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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Lula anuncia crédito de R$ 225 milhões para cooperativas de reciclagem

Luminária feitas a partir de bagaço de cana em projeto da Pastoral do Povo de Rua

São Paulo, 2 nov (EFE)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje uma linha de crédito de R$ 225 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que será destinada a cooperativas de reciclagem.

Em seu programa de rádio "Café com o Presidente", Lula disse que o crédito estará disponível durante os próximos dois anos e terá como principal objetivo financiar a construção de locais adequados para o processo de reciclagem.

Lula fez um pedido para que os prefeitos formem cooperativas de reciclagem e não entreguem esse trabalho a grandes companhias.

"Se um prefeito resolve acabar com o emprego de 200 ou 300 pessoas que estão na reciclagem para colocar um empresário (no lugar), o que vai acontecer é que em vez de dar salário a 300 estará enriquecendo apenas um", afirmou.

Lula visitou esta semana, em São Paulo, o Congresso de Catadores de Materiais Recicláveis e prometeu ao setor o acesso a carros elétricos que auxiliem seus trabalhos nas ruas, além da regulamentação do ofício através de uma lei específica.

"Essas pessoas estão fazendo um bem extraordinário para a sociedade", destacou Lula.

Ao comentar sua visita ao Salão Internacional do Transporte (Fenatran) também nesta semana, em São Paulo, Lula disse que o país renovará sua frota de caminhões, com veículos "menos poluentes e mais rentáveis".

Um dos estímulos para a renovação da frota de caminhões foi a redução de impostos, de 13,5% para 4,5%, além do aumento do número de parcelas para o financiamento da compra de veículos novos, que passou de 84 para 96 meses.

Esse tipo de medidas, segundo Lula, contribuiu para "reativar o setor automotivo" e para que empresas como a multinacional alemã Mercedes Benz contratasse em outubro 1.300 empregados para sua filial no Brasil, após ter demitido 1.200 funcionários durante o agravamento da crise.

Fonte: UOL Noticias
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/11/02/ult1808u148678.jhtm

terça-feira, 7 de abril de 2009

Crise financeira não afeta cooperativas no Brasil

06/04/2009 - 15:23:49

Stênio Ribeiro, da Agência Brasil

As cooperativas brasileiras vão muito bem, distantes das problemas que afetam a economia desde que a crise financeira internacional tornou-se mais aguda. A afirmação é do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas. O setor “não aplica em derivativos [títulos podres], destacou.

Mário Lopes disse também que, como as cooperativas não visam lucro e o cliente é o próprio cooperado, com reduzida taxa de risco, podem oferecer taxas de juros bem menores do que a média praticada no mercado.

Ele ressaltou que o sistema cooperativo ainda é pequeno, com apenas 2% das operações de crédito do sistema financeiro nacional, e que as cooperativas de crédito “não sofreram nenhum impacto negativo com a crise”. Isso porque se trata de empreendimentos locais, com sobras de poupança aplicadas na região de atuação, entre os próprios associados, explicou. Não houve, portanto, reflexo de perda de depósito, aplicações ou diminuição de movimentação das cooperativas.

Lopes lamenta, no entanto, o fato de o setor não dispor de mais recursos para ampliar suas ações acima do crescimento médio alcançado nos últimos anos, em termos de faturamento: 11,61% em 2006, 6,15% em 2007 e 15,87% em 2008. Ele considera “o momento atual adequado para as cooperativas ampliarem seu leque de negócios”, mas ressalta a existência de uma barreira, que “são os próprios limites operacionais do setor”.

O presidente da OCB observou que o setor como um todo trabalha para ampliar os limites de investimento, o que depende da própria capitalização das cooperativas, que só podem atuar no limite proporcional a seu capital social. O cooperativismo obedece, portanto, a um ritmo natural de crescimento, com “resultados até surpreendentes”, segundo Lopes. Ele enumera a existência hoje de 7.682 cooperativas brasileiras em 13 ramos de atividade, com 7,887 milhões de associados e 4.182 postos de atendimento país afora.

Além da regulamentação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo pelo Congresso, na semana passada, o presidente da OCB destaca outra importante medida para o setor, aprovada dois dias depois pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que permite aos dois bancos cooperativos participar dos financiamentos no âmbito do pacote habitacional do governo, que prevê 1 milhão de novas moradias.

“Foi uma medida extremamente positiva”, afirmou Márcio Lopes, ao lembrar que as cooperativas têm condição de construir casas com custos mais reduzidos, porque os próprios usuários acompanham a gestão dos negócios. “Temos bons exemplos de cooperativismo habitacional, em diferentes regiões”, disse ele. De acordo com Lopes, um dos pólos mais ativos é Águas Claras, no Distrito Federal, com vários prédios construídos por cooperativas.

(Agência Brasil)


Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/crise-financeira-nao-afeta-cooperativas-no-brasil/