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domingo, 21 de agosto de 2011

Distribuição dos gastos do consumidor brasileiro


15/08/2011 - 11h25

Brasileiras gastam mais de 60% da renda com moradia, educação e prestações

SÃO PAULO – Levantamento realizado junto à população feminina do Brasil revelou que mais de 60% da renda das mulheres é dividida entre gastos com moradia, educação e prestações.
De acordo com estudo realizado pela Quorum Brasil, empresa especializada em pesquisa de mercado, e divulgado nesta segunda-feira (15), 25% da renda das mulheres é gasta com moradia, outros 21% são destinados à educação e mais 18% vai para o pagamento de prestações.

Distribuição da renda

Na sequência, foi constatado que a população feminina gasta, em média, 13% da sua renda com transporte, 9% com saúde, 8% com vestuário, 5% com lazer e, por fim, 3% com investimentos.
Quando confrontados os hábitos de consumo das mulheres que pertencem à classe C e as da classe B, há algumas considerações a serem feitas. Quando o assunto é moradia, as mulheres da classe C, ou seja, que recebem uma renda mensal na faixa de R$ 1.100 a R$ 2.500, gastam mais. Observa-se que 27% da renda dessa parcela da população é destinada à moradia, categoria de gastos que contempla aluguel, alimentação, água, luz e telefone.

Classe C mais endividada

As mulheres da classe B, que obtêm mensalmente uma renda na faixa de R$ 2.501 a R$ 5.000, destinam 22% da sua renda com moradia. Falando dos demais itens, a população feminina da classe C gasta 21% da sua renda com prestações, que contemplam dívidas com lojas, empréstimos e cartões. As mulheres da classe B gastam menos com esse item, cerca de 14%.
Em relação aos gastos com transporte, nota-se que a renda das mulheres da classe C é muito mais comprometida, já que 16% vai para esse fim. Entre as mulheres da classe B, apenas 9% da renda é gasta com transporte.

Outros gastos

O estudo ainda mostrou como ficaram os gastos com os demais itens, sendo que a população feminina pertencente à classe B gasta 18% com educação, 8% com saúde, 7% com vestuário e 2% com lazer.
Entre as mulheres que recebem mais mensalmente, 23% da renda é destinada à educação, 11% com saúde, 10% com vestuário, 7% com lazer e 4% com investimentos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Distribuição de Renda

09/03/2011 - 07h11

Renda feminina cresce mais do que masculina no Nordeste

CLAUDIA ROLLI
VERENA FORNETTI
DE SÃO PAULO

A renda das mulheres cresceu mais do que a dos homens em três regiões metropolitanas do Nordeste pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) em 2010.

Em Fortaleza, Recife e Salvador, enquanto o rendimento feminino por hora avançou de 1,8% a 12,7%, o masculino variou de -0,2% a 9,7%.

Nas outras regiões do país, a renda feminina também avançou, mas em São Paulo e em Porto Alegre o incremento foi menor do que o obtido pelos homens. Em Belo Horizonte e no Distrito Federal, a variação foi semelhante.

A renda feminina foi puxada, principalmente, pelo comércio e pelos serviços domésticos --o Distrito Federal e em Recife, a indústria também se destacou. Para os homens, a construção civil esteve entre os setores com maior alta na remuneração.

Lúcia Garcia, supervisora da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese, afirma que a combinação aumento do salário mínimo com crescimento acelerado da economia em 2010 explica a vantagem feminina nas três capitais nordestinas.

Garcia pondera que, no Nordeste, as mulheres estão concentradas em postos de trabalho que pagam o mínimo. Portanto, a variação no rendimento base --que teve aumento real de 6,02% no ano passado-- é mais determinante para elas, já que os homens ocupam postos de trabalho mais variados e com remuneração mais alta.

Em Fortaleza, o rendimento médio das mulheres, descontada a inflação, passou de R$ 3,91 por hora em 2009 para R$ 3,98 em 2010 (o dos homens foi de R$ 5,07 para R$ 5,06). Em Salvador, avançou de R$ 5,19 para R$ 5,54 (R$ 6,29 para R$ 6,50 no caso dos homens).

E, em Recife, foi de R$ 3,70 para R$ 4,17 (R$ 4,52 para R$ 4,96 para os homens). Entre as sete regiões pesquisadas, o Distrito Federal é a que tem a maior remuneração por hora para mulheres: R$ 9,99 em 2010 (contra R$ 12,46 dos homens).

O fato de os salários no Nordeste serem mais baixos acentua a importância da alta real do salário mínimo.

O professor José Dari Krein, da Unicamp, concorda: "as categorias com menores rendimentos foram mais beneficiadas com a política valorização do salário mínimo, o que beneficia as mulheres que recebem menos do que os homens e estão segmentadas em ocupações com menor rendimento."

Krein destaca ainda que o comércio é um setor que emprega muitas mulheres. "No Nordeste o impacto do salário mínimo foi mais expressivo, dada a existência de menor remuneração média", diz.
Editoria de Arte/Folhapress

AINDA DISTANTE

Entretanto, apesar do avanço, as mulheres ganham, por hora, 79% do que ganham os homens em Fortaleza. O percentual é de 84% em Recife e de 85% em Salvador. Na média das sete regiões metropolitanas pesquisadas, o rendimento das mulheres corresponde a 76% da renda dos homens.

Para Marcio Pochmann, presidente do Ipea, a melhora na renda das mulheres pode ser explicada, em parte, porque o emprego feminino passa por uma "transição". "Elas deixam de ocupar serviços domésticos e informais para vagas com mais proteção, como no setor industrial, onde a qualidade do emprego é maior."

O professor Pedro Paulo Carbone, diretor-executivo do Ibmec Brasília, ressalta que, no Distrito Federal, a escassez de mão de obra masculina em alguns setores estimula a busca de trabalho feminino, e consequentemente, melhora o patamar de renda das mulheres.

"Nos arredores de Brasília, por exemplo, a indústria da construção civil está em franca expansão. Como em alguns casos já não encontra trabalhadores, parte para a contratação de mulheres em algumas funções. Com isso, as oportunidades melhoram para a mão de obra feminina."

Carbone afirma também que é necessário incrementar políticas públicas para diminuir a desigualdade salarial entre homens e mulheres. "A diferença nos salários de homens e mulheres é reflexo de um preconceito global, que atinge do baixo ao alto escalão de várias empresas em vários países. A exceção é a Suécia e países escandinavos", diz.

Segundo Carbone, companhias de grande porte têm incluído, em seus indicadores de responsabilidade social, a contratação de mulheres para diminuir as diferenças salariais no mercado de trabalho. "Mas essa é uma ação que só deve trazer resultados a longo prazo."

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Menor taxa de desemprego e maior renda




São Paulo, sexta-feira, 28 de janeiro de 2011



Desemprego cai a 5,3% e atinge menor marca desde 2002 

Diferenças regionais e informalidade ainda elevada, porém, ainda separam Brasil de países desenvolvidos

Renda alcança recorde e massa salarial cresce 7,5% em 2010; analistas veem risco que reajuste de salários afete preços

PEDRO SOARES
DO RIO

Graças ao acelerado crescimento econômico em 2010, a taxa de desemprego cedeu, em dezembro, para 5,3%.
É a menor marca da pesquisa do IBGE, iniciada em 2002, e se aproxima do nível considerado internacionalmente como o de pleno emprego, na casa dos 5%. Para economistas, porém, o mercado de trabalho das maiores metrópoles do país ainda está distante de tal condição.
Isso porque ainda persistem um elevado grau de informalidade -embora em declínio- e fortes discrepâncias regionais, setoriais e por faixas da população.
"Não dá para falar em pleno emprego com as distâncias entre as regiões [em Salvador, a taxa média de 2010 ficou em 11%; em Porto Alegre, fechou em 4,5%]", disse Cimar Azeredo Pereira, gerente da pesquisa do IBGE.
Diante do cenário positivo, porém, a taxa de desemprego caiu de 8,1% em 2009 para 6,7% em 2010 -também a menor desde 2003; a formalização chegou a taxa recorde de 46,3% das pessoas ocupadas; o rendimento cresceu 3,8% na média anual e alcançou o maior valor da série do IBGE (R$ 1.490,61).
Mas o ambiente de crescimento suscita preocupações. Para economistas, o crescimento de 7,5% na massa salarial (rendimento médio multiplicado pelo número de pessoas ocupadas) em 2010 e a situação confortável de emprego dificultam o controle da inflação.
Tal cenário levará o BC a aumentar mais os juros ou o governo a apertar os gastos a fim de frear o consumo.
Thaís Marzola Zara, da Rosenberg & Associados, já prevê uma alta maior da Selic (taxa básica de juros). Elevou a projeção de alta da taxa de 1,5 ponto (0,5 ponto na reunião do Copom neste mês) para 2,5 pontos. Já a LCA manteve a estimativa de 1,5 ponto -já com a alta do mês, a taxa está em 11,25% ao ano.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Consumo e Renda no Brasil


Baixa renda: preços têm maior queda desde setembro de 2008

6 de agosto de 2010 - 11:46 - Por Agência Brasil

Preços para os consumidores que ganham menos de 3 salários mínimos tiveram a maior queda dos últimos 2 anos
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Foto: divulgação
Preços para os consumidores que ganham até dois salários mínimos e meio por mês tiveram a maior queda dos últimos dois anos. É o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) de julho, que apresentou deflação de 0,56%. Levantamento divulgado hoje (6) pela Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que essa é a menor taxa desde setembro de 2008, quando o índice registrou queda de 0,57%. No ano, o acumulado é de 4,20% e nos últimos 12 meses, de 4,65%.
Segundo o estud da Fundação, quatro das sete classes de despesa analisadas apresentaram decréscimos em suas taxas de variação em julho. Entre os destaques estão vestuário, que também inclui acessórios e calçados (de 0,78% para -1,11%), alimentação (de -1,31% para -1,54%), saúde e cuidados pessoais (de 0,40% para 0,25%) e despesas diversas (de 1,64% para 1,58%). Os itens que mais contribuíram para o movimento de queda nas taxas dessas classes foram roupas (de 1,08% para -0,89%), arroz e feijão (de -0,22% para -1,31%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,72% para 0,30%) e bebidas alcoólicas (de -0,06% para -1,07%), respectivamente.
Já os grupos educação, leitura e recreação (de -0,05% para 0,35%), habitação (de 0,14% para 0,19%) e transportes (de -0,01% para 0,01%) registraram acréscimo. Os itens que mais influenciaram esses resultados foram excursão e tour (de -1,69% para 1,58%), e tarifas de eletricidade residencial (de 0,41% para 0,63%) e de ônibus interurbano (de 0,17% para 0,42%), respectivamente.

sábado, 3 de abril de 2010

43% da população que trabalha em ocupações rurais não têm renda, diz Ipea

Segundo a pesquisa, há 30 milhões de brasileiros em ocupações rurais.
Agricultura familiar é principal fonte de sustento, indica análise.

Do G1, em São Paulo.

A agricultura familiar é a principal fonte de sustento para a maior parte das famílias que vivem em ocupações rurais, revela levantamento sobre o setor rural divulgado nesta quinta-feira (1) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As relações de trabalho nesse meio, no entanto, são precárias e instáveis, indica o estudo.

De acordo com os dados do Ipea, 43% da população ocupada em tais condições não são remunerados pela sua atividade. Além disso, 43% dos empregados ocupados no setor são temporários.

"Mais da metade dos trabalhadores do grupamento agrícola estão fora de qualquer relação de assalariamento, o que desafia a estrutura do sistema de direitos e garantias sociais, fundadas nas relações de trabalho centradas no emprego formal", diz comunicado do órgão.

Para a entidade, que realizou o trabalho com base nas informações da Pnad 2008, é provável que que a maior parte destes trabalhadores viva em domicílio em que a família possui alguma fonte de renda.

"Porém, dada a expressividade do número de não remunerados no total da força de trabalho ocupada, é provável que no interior deste contingente encontremos relações precárias de trabalho e desemprego", informa a entidade em comunicado.

Além da renda recebida pela atividade rural, rendimentos de ouras fontes têm importância bastante expressiva na composição da renda domiciliar da população rural, segundo o Ipea. 33,11% dos domicílios rurais tinham, entre seus moradores, pelo menos um aposentado ou pensionista.

Segundo a pesquisa, há hoje 30 milhões de brasileiros que vivem em ocupações rurais; número que, se constituísse um país, seria o quadragésimo mais populoso do mundo, e o terceiro da América do Sul, atrás de Brasil e Argentina.


Venda da produção

A grande maioria dos agricultores familiares, segundo o Ipea, efetua sua produção sem definir previamente seu destino. Mais de 70% dos agricultores não assumiram o compromisso de venda de alguma parte da produção, de acordo com a análise.

Apesar disso, quase 80% dos agricultores familiares venderam alguma parte do que produziram.

Por outro lado, um quinto dos agricultores familiares destina sua produção diretamente ao consumidor final.

"Este dado é importante, pois reforça a condição de produtora de alimentos da agricultura familiar, além de ser um forte indício da integração da agricultura familiar com o comércio local", diz o comunicado do Ipea

Por outro lado, apenas 8% da produção dos empregadores na agricultura têm por destino direto o consumidor final.


Outro dado relevante está relacionado ao cooperativismo: apenas 9% dos agricultores familiares destinam sua produção para cooperativas, "o que pode ser uma evidência da pouca organização entre os agricultores familiares e de sua consequente dependência em relação a intermediários".

Instrução precária

Os dados sobre educação evidenciam que a população rural continua menos favorecida que a urbana. A taxa de analfabetismo para pessoas acima de 15 anos é de 7,5% na zona urbana e de 23,5% na zona rural.

Enquanto, nas cidades, 9% da população têm pouca ou nenhuma instrução, no campo, tal proporção ultrapassa 24%. Em outro extremo, a população mais escolarizada, acima de 11 anos de estudo, representa mais de 40% da população urbana e apenas 12,8% da população rural.

A maioria da população do campo – 73% - não completou o ensino fundamental.

FONTE: Economia e Negócios, do G1

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1553755-9356,00-DA+POPULACAO+QUE+TRABALHA+EM+OCUPACOES+RURAIS+NAO+TEM+RENDA+DIZ+IPEA.html