domingo, 21 de agosto de 2011
Distribuição dos gastos do consumidor brasileiro
domingo, 10 de abril de 2011
Nordeste - potencial de consumo estimado para o varejo de moda
NE ocupa segundo em potencial de consumo
Publicado em 10 de abril de 2011
De acordo com o Pyxis/Ibope, dentre as regiões brasileiras, o maior do potencial de consumo estimado para o varejo de moda está concentrado na região Sudeste. O levantamento indica que 54% do volume total movimentado pelo mercado de moda nacional, em 2011, deverá ser comercializado nesta região. O Estado de São Paulo sozinho representa 31% do potencial total.
A vice-liderança é dividida entre Nordeste e Sul. Cada uma responde por aproximadamente 16% do mercado total. Na comparação do consumo per capita, o segundo lugar fica com a região Sul, com R$ 799,00, contra os R$ 899,00 estimados para o consumo por pessoa/ano do Sudeste. O Nordeste deve ficar com o menor consumo per capita dentre as cinco regiões, no valor de R$ 404,00. O potencial de consumo projetado por região é de R$ 73 bilhões no Sudeste (53,9%); R$ 22,1 bilhões no Sul (16,3%); R$ 21,7 bilhões no Nordeste (16%); R$ 11,1 bilhões no Centro Oeste (11,1%); e R$ 7,7 bilhões na Região Norte (5,6%).
No Brasil, o Pyxis indica que o varejo de moda deverá movimentar este ano aproximadamente R$ 135,6 bilhões, representando um gasto de R$ 702 por pessoa/ano.
O segmento de vestuário feminino, masculino e infantil movimentará cerca de R$ 95 bilhões em 2011, representando um consumo per capita de R$ 492/ano. Já no segmento de calçados e acessórios, o potencial de consumo projetado para o ano é de R$ 40,6 bilhões em todo o Brasil. O consumo per capita dessa categoria é estimado em R$ 210.
NO BRASILClasse B, com 24% das famílias, puxa compras
A classe B deverá ser responsável pela maior parcela de consumo do varejo de moda do País em 2011. O potencial estimado pelo Pyxis para essa categoria é R$ 56,3 bilhões (42% do consumo total de moda). Estima-se que a classe B representa atualmente 24% das famílias que residem na área urbana e apresentam renda média familiar entre R$ 3.000 e R$ 12.000.
A classe C tenha chegará perto da B em volume de consumo no ano, devendo representar aproximadamente 39% do potencial total do consumo de moda este ano (R$ 52,3 bilhões). Ela corresponde a 50% das famílias que residem em área urbana e têm renda mensal aproximada entre R$ 700 e R$ 2.999.
A classe A deve gastar em 2011 R$ 18,1 bilhões com roupas, calçados e acessórios. Este grupo representa apenas 2,5% das famílias brasileiras (população urbana) e tem renda média mensal superior a R$ 12.000.
As classes D/E compõem o menor grupo de consumo para varejo de moda no País. O volume desembolsado por essa faixa da população em 2011 deve alcançar R$ 8,8 bi, podendo parte deste valor ser absorvido pelo comércio informal. Classes D/E representam 24% das famílias em área urbana e têm renda mensal de até R$ 700.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=962671
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Consumo no Brasil
Pesquisa aponta que intenção de compras das famílias atingiu maior patamar do ano
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Consumo e Renda no Brasil
Baixa renda: preços têm maior queda desde setembro de 2008

segunda-feira, 22 de março de 2010
Mercado Interno
Classes C, D e E passam a protagonistas do consumo
Jovens da camada C vão liderar compras
A diferença de renda entre pais e filhos nas diferentes classes sociais demonstra ainda o peso do poder de consumo dos jovens na base da pirâmide. Na classe A+, os jovens de vinte anos de idade ganham, em média, R$ 1.499,45; e de 25 anos, R$ 3.227,57; com essa renda saltando para R$ 10.259,34 na faixa etária dos 45 anos, e para R$ 14.567,00 entre os que têm 50 anos. Enquanto isso, os jovens da classe C que têm 20 anos e 25 anos, chegam a ganhar 50% (R$ 547,14) e cerca de 78% (R$ 846,27), respectivamente, do que os pais na faixa etária de 45 anos (R$ 1.082,99) e 50 anos (R$ 1.089,43), por sua vez, ganham.
Além disso, enquanto na classe A, apenas 10% dos jovens estudaram mais do que os pais; na classe C, 68% têm nível de escolaridade superior. Se comparados à geração dos pais, eles se acham mais interessados em política (71%), mais vaidosos (83%) e mais consumistas (91%). Sem contar que 75% fazem mais pesquisa de preço.
Identidade e autoestima
A pesquisa conduzida pelo Data Popular, revela ainda que a base da pirâmide está mais consciente da sua importância na sociedade e valoriza cada vez mais as suas conquistas, enaltecendo a relação com as suas origens, sua história e suas características. "Será preciso dialogar com o universo de signos do repertório deste consumidor e se aproximar da sua cultura ou então corremos o risco de o consumidor arranjar um jeito próprio de se relacionar com as marcas", argumenta Renato Meirelles, do Data Popular.
Os números reforçam bem essa tendência. Nas classes AB, em média, apenas 23% concordam com a frase "prefiro comprar produtos que valorizem a minha origem", ao passo que, nas classes C e DE, a proporção se eleva para 51% e 57%, respectivamente. (ADJ)
INVESTIMENTO PARA MAIORIA
Tecnologia fortalece consumo
No universo do consumidor emergente, novas tecnologias e redes sociais surgem como ferramentas poderosas para reforçar as relações, não apenas pessoais, mas também de consumo. É o que também aponta o estudo do Data Popular. Segundo Renato Meirelles, sócio-diretor do Instituto, os integrantes das classes C, D e E cultivam relações sociais mais próximas, gostam de ajudar e têm como hábito a socialização das informações que dispõe. "E, nesse contexto, a internet vai auxiliá-los na maior exposição de suas ideias. Antes restritos ao seu bairro, à sua comunidade, eles vão poder, agora, se comunicar, com mais e mais pessoas", diz.
Vale destacar, acrescenta o especialista, que enquanto apenas 20% dos consumidores da Classe A costumam fazer propaganda boca a boca, essa proporção salta para 60% no âmbito das classes emergentes. "São dicas sobre trabalho, moda, beleza, política, construção, acesso a informações locais e sobre compras mensais. Então, imagine isso tudo tendo a internet como aliada", destaca Meirelles. "Sem contar, que muitas famílias compram um computador pensando na educação dos filhos e um fato curioso é que o esse equipamento chega a funcionar, inclusive, como correspondente bancário para o vizinho, que pede emprestado para pagar uma conta. Daí ser crescente a sua importância", diz.
Para esse público, aponta Meirelles, a tecnologia passa a ser investimento em conhecimento, entretenimento e lazer. "A cada ano, engrossa o contingente de pessoas que utilizam computador e a classe C já é maioria na web". (ADJ)
DO CEARÁ
Internauta busca produtos do Japão
Depois de setembro de 2008, a forma como o técnico em recarga de cartuchos, Arleudo da Costa, 32, se relaciona com a internet se intensificou. Nessa época, ele passou a adquirir jogos eletrônicos de um site no Japão. Antes disso, ele conta que já havia realizado algumas compras através da rede mundial de computadores.
"Comecei por conta do meu interesse com a informática. Já havia comprado periféricos para computadores. E, como os jogos para o vídeo game que comprei são muito caros no Brasil e como só tem jogos originais, descobri um site asiático que se compra em dólar e bem mais barato", informa.
Regularidade
Pelo menos a cada 2 meses, o técnico costuma adquirir jogos novos. Em 2009, ele comenta que desembolsou cerca de R$ 1 mil. "Se tivesse comprado aqui no Brasil, teria gasto bem mais, entre R$ 2 mil R$ 3 mil", acredita Arleudo.
Vantagens
Segundo ele, as vantagens de fazer compras on line são muitas. "É um produto seguro e original que não danificará meu aparelho, de uma loja segura. Além disso, tenho a comodidade de receber na minha casa sem precisar me deslocar", diz.
A sua forma de consumir via internet acabou influenciando também os colegas de trabalho. Mas, ele sabe que para evitar golpes e dores de cabeça é importante tomar as precauções devidas, como observar a parte visual do site, e digitar os dados do cartão de crédito apenas quando o cadeado de segurança for exibido. A indicação de amigos que costumam comprar no site também é importante.
terça-feira, 16 de março de 2010
Fortalecimento do Mercado Interno
Nova classe média conquista mais espaço na economia do BR
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Governo não pode basear previsões otimistas no consumo', diz economista
Ruy Quintans alerta para expansão das compras baseada no crédito.
Especialista falou a internautas na nova série de chats do G1.
Ruy Quintans alerta para expansão das compras baseada no crédito (Foto: Reprodução/G1)
O Brasil deve crescer cerca de 5% no próximo ano, mas o investimento e o consumo preocupam, na opinião do professor de Finanças da escola de negócios Ibmec-RJ, Ruy Quintans, que participou da nova série de entrevistas do G1 com o tema "O Brasil é a bola da vez da economia?", nesta terça-feira (17).
Ele alerta que o consumo está hoje muito apoiado no crédito. "O governo não pode basear suas previsões otimistas no consumo do povo brasileiro", diz o economista. "O consumidor brasileiro é 'jovem', por ter entrado no mundo do consumo recentemente. O consumo é feito em cima do crédito e isso tem limite. Uma das limitações é a capacidade de produção. Não podemos nos tornar um país em que tudo se importa", afirma Quintans.
Na opinião de Quintans, o consumo das classes C, D e E, que avançou muito, não é baseado na distribuição de renda, mas sim na tomada de crédito e também em uma "demanda reprimida", reflexo da carência de bens dessa população. "Normalmente essas classes consomem com base no crédito, não é pelo Bolsa Família ou por distribuição de renda. [O Bolsa Família] não é distribuição de renda, e sim de dinheiro", critica o economista.
Em vez de focar a atenção no consumo, o professor diz que o governo deveria se preocupar em atrair investimentos produtivos, que geram emprego e renda de forma sustentável. Segundo ele, o Brasil vive um "círculo vicioso" em que precisa aumentar a taxa de juros toda a vez que a economia se aquece. Dessa forma, fica mais caro para o empresário nacional captar dinheiro, o que inibe o investimento produtivo. "É uma prisão", define.
O papel de destaque que o Brasil teve durante a crise econômica, em sua visão, está calcado em dois aspectos: o aumento do consumo de produtos primários no mundo nos anos anteriores à turbulência e o aumento das reservas, com o país se tornando credor de organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI). "Foi fundamental guardar dinheiro, o que se deveu principalmente ao comedimento do [presidente do BC], Henrique Meirelles."
Infraestrutura
O especialista também alertou para a falta de infraestrutura no país para permitir mais investimentos e sustentar o crescimento da economia. "A falta de infraestrutura inibe o investimento. O consumidor consome e o empresário investe. O que faz você consumir é sua vontade, seu desejo. O empresário não, ele precisa ver condições como logística, segurança, energia, esgoto etc., que é a parte do governo", diz Quintans.
O economista acredita que a Copa do Mundo e a Olimpíada no Brasil podem trazer "disposição e oportunidade de criar investimentos em infraestrutura". "Esse é o aspecto que vejo como mais positivo", diz ele, lembrando que os investidores sabem que, caso o governo não faça a parte dele e ofereça infraestrutura, o dinheiro para as instalações terá de sair do próprio caixa dos investidores, que nem sempre estarão dispostos a fazer o gasto "extra".
A carência do setor estrutural brasileiro, de acordo com Quintans, fica transparente quando se compara a produção de energia do Brasil com a dos Estados Unidos. "Temos uma população em torno de 35% menor do que a população amerciana, e nosso sistema elétrico cabe na Califórnia. Temos 1/52 avos da capcidade de distribuição de energia deles. Isso mostra a nossa pobreza", explica.
Papel do governo
Para Ruy Quintans, o papel de destaque que o Brasil teve durante a crise econômica esteve baseado principalmente no controle rígido que o Banco Central exerce há tempos sobre o setor bancário. De acordo com o especialista, a corrente econômica que defende um papel maior para o Estado na economia ganhou força com a crise que explodiu no ano passado.
"Acho que o governo tem que intervir mesmo. Mas o papel dele no momento de crise é intervir com gastos saudáveis. É um papel regulatório nos setores mais interessantes para a sociedade. E o investimento dele na educação, economia, saúde e infraestrutura", diz o professor.
Entretanto, ele vê o poder público brasileiro gastando na direção oposta, do curto prazo. "São gastos permanentes, o que o impede de fazer uma reforma tributária. Há muito gastos com funcionários. São gastos que vão ficar e que não geram nada a não ser uma pequena distribuição de renda", explica.