Mostrando postagens com marcador Cise financeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cise financeira. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de abril de 2009

Ceará gera 1.372 vagas em março




A indústria de transformação, junto com os serviços, puxou a geração de empregos (Foto: José Leomar)






Após dois meses de resultados negativos, o mercado de trabalho formal no Ceará reage e gera 1.372 vagas — uma elevação de 0,17% no estoque. Em fevereiro, foram perdidos 473 empregos. No mês, foram admitidas 28.131pessoas e desligadas 26.759. Em termos absolutos, o resultado foi o segundo melhor da série histórica do Caged (2003), inferior apenas ao ocorrido em 2008 (2.973 postos). Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de março, divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

No ranking nacional, o Estado ocupa a 10ª colocação no número de empregos gerados. Tal desempenho foi puxado pela expansão principalmente na indústria de transformação (1.782 vagas) e no setor de serviços (1.110 postos). Apresentaram saldos negativos a construção civil (-587); o comércio (-112); administração pública (-3); e agropecuária(-793).

No primeiro trimestre do ano, houve decréscimo de 0,71%, quando foram perdidos 5.962 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, foi verificado crescimento de 4,94% no nível de emprego com carteira assinada( 38.954 vagas). Este resultado foi o melhor entre os Estados da região Nordeste.

De acordo com Mardônio Costa analista de mercado de trabalho do IDT (Instituto de Desenvolvimento do Trabalho), ´o resultado confirma estudo do Banco Central que aponta a região Nordeste como a menos penalizada com os efeitos da crise´. ´O Ceará que tem sua indústria focada em bens intermediários e itens de consumo interno, não depende muito do mercado externo — o que tem propiciado esses dados positivos, influenciados, principalmente pelo setor industrial´.

Costa disse ainda que essa performance do mercado de trabalho formal ´é muito importante porque inicia um processo de reversão de tendência, que reflete um pouco a evolução conjuntural do início do ano´, destaca.

´O crescimento da economia cearense no ano passado, ainda reflete positivamente. Afora os investimentos do governo em grandes projetos estruturantes e infra-estrutura turística— o que deve gerar emprego e renda´, acrescentou.

O Caged registrou também que a Região Metropolitana de Fortaleza gerou 430 empregos formais (0,07%). Nos municípios com mais de 30 mil habitantes, o destaque ficou com Sobral, que mostrou um saldo de 996 vagas, com uma variação de 3,17%. Entre as localidades também com resultados positivos estão Cascavel (366 novos postos); Juazeiro do Norte (244); Eusébio(243); Maracanaú (195); Maranguape (190) e Crato (156 vagas geradas). A maior perda ocorreu em Russas com saldo negativo de 294 vagas.

Isildene Muniz
Repórter

Fonte:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=631080

terça-feira, 7 de abril de 2009

Crise financeira não afeta cooperativas no Brasil

06/04/2009 - 15:23:49

Stênio Ribeiro, da Agência Brasil

As cooperativas brasileiras vão muito bem, distantes das problemas que afetam a economia desde que a crise financeira internacional tornou-se mais aguda. A afirmação é do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas. O setor “não aplica em derivativos [títulos podres], destacou.

Mário Lopes disse também que, como as cooperativas não visam lucro e o cliente é o próprio cooperado, com reduzida taxa de risco, podem oferecer taxas de juros bem menores do que a média praticada no mercado.

Ele ressaltou que o sistema cooperativo ainda é pequeno, com apenas 2% das operações de crédito do sistema financeiro nacional, e que as cooperativas de crédito “não sofreram nenhum impacto negativo com a crise”. Isso porque se trata de empreendimentos locais, com sobras de poupança aplicadas na região de atuação, entre os próprios associados, explicou. Não houve, portanto, reflexo de perda de depósito, aplicações ou diminuição de movimentação das cooperativas.

Lopes lamenta, no entanto, o fato de o setor não dispor de mais recursos para ampliar suas ações acima do crescimento médio alcançado nos últimos anos, em termos de faturamento: 11,61% em 2006, 6,15% em 2007 e 15,87% em 2008. Ele considera “o momento atual adequado para as cooperativas ampliarem seu leque de negócios”, mas ressalta a existência de uma barreira, que “são os próprios limites operacionais do setor”.

O presidente da OCB observou que o setor como um todo trabalha para ampliar os limites de investimento, o que depende da própria capitalização das cooperativas, que só podem atuar no limite proporcional a seu capital social. O cooperativismo obedece, portanto, a um ritmo natural de crescimento, com “resultados até surpreendentes”, segundo Lopes. Ele enumera a existência hoje de 7.682 cooperativas brasileiras em 13 ramos de atividade, com 7,887 milhões de associados e 4.182 postos de atendimento país afora.

Além da regulamentação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo pelo Congresso, na semana passada, o presidente da OCB destaca outra importante medida para o setor, aprovada dois dias depois pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que permite aos dois bancos cooperativos participar dos financiamentos no âmbito do pacote habitacional do governo, que prevê 1 milhão de novas moradias.

“Foi uma medida extremamente positiva”, afirmou Márcio Lopes, ao lembrar que as cooperativas têm condição de construir casas com custos mais reduzidos, porque os próprios usuários acompanham a gestão dos negócios. “Temos bons exemplos de cooperativismo habitacional, em diferentes regiões”, disse ele. De acordo com Lopes, um dos pólos mais ativos é Águas Claras, no Distrito Federal, com vários prédios construídos por cooperativas.

(Agência Brasil)


Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/crise-financeira-nao-afeta-cooperativas-no-brasil/