sábado, 6 de fevereiro de 2010


06/02/2010 - 11h12

Derretimento do Ártico pode custar US$ 24 tri até 2050, diz estudo

WASHINGTON (Reuters) - O derretimento das geleiras no Ártico pode custar de 2,4 trilhões de dólares a 24 trilhões de dólares até 2050 em danos à agricultura global, aos imóveis e às seguradoras causados pelo aumento do nível dos oceanos, enchentes e ondas de calor, informou um estudo divulgado na sexta-feira.

"Todos ao redor do mundo irão carregar esses custos", afirmou Eban Goodstein, um economista do Bard College, no Estado de Nova York, e co-autor do estudo chamado "Tesouro Ártico, Ativos Mundiais Derretendo".

Ele afirmou que o relatório, revisado por mais de uma dezena de cientistas e economistas e financiado pelo Pew Environment Group, um braço do Pew Charitable Trusts, é a primeira tentativa de calcular o tamanho das perdas de uma das regiões mais importantes para o clima mundial.

"O Ártico é o ar-condicionado do planeta e ele está começando a entrar em colapso", disse.

O derretimento de gelo e neve no Oceano Ártico já custa ao mundo de 61 bilhões a 371 bilhões de dólares anualmente, principalmente devido a ondas de calor, enchentes e outros fatores, disse o estudo.

As perdas podem aumentar, pois um Ártico mais quente tende a soltar grandes quantidades de metano. O gás teria um impacto 21 vezes maior que o dióxido de carbono no aquecimento global.

O derretimento do gelo no Oceano Ártico já está causando um aumento de temperaturas, pois a água escura, resultante do gelo derretido, absorve mais energia solar, afirmou. Isso pode causar derretimentos de mais geleiras e aumentar o nível dos oceanos.

Enquanto boa parte da Europa e dos Estados Unidos têm sofrido com nevascas e temperaturas abaixo do esperado neste inverno, as evidências aumentam de que o Ártico está em risco devido ao aquecimento.

Os gases geradores do efeito estufa saídos de escapamentos e chaminés levaram as temperaturas do Ártico, na última década, ao maior nível em pelo menos 2.000 anos, revertendo uma tendência natural de resfriamento, informou uma equipe internacional de pesquisadores no jornal Science, em setembro.

As emissões de metano do Ártico subiram 30 por cento nos últimos anos, disseram cientistas no mês passado.

(Reportagem de Timothy Gardner)

Fonte: UOL Noticias

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2010/02/06/derretimento-do-artico-pode-custar-us-24-tri-ate-2050--estudo.jhtm

Artigo de Paul Krugman

06/02/2010

Krugman: Nem todos os economistas estão preocupados com o déficit orçamentário (dos E.U.A.)

Paul Krugman

Atualmente está difícil pegar um jornal ou assistir a um programa de notícias sem encontrar sérios alertas a respeito do déficit orçamentário federal. O déficit ameaça a recuperação econômica, nos é dito; ele coloca a estabilidade econômica americana em risco; ele mina nossa influência no mundo. Essas alegações geralmente não são feitas como sendo opiniões, como pontos de vista de alguns analistas, mas que são contestados por outros. Em vez disso, elas são apresentadas como sendo fatos, de forma pura e simples.

Mas não são fatos. Muitos economistas têm uma visão bem mais tranquila a respeito dos déficits orçamentários do que você verá na TV. Nem os investidores parecem indevidamente preocupados: os títulos do governo americano continuam encontrando compradores interessados, mesmo com taxas de juros historicamente baixas. O panorama do orçamento há longo prazo é problemático, mas os déficits a curto prazo não são –e mesmo o panorama a longo prazo é muito menos assustador do que o público é levado a acreditar.

Então por que a repentina ubiquidade das histórias de terror em relação ao déficit? Ela não é causada por nenhuma notícia de fato. Já era óbvio há pelo menos um ano que o governo americano enfrentaria um período prolongado de grandes déficits e as projeções desses déficits não mudaram muito desde meados do ano passado. Mas os alertas fiscais calamitosos têm se tornado cada vez mais altos e constantes.

Para mim –e não sou o único que pensa assim– o repentino surto de histeria em relação ao déficit me faz lembrar o modo de pensar coletivo que tomou conta do país durante os preparativos para a guerra no Iraque. Agora, como daquela vez, alegações dúbias, não apoiadas por evidências concretas, eram noticiadas como se não houvesse dúvida. Agora, como naquele momento, grande parte do establishment político e da mídia comprou a noção de que uma ação drástica era urgentemente necessária, mesmo sem a existência de qualquer nova informação para justificar a urgência repentina. Agora, como daquela vez, aqueles que contestam a narrativa predominante, independente de quão forte seja seu argumento e independente de quão sólido seja seu histórico, estão sendo marginalizados.

E a incitação ao medo em relação ao déficit pode acabar causando tanto mal quanto a incitação ao medo em relação às armas de destruição em massa.

Vamos falar por um momento sobre a realidade orçamentária. Diferente do que você costuma ouvir, o grande déficit que o governo está incorrendo agora não é resultado de um crescimento descontrolado dos gastos. Em vez disso, bem mais que a metade do déficit foi causada pela crise econômica em andamento, que levou a uma queda acentuada na receita de impostos, exigiu resgates de instituições financeiras por parte do governo federal e –apropriadamente– medidas temporárias para estimular o crescimento e a geração de empregos.

O fato é que incorrer em grandes déficits diante da pior recessão econômica desde os anos 30 é a coisa certa a fazer. Na verdade, os déficits deveriam ser ainda maiores, porque o governo deveria estar fazemos ainda mais do que está para criar empregos.

É verdade que há um problema orçamentário a longo prazo. Mesmo uma recuperação econômica plena não equilibraria o orçamento e provavelmente nem reduziria o déficit para um nível permanentemente sustentável. Logo, assim que a crise econômica passar, o governo americano terá que aumentar sua receita e controlar seus custos. E a longo prazo não há como fazer a matemática orçamentária funcionar a menos que algo seja feito em relação aos custos da saúde.

Mas não há motivo para pânico a respeito das perspectivas do orçamento nos próximos anos ou mesmo na próxima década. Considere, por exemplo, o que o mais recente orçamento proposto pelo governo Obama diz a respeito do pagamento de juros da dívida federal; segundo as projeções, daqui uma década eles crescerão para 3,5% do PIB. Quão assustador é isso? É praticamente o mesmo gasto com juros do governo do primeiro presidente George Bush.

Por que então toda a histeria? A resposta é política.

A principal diferença entre meados do ano passado, quando encarávamos (apropriadamente) com calma os déficits, e o atual senso de pânico é que a incitação do medo do déficit se tornou uma parte chave da estratégia política republicana, realizando uma função dupla: ela arranha a imagem do presidente Barack Obama ao mesmo tempo em que mina sua agenda de políticas. E se a hipocrisia é de tirar o fôlego –políticos que votaram por reduções de impostos que arrebentaram o orçamento se passando por apóstolos da retidão fiscal, políticos satanizando as tentativas de conter os custos do Medicare (o seguro saúde público para idosos e inválidos) em um dia (painéis da morte!), depois condenam os gastos excessivos do governo no outro –mas, o que há de novo?

O problema, entretanto, é que aparentemente é difícil para muitas pessoas distinguir a diferença entre postura cínica e argumento econômico sério. E isso provoca consequências trágicas.

Pois graças à histeria do déficit, as prioridades de Washington estão todas erradas: só se fala em como cortar alguns poucos bilhões de dólares dos gastos do governo, enquanto não há disposição para tratar do desemprego em massa. As políticas estão seguindo na direção errada –e milhões de americanos pagarão o preço.

Paul Krugman

Paul Krugman

Professor de Princeton e colunista do New York Times desde 1999, Krugman venceu o prêmio Nobel de economia em 2008.



Fonte: UOL Noticias - Colunistas

Abastecimento no Cariri - CEASA deve iniciar em maio


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A AUDIÊNCIA PÚBLICA objetivou apresentar e debater o projeto da nova Central de Abastecimento
Mais de R$ 7 milhões estão sendo investidos na Ceasa do Cariri, já em obras no município de Barbalha
Juazeiro do Norte. Prevista para começar operar na região do Cariri no mês de maio, a Central de Abastecimento do Cariri deverá ter uma movimentação anual de produção, de início, de mais de 70 toneladas de hortifrutigranjeiro e, em curto espaço de tempo, chegar a 150 mil toneladas. Pelo menos, é essa previsão do secretário de Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará, Camilo Santana, que ontem participou, em Juazeiro, de audiência pública que discutiu assuntos relacionados à nova Ceasa. O debate ocorreu no Memorial Padre Cícero.

Uma palestra do especialista no assunto, o cratense e professor, Ivens Mourão, pioneiro na implantação de Ceasas no Brasil, destacou a importância econômica da Central de Abastecimento para a região. A nova unidade vai centralizar o comércio do setor atacadista, dinamizando toda a economia, até o consumidor final, por meio do varejo. Ele ressaltou em números o potencial econômico, além de dizer que as Ceasas no Brasil vendem mais do que as farmácias. "Vamos implantar aqui uma central que é tão importante como uma fábrica de automóveis ou uma siderúrgica", acrescenta.

A audiência teve como principal finalidade expor o projeto de implantação, com apresentação de maquete em três dimensões do empreendimento, no qual estão sendo investidos mais de R$ 7 milhões, e mostrar o potencial de absorção da produtividade da região. Prefeitos de várias cidades da região, secretários de Agricultura, técnicos agrícolas e pequenos produtores rurais estiveram presentes na audiência pública em Juazeiro do Norte.

Segundo o secretário do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município do Crato, Zilcélio Alves, esse é o momento dos agricultores começarem a se organizar para aproveitar esse potencial de absorção da produção que a região poderá ter, por meio do comércio atacadista na Ceasa. Ele destaca a produção de frutas como banana e manga no município do Crato, que deverá ser comercializada na Central, dando um retorno mais favorável aos pequenos produtores do município.

As concessões dos espaços para os comerciantes locais estão sendo planejadas, para que, segundo Camilo Santana, sejam estabelecidos critérios legais para ocupação, e se possa estabelecer prioridades a setores que já atuam nessa área. "A Ceasa tem o papel de regular produtos, preços, evitando o atravessador. Os municípios devem manter os seus mercados para abastecer os seus consumidores. O papel da Central não é vender diretamente para o consumidor", explica.

Produção local

O secretário Estadual de Desenvolvimento Agrário destaca a importância do estímulo à produção local, principalmente de hortifrutigranjeiro, na qual ele considera de grande potencial. São esses os espaços que os produtores locais terão, de acordo com Camilo Santana, para garantir comercialização. Há mais de seis meses uma equipe vem desenvolvendo um estudo de mercado, verificando os números relacionados à comercialização nos três maiores municípios da Região Metropolitana do Cariri (RMC), Crato, Juazeiro e Barbalha, e nas outras cidades.

A Ceasa deveria ser inaugurada no mês de março deste ano, mas, de acordo com Camilo, houve alguns atrasos na obra, inclusive com a mudança de construtora, no início. O secretário disse que o governador pediu que fosse acelerado o ritmo de construção, para colocar a Central em funcionamento em cerca de três meses.

Para o consultor Ivens Mourão, com a Central haverá a possibilidade do comércio de atacado - hoje já existente em mercados como o do Pirajá, em Juazeiro do Norte; e Walter Peixoto, no Crato - acontecer de forma mais racional e organizada, com preços mais acessíveis e com condições de trabalho mais favoráveis. Ele ressalta a boa localização geográfica do empreendimento, no município de Barbalha, aproximando as três principais cidade da região, que juntas já possuem mais de 400 mil habitantes.

De acordo com o consultor, somente os mercados dos três municípios já movimentam 70 mil toneladas por ano de alimentos. As expectativas são as melhores possíveis, acredita ele.

ENQUETE 

Qual a sua expectativa em relação à nova Central?

ERASMO FERREIRA
Secretário de Agricultura do Crato
A Ceasa vai estimular a produção agrícola na região, dar mais espaço ao produtor e tirar o atravessador da cadeia produtiva

Adonias Sobreira
Gerente regional da Ematerce
É um implemento que tem grande importância na consolidação produtiva da fruticultura, olericultura e agroindústria

ZILCÉLIO ALVES
Presidente do Sind. dos Trab. Rurais do Crato
É um sonho que está prestes a ser realizado. Acho que vamos ter grande produção de hortifrutigranjeiro na região do Cariri

MAIS INFORMAÇÕES 
Secretaria de Agricultura de Barbalha, Rua Adão Apolinário, 90
Centro - Cariri
(88) 3532.1189

Elizângela Santos
Repórter


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Regional

Grécia e crise financeira

06/02/2010

Crise financeira grega prova ser o maior teste para a zona do euro

The New York Times
Steven Erlanger
Em Paris (França)


03.10.2005 - Francois Lenoir /Reuters
  • O comissário europeu para Assuntos Econômicos, Joaquín Almunia dá entrevista sobre a crise na Grécia, ele é um 'pato manco' (político que não manda mais) devido às mudanças nos cargos

O que começou como preocupações a respeito da solvência da Grécia diante de altos déficits, números falsos no orçamento e baixo crescimento, se transformaram rapidamente no teste mais severo da zona do euro de 16 países, em seus 11 anos de história.

A ansiedade em relação à saúde do euro, que se espalhou da Grécia para Portugal, Espanha e Itália, não é apenas uma crise de dívidas, agências de classificação de crédito e mercados voláteis. A questão tem em seu coração elementos de crise política, porque vai ao dilema central da União Europeia: o controle por parte dos Estados individuais sobre a política econômica e fiscal, o que dificulta para a união como um todo exercer a liderança política necessária para lidar de modo eficaz com a crise.

Uma política de avanços por meio de erros pode ser confortável em termos políticos, mas os especialistas alertam que ela pode ter consequências econômicas terríveis. Jean-Paul Fitoussi, professor de economia do Instituto de Estudos Políticos, em Paris, disse que os líderes europeus “lidaram muito mal com esta crise”, alimentando a especulação de mercado e a ganância.

A relação entre dívida pública e produto interno bruto da Grécia não é maior do que a da Alemanha, e a Grécia não deu calote na dívida, ele disse, mas os líderes europeus fizeram muito pouco para acalmar os mercados e as agências de classificação de crédito.

Apesar de ninguém esperar que a União Europeia permitirá que a Grécia ou outros deem calote ou que ocorra um colapso da zona do euro, os líderes europeus e o Banco Central quase certamente flexibilizarão as regras para fornecer garantias ou empréstimos, se necessário. Mas mesmo uma ajuda aos países em dificuldades não solucionará a principal falha do euro: a grande diferença entre as economias nacionais que compartilham uma moeda comum, sem uma coordenação fiscal significativa, muito menos um tesouro único.

“Os desafios diante da zona do euro são muito sérios”, disse Simon Tilford, economista-chefe do Centro para a Reforma Europeia, em Londres. “Para os países que perderam a competitividade na zona do euro e possuem finanças públicas fracas, o ambiente atual é muito perigoso.”


Não ajuda o fato de a União Europeia estar passando por uma grande transição política para novos líderes, uma nova Comissão e Parlamento, e um novo tratado de governo, o Tratado de Lisboa, que cria um novo presidente e um novo chefe de relações exteriores. Mas mesmo se todos esses cargos estivessem preenchidos, ainda restariam sérias dúvidas sobre se a união ou seus principais países membros tomarão a iniciativa antes que ocorra um estrago ainda maior.

De certa forma, há um jogo de quem desiste primeiro, por medo, em andamento, com a Grécia contando com a ajuda e outros países esperando até que Atenas pague um alto preço por sua gastança descontrolada e manipulação das estatísticas. Mas a demora é onerosa e há problemas estruturais mais profundos que poucos querem discutir.

Grécia, Itália, Portugal e Espanha –conhecidos atualmente como PIIGS (porcos, em inglês) se a Irlanda for incluída– são os membros fracos da Europa, com altos déficits estruturais somados a baixas perspectivas do tipo de crescimento econômico e de produtividade que poderia devolvê-los à saúde. A separação norte-sul é em parte geográfica, em parte cultural, em parte religiosa e em parte histórica, mas os sulistas tendem a ser mais pobres e ter economias menos competitivas.

“Os mercados estão se divertindo testando o euro”, disse Nicolas Veron, um membro sênior da Bruegel, um instituto de pesquisa de políticas econômicas em Bruxelas. Mas os mercados também estão aumentando a pressão sobre as maiores economias europeias, como a Alemanha e a França, para encontrarem modos de resgatar a Grécia, que já está enfrentando greves diante das atuais medidas de austeridade, e escorar os outros.

Mas com a União Europeia passando por uma tripla transição política, não está claro de onde virá essa liderança. “Quem está no comando agora?” perguntou Antonio Missoroli, diretor de estudos do Centro de Políticas Europeias, em Bruxelas. “Ainda ninguém, e ainda poderá levar algum tempo.”

Há a recém-nomeada Comissão Europeia e agora um novo presidente europeu, Herman Van Rompuy, e a ministra europeia de relações exteriores, Catherine Ashton. O comissário encarregado desta crise, Joaquin Almunia, é um “pato manco” (político que não manda mais) devido às mudanças nos cargos.

Van Rompuy anunciou um encontro de cúpula econômico informal que ocorrerá na próxima quinta-feira, para fazer com que os países membros se concentrem na crise.

Calote na dívida por parte de um membro da zona do euro é simplesmente inaceitável, dizem as autoridades europeias e os analistas– um país não é um banco. No momento, até mesmo pedir ao Fundo Monetário Internacional para que ajude a Grécia seria considerado embaraçoso demais e ainda não é necessário, dada a aparente determinação do novo governo grego de lidar de forma realista com seus problemas.

Mais provável, segundo eles, é que ocorram empréstimos bilaterais ou garantias de empréstimos por parte de países mais ricos, como a Alemanha. Os líderes na França, Alemanha e outros países europeus já começaram a discutir como uma ajuda dessas seria estruturada, disseram autoridades na semana passada.

“É altamente improvável que seja permitido um calote por parte da Grécia”, disse Missoroli. “Mas ninguém quer dizer isso em voz alta, para não tirar a pressão sobre o governo grego.”

Mas também é sem precedente, e politicamente difícil, para a União Europeia, ou qualquer país membro, impor condições para ajuste econômico a outro país membro, o motivo para alguns analistas pedirem o envolvimento do Fundo Monetário Internacional.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Fonte: UOL Noticias - Internacional

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Geração de Energia Eólica no Brasil

BR aumentou em 77% capacidade de geração de energia eólica

Em relação a 2008, a capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77,7% em 2009

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77,7% em 2009, em relação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter uma capacidade instalada de 606 megawatts (MW), contra os 341 MW de 2008.

Os dados, divulgados hoje (3) pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), mostram que o Brasil cresceu mais do que o dobro da média mundial: 31%.

O crescimento brasileiro foi maior, por exemplo, que o dos Estados Unidos, que teve aumento de 39%, o da Índia (13%) e o da Europa (16%), mas menor que o da China, cuja capacidade de geração ampliou-se em 107%.

O Brasil também cresceu menos do que a média da América Latina, cujo aumento foi de 95%, puxado, em grande parte, pelas expansões de capacidade do México (137%), Chile (740%), da Costa Rica (67%) e Nicarágua (que saiu de zero para 40 MW).

De acordo com a pesquisa, a capacidade da América Latina passou de 653 MW para 1,27 gigawatt (GW ou 1.270 MW), enquanto a capacidade do mundo ampliou-se em 37,5 GW, chegando a 157,9 GW. Em termos absolutos, os Estados Unidos têm uma capacidade de 35 GW, a China, de 25 GW, a Índia, de 11 GW e a Europa, de 76 GW.

O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na América Latina, mas representa apenas 0,38% do total mundial. Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o desenvolvimento do parque eólico do país só não é maior porque o Brasil tem muita capacidade hidrelétrica instalada e potencial.

Segundo ele, apesar disso, o Brasil tem ainda muito terreno para crescer na energia eólica. “A energia eólica é importante, porque ela é complementar a esse potencial hidráulico. Inclusive porque ela não consome água, que é um bem cada vez mais escasso e vai ficar cada vez mais controlado”, disse Perrelli.

De acordo com a ABEEólica, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil deve crescer ainda mais nos próximos anos. Isso porque um leilão realizado no ano passado comercializou 1.805 MW, que devem ser entregues até 2012.

Fonte: Tendências e Mercado - http://www.tendenciasemercado.com.br/negocios/br-aumentou-em-77-capacidade-de-geracao-de-energia-eolica/

Poupança capta R$ 2,6 bi em janeiro, o melhor resultado para o mês em 13 anos


A caderneta de poupança registrou um ingresso líquido de recursos (diferença entre depósitos e retiradas) de R$ 2,61 bilhões em janeiro deste ano, informou nesta quinta-feira (4) o Banco Central.

Segundo dados da instituição, é o melhor resultado para meses de janeiro desde 1997, quando houve uma captação de R$ 3,51 bilhões. Em janeiro de 2009, houve uma saída líquida de R$ 486 milhões da poupança.


Depósitos e retiradas
Segundo dados do BC, os depósitos de recursos na poupança somaram R$ 87,82 bilhões em janeiro deste ano, enquanto que as retiradas totalizaram R$ 85,2 bilhões no mês passado.

No fim do mês, o volume total de recursos depositado na mais tradicional modalidade de investimentos do país somou R$ 323 bilhões. No fim de 2009, o saldo total da poupança estava em R$ 319 bilhões. 
Alta dos juros
O ingresso de recursos na poupança tem acontecido apesar da previsão de aumento da taxa básica de juros da economia. Atualmente em 8,75% ao ano, a expectativa do mercado financeiro é de que a taxa atinja 11,25% ao ano no fim de 2010.

Com a subida dos juros, cairia a atratividade da poupança, uma vez que os investimentos nos chamados fundos de renda fixa passariam a render um pouco mais. A previsão dos economistas  do mercado financeiro é de que a taxa Selic começará a subir a partir do mês de abril.


Fonte: Portal G1 de Notícias - Economia e Negócios

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Argentina espera avanços na relação comercial com Brasil

O governo argentino informou nesta terça-feira (2) que espera avanços na relação comercial com o Brasil, seu maior sócio regional, durante as reuniões que os chanceleres de ambos os países farão a partir de quinta-feira (4). 

"Prevemos que possa ter algum tipo de avanço a partir de melhores condições gerais. Estamos falando dos temas históricos", disse o secretário de Relações Econômicas Internacionais da Chancelaria, Alfredo Chiaradía.

Um dos objetivos será buscar alguma definição sobre o código alfandegário do Mercosul e, em particular, sobre a eliminação da dupla cobrança de impostos sobre os produtos importados de países terceiros ao circular dentro do bloco. "Se rompermos essa noz, teremos uma evolução histórica no Mercosul", disse Chiaradía.

"Temos a expectativa de que isso possa ser alcançado (...) É um desejo europeu para que se resolva porque sem dúvida eles querem fazer um acordo [com o Mercosul], e um acordo implica que a fronteira seja a fronteira externa do Mercosul, não a fronteira interna", afirmou. 

O secretário acrescentou que está prevista a partir de março uma série de reuniões de trabalho entre o Mercosul e a União Europeia para aproximar posições como preparação para a cúpula entre os dois blocos, que acontecerá em meados de maio. 

A relação entre Argentina e Brasil foi abalada no fim de novembro por um conflito envolvendo licenças comerciais. Espera-se que essas diferenças sejam resolvidas nos encontros, que também terão a participação dos ministros de Economia e Indústria. 

Os encontros serão abertos pela reunião entre o chanceler argentino, Jorge Taiana, e seu homólogo brasileiro, Celso Amorim.


Fonte: Folha OnLine - Dinheiro


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Cid em maratona para defender local do estaleiro

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Estaleiro está previsto para ser instalado no Titanzinho. Projeto tem sido alvo de questionamentos
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Cid Gomes deve responder à imprensa hoje sobre comentários da prefeita e, também, apresenta projeto ao IAB

O governador do Estado, Cid Gomes, deve continuar hoje com sua agenda em defesa do estaleiro na praia do Titanzinho, no Serviluz. De manhã, ele participa da sessão de abertura do ano legislativo na Assembleia, às 10 horas. À tarde, recebe comissão de diretores e conselheiros do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-CE) para apresentar o projeto de construção do estaleiro Promar Ceará, em Fortaleza. O empreendimento tem sido alvo de questionamentos por parte de diversos segmentos. O estaleiro deve "entrar na pauta" da sessão legislativa, principalmente, por estímulo da imprensa local para que o governador comente o posicionamento da prefeita sobre a localização do empreendimento em Fortaleza.

Luizianne Lins disse ontem, após solenidade de abertura dos trabalhos na Câmara Municipal, que não gostou da iniciativa de Cid Gomes de conversar diretamente com alguns vereadores sobre a construção do estaleiro no Serviluz. O líder do Executivo, há duas semanas, convidou os vereadores mais bem votados naquele bairro para apresentar o projeto do estaleiro e contar com apoio.

IAB quer se posicionar

O IAB-CE enviou pedido de audiência por meio de ofício na última quinta-feira, 28, ao gabinete do governador. O encontro está previsto para iniciar às 16h30min, hoje. Para o presidente da entidade, Odilo Almeida, trata-se de uma intervenção urbanística de grande porte. "O IAB-CE se sente na obrigação de tomar uma posição pública sobre o projeto, como já faz habitualmente com relação a grandes projetos de interesse público", afirma Almeida.

Para ele, a entidade só pode se manifestar oficialmente a partir de conhecimento técnico sobre o projeto. "É um assunto em pauta no Estado, e temos sido provocados para tomar uma posição por parte da categoria dos arquitetos, vereadores, imprensa", afirma. "A preocupação é porque é uma obra impactante. Temos que estudar alternativas vocacionais e as reais possibilidade da execução do projeto no local pretendido", argumenta.

O historiador Raimundo de Farias demonstra sua opinião claramente. Contra a localização proposta, ele rebate os argumentos já apresentados pelo governador. "Os impactos provocados pela construção de um estaleiro são numerosos e fazem-se sentir no local de implantação e em suas imediações, degradando o meio ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos", afirma Farias.

Audiências públicas

A Assembleia Legislativa deve sediar mais um debate sobre a obra. Os deputados estaduais Nelson Martins e Heitor Ferrer solicitam a realização de audiência pública para discutir a instalação do estaleiro no Serviluz. A Câmara também deve promover audiência sobre o tema, pedido pelo vereador João Alfredo.

O Promar Ceará é um "estaleiro virtual" criado pela PJMR a mesma que criou o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), hoje o maior do hemisfério para participar da licitação da Transpetro. Em dezembro passado, a Transpetro confirmou a vantagem da empresa Promar Ceará na licitação para a construção de oito gaseiros pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). A partir daí, começou a fase de negociação de um preço dentro dos interesses da subsidiária da Petrobras. A expectativa inicial era que em janeiro fosse anunciado um vencedor. Mas não há um prazo legal para este anúncio. Uma nova expectativa é fevereiro. O estaleiro representa um investimento, somente na construção, de R$ 110 milhões. Deve gerar 1.200 empregos diretos e mais de cinco mil indiretos. Terá capacidade de converter 15 mil toneladas de aço que virão da Companhia Siderúrgica de Pecém. O empreendimento também representa um investimento de R$ 60 milhões em infraestrutura pelo governo do Estado e na ampliação em 700 metros do quebra-mar do Titanzinho.

Risco

A indústria naval no Brasil deve ganhar impulso com a exploração de óleo e gás na camada pré-sal. O projeto do estaleiro cearense deve contar com financiamento do BNDES. Para o banco, apesar da camada pré-sal estimular este tipo de equipamento há risco de ociosidade. "O risco é ter excesso de capacidade", disse o gerente do Departamento de Gás, Petróleo e Cadeia Produtiva do BNDES, Vinicius Samu de Figueiredo.

Priscila Branquinho, que possui o mesmo cargo no banco, complementou: "Haverá um pico de produção, e uma vez que o pólo já esteja desenvolvido, a tendência é que a demanda se reduza". Os dois deram entrevista ao portal iG. Com menor demanda por produtos e excesso de capacidade instalada, a indústria naval pode experimentar forte queda nos preços de navios e afins.

"Vamos prevenir a competição predatória", afirmou Branquinho ao portal.

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CAROL DE CASTRO
REPÓRTER
 
 
Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cosan e Banco do Brasil puxam 2ª maior alta do ano na Bovespa

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou a segunda maior alta de 2010 nesta segunda-feira (1º). O índice Ibovespa, referência para o mercado nacional, teve valorização de 1,79%, para 66.571 pontos. O volume financeiro negociado no dia foi de R$ 5,7 bilhões.

Os destaques do pregão foram a empresa de açúcar e álcool Cosan, que anunciou parceria com a Shell no setor de biocombustíveis, e o Banco do Brasil, que informou ao mercado durante no dia que seu lucro de 2009 será "inflado" em R$ 1,6 bilhão por influência no Previ, fundo de previdência dos funcionários da instituição.

A Cosan fechou o dia em alta de 10,7%, a R$ 23,58, enquanto o BB teve ganho de 6,76%, para R$ 30. Entre os ativos de maior peso do Ibovespa, Petrobras PN subiu 0,38%, a R$ 34,30; Vale PNA avançou 3,46%, a R$ 43,60; Itaú Unibanco PN ganhou 1,93%, para R$ 36,81; BM&FBovespa ON teve alta 1,72%, a R$ 12,95; e Gerdau PN se valorizou 2,60%, a R$ 26.

Empresas

A nova empresa que resultará da união de dois terços da Cosan com o investimento feito pela gigante multinacional Shell deverá faturar R$ 40 bilhões, de acordo com Rubens Ometto Silveira Melo, presidente do Conselho de Administração da Cosan. Isso fará da companhia uma das 15 maiores do país.

A Shell fará investimento de US$ 1,62 bilhão ao longo de dois anos no negócio, dinheiro a ser usado principalmente da redução do envidamento da Cosan. O presidente do Conselho da empresa de açúcar e álcool diz que a operação não deve afetar a participação dos acionistas minoritários da Cosan.

O valor "extra" no balanço do BB, a ser divulgado no próximo dia 25, virá da atualização de cálculos dos pagamentos da Previ. "O BB atualizou os cálculos atuariais do Plano de Benefícios I (Plano I da Previ), implicando impacto positivo, líquido de impostos e participação estatutária no lucro, de R$ 1,6 bilhão", informou o banco.

(Com informações da Reuters e do Valor OnLine)


Fonte: Portal G1 de Notícias - Economia e Negócios
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1472215-9356,00-COSAN+E+BANCO+DO+BRASIL+PUXAM+MAIOR+ALTA+DO+ANO+NA+BOVESPA.html

Previsão de crescimento para 2010

Analistas: projeção de crescimento da economia em 5,35%

O mercado financeiro elevou a projeção de crescimento da economia de 5,30% para 5,35%

Foto: Divulgação

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O mercado financeiro elevou a projeção de crescimento da economia de 5,30% para 5,35%, com crescimento da produção industrial em 8,30%, mas a estimativa de inflação dos analistas e investidores continua em ascensão.

Segundo o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central, baseada em pesquisa realizada com uma centena de analistas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a infalação oficial do país, pode chegar a 4,62%. Na semana passada, a projeção era de 4,60%.

Foram elevadas também as estimativas para a inflação medida pelo IGP-DI e pelo IGP-M, em 4,60% e 4,80% respectivamente. O IPC-Fipe, que mede a inflação em São Paulo, foi mantido em 4,50%.

A projeção para o valor do dólar passou de R$ 1,75 para R$ 1,76, no final do ano. A taxa básica de juros seria mantida em 11,25%. A dívida líquida do setor público cairia de 42,30% para 42,00% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

O déficit em conta corrente, um dos principais indicadores das contas externas, aumentaria de US$ 47,50 bilhões para US$ 49,30 bilhões, com o superávit (saldo positivo) da balança comercial fechando o ano em US$ 10 bilhões e os investimentos estrangeiros diretos (recursos que vão direto para o setor produtivo e geram empregos) em US$ 38 bilhões.

De acordo com o boletim Focus, foram mantidas as estimativas para os preços administrados, com crescimento de 3,5% em 2010.

Fonte: Tendências e Mercado. http://www.tendenciasemercado.com.br/financas/analistas-projecao-de-crescimento-da-economia-em-535/