Mostrando postagens com marcador BNDES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BNDES. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Participação do Brasil nos BRICS

15 de abril de 2011 - 14:38 - Por TM

BNDES assina acordo com bancos de desenvolvimento dos BRICS

Em 2010, o BNDES desembolsou o equivalente a US$ 96,3 bi, cifra superior ao de outras instituições internacionais
Related Posts with Thumbnails
Foto: Divulgação
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinará um Acordo para Cooperações Financeiras com os presidentes dos bancos de desenvolvimento da China, Índia, Rússia e África do Sul, que juntamente com o Brasil constituem os chamados BRICS.
O documento foi assinado na cidade de Sanya, na China, onde foi realizada a III Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo dos BRICS. Também foi firmado um protocolo de acesso que formalizará a adesão do banco de desenvolvimento da África do Sul ao grupo.
O acordo de cooperação terá prazo de vigência de cinco anos e prevê o fortalecimento da cooperação financeira entre as instituições signatárias e o desenvolvimento do relacionamento econômico e comercial entre os países dos BRICS.
Para dar andamento ao processo, será formado um grupo de estudos integrado por representantes das cinco instituições – BNDES, China Development Bank (CDB), Bank for Development and Foreign Economic Affairs (Vnesheconombank, Rússia), Export-Import Bank of India (Eximbank, Índia) e Development Bank of Southern Africa (DBSA).
A atuação e peso dos BRICS na economia mundial têm sido cada vez maiores. A crise financeira internacional de 2008 mostrou o potencial destes países na sustentação do crescimento global, o que aumentou as perspectivas de que essas nações possam ampliar sua influência.
Em 2010, o BNDES desembolsou o equivalente a US$ 96,3 bilhões, cifra superior ao de outras instituições internacionais de fomento, como o Banco Mundial, que liberou US$ 18,6 bilhões; o Banco Interamericano de Desenvolvimento, US$ 11,4 bilhões; e a CAF – Corporação Andina de Fomento -, US$ 4,6 bilhões.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Fundo do Índice Carbono Eficiente

BNDES lançará Fundo do Índice Carbono Eficiente na BM&F BOVESPA

18/01/2011
• ICO2 foi o índice amplo com melhor desempenho na Bolsa de setembro a dezembro de 2010; BlackRock será o gestor
O BNDES selecionou o BlackRock Brasil para ser o gestor de um novo fundo de índice formado por ações de empresas que compõem o Índice de Carbono Eficiente (ICO2).

O instrumento, conhecido internacionalmente como Exchange Traded Fund (ETF), deverá ser constituído por ações da carteira da BNDESPAR e terá quotas negociadas na BM&FBOVESPA. Após o devido registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), seu lançamento ocorrerá por meio de oferta pública, semelhante às realizadas em operações com ações, destinadas às pessoas físicas e aos investidores institucionais.

O ETF refletirá o desempenho do ICO2. Sua carteira acompanhará a composição do índice, sendo formada pelas mesmas ações presentes no ICO2, com idêntica participação proporcional.

O Índice Carbono Eficiente teve o melhor desempenho na comparação com os índices amplos (não setoriais) da BMF&BOVESPA no último quadrimestre do ano, com rentabilidade de 10,69% de setembro a dezembro de 2010. No mesmo período, o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) apresentou uma evolução de 9,25%. Ou seja, os dois indicadores ligados a investimentos chamados “verdes” apresentaram desempenhos superiores aos demais.

Outros índices amplos com melhor performance na Bolsa foram o IBrX 100, com alta de 8,83%, seguido de IBrX 50, com 8,45%, e do Ibovespa, que apresentou rentabilidade de 6,38% no período.

Embora tenha sido lançado em dezembro do ano passado, o desempenho do ICO2 pôde ser calculado retroativamente a setembro de 2010 porque foi baseado na carteira do IBrX50, que é reponderada a cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro. O mesmo ocorrerá com a carteira do ICO2.

Metodologia – Desenvolvido pelo BNDES e pela BM&FBovespa a partir das ações que compõem a carteira do IBrX-50, o ICO2 considera em sua metodologia de cálculo, além da participação das ações no IBrX50, as emissões de gases de efeito estufa das empresas na definição de suas respectivas participações no novo índice. Ou seja, em uma comparação setorial, quanto maior forem as emissões em relação à receita, maior será a perda de participação da empresa no índice.

Trata-se de um instrumento econômico importante para estimular as maiores empresas brasileiras com ações em Bolsa a levantar e divulgar suas emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), primeiro passo para a adoção de práticas de gerenciamento das emissões.

Com o novo instrumento, o BNDES criará uma oportunidade para investidores de renda variável sensíveis às questões ambientais, bem como contribuirá para o desenvolvimento do mercado de ETF no Brasil. A primeira iniciativa do Banco nessa direção ocorreu em 2004, quando lançou o primeiro ETF brasileiro, o Fundo PIBB – Papéis de Índice Brasil Bovespa, com excelentes resultados.

A estrutura final da operação ainda será definida pelo BNDES e pelo BlackRock e levará em consideração as condições de mercado vigentes à época da oferta pública das quotas do ETF.

A popularidade e a aceitação dos ETFs no mercado internacional cresceram quando os investidores identificaram a possibilidade de diversificar suas carteiras, aplicando em fundos com liquidez diária e que seguem vários índices representativos de diversas classes de ativos financeiros. No mundo, o valor dos ETFs ultrapassa US$ 1 trilhão. No Brasil, além do PIBB existem outros seis ETFs.

A BlackRock é líder mundial em gestão de investimentos, administrando cerca de US$ 3,2 trilhões de ativos.

sábado, 23 de outubro de 2010

Economia Brasileira - previsão para o PIB de 2010

Fazenda eleva previsão do PIB para 7,5% em 2010

21/10/2010 - 14:50 
Agência Estado

Na 8ª edição do boletim Economia Brasileira em Perspectiva, referente aos meses de agosto e setembro, o Ministério da Fazenda aumentou de 6,5% para 7,5% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2010. O ministério também reestimou para 5,9% o crescimento médio da economia nos próximos cinco anos, incluindo 2010. No boletim anterior, o crescimento médio estimado era de 5,7%.
A Fazenda elevou ainda de 9,1% para 10,3% a previsão de crescimento da demanda interna em 2010. De acordo com o boletim, a demanda interna deve atingir o patamar de crescimento de 10,3% o maior dos últimos anos, sem refletir o aumento de preços. Isso porque a parcela excedente da demanda será atendida pelo setor externo.
O Ministério da Fazenda prevê ainda uma queda de 2,8% da demanda externa. A previsão anterior era de um recuo de 2,6%. O ministério projeta que, ao fim de 2010, os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) fiquem em 19,1% do PIB.
Segundo a Fazenda, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Petrobras e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são responsáveis por grande parte da retomada dos investimentos em 2010. Para os próximos anos, segundo o boletim, com a Copa do Mundo, a Olimpíada e o Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), o governo prepara uma série de medidas para criar condições de financiamento a longo prazo para o setor privado

terça-feira, 13 de julho de 2010

Infraestrutura no Ceará


CE: Pecém recebe investimentos de R$ 571 mi até dezembro

Desse total, R$ 410 milhões estão sendo investidos no Terminal de Múltiplo Uso; BNDES financia 80% do valor
13 de julho de 2010 - 10:29 - Por TM
Related Posts with Thumbnails

Terminal Múltiplo Uso do Pecém. Foto: Divulgação
Com as obras que estão em andamento, o Porto do Pecémreceberá, até o final do corrente ano investimentos no valor de R$ 571,5 milhões. Desse total, R$ 410 milhões estão sendo investidos no Terminal de Múltiplo Uso  (Tmut), com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) financiando 80% do total, com a contrapartida de 20% do Governo do Estado do Ceará.
Também estão sendo investidos exclusivamente pelo Estado R$ 150 milhões na construção e montagem da correia transportadora, R$ 7 milhões para projetos diversos de ampliação do porto e R$ 4,5 milhões na construção do bloco de utilidades, que vai reunir num mesmo espaço serviços como agência bancária, correios, restaurante e outros.
Segundo informações da Direção de Implantação e Expansão da Cearáportos, o cronograma está sendo seguido rigorosamente, o que permite confirmar que as obras do Tmut estarão concluídas até dezembro do corrente ano.
Terminal de Múltiplo Uso
A obra do Terminal de Múltiplo Uso vai permitir a transferência das operações de contêineres e carga geral do Píer 1 para esta nova instalação, ficando assim o Píer 1 liberado para operações com carvão e minério de ferro, além de outros granéis sólidos, diversificando os tipos de cargas movimentadas no Terminal.
Além disso, as operações com cargas conteinerizadas passarão a ser realizadas em terminal projetado para este fim, apresentando condições operacionais muito superiores às existentes no Píer 1, permitindo a instalação de modernos equipamentos, como portêineres e transtêineres, profundidade de 18m, dois berços com 350m, retroárea contígua ao cais com pátio de estocagem de 87.400m2 e ainda a ampliação do número de tomadas frigoríficas em mais 480 unidades, dentre outras vantagens.

domingo, 6 de junho de 2010

Meio Ambiente considerado na análise de crédito para novos empreendimentos

Risco ambiental é novo critério do BNDES

Os projetos ambientais e de energias renováveis apresentam hoje mais condições para conseguir financiamentos. Um dos critérios utilizados pelos bancos para financiar projetos é o de risco e de impacto ambiental
05/06/2010 14:00




O chefe do Departamento de Políticas e Estudos de Meio Ambiente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Márcio Macedo da Costa, falou ao O POVO sobre os critérios ambientais exigidos pelos bancos de fomento.
Para o banco, a cobrança por “negócios ecologicamente corretos” dá ganhos na imagem da empresa, além de gerar novas oportunidades de negócios.
O POVO - Por que os bancos de desenvolvimento econômico estão adotando critérios ambientais para os projetos de financiamento?
Márcio da Costa - Pela natureza de suas atribuições, a de promover o desenvolvimento, os bancos incorporam cada vez mais, em suas políticas e orientações estratégicas, instrumentos de avaliação de risco ambiental de crédito e, principalmente, de promoção de atividades sustentáveis. É nossa obrigação constitucional zelar pelo meio ambiente, ainda mais na posição de importantes financiadores de longo prazo.
O POVO - Quais são exatamente esses critérios?
Márcio da Costa - No caso do BNDES, a base tradicional de avaliação são as licenças ambientais. Mas agora estamos indo um pouco além. Estão em discussão os guias de procedimentos socioambientais para dezenas de setores da economia, que poderão orientar o trabalho dos analistas do banco. Espera-se que seja completada uma lacuna ainda existente acerca do conhecimento detalhado sobre o perfil socioambiental de empresas e setores, tecnologias e procedimentos de gestão adotados. É essencial para o BNDES estimular, apoiar e acompanhar a evolução do desempenho socioambiental das empresas e setores apoiados. No caso do setor de frigoríficos, já existe política específica, com critérios ligados às plantas industriais e à cadeia de fornecedores. No caso das termoelétricas a carvão e óleo, há critérios de emissões atmosféricas e resíduos sólidos. Para o setor de açúcar e álcool, o foco por enquanto é a comprovação de que os fornecedores de cana cumprem o zoneamento agroecológico.
O POVO - É mais lucrativo fazer um investimento com pelo ambiental?
Márcio da Costa - Depende. Muitas vezes o investimento ambiental exige valores maiores no momento inicial. Em uma visão de curto prazo, isso pode afetar os retornos. Mas a visão dos bancos de desenvolvimento e de muitas empresas é que hoje a estratégia socioambiental é crucial para a sustentabilidade do próprio negócio. Além disso, há empresas que estão obtendo margens maiores por serem líderes em investimentos ambientais.
O POVO - Por que é mais vantajoso para as empresas ter algum apelo ambiental?
Márcio da Costa - Pela maior capacidade de antecipação das mudanças na legislação, pelos ganhos de imagem e pelas oportunidades de novos negócios.
O POVO - Ações em prol do meio ambiente já começam a ser lucrativos para as empresas e para os bancos de desenvolvimento ou ainda é uma questão de conceito e de uma onda mundial de preservação do meio ambiente?
Márcio da Costa - Ainda há muito o que fazer no setor financeiro, não apenas nos bancos de desenvolvimento, mas nos bancos comerciais também. O mesmo ocorre nas empresas. Implementar sistemas de gestão ambiental é certamente um trabalho árduo, mas que permite a identificação de desperdícios de energia e materiais, tão prejudiciais à lucratividade.
O POVO - De que forma os bancos de desenvolvimentos podem estimular iniciativas de “negócios ecologicamente corretos”?
Márcio da Costa - Estabelecendo políticas socioambientais setoriais, com critérios para o apoio financeiro e com linhas de financiamento adequadas.
O POVO - Há uma regulamentação específica para financiamento de projetos com ações de preservação do meio ambiente, com produção de energias renováveis, por exemplo?
Márcio da Costa - No BNDES, os projetos ambientais e de energias renováveis têm melhores condições de financiamento. (Andreh Jonathas)




quarta-feira, 17 de março de 2010

Economia Brasileira - Ampliação do Microcrédito


BNDES: mudanças para atingir mais microempreendedores

Banco muda regras do programa de microcrédito para atingir mais microempreendedores
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reduziu de R$ 1 milhão para R$ 500 mil o valor mínimo de financiamento para os agentes repassadores de 1º Piso, isto é, as instituições que emprestam diretamente a microempreendedores. A medida está no novo Programa BNDES Microcrédito, lançado em fevereiro, que substitui o anterior Programa de Microcrédito do BNDES (PMC).
O anúncio foi feito hoje (16) pelo banco e visa a ampliar o número de instituições repassadoras de microcrédito. “A simplificação de procedimentos é o mais importante”, disse o gerente do Departamento de Economia Solidária da Área Social do BNDES, Guilherme Montoro.
Para ele, o objetivo principal das mudanças introduzidas no programa é de “ampliar o número de microempreendedores atingidos. A gente pode fazer isso aumentando o número e o valor das instituições e agilizando os processos”.
O prazo de carência nas operações de 1º Piso, referentes a Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) ou instituições de microcrédito produtivo orientado, que emprestam a microempreendedores de forma direta, foi elevado de 24 para 36 meses. Nas transações de 2º Piso, que envolvem repasse de recursos do BNDES para instituições de crédito de maior porte que repassam para Oscips poderem efetuar os empréstimos a microempreendedores, o prazo passa a ser de 60 meses.
“A vantagem de fazer o 2º Piso, disse Montoro, é porque com uma operação você consegue atingir um grande número de instituições. Cooperativas de crédito, por exemplo. Tem a central que pode repassar o recurso para até 50 cooperativas singulares. Você aumenta muito o número de instituições atendidas e de microempreendedores atingidos”, afirmou.
Montoro acredita que as medidas introduzidas no programa poderão aumentar em cerca de 50% o valor da carteira de microcrédito, nos próximos dois anos, passando de R$ 80 milhões para R$ 120 milhões. O volume de desembolsos do anterior Programa de Microcrédito do BNDES (PMC) atingiu, até dezembro do ano passado, R$ 95 milhões. As 40 operações contratadas no PMC totalizaram cerca de R$ 125 milhões.
O Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), do Ministério do Trabalho, estabelece o valor máximo de empréstimo de R$ 15 mil por microempreendimento. O faturamento máximo desses microempreendimentos, definido pelo BNDES, é de R$ 240 mil/ano. Guilherme Montoro revelou que a grande maioria dos empréstimos tem valor médio entre R$ 1 mil e R$ 2 mil.
Fonte: Tendências e Mercado

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Apoio ao desenvolvimento

19/02/2010 - 12:39:17 

BNDES encerra 2009 com lucro líquido de R$ 6,735 bilhões

Alana Gandra, da Agência Brasil
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) encerrou o ano passado com um lucro líquido de R$ 6,735 bilhões. O aumento foi de 26,8% em comparação ao resultado líquido de 2008, que atingiu R$ 5,313 bilhões. Um dos fatores que levou ao lucro foi o resultado com intermediação financeira, que subiu de R$ 4,312 bilhões, em 2008, para R$ 5,815 bilhões, no ano passado.
A chefe do departamento contábil da instituição, Vânia Borgerth, informou hoje (18) que esse aumento ocorreu mesmo com as reduções dos spreads - diferença entre os juros cobrados pelo banco nos empréstimos e a taxa paga na captação de recursos - do BNDES. A explicação para isso foi a ampliação do volume de crédito concedido às empresas. “Ou seja, o que perdemos em termos de spread foi compensado pelo volume”, disse ela.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, lembrou que o spread médio do BNDES é o mais baixo do mercado, equivalente a 1,1% ao ano. Ele considerou o lucro apresentado pela instituição “extremamente satisfatório”, tendo em vista que 2009 foi um ano difícil para a economia brasileira devido à crise internacional, que exigiu que o banco ampliasse o seu volume de empréstimos e ativos. Ressaltou também que o esforço do BNDES foi concretizado sem deterioração “da excelente qualidade dos ativos do banco e de sua carteira de crédito”.
Coutinho explicou que por causa da crise, 2009 não foi um ano que favoreceu a ida do banco ao mercado de capitais. “Foi um ano desfavorável para vender”. Já as perspectivas para 2010 são positivas, acentuou. Dentro de sua política de longo prazo, admitiu que a subsidiária BNDES Participações (BNDESPar) poderá ir a mercado vender ações, “se os negócios forem relevantes e olhando tanto a qualidade da estrutura de negócio como a oportunidade”.
Os ativos totais do BNDES somaram em dezembro de 2009 cerca de R$ 387 bilhões, mostrando aumento de 39,4% sobre 2008. O patrimônio líquido atingiu R$ 27,628 bilhões, o que significou um patrimônio de referência (que é a base usada pelo Banco Central para estabelecer limites prudenciais que devem ser seguidos pelas instituições financeiras) de R$ 54 bilhões.
O índice de inadimplência continuou baixo, afirmou Coutinho, alcançando 0,20% da carteira bruta. Ele esperava, inclusive, que diante da crise houvesse elevação significativa da inadimplência. Em 2008, o índice era de 0,11%. Na avaliação do presidente do BNDES, o que houve foi uma “flutuação natural”.
De acordo com os dados divulgados pelo banco, 97,7% da carteira consolidada de crédito do BNDES foram constituídos por crédito de baixíssimo risco.
(Agência Brasil)
Fonte: Mercado Ético

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Desembolsos do BNDES sobem 49% em 2009

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2009 somaram R$ 137,3 bilhões, com alta de 49% em relação a 2008, segundo divulgou nesta terça-feira (29) o presidente do banco, Luciano Coutinho. Os desembolsos para a indústria ficaram em R$ 60,1 bilhões, volume 54% acima do apurado em 2008. Para a infraestrutura, os desembolsos cresceram 32% este ano, somando R$ 46,5 bilhões.

As aprovações do banco neste ano atingiram R$ 158,02 bilhões, um volume 30% superior ao registrado em 2008. Em 2009, os enquadramentos, de R$ 182,33 bilhões, e as consultas, de R$ 216 42 bilhões, representaram taxas de crescimento de 17% e de 23%, respectivamente, em comparação com o ano passado.

Segundo Coutinho, o desembolso recorde do banco teve forte influência da retomada da taxa de investimentos na economia, que ficou em 17,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano. Este foi o período no qual o governo lançou o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), com juros reduzidos para bens de capital

O presidente do BNDES disse ainda que espera um "crescimento pujante" desta taxa no quarto trimestre e previu que o País feche o ano com investimentos acima de 18% do PIB. "Espero que terminemos 2010 perto de 20%. Sou muito otimista com esta recuperação", afirmou.


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios

http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=279248&modulo=968

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Novo pacote amplia as desonerações


Estímulo aos investimentos do setor privado foi uma das justificativas de Mantega para o pacote de medidas
Foto: Agência Brasil


Em meio à rápida aceleração economia e do risco de surgimento de gargalos na produção em 2010, o governo anunciou ontem uma série de medidas para manter os estímulos aos investimentos do setor privado e sustentar o crescimento econômico do País na casa dos 5% nos próximos anos. Em menos de dois meses, este foi o quarto pacote de "bondades" fiscais divulgado pelo governo Lula, o que elevou de R$ 2,3 bilhões para R$ 5,5 bilhões o volume de renúncias fiscais contratado para o ano que vem.

Aos empresários e trabalhadores, que participaram da última reunião do ano do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ministro da Fazenda, Guido Mantega anunciou a prorrogação da desoneração de IPI para bens de capital e do crédito subsidiado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investimentos, além de reforçar em R$ 80 bilhões o caixa da instituição para que novos empréstimos sejam contratados pelo setor produtivo. Alguns benefícios foram prorrogados até junho do próximo ano, às vésperas do início da campanha eleitoral para a sucessão de Lula. A campanha tem início em 6 de julho. A ofensiva do governo envolveu também iniciativas para estimular o mercado de capitais e o sistema bancário. As instituições financeiras serão autorizadas a emitirem Letras Financeiras para também reforçarem a capacidade de financiar os investimentos privados, numa ação coordenada na tentativa de dividir com o BNDES a função de braço financeiro dos empresários. Como medida de caráter mais popular, Lula autorizou a prorrogação da desoneração de computadores prevista na chamada Lei do Bem, de 2005.

Papai Noel

Ao ser indagado se "Papai Noel" teria chegado mais cedo para o setor industrial, Mantega respondeu que o Natal chegou na hora certa para todo mundo no Brasil e será "rico e farto" para a família brasileira. "Estas medidas deverão garantir a consolidação do crescimento do País em 2010", disse. Com o pacote de ontem, o governo fez a opção de renovar por mais tempo, mas ainda de forma provisória, incentivos dados durante a crise. No entanto, tornou mais distante a possibilidade de adoção de medidas mais estruturais, reivindicadas pelo empresariado, como a desoneração da folha de pagamento e a retirada ampla e definitiva da tributação sobre investimentos e exportações.

As medidas atendem ao interesse do governo de elevar a taxa de investimento da economia, considerada a variável-chave para que o Produto Interno Bruto (PIB) continue crescendo, sem provocar inflação. Se isso de fato acontecer, dificilmente o BC terá que puxar o freio dos juros para desacelerar a demanda. Mantega aposta que o Brasil já vive uma fase de franca aceleração do nível de atividade com recuperação dos investimentos.


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=703651

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Lula anuncia crédito de R$ 225 milhões para cooperativas de reciclagem

Luminária feitas a partir de bagaço de cana em projeto da Pastoral do Povo de Rua

São Paulo, 2 nov (EFE)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje uma linha de crédito de R$ 225 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que será destinada a cooperativas de reciclagem.

Em seu programa de rádio "Café com o Presidente", Lula disse que o crédito estará disponível durante os próximos dois anos e terá como principal objetivo financiar a construção de locais adequados para o processo de reciclagem.

Lula fez um pedido para que os prefeitos formem cooperativas de reciclagem e não entreguem esse trabalho a grandes companhias.

"Se um prefeito resolve acabar com o emprego de 200 ou 300 pessoas que estão na reciclagem para colocar um empresário (no lugar), o que vai acontecer é que em vez de dar salário a 300 estará enriquecendo apenas um", afirmou.

Lula visitou esta semana, em São Paulo, o Congresso de Catadores de Materiais Recicláveis e prometeu ao setor o acesso a carros elétricos que auxiliem seus trabalhos nas ruas, além da regulamentação do ofício através de uma lei específica.

"Essas pessoas estão fazendo um bem extraordinário para a sociedade", destacou Lula.

Ao comentar sua visita ao Salão Internacional do Transporte (Fenatran) também nesta semana, em São Paulo, Lula disse que o país renovará sua frota de caminhões, com veículos "menos poluentes e mais rentáveis".

Um dos estímulos para a renovação da frota de caminhões foi a redução de impostos, de 13,5% para 4,5%, além do aumento do número de parcelas para o financiamento da compra de veículos novos, que passou de 84 para 96 meses.

Esse tipo de medidas, segundo Lula, contribuiu para "reativar o setor automotivo" e para que empresas como a multinacional alemã Mercedes Benz contratasse em outubro 1.300 empregados para sua filial no Brasil, após ter demitido 1.200 funcionários durante o agravamento da crise.

Fonte: UOL Noticias
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/11/02/ult1808u148678.jhtm