sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Nordeste - Infraestrutura e Oportunidade de Negócios


Oportunidades de Suape são mapeadas

Elaborado um Mapeamento das Oportunidades de Negócios das Demandas dos Empreendimentos Estruturadores
Foto: SXC
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Como aproveitar a onda de investimentos que chegam a Pernambuco fornecendo serviços através de minha micro ou pequena empresa? Esse é o questionamento de muitos pernambucanos que terão em mãos, a partir de agora, um Mapeamento das Oportunidades de Negócios das Demandas dos Empreendimentos Estruturadores.
O material, composto de 23 cadernos temáticos, é fruto de uma parceria entre a empresa Suape, o Sebrae e a instituição alemã German Technical Cooperation, GTZ firmada em setembro de 2009, e foi apresentado na manhã dessa quinta-feira (11.02), no Porto de Suape, pelo consultor Fernando Vasconcelos.
“O propósito do material é fornecer uma base de dados sólida sobre as demandas desses três empreendimentos e fazer com que as empresas do Estado se insiram no desenvolvimento crescendo junto com essas três grande obras. O perfil de nossa economia está mudando, e até 2015, um terço do nosso PIB estará representado por esse novo mercado”, comenta o secretário Fernando Bezerra Coelho.
Prefeitos, secretários e representantes de Câmaras de Dirigentes Logistas (CDLs) das cidades de Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Moreno, Sirinhaém, Escada, Rio Formoso, Jaboatão dos Guararapes e Ribeirão estiveram presentes e conferiram as oportunidades geradas desde a terraplenagem, passando pela montagem do canteiro de obras, das tubulações, das subestações, pela automação e instrumentação, caldeiraria, até as edificações “extra-muros” da Refinaria Abreu e Lima, do Estaleiro Atlântico Sul e da PetroquímicaSuape.
“Somente de alimentação, serão demandadas entre 40 a 100 mil refeições por dia. São de R$ 140 a 350 milhões/ano de faturamento bruto. E esse é apenas um segmento de fornecimento.
Temos fardamento, combustível, máquinas, tintas e uma infinidade de oportunidades que precisam ser aproveitadas pelos pernambucanos. Não podemos deixar que tudo isso seja buscado em outros lugares, se já sabemos do que eles precisam”, comentou Fernando Vasconcelos.
“Caberá aos municípios, suas empresas e população, identificar suas vocações e mobilizar indústrias para angariar uma fatia dos investimentos, que chegam a R$ 30 bilhões”, concluiu.
Nos próximos dias, uma agenda de divulgação do Mapeamento será definida, junto com os municípios do entorno de Suape, para apresentação aos empresários de micro e pequenas empresas de cada um deles.
Para o diretor da GTZ, Ingo Melcheres, essa divulgação é de extrema importância. “Acreditamos que esse é o caminho. Uma dinâmica contínua irá dar condições para essas empresas inserirem seus negócios de forma competitiva e de qualidade nessa onda de investimentos”.
Informações da Assessoria de Comunicação.
Fonte: Tendências e Mercado

Ceará - Exportações ainda são concentradas em poucos municípios


Apenas 45 municípios do Ceará exportam

12/2/2010 Clique para Ampliar
Aproximadamente 70% das vendas externas de Fortaleza estão concentradas em cinco produtos
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Estudo do Ipece revela que somente 25% dos municípios do Estado têm alguma produção para o mercado externo

Semelhante a outros indicadores econômicos do Ceará, as exportações continuam concentradas em um pequeno conjunto de municípios. Estudo divulgado, ontem, pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado (Ipece) revela que dos 184 municípios cearenses, em torno de 45 deles, ou 25%, apresentam algum tipo de produção para o mercado externo. No entanto, somente quatro deles dominam a pauta de exportações estadual, com participações acima de 10%.

Juntos, Fortaleza, Maracanaú, Cascavel e Sobral somam em torno de 60% do total vendido pelo Ceará ao exterior, com outras 13 cidades com participações entre 1% e 5,5%. Os demais, ou seja, 28 municípios, não chegam a representar nem 1% cada do volume exportado pelo Estado. No caso de Fortaleza e Maracanaú, cada detém quase 20% do valor comercializado pelo Ceará. Porém, vale destacar que, em ambos os casos, esses municípios vêm perdendo participação relativa entre 2005 e 2008, período considerado pelo estudo, o que pode ser um indicativo, mesmo em pequena escala, da migração de parte do volume exportado para o Interior. Nesse sentido, o Ipece revela que Itapajé e Icapuí vêm aumentando sua participação, saindo de 3,9% e 0,3%, respectivamente em 2005, para 5,5% e 4%, em 2008.

Principais produtos

Aproximadamente 70% das vendas externas de Fortaleza, principal município exportador do Ceará, concentram-se apenas em quatro ou cinco produtos, sendo que castanha de caju, responde por quase 50% do total. Com relação à Capital, é preciso destacar ainda o consumo de bordo resultante da estratégica localização da cidade, fazendo com que a mesma sirva como entreposto de abastecimento de embarcações de todo o mundo. Os demais produtos resumem-se a frutas e mariscos em geral.

No caso de Maracanaú, existe uma maior diversificação em termos de produtos, apesar destes se aterem basicamente à indústria têxtil em geral. Alguns outros produtos ligados ao setor siderúrgico também apresentam alguma participação.

Para Cascavel, produtos ligados a couros e peles têm preponderante participação com mais de 60%. Castanha de Caju, apesar de perda de participação no ano de 2008, apresenta forte presença nos anos anteriores. Outros produtos de menor relevância também estão relacionados a couros e peles e a indústria calçadista e têxtil em geral. Outro município com participação nas exportações semelhante ao de Cascavel é o de Sobral. Neste caso, prevalecem os produtos da indústria calçadista. Já em Itapagé, toda a pauta exportadora está ligada ao setor de calçados e seus derivados e em Icapuí, os produtos exportados estão na categoria de frutos do mar e fruticultura.

Destinos

No tocante aos destinos, observa-se que existe ampla linha de países. Porém, em todos os municípios do Estado um de seus maiores parceiros comerciais são os Estados Unidos. Para Fortaleza, observa-se que, em média, 40% das exportações estão concentradas neste país.

BALANÇA COMERCIAL
Manufaturados ganham mais espaço na pauta

Na evolução das exportações e importações cearenses, o estudo divulgado pelo Ipece mostra que do ano 2000 até 2008, a participação dos produtos industrializados têm crescido na comparação com os produtos classificados como básicos. Em ambas as situações, observa-se a forte presença de produtos manufaturados, aqueles com maior valor agregado e, consequentemente, com maior retorno financeiro para o Estado.

No caso das exportações, enquanto no primeiro ano da série histórica analisada os produtos industrializados representavam 57,6% do total, em 2008 passaram para 71,5%. Nessa conta, prevalecem os produtos manufaturados (51,2%). Por outro lado, os produtos básicos saíram de uma proporção de 40,2% para 26,6%.

Já com relação às importações, observa-se resultado semelhante. A participação dos produtos industrializados sobre as compras feitas pelo Estado no exterior saltou de 59,2%, no ano 2000, para 81,6%, em 2008, com a importação de produtos básicos perdendo espaço, despencando de 40,8% para 18,4% no mesmo período. Assim como nas exportações, também se sobressaem os produtos manufaturados, com 76,4% das aquisições de industrializados.

O Ipece aponta ainda que é clara a baixa participação dos bens de capital tanto nas exportações como nas importações. Em ambos os casos, os bens intermediários (utilizados pelas indústrias de transformação), têm forte peso. Já os bens duráveis tem alta participação nas vendas externas e baixa nas importações. (ADJ)


ANCHIETA DANTAS JR.
REPÓRTER

Fonte: Jornal Diário do Nordeste. Caderno Negócios.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ceará - Exportação de frutas


CE: Exportação de frutas pelo Pecém poderá crescer até 15%

Diretor comercial destacou importância do Porto do Pecém como de saída das frutas da região Nordeste para a Europa
Foto: SXC
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Em 2010, a expectativa de crescimento na exportação de frutas frescas pelo Terminal de Múltiplo Uso (TMUT) do Porto do Pecém está entre 10% e 15% em relação a 2009.
A estimativa é do diretor comercial do Pecém, que acompanhado do coordenador de operações da Cearáportos, participou da Feira de Frutas Fruitlogistic em Berlim, na Alemanha.
O evento é considerado de excelente ambiente para negociações mundiais de vendas e transporte de frutas, bem como animação de negociação entre armadores e produtores.
O diretor comercial destaca a importância do Porto do Pecém como gate de saída das frutas da região Nordeste para a Europa, sobretudo as regiões da Escandinávia, Rússia e Mediterrâneo, o que possibilita fazer uma boa previsão das expectativas de exportações de frutas para o corrente ano.
Além da feira de frutas, os dois técnicos, a convite da Hamburgo Sud, visitaram o Terminal de Containeres HHLA no Porto de Hamburgo. Ao mesmo tempo, os representantes cearenses conheceram as operações de transbordo HUBPort, colhendo importantes subsídios para o planejamento operacional e comercial do Terminal de Múltiplo Uso – TMUT do Porto do Pecém, que iniciará suas atividades ainda no corrente ano.
Porto do Pecém
O Terminal Portuário do Pecém ou Porto do Pecém, como é mais conhecido, é um porto da costa do Nordeste brasileiro localizado no estado do Ceará, dentro da Região Metropolitana de Fortaleza, na cidade de São Gonçalo do Amarante.
Fonte: Tendências e Mercado.

Economia Brasileira


Melhor fase da economia brasileira foi de 2003 a 2008

Estudo divulgado hoje (11) pelo Ibre mostra que período foi o melhor para a economia brasileira nos últimos 30 anos
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
O período de junho de 2003 a julho de 2008 foi o melhor para a economia brasileira, de 1980 para cá, segundo estudo divulgado hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Nesses cinco anos, a indústria se expandiu, as vendas do comércio registraram alta e a geração de emprego e renda cresceu.
A análise foi realizada pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos, coordenado pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, e teve participação de mais seis economistas.
Segundo o estudo, o bom desempenho da economia começou seis meses após a posse do presidente Lula e se prolongou por 61 meses. O segundo melhor período foi entre fevereiro de 1987 e outubro de 1988, na gestão do ex-presidente José Sarney.
O menor período recessivo, de acordo com o levantamento, foi também no governo atual e durou seis meses: de junho de 2008 a janeiro de 2009, quando o país conviveu com a recessão. Mesmo sendo menos afetado do que outros países, o Brasil sofreu nesse período reflexos da crise financeira internacional.
O maior intervalo de baixo desempenho, classificado de recessivo, por se estender por meses seguidos, ocorreu entre  junho de 1989 e dezembro de 1991, prolongando-se até janeiro de 1992, num total de 30 meses. Essa fase crítica começou em meio à campanha pela primeira eleição direta para a Presidência da República depois do regime militar (1964-1985).
De acordo com o estudo, nas três décadas analisadas, o Brasil passou por oito ciclos de negócios entre intervalos de fases boas e ruins. Os períodos recessivos duraram, em média, 15,8 meses e os de expansão, 28,7 meses.
Fonte: Tendências e Mercado.

Classes A e B são as que mais cresceram na crise, mostra FGV


O conjunto das classes A e B foi o mais atingido pela crise econômica inicialmente, mas também foi o que mais cresceu no ano passado, terminando o ano com renda 2,0% superior a dezembro de 2008. A avaliação é de estudo realizado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPS-FGV), que considerou as seis principais regiões metropolitanas do país. A classe C terminou o ano com redução de 0,4% na renda ante dezembro de 2008. A classe D teve alta de 1,4% e a classe E registrou queda de 1,5% no período.

O economista-chefe do CPS, Marcelo Neri, vê tendência ao crescimento e melhor distribuição de renda este ano. "Existe uma certa tendência à expansão, porque acho que os empresários superestimaram a crise antes", afirmou. A avaliação considera ainda que a base do ano passado é baixa, o que ajuda a ter resultados estatísticos melhores este ano. Além disso, em anos eleitorais, como o atual, é comum que a renda aumente e a distribuição melhore.

Perda de vagas
 
Por outro lado, Neri considerou preocupante a perda de 415 mil empregos no Brasil em dezembro registrados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Segundo ele, o resultado deve ter tido efeitos negativos na renda em janeiro deste ano, assim como a queda de emprego em dezembro de 2008 fez a crise atingir os bolsos dos brasileiros em janeiro de 2009. "O começo do ano é mais delicado por causa da perda de emprego em dezembro", disse.

Em janeiro do ano passado, todas as classes de renda pioraram significativamente em relação a dezembro nas seis principais regiões metropolitanas. O conjunto das classes A e B caiu 2,7% e a classe C diminuiu 2,2%. As classes mais baixas aumentaram: a classe D subiu 3,0% e a classe E, 6,7%. As classes A e B representaram, no ano passado, quase 16% da população brasileira.

Depois de janeiro, porém, o ano foi de recuperação e terminou relativamente bem em relação a outros países. "A crise no Brasil não foi tsunami nem marolinha, foi uma ressaca pesada em janeiro com recomposição depois", disse Neri. Ele avalia que a crise econômica no Brasil já acabou. 


Fonte: Portal G1 de Notícias - Economia e Negócios

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Consumo de etanol cai 25% Formatação

Formatação

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No CE, consumidor também "foge" do etanol para reduzir impacto no bolso

10/2/2010

Apesar da retração no consumo do álcool, os preços subiram 13,96%, em 2009, e continuam em alta, este ano

São Paulo/Fortaleza A disparada do preço do álcool nos últimos meses já produz efeitos diretos no consumo. De acordo com o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Allan Kardec Filho, houve redução de 25% na demanda por álcool em janeiro, na comparação com dezembro. "No Ceará, a queda é grande, porque o consumidor sabe fazer conta e já percebeu que não é mais vantagem abastecer com álcool", confirma o novo presidente do Sindipostos-CE, Guilherme Meireles, sem revelar o percentual de queda.

"Desde outubro, o preço do álcool vem subindo, e o consumidor que tem carro flex tem recorrido mais à gasolina. O álcool já perdeu sua vantagem em quase todo o Brasil, com exceção do Mato Grosso", afirmou, Kardec Filho, durante divulgação dos dados relativos ao mercado de combustíveis em 2009. Ele destacou que, a partir da segunda quinzena de março, espera-se recuperação do consumo, à medida em que os preços comecem a cair com a colheita da safra de cana-de-açúcar.

Levantamento da ANP mostra que o preço do álcool combustível subiu 13,96%, em 2009. Neste ano, já subiu outros 10%, chegando a "estratosfera" de R$ 2,19, em alguns postos de Fortaleza, conforme anunciou com exclusividade, o Diário do Nordeste, na edição de ontem.

A gasolina teve variação bem menor, ficando 1,23% mais cara, no País. E ontem, apesar da redução de R$ 0,08, na Cide, o combustível voltou a subir na capital cearense, revelando oportunismo do setor, diante do feriado do Carnaval. Já o óleo diesel barateou, apresentando redução de 6,17%, segundo pesquisa feita em postos de combustíveis de todo o País.

Mercado cresceu em 2009

Apesar do aquecimento dos preços e dos efeitos da crise econômica na primeira metade do ano de uma maneira geral, o consumo de combustíveis cresceu 2,7%, no mercado nacional, em 2009. Ao todo, foram consumidos 108,8 bilhões de litros, segundo dados da ANP.

Assim como nos anos anteriores, o consumo de álcool hidratado (o álcool que não é misturado à gasolina) apresentou a variação mais significativa. A demanda de 16,4 bilhões de litros significou um incremento de 23,9% em relação a 2008. Se for levado em conta o consumo de álcool anidro, o etanol registrou consumo de 22,8 bilhões de litros, com avanço de 16,5%.

Combustível mais consumido do Brasil, o óleo diesel teve retração de 1% em 2009, com consumo total de 44,4 bilhões de litros. Já biodiesel teve variação positiva de 39,1%. A gasolina apresentou aumento de 0,9%, totalizando consumo de 25,4 bilhões de litros.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=734611

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Crise na Europa não deve afetar investimentos no Brasil, avalia especialista

O potencial de crescimento do Brasil deverá continuar a atrair investimentos estrangeiros, apesar da turbulência financeira em vários países da Europa. Segundo o presidente da Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica), Luís Afonso Lima, o fluxo de recursos para as nações em desenvolvimento não apenas deve se manter como pode até aumentar caso ocorra a deterioração das economias europeias.
Esse comportamento, avalia, se repetirá sobretudo nos países diretamente afetados pela crise atual, como a Espanha. "Em 2000, os espanhóis estavam em segundo lugar entre os investidores estrangeiros no Brasil. Em 2009, ficaram na terceira posição, mas o volume de recursos não sofreu grandes alterações de lá para cá, mesmo com diversas crises", afirmou.
Lima até admite a possibilidade de interrupção nos investimentos estrangeiros no curtíssimo prazo, por causa do agravamento da crise econômica em cinco países da zona do euro: Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e Grécia. Ele, no entanto, acredita que o fenômeno será temporário.
"Há um possível efeito negativo no curtíssimo prazo, mas é provável que não haja queda no longo prazo nos investimentos externos nos países emergentes", disse Lima. "Pelo que vimos em outros casos, o investimento estrangeiro direto pode até aumentar porque os países emergentes passam a ser encarados como porta de saída da crise."
De acordo com o presidente da Sobeet, o potencial de crescimento nos países emergentes contrasta com a estagnação nos países desenvolvidos: "Os países emergentes têm um mercado ainda não totalmente explorado e oferecem uma possibilidade de crescimento que não existe nos países de origem de diversas empresas multinacionais". Ele ressalta que esse processo ocorreu com os setores automotivo e bancário. "Não vejo por que seria diferente em outros setores." 


Fonte: Folha OnLine

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Moradores de SP e Rio perdem poder de compra em dez anos, diz pesquisa


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O fisioterapeuta David Homsi com seus produtos comprados nos EUA (Foto: Régis Filho/G1)

Quem já não teve a sensação de que as coisas estão ficando cada vez mais caras, mesmo quando os dados oficiais de inflação indicam que os preços não subiram tanto assim? Ou que muita coisa é bem mais barata quando comprada no exterior? Esse sentimento do brasileiro tem razão de ser, dizem especialistas.

Dados mostram que o poder de compra em São Paulo e no Rio de Janeiro teve queda nos últimos anos, ou seja, as pessoas têm que trabalhar mais para comprar os mesmos produtos.

O banco suíço UBS faz a cada três anos uma pesquisa comparando o custo de vida em mais de 70 cidades do mundo. Mas, além de converter o preço de vários produtos e serviços para dólar e fazer um ranking das cidades mais caras, a pesquisa também faz comparações levando em conta quanto os trabalhadores do local ganham, em média. Assim, conseguem comparar o poder de compra dos cidadãos das várias cidades.

“Os preços medidos em reais subiram consideravelmente nos últimos dez anos em São Paulo e no Rio de Janeiro. O preço da nossa cesta de bens e serviços subiu aproximadamente 135% entre 2000 e 2009”, diz Thomas Berner, economista norte-americano que faz parte do grupo de pesquisa do UBS.

“Como o rendimento médio não acompanhou a velocidade do aumento de preços, o poder de compra doméstico caiu e ainda está abaixo do que era em 2000, ou seja, as pessoas têm que trabalhar mais para comprar a mesma cesta de produtos. O Rio e São Paulo ficaram mais caros do ponto de vista de seus cidadãos”, explica o especialista.

Comparando o poder de compra nas diferentes cidades, São Paulo ficou em 45º lugar no ano passado, entre 73 cidades, enquanto o Rio de Janeiro ficou em 48º. Usando o poder de compra em Nova York como referência, com o valor de 100 pontos, em São Paulo esse número é menos da metade: 45,2 pontos.


No Rio, o valor encontrado é 38,6 pontos. Isso significa que um paulistano médio consegue, com seu rendimento, consumir menos da metade do que um nova-iorquino consegue.

Outra comparação famosa feita pelo UBS é o chamado “índice Big Mac”, que mede quanto tempo uma pessoa tem que trabalhar para comprar o famoso sanduíche. Em Nova York, esse tempo é de 14 minutos; em São Paulo, são necessários 40 minutos, e no Rio, 51 minutos.


O UBS também fez uma comparação semelhante, calculando o tempo necessário para comprar um iPod Nano. Para o novaiorquino médio, são 9 horas de trabalho, enquanto o paulistano precisa de 46,5 horas e o carioca, 56 horas.


Crescimento
Os economistas acreditam que o próprio crescimento econômico é um dos vilões dos preços. “O crescimento econômico geralmente leva a preços mais altos. Então, a expansão forte da economia brasileira nos últimos anos deve ser uma das principais explicações para a alta dos preços”, diz Berner.

Para Robson Gonçalves, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio, um dos fenômenos que explica o fato de muitos produtos serem caros no Brasil é uma mudança no patamar de desenvolvimento do país. “Quando os países chegam a um nível médio de desenvolvimento, a vida urbana fica mais cara”, diz ele. “Muitos itens ainda são elitizados no Brasil. Um exemplo é o vinho, visto como um produto de elite, que por isso tem um sobrepreço.”


O especialista explica que isso acontece porque, com o crescimento econômico e uma maior mobilidade social, há um aumento rápido da demanda, já que as pessoas querem consumir produtos a que não tinham acesso antes. 
A tendência, porém, é que isso mude conforme o país continuar crescendo. “Vai quebrar esse consumo esnobe. As pessoas vão passar a exigir qualidade e preço baixo”, diz Gonçalves.


No entanto, o economista faz a ressalva de que, nos grandes centros urbanos, os serviços são muito caros. “Essa pesquisa tem um viés, é muito influenciada pelo fato de São Paulo e o Rio serem cidades muito grandes. A pesquisa não retrata as cidades médias, no interior de São Paulo e norte do Paraná, por exemplo, que têm renda elevada e onde o custo de vida é muito mais baixo.”


Otto Nogami, professor do Insper (ex-Ibmec São Paulo), concorda que a vida nos grandes centros é mais cara. “Nas metrópoles existe um excesso de demanda e poucos produtos, porque falta infraestrutura”, diz ele.


O economista do Insper acredita que uma das causas dos preços altos no país é o chamado “custo Brasil”. Para ele, as empresas brasileiras são muito menos produtivas que as estrangeiras e por isso o custo dos produtos é maior. Outros fatores como alta carga tributária e alto custo da mão-de-obra (devido a encargos trabalhistas) também influenciam, diz ele.


“Nos Estados Unidos, por exemplo, um Honda Civic custa em torno de US$ 15 mil. Aqui custa R$ 65 mil. Existe uma desproporcionalidade que é reflexo desses fatores”, diz ele. 


Compras lá fora
Muitos brasileiros já perceberam há tempos os preços bem mais baixos de certos produtos no exterior e tratam de fazer compras lá fora quando possível. 
A securitária Flávia Lopes Pereira, 33 anos, foi aos Estados Unidos em setembro e comprou todo o enxoval de sua filha, que deve nascer no próximo dia 20. “Mega vale a pena. Comprei coisas lindas e baratas”, diz ela, que estima ter gasto cerca de US$ 3.500.


“Comprei roupinhas para quando a bebê tiver 3 meses até os 2 anos, além de carrinho com bebê conforto, brinquedos, acessórios”, conta ela. “Lá você compra um kit com macacão, babador, várias peças, por US$ 17, ou as peças avulsas por US$ 3, US$ 5. Aqui uma roupinha bonita custa R$ 80”, diz Flávia. O carrinho de bebê que ela queria custa cerca de R$ 2.000 aqui; ela achou por US$ 199 nos EUA.


O fisioterapeuta David Homsi, 33 anos, gosta de comprar roupas, sapatos, relógios e eletrônicos quando vai aos EUA, o que costuma fazer duas vezes ao ano. “Aqui custa cerca de 300% mais caro. Da última vez comprei dois sapatos Prada. Uma calça jeans, que você paga US$ 140 no SoHo, em Nova York, aqui custa R$ 1.200.”


Homsi diz que já comprou roupas e sapatos de grife no Brasil, mas só “na liquidação da Daslu”. Se não pudesse comprar no exterior, ele diz que consumiria os produtos de que gosta em menor quantidade.


Fonte: Portal G1 de Notícias - Economia e Negócios

sábado, 6 de fevereiro de 2010


06/02/2010 - 11h12

Derretimento do Ártico pode custar US$ 24 tri até 2050, diz estudo

WASHINGTON (Reuters) - O derretimento das geleiras no Ártico pode custar de 2,4 trilhões de dólares a 24 trilhões de dólares até 2050 em danos à agricultura global, aos imóveis e às seguradoras causados pelo aumento do nível dos oceanos, enchentes e ondas de calor, informou um estudo divulgado na sexta-feira.

"Todos ao redor do mundo irão carregar esses custos", afirmou Eban Goodstein, um economista do Bard College, no Estado de Nova York, e co-autor do estudo chamado "Tesouro Ártico, Ativos Mundiais Derretendo".

Ele afirmou que o relatório, revisado por mais de uma dezena de cientistas e economistas e financiado pelo Pew Environment Group, um braço do Pew Charitable Trusts, é a primeira tentativa de calcular o tamanho das perdas de uma das regiões mais importantes para o clima mundial.

"O Ártico é o ar-condicionado do planeta e ele está começando a entrar em colapso", disse.

O derretimento de gelo e neve no Oceano Ártico já custa ao mundo de 61 bilhões a 371 bilhões de dólares anualmente, principalmente devido a ondas de calor, enchentes e outros fatores, disse o estudo.

As perdas podem aumentar, pois um Ártico mais quente tende a soltar grandes quantidades de metano. O gás teria um impacto 21 vezes maior que o dióxido de carbono no aquecimento global.

O derretimento do gelo no Oceano Ártico já está causando um aumento de temperaturas, pois a água escura, resultante do gelo derretido, absorve mais energia solar, afirmou. Isso pode causar derretimentos de mais geleiras e aumentar o nível dos oceanos.

Enquanto boa parte da Europa e dos Estados Unidos têm sofrido com nevascas e temperaturas abaixo do esperado neste inverno, as evidências aumentam de que o Ártico está em risco devido ao aquecimento.

Os gases geradores do efeito estufa saídos de escapamentos e chaminés levaram as temperaturas do Ártico, na última década, ao maior nível em pelo menos 2.000 anos, revertendo uma tendência natural de resfriamento, informou uma equipe internacional de pesquisadores no jornal Science, em setembro.

As emissões de metano do Ártico subiram 30 por cento nos últimos anos, disseram cientistas no mês passado.

(Reportagem de Timothy Gardner)

Fonte: UOL Noticias

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2010/02/06/derretimento-do-artico-pode-custar-us-24-tri-ate-2050--estudo.jhtm