terça-feira, 20 de outubro de 2009

Em dia de taxação de investimentos, dólar tem maior alta diária em 4 meses

A taxação do capital estrangeiro, anunciada ontem pelo ministério da Fazenda, contribuiu para a alta de 2,1% no dólar nesta terça-feira, o maior avanço diário desde 22 de junho deste ano, quando subiu 2,48%. A moeda subiu a R$ 1,748 .

Na noite de segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou a aplicação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com alíquota de 2%, sobre o capital estrangeiro que investir em ações e em renda fixa.

• Opine: o que você achou da taxação sobre o capital estrangeiro?

• Governo anuncia taxação para tentar conter uma queda maior do dólar

• Taxar capital estrangeiro não pode servir para adiar reformas, diz FMI

• Consulte cotações anteriores de dólar e outras moedas no novo gráfico

A medida foi tomada pelo governo para tentar evitar a queda excessiva do dólar. A moeda americana se desvaloriza porque o Brasil está tendo muita entrada de dólar. Pela lei da oferta e da procura, quando há muita moeda, ela vale menos.

O dólar baixo é bom para o consumidor comum porque os produtos importados ficam mais baratos e é melhor para viajar ao exterior.

No entanto, isso atrapalha as exportações brasileiras. Os produtos do Brasil ficam mais caros lá fora, e é difícil concorrer com outros países.A cobrança de imposto visa reduzir a entrada de dólares no país.

A intenção do governo já era esperada desde o final da semana passada, e por isso a decisão não pegou o mercado de supresa, segundo avaliação de analistas. Nos mercados de dólar futuro e cupom cambial, os investidores estrangeiros já se protegeram de uma eventual alta do dólar, com US$ 3,63 bilhões em posições compradas (aposta na alta da moeda) no fechamento de segunda-feira.

Mas a alíquota de 2% foi uma novidade, segundo Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper, no Rio de Janeiro. "Surpreendeu, sim", disse, acrescentando que o mercado agora está dedicado a calcular o impacto da medida sobre o fluxo de curto prazo para o país.

"Mas não acho que muda muito o panorama", completou. Ele compartilha da visão predominante no mercado, que prevê a manutenção no médio prazo da tendência de queda do dólar em função da expectativa de uma contínua entrada de recursos.

Analistas dizem que, após o grau de investimento concedido ao país, o perfil dos dólares que entram no país é cada vez menos especulativo. O maior impacto da medida, dizem, será sobre as ações e os investimentos de renda fixa, que perderão atratividade aos olhos dos estrangeiros.

A iniciativa não é inédita. Em março de 2008, o governo começou a cobrar 1,5% de IOF dos investimentos estrangeiros, mas somente em renda fixa. Mesmo assim, o dólar manteve a tendência de baixa e chegou a valer R$ 1,56 alguns meses depois. A alíquota foi zerada em outubro, no auge da crise financeira global.

(Com informações da Reuters)

http://economia.uol.com.br/cotacoes/ultimas-noticias/2009/10/20/dolar.jhtm

Risco Brasil avança 2,75% e fecha aos 224 pontos

SÃO PAULO - Considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira, o EMBI+, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, terminou a terça-feira aos 224 pontos. Foi uma alta de 2,75% em relação aos 218 pontos do encerramento de segunda. Sobre o EMBI+ Brasil O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente 'nulo'. O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.

Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como "arriscado" deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco. (Valor)

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2009/10/20/risco-brasil-avanca-275-e-fecha-aos-224-pontos.jhtm

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Média diária exportada sobe 9,5% na 3ª semana do mês

BRASÍLIA - As exportações brasileiras somaram US$ 2,977 bilhões na terceira semana de outubro (12 a 18), com média diária de US$ 744,3 milhões. Esse desempenho médio foi 9,5% superior ao verificado até a segunda semana do mês (US$ 679,9 milhões), segundo dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).



O bom desempenho das exportações na terceira semana do mês foi causado pelos embarques de produtos básicos (21,1%), principalmente, petróleo em bruto, minério de ferro, carne de frango e bovina, fumo em folhas e soja em grão; e manufaturados (1,8%), com destaque para aviões, óxidos e hidróxidos de alumínio, polímeros plásticos, suco de laranja e pneus. Na mesma comparação, as exportações de semimanufaturados tiveram queda de 15,3%, por conta das menores vendas de celulose, semimanufaturados de ferro ou aço, couros e peles e óleo de soja em bruto.



As importações totalizaram US$ 2,440 bilhões na terceira semana de outubro, com média diária de US$ 610 milhões, o que também representou um aumento de 7,2% ante a média verificada até a segunda semana do mês (US$ 569 milhões). Segundo os dados do MDIC, no período, cresceram as aquisições de equipamentos mecânicos e eletroeletrônicos, automóveis e partes, adubos e fertilizantes e instrumentos de ótica e precisão.



No mês, as exportações atingiram US$ 7,736 bilhões, com média diária de US$ 703,3 milhões. Esse desempenho médio diário foi 16,4% menor que o registrado em outubro de 2008 (US$ 841,5 milhões), porque houve queda das vendas externas de produtos das três categorias. As exportações de semimanufaturados caíram 21,6%, com retração das vendas de óleo de soja em bruto, ferro fundido, ferro-ligas, semimanufaturados de ferro e aço, couros e peles e celulose. Já as vendas de manufaturados tiveram queda de 21,2%, principalmente celulares, automóveis, autopeças, motores e geradores elétricos, aviões e açúcar refinado.



As exportações de produtos básicos caíram 6,6%, no mesmo período de comparação, motivadas pelas menores vendas de minério de ferro, café em grão, soja em grão, carne bovina e de frango e farelo de soja. Na comparação com setembro deste ano, quando a média diária exportada foi de US$ 660,2 milhões, houve crescimento de 6,5%, por conta das vendas de produtos básicos (+16,3%) e semimanufaturados (+10,5%). As exportações de manufaturados, nesta base de comparação, caíram 2,6%.



As importações somam no mês US$ 6,423 bilhões, com média diária de US$ 583,9 milhões, uma queda de 25,2% ante a média importada em outubro de 2008 (US$ 781 milhões). Essa queda foi motivada pelas menores compras de combustíveis e lubrificantes (-55,2%), siderúrgicos (-42,9%), adubos e fertilizantes (-37,7%), produtos de borracha (-32,5%) e automóveis e partes (-16,4%).



Na comparação com setembro último, quando a média diária importada foi de US$ 596,9 milhões, houve retração de 2,2%, que foi motivada pelas compras de aeronaves e partes (-35,2%), combustíveis e lubrificantes (-26,8%), automóveis e partes (-5,9%) e equipamentos elétricos e eletrônicos (-3,9%).

http://www.estadao.com.br/noticias/economia,media-diaria-exportada-sobe-95-na-3-semana-do-mes,453044,0.htm

domingo, 18 de outubro de 2009

Taxa sobre exportação de minério contraria UE e China

A ideia do governo brasileiro de impor 5% de taxas às exportações de minérios contraria a estratégia da União Europeia (UE) e deve ainda gerar um acirramento da relação com a China, importador de minérios. Diplomatas não descartam sequer retaliações em outras áreas caso o Brasil siga adiante. Um estudo feito por uma especialista da OMC ainda alerta que um dos resultados da imposição da taxa pode ser a perda de eficiência das empresas do setor no país onde se decidiu pela taxa.

No fundo, o debate ocorre entre os países com grandes reservas naturais e países ricos que sabem que - sem poder contar com colônias - precisarão garantir acesso a esses produtos nos próximos anos para manter a competitividade de sua indústria.

Um primeiro sinal dessa tendência já ocorreu em 2007 e início de 2007, durante a alta nos preços de alimentos. Uma série de governos de países produtores de commodities iniciaram a imposição de taxas de exportação para tentar reduzir os preços dos produtos em seus mercados, entre eles o arroz. Naquele momento, a OMC, as agências da ONU e o Fundo Monetário Internacional (FMI) fizeram um apelo para que as taxas fossem retiradas, já que no mercado internacional ela significava uma elevação ainda maior dos preços.

Diante desse cenário e temendo repetições dessas medidas, a UE propôs oficialmente no final do ano passado na OMC que novas regras sejam estabelecidas para disciplinar o uso das taxas de exportações. A medida não é proibida e países são livres para adotar tais taxas. Mas as medidas são raras e são vistas pelos parceiros comerciais como uma "mudança das regras do jogo" cada vez que são aplicadas. Isso porque muitos importadores acabam sendo afetados. Se o país que impõe a taxa é um dos principais fornecedores daquele produto no mercado mundial, o impacto da taxa é ainda a elevação média do preço mundial daquela commodity.

A ideia da UE é a de garantir que as taxas de exportação tenham um limite. Ou seja, países que adotem o imposto não poderiam passar de um certo nível. O projeto europeu tem um sentido claro de garantir que os países que não contam com recursos naturais em abundância continuem tendo acesso facilitado a esses bens. Caso contrário, serão suas indústrias de transformação - como a de veículos no caso de minérios - que sofrerão uma queda de competitividade.

China

Além dos europeus, outro fator de eventual preocupação pode ser a China. Pequim é um dos principais mercados importadores de minérios no mundo e vem promovendo um safári na África e outras regiões em busca de fornecimento garantido para sua indústria, que cresce a 8% ao ano. No caso do Brasil, a taxa pode encarecer o acesso chinês aos produtos, o que não será considerado como uma ação positiva por parte do País. Experientes diplomatas não descartam nem mesmo que o Brasil possa sofrer em outras áreas como forma de uma retaliação indireta por suas taxas sobre a exportação de minérios.


Fonte: Yahoo! Notícias

http://br.noticias.yahoo.com/s/18102009/25/economia-taxa-exportacao-minerio-contraria-ue.html

Imagem: http://www.rfi.fr/actubr/images/113/ue_china200.jpg

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Inadimplência será menor nos próximos 6 meses, prevê Serasa

ÃO PAULO - Tanto os consumidores como as empresas estarão menos inadimplentes no último trimestre de 2009 e no primeiro trimestre de 2010, segundo aponta o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência, divulgado nesta sexta-feira (16).

De acordo com o estudo, em agosto, a perspectiva de inadimplência do consumidor para o período apresentou queda de 0,7%, atingindo a cifra de 97,9, a menor desde março de 2008, quando o indicador registrou o patamar de 97,7.

Com o decréscimo, o indicador atingiu seu oitavo recuo consecutivo, o que, na opinião da Serasa, sinaliza que a trajetória iniciada de redução dos níveis de inadimplência bancária das pessoas físicas deverá continuar ao longo dos próximos meses, estimulada pela recuperação do mercado de trabalho e pela recuperação cíclica da economia brasileira.

Empresas

No caso das empresas, o indicador de perspectiva de inadimplência para os próximos seis meses, apurado no oitavo mês de 2009, caiu 7,3%. Esta foi a sétima queda consecutiva do índice, que ficou em 97,6, situando-se, pela primeira vez, abaixo do nível 100.

Para a Serasa, as sucessivas quedas mostram que a inadimplência das pessoas jurídicas passa por um momento de inflexão, tendendo a se normalizar daqui até os meses iniciais de 2010, devido a fatores como o reequilíbrio do fluxo de caixa das empresas e as medidas do governo para melhorar o acesso ao crédito das micro e pequenas empresas.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2009/10/16/inadimplecircncia-do-consumidor-e-das-empresas-seraacute-menor-nos-proacuteximos-seis-meses.jhtm

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Investimento estrangeiro na China tem alta de quase 19%

Recursos somaram US$ 7,899 bilhões no mês de setembro.
Até julho, país havia perdido investimentos por dez meses.

Os investimentos estrangeiros diretos (IED) na China alcançaram US$ 7,899 bilhões em setembro, uma alta de 18,9% na comparação com o mesmo mês de 2008, anunciou o ministério do Comércio nesta quinta-feira (15).

De janeiro a setembro, os IED somaram US$ 63,76 bilhões, 14,2% a menos que no mesmo período ano passado.

Os IED na China registraram números negativos por dez meses, de outubro de 2008 a julho deste anos, em consequência da crise econômica e financeira mundial, mas voltaram ao positivo em agosto (+7% em ritmo anual, com US$ 7,5 bilhões).


Fonte: G1 Economia e Negócios

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1341701-9356,00-INVESTIMENTO+ESTRANGEIRO+NA+CHINA+TEM+ALTA+DE+QUASE.html

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Alta internacional do açúcar aumenta preço do etanol no Brasil

Rio de Janeiro, 14 out (EFE).- O preço do etanol aumentou 8,74% em média no Brasil no último mês, como consequência da forte alta da cotação internacional do açúcar, artigo do qual o país é o maior produtor e exportador mundial, informaram hoje fontes oficiais.

O preço do etanol no Brasil chegou, na semana passada, a uma média de R$ 1,592 por litro, com uma forte alta em comparação com a primeira semana de setembro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O etanol de cana-de-açúcar, do qual o Brasil também é o maior produtor e exportador mundial, supera a gasolina como o combustível mais utilizado pelos automóveis particulares no país, graças a seu preço mais competitivo.

A alta da cotação internacional do açúcar a níveis recordes, no entanto, ameaça a competitividade do etanol, que na semana passada era mais vantajoso em apenas 14 das 27 unidades da federação frente à gasolina, contra as 17 de uma semana antes, segundo a ANP.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP), o aumento do etanol obedece tanto à alta do preço internacional do açúcar quanto às chuvas que afetaram as principais regiões produtoras nas últimas semanas.

Com os preços do açúcar a níveis elevados no exterior e com a demanda em alta, os produtores brasileiros preferem refinar a cana para sua exportação que destiná-la à produção de etanol.

Das 568,9 milhões de toneladas de cana processadas durante 2008 no Brasil, 45% foram destinados ao setor açucareiro e 55% à produção de etanol.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), o volume de cana processado para a fabricação de combustível na segunda quinzena de setembro caiu para 29,9 milhões de toneladas, uma redução de 11,06% frente ao mesmo período do ano passado.

Apesar da redução da produção, a demanda cresceu 14,9% no período e ficou em 2,050 bilhões de litros do combustível.

http://economia.uol.com.br/ultnot/2009/10/14/ult1767u153405.jhtm

Ouro e petróleo batem recorde nesta quarta-feira

Cotação do metal superou US$ 1.070 em Londres.
Em Nova York, petróleo alcançou maior valor em um ano.


A cotação do ouro tem nova alta nesta quarta-feira (14) nas negociações europeias, e atinge novos recordes. Nesta manhã, a onça troy (31,104 gramas) do metal ultrapassou a marca de US$ 1.070 no London Bullion Market, estimulada pela constante desvalorização do dólar em relação ao euro.

A onça era negociada no London Bulliot Market a US$ 1.070,80, depois que a moeda americana caiu a 1,49 por euro, o menor nível desde agosto de 2008.

O preço do metal pode subir ainda mais até o final do ano, período em que a demanda por joias aumenta por causa do Natal e do festival indiano de Diwali. Um dos motivos apontados para a alta do ouro foi o aumento da busca dos investidores por metais preciosos, diante da desvalorização do dólar.

A possibilidade de inflação alta nos Estados Unidos e dúvidas sobre a recuperação da economia americana também têm abalado o valor do dólar - e, assim, contribuído para o aumento da cotação do ouro.

Petróleo

Em Nova York, o recorde é na cotação do petróleo, que superou a marca de US$ 75 por barril, o maior valor em um ano, em consequência da desvalorização da moeda americana, que provocou uma movimentação dos especuladores para o mercado de matérias-primas.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o preço do barril de West Texas Intermediate (WTI, designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em novembro alcançou US$ 75,15, o maior nível desde 20 de outubro de 2008.

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1340145-9356,00.html

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Novas regras podem abrir mercado ao etanol nos EUA

O inferno astral do etanol pode estar perto do fim, com a implementação do novo Mandato de Combustíveis Renováveis (RFS, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Dentro de algumas semanas, a Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA) vai divulgar as regras que poderão abrir um mercado potencial de 15 bilhões a 40 bilhões de litros de etanol para o Brasil nos próximos 12 anos. Isso sem contar o efeito “psicológico” em outros países, que também podem adotar o etanol para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa.

O mandato americano estabelece um consumo mínimo de biocombustíveis superior a 40 bilhões de litros neste ano e de até 136 bilhões de litros em 2022. A proposta de regulamentação da EPA define os índices de emissão de carbono de cada um dos combustíveis existentes hoje e também os do futuro, ainda não produzidos comercialmente. Na minuta colocada em audiência pública pela EPA, o etanol de cana-de-açúcar se enquadraria como combustível avançado, que precisa reduzir pelo menos 40% da emissão dos gases de efeito estufa. O número atribuído ao combustível brasileiro foi de 44%, afirma o representante da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) nos Estados Unidos, Joel Velasco.

A definição, no entanto, provocou um levante entre cientistas, especialistas e produtores de etanol no Brasil. Na opinião deles o combustível nacional pode reduzir em 70% ou mais as emissões dos gases de efeito estufa. Para provar que a metodologia da agência americana não condiz com a realidade do País, a Unica elaborou um documento de 40 páginas, com base em estudos e conceitos de instituições renomadas, como Unicamp e Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone).

Se a Unica conseguir emplacar seus argumentos, o etanol poderia suprir um mercado de 15 bilhões de litros nos Estados Unidos, reservado para os combustíveis avançados. O volume é três vezes maior que todo álcool exportado pelo Brasil no ano passado, de 5 1 bilhões de litros. Para os Estados Unidos, foram vendidos 1,5 bilhão de litros de etanol em 2008. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios
http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=272560&modulo=968

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Lula projeta Brasil a 'líder regional e ator global de 1ª ordem', diz jornal argentino

O jornal argentino "La Nación" afirma em seu principal editorial desta segunda-feira que, enquanto a Argentina perde espaço e importância no cenário internacional, o Brasil se consolida como "líder regional e ator global de primeira ordem".

O texto, intitulado "Brasil, nas grandes ligas", atribui o resultado ao trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que por sua vez seguiu a "via das políticas de Estado (?) traçadas nos oito anos anteriores pelo presidente Fernando Henrique Cardoso".

Os editorialistas fazem sua análise a partir do que chamam de "dois troféus" aquinhoados por Lula em sua recente viagem à capital dinamarquesa, Copenhague: a eleição do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 e o apoio da União Europeia ao modelo brasileiro de combate ao desmatamento, que será apresentado na mais importante reunião sobre o clima do ano, que ocorre em dezembro, também em Copenhague.

Sobre a escolha do Rio como sede olímpica, o jornal avalia que a atuação brasileira na disputa, apartidária, mostrou uma "formidável imagem de como se defende o interesse nacional". O "La Nación" sugere que, se Buenos Aires tivesse sido candidata, "aversões pessoais" entre os políticos argentinos impediriam uma postura semelhante.

Para o jornal "não é novidade que o Brasil, pelo carisma e o impulso de seu presidente, jogue nas grandes ligas".

"A novidade é que, em meio a sérios problemas de desigualdade e de corrupção ainda não resolvidos, Lula tenha conseguido projetar seu país como um líder regional que não admite essa definição, ainda que saiba que esta cada vez mais perto de sê-lo."

Exemplos dessa projeção são o diálogo de Lula com o presidente americano, Barack Obama, "enquanto Cristina Kirchner, ainda não consciente de que todos os seus ataques contra Bush se traduzem de forma imediata em Washington como ataques contra os Estados Unidos, não teve ocasião de dialogar senão em breves intervalos de cúpulas internacionais com Obama".

O jornal observa que "em 2011 terminará o segundo período de Lula". "Terminará também esta tendência? Não. Definitivamente não. Em 2014 o Brasil será sede do campeonato mundial de futebol; em 2016, o Rio de Janeiro receberá os atletas."

Os editorialistas tentam explicar por que, apesar da crise, "o Brasil recebe investimentos diretos em maior volume que a Argentina" e tem recursos para emprestar ao FMI, e por que "em cada cúpula da Unasur (o grupo de países sul-americanos), os olhares apontam para Lula e os ouvidos esperam suas reflexões".

"Talvez porque, no plano político, os escândalos de corrupção nunca terem lançado dúvidas sobre Lula; porque ele cumpriu sua palavra empenhada sem desmerecer às instituições nem às pessoas que pensam diferente; e porque nunca teve a estranha idéia de construir um trem bala onde falta comida."

http://economia.uol.com.br/ultnot/bbc/2009/10/12/ult2283u2089.jhtm

domingo, 11 de outubro de 2009

Apesar da crise, Brasil tem recorde de viagens em 2009

Previsão de associação é de aumento de 10% nas viagens nacionais.
Ministério diz que o número de brasileiros transportados este ano é recorde.

Os prazos longos de financiamento e a guerra tarifária entre as companhias aéreas estão fazendo com o que o setor de turismo já comemore o ano de 2009. Mesmo com a crise e a queda do dólar, as viagens domésticas devem crescer 10% este ano, enquanto as internacionais cairão 5%, segundo previsão da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav). Dados do Ministério do Turismo mostram que o número de brasileiros transportados este ano é recorde. De janeiro a agosto, foram 35 milhões viajando dentro do País, 20% mais que o mesmo período de 2008 e o melhor resultado dos últimos 40 anos.

A CVC, maior operadora de viagens do Brasil, prevê alcançar a marca de 2 milhões de turistas transportados em 2009 - 300 mil a mais que no ano passado. A movimentação deve fazer a companhia ter o melhor faturamento de sua história, 16% acima do registrado em 2008. Para o presidente da CVC, Valter Patriani, o segundo semestre aquecido compensou o primeiro, quando a insegurança trazida pela crise global atrapalhou o setor.

"O dólar baixo barateou as viagens internacionais e atiçou o mercado doméstico. Ninguém quer perder mercado." Ou seja, para competir com os destinos internacionais, hotéis e agências de viagens tiveram de reduzir suas tarifas.

Ao mesmo tempo, a disputa entre as empresas aéreas esquentou, com novatas como Azul e WebJet tentando conquistar mercado. O resultado foram promoções e descontos em todas as companhias. Na Ocean Air, por exemplo, é possível comprar passagens para cidades do Nordeste e o Rio de Janeiro em 12 parcelas de R$ 5 a R$ 10. A Gol também apostou no financiamento - está oferecendo pagamento em 10 vezes, sem juros - e a Azul tem pacotes especiais, como o que permite viajar, pagando R$ 499, para o máximo de cidades possíveis no prazo de 30 dias.

Para o diretor de Assuntos Internacionais da Abav, Leonel Rossi Júnior, a guerra das tarifas foi um dos motivos que animou os turistas a viajar pelo Brasil. Ele estima que os preços das passagens aéreas nacionais tenham caído 20% este ano, em relação a 2008.

Além disso, a gripe suína, que acabou desestimulando passeios para destinos populares entre brasileiros, como Argentina e Chile, e a grande quantidade de feriados no ano também ajudaram o setor. "Quando as viagens internacionais começaram a se recuperar da subida do dólar, no início do ano, veio a gripe", explica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: G1 Economia e Negócios
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1337392-9356,00-APESAR+DA+CRISE+BRASIL+TEM+RECORDE+DE+VIAGENS+EM.html

Imagem: Odonto Brasil
http://odontoblogbrasil.com/

sábado, 10 de outubro de 2009

Brasil e EUA se unem contra barreiras à carne de frango

Os exportadores de carne de frango do Brasil e dos Estados Unidos assinam amanhã, durante a feira de Anuga, na Alemanha, um acordo de cooperação que aproximará os dois países na defesa de interesses comuns do segmento. Além de criar procedimentos padrão para a produção, industrialização e exportação de carne de frango, a Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef) e a Poultry&Egg Export Council (USA Peec) querem evitar que novas barreiras comerciais ao produto sejam criadas entre os países consumidores.

A aproximação entre os dois países não é por acaso. A parceria colocará do mesmo lado da mesa o maior produtor (Estados Unidos) e o maior exportador (Brasil) de carne de frango do mundo. Juntos, os dois países são responsáveis por aproximadamente 80% do comércio internacional do produto e pretendem ter um maior poder de negociação com os importadores internacionais. "O acordo prevê reuniões anuais entre as empresas dos dois países e pode, no futuro, evoluir para um acordo sanitário, que permitirá ao Brasil exportar frango para os Estados Unidos e vice-versa", afirma Francisco Turra, presidente da Abef.

Na mira dos exportadores brasileiros estão as barreiras europeias à carne de frango. O governo na Comunidade Europeia já sinalizou que pretende alterar a forma de cobrança de algumas tarifas ao produto brasileiro e também criar novas cotas de exportação. Hoje, o Brasil vende carne de frango congelada para empresas da Europa que processam o produto e o transformam em pratos prontos para o consumo. Pela mudança proposta pelo bloco, a carne de frango congelada teria de ser comercializada no varejo também congelada. "Os europeus não consomem carne dessa forma, já que o hábito de consumo é de pegar o produto pronto e consumir em casa. Isso poderia comprometer de 30% a 40% as exportações brasileiras para a região", afirma Turra.

Na última terça-feira, em Estocolmo (Suécia), Turra criticou o protecionismo europeu diretamente a José Manuel Durão Barroso, presidente da Comunidade Europeia. Durante a 3ª Rodada de Negócios União Europeia-Brasil, ele disse que a recuperação da economia mundial depende mais da liberdade comercial do que do protecionismo e conseguiu de Barroso o compromisso de tentar impedir que a proposta em discussão no bloco entre em vigor. Mesmo com as restrições, um terço das exportações brasileiras de carne de frango vai para a Europa.

Em novembro, Mercosul e União Europeia farão em Lisboa uma nova rodada de negócios para tentar retomar as negociações de uma parceria comercial. A proposta apresentada pelos exportadores brasileiros ao governo, para ser levada a Portugal, é de que seja eliminado qualquer tipo de cota de importação para a carne de frango. Com isso, seria criada uma tarifa média única, mas sem qualquer limite para exportação e pagamento de tarifas extracotas. "Aqueles que forem mais competitivos venderão, e nesse quesito o Brasil é um dos melhores do mundo", afirma Turra.


Fonte: Yahoo! Notícias

http://br.noticias.yahoo.com/s/10102009/25/economia-brasil-eua-se-unem-barreiras.html

Imagem: Instituto Maurício de Nassau

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Reservas internacionais batem recorde no país, a US$ 231,5 bilhões

As reservas internacionais do Brasil atingiram o maior nível da história na quinta-feira, chegando a US$ 231,5 bilhões, segundo informações do Banco Central. Um dia antes, na quarta-feira, as reservas eram de US$ 226,5 bilhões.

O Banco Central aumentou a compra de dólares no mercado no último mês, na tentativa de conter, ao menos em parte, a valorização do real frente ao dólar. De 1º de setembro até hoje, a moeda norte-americana caiu de R$ 1,905 para R$ 1,737. Esse dólar comprado no mercado ajuda a compor as reservas internacionais.

Em setembro, foram US$ 3,48 bilhões comprados, a maior intervenção para segurar a queda da divisa desde abril de 2008. Com isso, a instituição já recomprou praticamente todos os dólares vendidos entre outubro e fevereiro, quando a crise financeira internacional interrompeu o fluxo de capitais para o Brasil.

Além disso, no início deste mês o BC intensificou ainda mais as compras. Dados da autoridade monetária apontam que, de 30 de setembro, quando estavam em US$ 224,2 bilhões até a quinta-feira, as reservas internacionais do país subiram em mais de US$ 7 bilhões. No intervalo entre 31 de agosto e 8 de setembro, o aumento foi de pouco mais de US$ 1 bilhão.

Um dos motivos que podem ter levado a essa intensificação na última semana é a oferta inicial de ações (IPO) da filial brasileiro do banco Santander no país, realizada na terça-feira. Com a operação, o banco levantou R$ 14 bilhões e atraiu muitos investidores estrangeiros para o mercado brasileiro, o que pode ter pressionado ainda mais a cotação do dólar para baixo.

com Folha de S. Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u636046.shtml

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Emprego na indústria sobe pela primeira vez no ano, diz CNI 07/10 - 11:24 , atualizada às 11:50 07/10 - Luciene Cruz, repórter em Brasília

BRASÍLIA - Os indicadores industriais do mês de agosto, divulgados nesta quarta-feira (7), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram fortalecimento da recuperação da atividade industrial. Os índices apontam crescimento do emprego de 1,1% frente ao mês anterior. Após oito meses de queda, é a primeira vez que o indicador tem alta no ano. “O que indica que o ajuste do mercado de trabalho na indústria chegou ao fim”, diz a pesquisa.

Descontados os efeitos da sazonalidade, o emprego industrial no acumulado do ano apresenta saldo negativo de 3,4%. “Em outros termos, a contínua queda do emprego nos primeiros meses do ano dificulta a possibilidade de o emprego voltar aos níveis pré-crise ainda em 2009”, segundo o estudo. Os números de agosto comparados ao mesmo período de 2008 apresentaram recuo de 4,5%.

Segundo o chefe da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, os números mudam a trajetória negativa imposta pela crise financeira que se agravou em setembro de 2008. “Os dados ainda são bastante negativos quando comparamos com agosto do ano passado, pela magnitude da perda de atividade industrial com a crise no final do ano passado e primeiros meses deste ano. Mas a sequência de resultados favoráveis, alavancada pela demanda doméstica, segue uma trajetoria de recuperação que vem crescendo dos últimos meses”, observou.

Em contrapartida aos números positivos do mês de agosto, as horas trabalhadas recuaram 1,3%. O mês contou com dois dias úteis a menos, o que influenciou no resultado. No acumulado dos primeiros oito meses do ano, o indicador dessazonalizado registrou queda de 0,6%. O número frente a agosto do ano passado diminuiu 9,9%.

O recuo das horas trabalhadas faz com que Castelo Branco siga cauteloso para falar de fim da crise. “O mercado de trabalho reagindo sinaliza o ajuste no mercado. Mas ainda não é completa, já que as horas trabalhadas ainda não sinalizam uma recuperação e a massa salarial evolui em nível abaixo do observado ano passado. As horas trabalhadas não acompanham o movimento de crescimento”, comentou.

A queda das horas trabalhadas ocorre em todos os setores industriais. Quatro registraram queda em ritmo acima de 20% e lideram a queda das horas trabalhadas na indústria: madeira (-30,6%), material eletrônico e comunicação (-30,1%), máquinas e equipamentos (-22,9%) e veículos automotores (-21,9%).

Já a massa salarial recuou 3,3% em agosto ante julho. Trata-se da maior queda mensal desde 2006, quando teve início a série histórica.

O faturamento real cresceu 1% ante o mês anterior. Número que mostra uma recuperação mais sólida no terceiro trimestre. De janeiro a agosto o faturamento real cresceu 3%.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/10/07/emprego+na+industria+sobe+pela+primeira+vez+no+ano+diz+cni+8764175.html

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Brasil oficializa empréstimo ao FMI

Mantega: bônus podem ser convertidos em moedas de liquidez internacional (Foto: Reuters)

Istambul/Brasília O empréstimo de até US$ 10 bilhões do Brasil ao Fundo Monetário Internacional (FMI) terá prazo de dois anos. A decisão de conceder o empréstimo foi confirmada oficialmente ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn.

Os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) contribuirão com até US$ 80 bilhões para fortalecer as finanças da instituição e aumentar sua capacidade de ajudar os países mais afetados pela crise.

Com cerca de US$ 220 bilhões de reservas e uma situação tranquila nas contas externas, pela primeira vez o Brasil se torna credor da instituição. O Brasil quer um prazo de apenas dois anos para manter a pressão pela reforma do sistema de cotas e votos, explicou o ministro.

Segundo avaliação do governo brasileiro, o estímulo para a reforma poderá ser menor, se a situação financeira do Fundo for mais tranquila. O prazo para se concluir a redistribuição de cotas e votos termina em janeiro de 2011 e foi reafirmado ontem pelo principal organismo político da instituição, o Comitê Monetário e Financeiro.

O governo da China parece interpretar a situação de modo diferente, porque acertou um empréstimo de US$ 50 bilhões ao Fundo com prazo de três anos. O FMI tem capital de US$ 250 bilhões. Em abril o Grupo dos 20 (G20) resolveu levantar mais US$ 500 bilhões de recursos temporários. Com o dinheiro do Bric, essa meta deverá ser superada. Índia e Rússia ainda negociam e cada país deve emprestar US$ 10 bilhões.

Pelo acordo, o Banco Central do Brasil (BC) poderá comprar até US$ 10 bilhões em notas do FMI, de acordo com as necessidades do Fundo. As notas serão denominadas em Direitos Especiais de Saque (DES), a moeda usada nas operações da instituição. A remuneração será a mesma dos DES média ponderada dos juros de curto prazo do dólar, da libra, do euro e do iene. Atualmente essa taxa é 0,25% ao ano. O prazo de pagamento será o dos empréstimos do FMI (total de cinco anos, com três anos e um trimestre de carência). Não haverá redução de reservas, mas apenas mudança de composição, porque o BC receberá papeis denominados em DES em troca do dinheiro emprestado.

Acordos de empréstimos para a mobilização dos US$ 500 bilhões já foram assinados pelos governos de Japão, Canadá, Noruega, França, Reino Unido, Alemanha, Suíça, Espanha e Holanda. O Congresso dos Estados Unidos já aprovou uma contribuição de US$ 100 bilhões.

O governo americano pediu que as contribuições do Bric sejam canalizados pelo mecanismo conhecido como NAB (New Arrangements to Borrow, ou Novos Acordos de Captação de Empréstimos), um esquema de mobilização de recursos criado em 1998 para situações especiais. Os países do Bric decidiram só aceitar o convite se puderem ter uma participação decisiva na administração do dinheiro. Essa proposta seria discutida ontem com funcionários dos 26 países participantes do NAB.

"Há entendimento sobre o assunto com americanos e japoneses", disse o diretor-executivo do Brasil no FMI, Paulo Nogueira Batista Jr.

Diversificar reservas

O Ministério da Fazenda divulgou ontem nota confirmando a decisão do Brasil de comprar US$ 10 bilhões em bônus do FMI. Na nota, o ministério explica que o Banco Central está autorizado a comprar ativos do FMI que poderão ser convertidos em moedas de liquidez internacional imediatamente, se necessário. "Portanto, é uma operação que apenas altera a composição das reservas internacionais do País, contribuindo para sua diversificação", afirma a nota. O órgão diz ainda que o acordo será enviado às instâncias técnicas do governo brasileiro para revisão final e à diretoria do fundo para aprovação, e só depois será assinado. "Em meio à maior crise econômica desde a Grande Depressão dos anos 1930, o Brasil não apenas não precisou de apoio financeiro do FMI, como está em condições de emprestar um montante expressivo de recursos à instituição", completa a nota.


Fonte: Caderno Negócios - Diário do Nordeste
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=677578