorde, que deve ficar entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, informou ontem o governador Cid Gomes. Este montante representará um grande salto, um aumento de até 110%, na comparação ao valor investido em obras e ações no ano passado, quando R$ 1,9 bilhão foram alocados. Ao todo, existem quatro mil obras estaduais em curso, além de outras 1.500 ações. "Investimento é uma rubrica que tem que ser obra ou aquisição de patrimônio, equipamentos e bens materiais. Nós estamos aqui, com todas as secretarias, monitorando isso", informou ontem Cid Gomes antes de iniciar a reunião para avaliação do Mapp (Monitoramento de Ações e Programas Prioritário). Para garantir estes investimentos, o secretário da Fazenda, João Marcos Maia, afirma que o Estado possui recursos em caixa e possibilidade de contratar mais operações de crédito. "O Governo do Estado tem quebrado recordes. O Ceará está investindo em média 25% da sua Receita Corrente Líquida (RCL), e sem gerar desequilíbrio fiscal. Isso é que é importante salientar. Esse volume de investimento não coloca em risco o equilíbrio fiscal do Estado, que tem cumprido rigorosamente os compromissos com o governo federal com o PAF, que é o Programa de Ajuste Fiscal. Dessa maneira, superávit primário, capacidade de endividamento, capacidade de pagamento, os índices estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) quanto a pagamento de servidores, as vinculações de receita com educação, com saúde, ou seja, todos os indicadores fiscais assumidos pelo Governo do Estado do PAF estão absolutamente cumpridos", esclarece.

O secretário afirma que o Estado adquiriu um patamar de eficiência na sua arrecadação que tem dado sustentação ao alto volume de investimento. "E isso que realmente vai propiciar ao governo estadual um maior crescimento econômico, o que já vem acontecendo acima da média nacional. Nós acreditamos que o Ceará dará continuidade nos próximos anos a essa tendência que tem sido absolutamente natural. Com certeza esses recursos estão garantido já, e nós vamos estar executando o nosso orçamento sem o menor receio de que isso desequilibre o Tesouro e o caixa do Tesouro", reforça. (SS)

PARECER DO BID
Scanners fiscalizarão barreiras em breve

Os equipamentos permitirão a visualização mais precisa do conteúdo trazido nos caminhões que entram no Estado

Um outro mecanismo que permitirá um maior controle fiscal, evitando sonegações e engordando os caixas do Estado já deve começar a ser posto em prática. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) deverá , hoje, dar o seu relatório final da análise das propostas das empresas envolvidas na licitação para o fornecimento dos scanners que serão instalados nos postos fiscais de fronteira. Estas máquinas permitirão a visualização mais precisa do conteúdo trazido nos caminhões que entram com mercadorias no Estado.

"Essa é a promessa que o banco tem para conosco. Ele vai dar o veredicto pra que possamos comunicar a Procuradoria Geral do Estado e, dessa forma, já dar a ordem de serviço para a empresa que vier vencer o processo", esclareceu o secretário. De acordo com ele, a empresa precisa de um prazo de cinco a seis meses para entregar os equipamentos, portanto, a expectativa é de que eles cheguem entre outubro e novembro.

"Isso coincidirá com a entrega dos postos fiscais que nós estamos construindo. Vamos receber o primeiro posto fiscal agora na fronteira do Piauí, que é o Tianguá, e o nosso equipamento vai ser instalado lá, com todos os demais equipamentos que vão permitir maior eficiência nos controles de fronteira. Entre o final de outubro e começo de novembro este posto estará inaugurado e a pleno vapor", garantiu. "O resto vem no ano que vem, à medida que eu vou dando a ordem de serviço, a empresa vai entregando e montando os equipamentos, que é pra gente aprender a usar o equipamento que o Brasil ainda não domina. O Ceará é o primeiro estado do País que vai usar essa máquina, nem o Governo Federal tem equipamentos de ponta como estes". (SS)

FONTE: Diário do Nordeste

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Investimento Público no Brasil


26/05/2010 - 11h00


Investimento público em relação ao PIB é o maior em 15 anos, diz Ipea

Da Redação, em São Paulo

Em 2009, o investimento do setor público brasileiro em relação ao PIB bateu recorde dos últimos 15 anos, segundo levantamento apresentado nesta quarta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão ligado ao governo federal.
Esses números incluem os investimentos feitos pelas empresas estatais. Normalmente, esses cálculos consideram somente o desembolso da União, mas o Ipea defende a soma de outros elementos.No ano passado, o investimento público atingiu 4,38% do PIB (Produto Interno Bruto, o total das riquezas produzidas no país). Em dinheiro, isso representou R$ 137,4 bilhões.
"O mais correto seria levar em consideração também os investimentos das empresas estatais (sobretudo federais). Não menos importantes são as transferências de recursos da União para estados e municípios destinadas à realização de obras públicas", destaca o estudo distribuído pelo Ipea.
O levantamento do Ipea para o cálculo do investimento do setor público considerou o investimento empenhado e liquidado no exercício, adicionado dos restos a pagar liquidados no exercício.
Para o item investimentos da União, foram utilizados apenas os investimentos realizados diretamente pelas instituições federais, excluindo-se as transferências a Estados e municípios.
Foram classificados como investimentos dos Estados e municípios os realizados diretamente por esses entes da Federação, inclusive aqueles em que foram utilizados recursos originários da União (transferências da União).
O peso das estatais federais no volume total de investimentos do governo tem se acentuado desde 2004/2005, segundo o Ipea, chegando proximo de 2% do PIB. Em 2003 as estatais federais investiram R$ 18,7 bilhões, enquanto em 2009 foi alcançada a cifra de R$ 59,8 bilhões.
A participação de Estados e municípios assume uma importância expressiva também a partir de 2004/2005. Em 2003, Estados e municípios investiram R$ 22,9 bilhões, tendo evoluído para R$ 57,7 bilhões em 2009, incluindo-se nesse montante as transferências federais.

Brasil - Investimentos e Crescimento


Brasil deve aumentar investimentos e crescer 5,5% ao ano

Análise é da Associação Brasileira de Celulose e Papel, que diz ser necessário investir 22% do PIB no país, e não 17%
Foto: site copiarecolar
O Brasil precisa crescer 5,5% ao ano e ter um volume de investimentos de 22% do Produto Interno Bruto (PIB) contra os 17% investidos nos últimos anos. A afirmação é da Associação Brasileira de Celulose e Papel, Horácio Lafer Piva, durante Encontro da Indústria com Presidenciáveis, realizado nesta terça-feira, 25 de abril, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
A Associação apresentou o tema Estado e Economia, do documento A Indústria e o Brasil: uma agenda para crescer mais e melhor, entregue aos pré-candidatos à Presidência da República Dilma Roussef, José Serra e Marina Silva. De acordo com Lafer Piva, a estratégia para o país crescer deve ter como pilares uma política econômica sustentável, segurança jurídica, gestão profissional do Estado e regulação eficiente.
Foi afirmado que é preciso ter no país um ambiente institucional bem definido e estável, mas que não seja inflexível e incapaz de se adaptar às mudanças que ocorrem no mundo. Cria um um sistema ágil, com capacidade de adaptação às regras, seria uma das maneiras de se adaptar.
Como comparação, a Associação Brasileira de Celulose e Papel  enxerga que nas empresas buscasse velocidade de percepção, de decisão e de ação, enquanto que falta isso ao Estado.
Destacou-se ainda que o Brasil precisa de um sistema regulatório moderno e de qualidade, que estimule os investimentos. Para isso, seria preciso elevar a poupança, mudando o modelo de alto consumo e endividamento para alto investimento e sustentabilidade.
A prática de taxa de juros reduzida e o equilíbrio cambial, na visão da Associação, ocorrem a partir de uma harmonia entre política fiscal e monetária. Os juros impactam na decisão de investimento do empresário e, de alguma forma, cria problemas na apreciação cambial.
Fonte: Tendências e Mercado, 26 de maio de 2010 - 14:43 - Por TM

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Investimentos no Ceará


Ceará ganha indústria automatizada de aço

A Hydrostec é responsável pelo fornecimento de tubos de aço para as obras do sistema adutor Gavião- Pecém
Foto: aço br
O Ceará sai na frente e inaugura a primeira indústria automatizada de aço do Nordeste. A Hydrostec é responsável pelo fornecimento de tubos de aço para as obras do sistema adutor Gavião- Pecém que compreende o trecho V do Eixão das Águas.
O trecho V, que levará água do Gavião até Complexo Portuário, já está em obras e deverá ser inaugurado em junho. Com a obra, a oferta de água no Porto passará de 1.500 litros por segundo para 5 mil litros por segundo.
O trecho vai tornar mais eficiente a integração dos açudes Gavião, Riachão, Pacoti, Pacajus e Aracoiaba, melhorando o sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), e gerando economia para a Companhia.  A previsão é de que as obras sejam concluídas até o fim deste ano.
A política de abastecimento de água em execução no estado foi um dos fatores decisivos para a escolha do local de instalação da fábrica. O empreendimento tem capacidade de produzir entre 300 e 600 metros de tubos de aço diariamente, com diâmetros que variam de 40 centímetros a 3 metros. Para as obras do Eixão, a empresa está produzindo mais de 58 quilômetros de tubos com 1,6 metro de diâmetro.
Fonte: Tend~encias e Mercado, 6 de maio de 2010 - 18:30 - Por TM - http://www.tendenciasemercado.com.br/empresas/ceara-ganha-industria-automatizada-de-aco/

Investimentos no Nordeste


NO NORDESTE

Fortaleza lidera investimento

7/5/2010 Clique para Ampliar
Estudo da Frente Nacional de Prefeitos aponta a Capital do Ceará como a maior em volume de investimentos

Com crescimento superior a 25% no valor despendido, ante o ano anterior, Fortaleza aparece como a cidade nordestina que mais investiu em 2008, segundo levantamento divulgado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), por meio do anuário Multi Cidades - Finanças dos Municípios do Brasil, tendo como base dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Naquele ano, conforme o exposto, a Capital cearense desembolsou aproximadamente R$ 214,3 milhões em investimentos. Cifra que, no entanto, representou apenas entre 9% e 10% da despesa total do Município.

Nessa conta, valores pagos pelas obras do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor) - R$ 24,4 milhões; pelo projeto do Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte da Capital (Cuca) - R$ 5,3 milhões; e pelo Hospital da Mulher - R$ 7,8 milhões; por exemplo, figuram como destaques em meio a um conjunto de obras e programas da Prefeitura de Fortaleza, que totalizam o volume de investimentos. É o que aponta o secretário de Planejamento do Município, Alfredo Pessoa. "No meio do seu primeiro mandato, a prefeita de Fortaleza lançou um programa chamado Planefor e nesse programa tinha esse conjunto de obras estruturantes", afirma.

Embora os valores dos principais empreendimentos por ele apresentados pareçam pequenos frente o montante total considerado, Pessoa argumenta que "é preciso ficar claro que quando se fala em investimentos, não se está apenas se referindo a obras e instalações, mas também a inversões, como, a aquisição de máquinas, equipamentos, entre outros itens que entram nesse conceito. Essa não é uma caracterização só nossa, da Prefeitura de Fortaleza, mas é uma classificação utilizada por todos", explica o secretário.

Segundo ele, apesar de o montante desembolsado pela Prefeitura representar apenas entre 9% e 10% do seu orçamento, "o porcentual não expressa corretamente o tamanho do esforço que tem sido feito no sentido de ampliar a rede de serviços e produtos públicos ofertados à população". "Desde 2006, os valores investidos têm sido ascendentes, cresceram 114,25% nos quatro anos", pondera.

Conforme disse, esses investimentos foram realizados preponderantemente com recursos do tesouro municipal, que aumentaram de R$ 86,4 milhões, em 2006, para R$ 131,9 milhões, em 2009. "Os demais recursos são oriundos de transferências e operações de crédito", detalha. Embora o estudo da FNP ainda não tenha sido fechado para 2009, Pessoa já adianta que o volume de investimentos realizados pelo executivo municipal cresceu cerca de 15% no ano passado, alcançando R$ 245,5 milhões.

No País

Conforme o levantamento da FNP, os municípios brasileiros investiram, em 2008, um total de R$ 33,8 bilhões, resultando em aumento de 33,9%, se comparado com o ano anterior.

Pelo terceiro ano consecutivo de crescimento, as cidades aplicaram R$ 8,5 bilhões a mais na realização de obras, desapropriações e aquisição de equipamentos permanentes.

No ranking das cidades brasileiras, Fortaleza surge com o 10º município em maior volume de investimentos, ficando na 6ª posição, quando a comparação é feita entre as capitais. Os dez municípios que mais investiram em 2008 foram: São Paulo (R$ 2,8 bi), seguido por Rio de Janeiro (R$ 1,2 bi) e Belo Horizonte (R$ 832 mi). Figuram ainda na lista Barueri, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Campo Grande, Curitiba e São José dos Campos. Essas cidades responderam por 20,3% do investimento total.

Em valores per capita, os municípios brasileiros aplicaram em investimentos R$ 180,9 por habitante. As regiões Sudeste e Centro-Oeste investiram mais de R$ 200,00 por morador, enquanto no Nordeste, Norte e Sul os valores foram de R$ 110,5, R$ 164,3 e R$ 186,3, nessa ordem. Já a Capital cearense aplicou apenas R$ 86,6.


ANCHIETA DANTAS JR.
REPÓRTER
Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Caderno Negócios - http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=781321

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Investimentos


04/05/2010 - 18h05

Da renda fixa à variável: como acompanhar de forma adequada os investimentos?

SÃO PAULO – Não basta investir, é preciso acompanhar as aplicações financeiras, por mais que você tenha confiança em quem está gerindo o dinheiro e por mais que você não tenha tempo, devido à rotina intensa de trabalho. Mas como fazer esse acompanhamento de forma adequada?
De acordo com o professor e educador financeiro do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil, em primeiro lugar, é preciso ter um parâmetro ou um objetivo. Somente assim, a pessoa saberá “se está indo bem ou mal em seus investimentos”.
Além disso, ela precisa acompanhar o noticiário sobre economia e negócios, para avaliar possíveis riscos aos seus investimentos, e ficar atenta a novas oportunidades de investimento.
“A informação é o combustível para o mercado. A pessoa tem de saber interpretá-la”, afirmou. “Semana passada teve aumento da Selic. Se a pessoa tem um investimento pré-fixado, então pode passar para o pós-fixado, devido ao novo cenário”, destacou, em relação às expectativas do mercado de novos aumentos no juro básico pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

Para cada modalidade, uma dica

A professora da FGV (Fundação Getulio Vargas), Myrian Lund, concorda que é preciso ter uma referência. Confira as dicas dadas por ela a quem vai investir em diversas modalidades, para poder acompanhar melhor as aplicações:
  • Bolsa de valores: a referência mais usada, neste caso, é o Ibovespa – índice que reúne as ações mais líquidas na bolsa -, o que significa que o investidor deve buscar um resultado o mais próximo possível dele. Em relação às notícias que influenciam a bolsa, a professora afirmou que elas devem ser mais consideradas por quem opera diariamente. “O charme da bolsa é essa volatilidade, mas o vai-e-vem diário não deve afetar o investidor de longo prazo”.
  • Fundos conservadores (curto prazo, DI e renda fixa): giram em torno da taxa básica da economia, a Selic, que hoje está em 9,5% ao ano. “Quando estou no fundo conservador, tenho de acompanhar a taxa de administração, para ver o quanto estou ganhando do CDI. Veja na instituição financeira se há outros fundos que dão ganhos maiores”.
  • Fundo multimercado: “É uma renda fixa com pimenta”, afirmou Myrian, citando as outras opções que podem entrar neste fundo, como câmbio e renda variável. “Só justifica entrar nele se ganha mais do que o CDI”, disse, tendo em vista o risco a que a pessoa está exposta, ao diversificar.
  • Fundos de ações: o acompanhamento deve ser no sentido de analisar se esse investimento está rendendo acima do Ibovespa; senão, é melhor ir direto à bolsa. Porém, como a bolsa sobe e desce diariamente, é preciso analisar os resultados de longo prazo

Renda fixa

De acordo com Calil, de forma mais simplificada, quem está na renda variável precisa ficar de olho no Ibovespa e quem está em renda fixa deve acompanhar seus investimentos com base na taxa básica da economia.
“Tem de buscar 100% do CDI. Isso, com o Tesouro Direto ou as debêntures, você consegue com tranquilidade. Você consegue até superar. Tem CDBs que pagam 102% do CDI, por exemplo, porém, você tem um risco institucional. Mas, se for uma debênture, o risco é menor e o problema, neste caso, é a liquidez”, explicou.
Enfim, segundo ele disse, o acompanhamento deve ser feito de perto, mas o investidor não pode ter pressa – característica do brasileiro, devido à memória do momento inflacionário no País - para ter ganhos, pois as boas aplicações financeiras demoram a maturar.
Fonte: UOL Economia

segunda-feira, 29 de março de 2010

Programa de sustentação do investimento terá mais R$ 80 bilhões

Informação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Segundo ele, programa foi prorrogado até o fim deste ano.

Alexandro Martello

Do G1, em Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira (29) que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), implementado por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), será estendido até dezembro e terá mais R$ 80 bilhões. Sem a prorrogação, o programa terminaria no fim de junho.

"Agora estamos prorrogando [o PSI] até dezembro. Tem mais R$ 80 bilhões disponíveis para este ano, para os programas de juros baixos", afirmou o ministro da Fazenda, durante a cerimônia de lançamento do PAC 2 em Brasília.

Atualmente, o programa financia a compra de bens de capital (ônibus, caminhões, tratores, máquinas agrícolas, aeronaves, locomotivas e máquinas para produção, entre outros), a inovação e as exportações.

Segundo ele, as taxas cobradas permanecerão estáveis até junho, sendo as menores de 4,5% ao ano. A partir de julho, porém, a menor taxa passará a ser de 5,5% ao ano, com exceção do Pró-caminhoneiro, que permanecerá com juros de 4,5% ao ano, disse Mantega.

FONTE: Economia e Negócios, do G1.

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1549262-9356,00-PROGRAMA+DE+SUSTENTACAO+DO+INVESTIMENTO+TERA+MAIS+R+BILHOES.html

sexta-feira, 26 de março de 2010

Investimentos das fabricantes de veículos no Brasil já somam mais de R$ 5 bilhões

Em março, quatro montadoras brasileiras anunciaram investimentos.Novas marcas começam a chegar ao país de olho no mercado nacional.


Do G1, em São Paulo


A retomada da indústria automobilística nacional impulsiona as fabricantes de veículos no Brasil. Em março, quatro montadoras anunciaram investimentos no país. O montante é superior a R$ 5 bilhões – dinheiro destinado à ampliação de fábricas e à produção de novos modelos nacionais nos próximos dois a cinco anos.

A Mercedes-Benz irá aplicar R$ 1,2 bilhão na fábrica da empresa em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, até 2012. Os recursos serão somados aos R$ 300 milhões já disponibilizados pela própria fabricante.

De acordo o presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Jüergen Ziegler, 60% do investimento serão voltados ao aumento da capacidade produtiva de 65 mil para 75 mil unidades. “Vamos seguir a expectativa de crescimento ao redor de 15% do mercado brasileiro de veículos comerciais. Mas podemos aumentar ainda mais esta capacidade com jornadas extras, se for necessário”, afirma o executivo. Outros 30% do investimento serão voltados ao desenvolvimento de novos produtos. Isso inclui a produção de motores a diesel, adequados à nova legislação ambiental, que entra em vigor em 2012. Outro investimento da Mercedes em tecnologia é no teste do diesel de cana-de-açúcar.


A Mitsubishi produzirá no país o utilitário-esportivo Pajero Dakar e o Lancer. A nacionalização irá exigir o investimento de R$ 800 milhões nos próximos cinco anos para a ampliação da fábrica em Catalão (GO). No primeiro semestre de 2011, a unidade iniciará a produção do Pajero Dakar que será comercializada pelo mesmo preço do modelo atual (a partir de R$ 153 mil). Em 2012 entrará em produção uma nova plataforma de carros de passeio da família Lancer. O contrato com a Mitsubishi Motors do Japão prevê ainda a opção de fabricação de outros modelos ainda em estudo, entre eles, carros elétricos. A General Motors e o grupo PSA Peugeot-Citroën anunciaram quase que simultaneamente o investimento de R$ 1,4 bilhão, cada uma, no país. O montante da GM será destinado a modernização e ampliação de suas fábricas em São Caetano e Mogi das Cruzes, em São Paulo, para a produção de dois novos modelos inéditos no mercado brasileiro.
A produção dos novos veículos terá início na segunda metade de 2011 e irão gerar 1,5 mil vagas de emprego, de acordo com o presidente da GM do Brasil, Jaime Ardila. Ele não quis revelar quais serão os modelos, mas disse que serão "produtos de alto volume de vendas". Isso significa, segundo afirmou, produção anual superior a 50 mil unidades. O anúncio do investimento faz parte do plano da companhia de investir R$ 5 bilhões para fazer a renovação completa de seus veículos até 2012.

O grupo PSA Peugeot-Citroën irá investir R$ 1,4 bilhão para a produção da picape Hoggar, baseada na linha 207, que foi desenvolvida exclusivamente para o mercado nacional. O novo modelo deve estrear nas lojas em maio.

“Em 2009, vendemos 150 mil veículos para brasileiros. Nossa expectativa é que este número cresça em 2010”, disse o presidente da empresa Philippe Varin, destacando a contratação de 700 funcionários. “A América Latina e mais particularmente o Brasil são fundamentais para a concretização de nossa ambição de sermos um grupo cada vez mais global", disse Varin. Novas marcas, que não estavam presentes no Brasil, também começam a apostar no país. Na última semana a Bentley inaugurou em São Paulo sua primeira loja na América do Sul. Ao todo serão 18 modelos vendidos aqui até o final do ano. O mais barato é o Continental Flying Spur, por R$ 868 mil, e o mais caro o Supersports, por R$ 1,31 milhão.

A fabricante chinesa JAC também entra no mercado nacional e já deve estrear no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro de 2010. Inicialmente um sedã, uma minivan e um compacto em versões hatch e sedã serão importados e, segundo a marca, terão preços competitivos com automóveis brasileiros. A também chinesa BYD confirmou sua estreia no Brasil. A estimativa é que os modelos da marca comecem a desembarcar por aqui em 2011.


FONTE: Economia e Negócios, do G1

http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL1545215-9658,00-INVESTIMENTOS+DAS+FABRICANTES+DE+VEICULOS+NO+BRASIL+JA+SOMAM+MAIS+DE+R+BILH.html

quinta-feira, 18 de março de 2010

Investimentos e Sustentabilidade


15/03/2010 - 16h32

De olho no lucro, pequeno investidor ignora apelo à sustentabilidade das empresas

Anne Dias


Na hora de montar sua carteira de ações, o investidor minoritário, aquele que tem até R$ 200 mil para aplicar em ações, só pensa em uma coisa: lucro. Eles estão errados? Claro que não. Mas a BM&FBovespa tenta provar que é preciso colocar outra peso nesta balança: a sustentabilidade.
Para isso, a Bolsa mantém há quase cinco anos o ISE, o Índice de Sustentabilidade Empresarial, que lista um total de até 40 empresas reconhecidamente engajadas com ações sustentáveis. O índice considera que essas empresas geram valor para o acionista no longo prazo, pois estão mais preparadas para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais.
Essa demanda veio se fortalecendo ao longo do tempo no mercado internacional, e hoje é amplamente atendida por vários instrumentos financeiros. Por aqui, porém, o investimento não tem se mostrado tão atrativo quanto poderia. 
“Por enquanto, poucos minoritários pensam em comprar ações de uma empresa sustentável. No máximo, eles querem saber se ela está no Novo Mercado”, diz o economista Clodoir Vieira, da corretora Souza Barros.
Vieira diz que há baixa procura por esse tipo de ação porque muitos desses investidores ainda são céticos. “Muita gente prefere ações da Sousa Cruz, por exemplo, porque quer empresas que cresçam, não importa como”, afirma.
O mesmo não acontece com os grandes investidores, como os fundos de pensão. Eles estão de olho, por exemplo, em como a companhia trata o meio ambiente. A Previ, fundo de previdência privada que pertence aos funcionários do Banco do Brasil, é um exemplo. “As ações de uma empresa que toma uma multa porque poluiu um rio podem 'desabar'. Se não estiver atento, um fundo grande como a Previ, que investe milhões de reais, pode perder muito dinheiro de uma hora para outra”, diz Vieira.
Para o diretor da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), Luiz Maia, investir em empresas com preocupação socioambiental tem mais uma vantagem. “Elas oferecem menos risco [econômico] do que uma empresa que não respeita o ambiente.”
Apesar da baixa procura, a direção da Bolsa acredita que uma hora este jogo vira. “Hoje os grandes investidores e os estrangeiros estão mais preocupados com a questão da sustentabilidade das empresas. Mas isso ainda vai chegar à pessoa física”, afirma a diretora de sustentabilidade da BM&FBovespa, Sonia Favaretto.
E, para isso, o melhor caminho talvez não seja o lucro. “O apelo para a adesão dos minoritários não precisa mais ser a lucratividade, porque as empresas sustentáveis já dão lucro. A atração tem de ser pelo tratamento que elas dão ao ambiente”, afirma Carolina Murphy, pesquisadora da Columbia University (EUA), onde fez mestrado em Desenvolvimento Econômico e Político.

Valorização

Mesmo em meio ao turbilhão da crise financeira mudial, a rentabilidade do ISE em 2009 foi de 66,4% em relação ao ano anterior. Já o Ibovespa subiu 82,6% no período. Desde que foi criado, no final de 2005, até julho de 2009, o índice havia acumulado valorização de 53,9%. No mesmo período, o Ibovespa registrou ganhos de 71,6%.

Perfil

De acordo com a Bolsa, o ISE é voltado para dois tipos de investidores. O primeiro é o pragmático, aquele que compra ações de empresas listadas em índices de sustentabilidade porque acredita que elas têm mais chances de permanecerem produtivas pelas próximas décadas e que sofrerão menos passivos judiciais.
O segundo é o engajado, que, por comprometimento pessoal, decide privilegiar as empresas que atuam com respeito a valores éticos, ambientais e sociais e  não quer se envolver com empresas que poluem ou que têm problemas com direitos humanos.

Mudanças no ISE

A BM&Bovespa anunciou na sexta-feira (12) mudanças na metodologia para a definição da próxima carteira teórica do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE).
O ISE é formado atualmente por um grupo de 34 empresas que tem como meta a responsabilidade social e preocupação com o ambiente. A carteira de ações é revista todos os anos. A que está em vigor até 30 de novembro reúne 43 ações. Os recursos não podem ser alavancados (investir em mercado futuro, com possibilidade de aumentar o retorno, com mais risco).
Entre as principais alterações, o convite para se candidatar ao índice passará a ser feito para as companhias detentoras das 200 ações mais líquidas da bolsa, não mais para as 150 mais negociadas, como anteriormente. Fora isso, o questionário que será enviado para as companhias contará com um grupo de questões envolvendo iniciativas relacionadas a mudanças climáticas.
Já a quarta mudança prevê que o conselho do ISE - composto por diversas entidades, incluindo a Bolsa - poderá dar, em casos extraordinários, uma explicação ao mercado sobre a retirada de alguma companhia da carteira.
Isso ajudará a evitar especulações, como ocorreu na saída da Petrobras do índice em 2008. Sem uma posição do conselho, a exclusão da estatal foi relacionada pelos agentes aos níveis de partículas de enxofre considerados elevados na produção de diesel.
A divulgação da nova carteira está prevista para 25 de novembro.
(Com informações do Valor Online)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Novo pacote amplia as desonerações


Estímulo aos investimentos do setor privado foi uma das justificativas de Mantega para o pacote de medidas
Foto: Agência Brasil


Em meio à rápida aceleração economia e do risco de surgimento de gargalos na produção em 2010, o governo anunciou ontem uma série de medidas para manter os estímulos aos investimentos do setor privado e sustentar o crescimento econômico do País na casa dos 5% nos próximos anos. Em menos de dois meses, este foi o quarto pacote de "bondades" fiscais divulgado pelo governo Lula, o que elevou de R$ 2,3 bilhões para R$ 5,5 bilhões o volume de renúncias fiscais contratado para o ano que vem.

Aos empresários e trabalhadores, que participaram da última reunião do ano do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ministro da Fazenda, Guido Mantega anunciou a prorrogação da desoneração de IPI para bens de capital e do crédito subsidiado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investimentos, além de reforçar em R$ 80 bilhões o caixa da instituição para que novos empréstimos sejam contratados pelo setor produtivo. Alguns benefícios foram prorrogados até junho do próximo ano, às vésperas do início da campanha eleitoral para a sucessão de Lula. A campanha tem início em 6 de julho. A ofensiva do governo envolveu também iniciativas para estimular o mercado de capitais e o sistema bancário. As instituições financeiras serão autorizadas a emitirem Letras Financeiras para também reforçarem a capacidade de financiar os investimentos privados, numa ação coordenada na tentativa de dividir com o BNDES a função de braço financeiro dos empresários. Como medida de caráter mais popular, Lula autorizou a prorrogação da desoneração de computadores prevista na chamada Lei do Bem, de 2005.

Papai Noel

Ao ser indagado se "Papai Noel" teria chegado mais cedo para o setor industrial, Mantega respondeu que o Natal chegou na hora certa para todo mundo no Brasil e será "rico e farto" para a família brasileira. "Estas medidas deverão garantir a consolidação do crescimento do País em 2010", disse. Com o pacote de ontem, o governo fez a opção de renovar por mais tempo, mas ainda de forma provisória, incentivos dados durante a crise. No entanto, tornou mais distante a possibilidade de adoção de medidas mais estruturais, reivindicadas pelo empresariado, como a desoneração da folha de pagamento e a retirada ampla e definitiva da tributação sobre investimentos e exportações.

As medidas atendem ao interesse do governo de elevar a taxa de investimento da economia, considerada a variável-chave para que o Produto Interno Bruto (PIB) continue crescendo, sem provocar inflação. Se isso de fato acontecer, dificilmente o BC terá que puxar o freio dos juros para desacelerar a demanda. Mantega aposta que o Brasil já vive uma fase de franca aceleração do nível de atividade com recuperação dos investimentos.


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=703651

sábado, 5 de dezembro de 2009

2010: é chegada a hora de investir

Brasil terá que aumentar o volume de investimentos, públicos ou privados, caso queira voltar a crescer


Depois de, neste ano, o País ter incentivado o consumo doméstico para compensar a queda da demanda externa, fruto da crise internacional, consolidando assim o seu mercado interno, a partir do ano que vem, o Brasil terá que aumentar o volume de investimentos, sejam eles públicos ou privados, caso queira voltar a crescer. É o que avaliam os economistas consultados pelo Diário do Nordeste, ao fazerem um balanço da economia brasileira em 2009 e projetar o que esperar de 2010.

Segundo eles, o estímulo ao mercado interno, principal característica da economia brasileira no ano que termina, ajudou na recuperação mais rápida do País e suas regiões e assentou as bases para a retomada do crescimento a partir do ano que vem. O que se observa, afirmam, é que em meio a desoneração tributária de setores como o automobilístico, material de construção, eletrodomésticos, a chamada linha branca, e ao lançamento de um plano habitacional para alavancar a construção civil, este ainda foi um ano bom para o País, como previam no fim de 2008.

Crescimento de 5%

Tanto que, ao contrário do que deve ocorrer na maioria dos países desenvolvidos, que deverão registrar índices negativos, a economia brasileira tende a se expandir, atingindo crescimento de até 1%, conforme apontam os mais otimistas. Para 2010, a expectativa é ainda maior, com o País devendo avançar em torno de 5%. No entanto, alertam os especialistas, para que o Brasil mantenha um ritmo de crescimento sustentável, os próximos anos deverão ser marcados por fortes investimentos, tanto públicos como privados.

"2010 deverá ser um ano bem melhor, com a possibilidade de o País crescer cerca de 5%, melhorar a sua arrecadação e voltar a uma situação parecida com aquela anterior à crise. No entanto, o que preocupa é o volume de investimento, que ainda é baixo. Hoje, em torno de 17% do PIB (Produto Interno Bruto), sendo insuficiente, portanto, para sustentar um crescimento igual ou superior a 5% nos próximos anos", afirma o economista Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios. Segundo ele, nos países desenvolvidos, que já contam com uma infraestrutura pronta, a relação investimento/PIB, está na casa dos 20%. No caso da China, com a maior taxa de crescimento hoje no cenário internacional, a proporção chega a 40%. "Para que o Brasil continue a crescer 5%, ou mais, pelos próximos dez a 20 anos, é necessário aumentar o volume de investimentos, atingindo no mínimo 25% do PIB", avalia.

O economista Ricardo Eleutério Rocha, professor da Unifor, destaca que, em 2009, o governo brasileiro assentou as bases para um crescimento maior no ano que vem. Assim como Leite, ele também acredita em um índice em torno de 5% e reforça a necessidade de mais investimentos para o País poder avançar . "2010 será um ano de maior crescimento, o que, deverá vir com a retomada dos investimentos", fala.

ANCHIETA DANTAS JR
REPÓRTER


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=701831