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quarta-feira, 21 de julho de 2010

França busca novos laços com o Ceará

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Saint-Geours: "sensibilidade já foi feita. Agora, virão os próximos passos"
FOTO: TUNO VIEIRA
Embaixador francês no Brasil procurou conhecer investimentos em infraestrutura, visando parceria entre portos

O embaixador da França no Brasil, Yves Saint-Geours, esteve, ontem, em Fortaleza, durante visita oficial ao Ceará, para estreitar relações culturais e econômicas entre ambos os povos.

Ele foi recebido pelo governador do Estado em exercício, Francisco Pinheiro, no Palácio Iracema, onde externou o objetivo de ajudar na criação de novas parcerias com o Estado, além das já existentes com empresas francesas, especialmente, na produção de frutas e hortaliças, setor de mineração. Existe a intenção, também, em desenvolver uma parceira entre os Portos cearenses e os do país europeu.

O embaixador almoçou com o presidente da Fiec, Roberto Macêdo, representantes da Cearaportos, da Agência de Desenvolvimento do Estado (Adece) e outros empresários. Foram apresentados a ele algumas das obras de infraestrutura realizadas nos últimos anos e a projeção de novos investimentos que deverão ficar concluídos, futuramente. "É muito claro que a economia cearense está mudando rapidamente, um crescimento forte, que procura utilizar bem as vantagens da localização do Ceará, através dos investimentos em portos, rodovias e recursos humanos. São desafios do começo de uma história. E é isso que vou procurar transmitir para as autoridades francesas. Os encontros foram verdadeiramente úteis". Para o embaixador, o ano da França no Brasil ajudou a aproximar milhares de brasileiros da cultura e economia moderna da França e mostrar os estados brasileiros aos europeus. "O que queremos é intensificar esse troca cultural e econômica já existente. A sensibilização foi feita".

Conhecimento científico

O representante do governo francês esteve na Unifor, onde reiterou a importância da parceria entre a universidade com instituições acadêmicas de seu país. "O intercâmbio universitário já existe, desde muito tempo. Temos uma base forte de troca de estudantes e pesquisadores com os institutos científicos franceses. Mas a intenção é ampliar mais", ratificou.

Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Nordeste - Infraestrutura e Oportunidade de Negócios


Oportunidades de Suape são mapeadas

Elaborado um Mapeamento das Oportunidades de Negócios das Demandas dos Empreendimentos Estruturadores
Foto: SXC
Foto: SXC
Como aproveitar a onda de investimentos que chegam a Pernambuco fornecendo serviços através de minha micro ou pequena empresa? Esse é o questionamento de muitos pernambucanos que terão em mãos, a partir de agora, um Mapeamento das Oportunidades de Negócios das Demandas dos Empreendimentos Estruturadores.
O material, composto de 23 cadernos temáticos, é fruto de uma parceria entre a empresa Suape, o Sebrae e a instituição alemã German Technical Cooperation, GTZ firmada em setembro de 2009, e foi apresentado na manhã dessa quinta-feira (11.02), no Porto de Suape, pelo consultor Fernando Vasconcelos.
“O propósito do material é fornecer uma base de dados sólida sobre as demandas desses três empreendimentos e fazer com que as empresas do Estado se insiram no desenvolvimento crescendo junto com essas três grande obras. O perfil de nossa economia está mudando, e até 2015, um terço do nosso PIB estará representado por esse novo mercado”, comenta o secretário Fernando Bezerra Coelho.
Prefeitos, secretários e representantes de Câmaras de Dirigentes Logistas (CDLs) das cidades de Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Moreno, Sirinhaém, Escada, Rio Formoso, Jaboatão dos Guararapes e Ribeirão estiveram presentes e conferiram as oportunidades geradas desde a terraplenagem, passando pela montagem do canteiro de obras, das tubulações, das subestações, pela automação e instrumentação, caldeiraria, até as edificações “extra-muros” da Refinaria Abreu e Lima, do Estaleiro Atlântico Sul e da PetroquímicaSuape.
“Somente de alimentação, serão demandadas entre 40 a 100 mil refeições por dia. São de R$ 140 a 350 milhões/ano de faturamento bruto. E esse é apenas um segmento de fornecimento.
Temos fardamento, combustível, máquinas, tintas e uma infinidade de oportunidades que precisam ser aproveitadas pelos pernambucanos. Não podemos deixar que tudo isso seja buscado em outros lugares, se já sabemos do que eles precisam”, comentou Fernando Vasconcelos.
“Caberá aos municípios, suas empresas e população, identificar suas vocações e mobilizar indústrias para angariar uma fatia dos investimentos, que chegam a R$ 30 bilhões”, concluiu.
Nos próximos dias, uma agenda de divulgação do Mapeamento será definida, junto com os municípios do entorno de Suape, para apresentação aos empresários de micro e pequenas empresas de cada um deles.
Para o diretor da GTZ, Ingo Melcheres, essa divulgação é de extrema importância. “Acreditamos que esse é o caminho. Uma dinâmica contínua irá dar condições para essas empresas inserirem seus negócios de forma competitiva e de qualidade nessa onda de investimentos”.
Informações da Assessoria de Comunicação.
Fonte: Tendências e Mercado

domingo, 20 de dezembro de 2009

Indústria do Ceará invade a África

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Os industriais cearenses importarão amêndoa africana de caju, cuja safra é de 800 mil toneladas anuais. Para garantir seu mercado de amêndoa de caju na Europa e EUA, Ceará terá fábrica e escritório em Gana


Mexem-se os industriais beneficiadores e exportadores cearenses de castanha de caju. E o fazem na direção da África, onde sobra matéria-prima e falta indústria para agregar valor ao saboroso fruto da anarcadium occidentale, nome cientifico do cajueiro. A indústria do Ceará, que lidera no Brasil o beneficiamento e a exportação da amêndoa, está ameaçada pela do asiático Vietnam, que, em apenas 20 anos, se tornou o maior produtor e o maior exportador mundial de castanha de caju.

Qual é a estratégia? De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria do Caju do Ceará, Antonio Lúcio Carneiro, a ideia é implantar, até o fim do primeiro semestre de 2010, em Acra, capital de Gana, uma planta industrial para processar 30 mil toneladas/ano de amêndoas. Antes disso, será instalado na capital ganesa um escritório comercial que comprará castanha dos países africanos produtores - Gana, Costa do Marfim e Nigéria. Essa castanha será exportada para o Ceará, onde será beneficiada e, em seguida, mandada de volta ao escritório de Acra, que a exportará para os clientes cearenses da Europa e dos Estados Unidos. Essa operação tem o nome de "draw back".

"Ao mesmo tempo em que processaremos 30 mil toneladas anuais de amêndoas em nossa fábrica de Gana, acessaremos um mercado produtor de 800 mil toneladas. A nossa operação em Gana terá, lá mesmo, os mínimos cuidados fitossanitários, garantindo a qualidade da matéria-prima que receberemos e processaremos aqui", faz questão de frisa Lúcio Carneiro.

Os números comparativos são frios e dão a exata medida do que vai acontecer com a cajucultura cearense, se algo não for feito logo. A produção de caju no Ceará, e no Nordeste como um todo, tem crescido a uma taxa média de 4% ao ano, sem embargo da fadiga da floresta de cajueiros, que só se acentua. Enquanto 100% da produção vietnamita de amêndoas de caju - que já passou das 330 mil toneladas anuais - originam-se do cajueiro anão, desenvolvido pioneiramente no Ceará pela Embrapa, 80% do que se produz aqui são colhidos de árvores antigas. Mais: no Vietnam, colhem-se 1.200 quilos de caju por hectare; no Ceará, essa produtividade não passa de 400 toneladas. Por isso, o Vietnam exporta hoje US$ 1 bilhão em amêndoa de caju.

Na opinião de Lúcio Carneiro, deveria repetir-se no Brasil a experiência do Vietnam, que é simples: o Estado vietnamita - de economia centralizada - concede todo o apoio à agricultura e à indústria do caju e o resultado é esse citado em números.

No Brasil, esse apoio é necessário, pois ambos os setores são empregadores intensivos de mão de obra. Um desses apoios seria a concessão de crédito de fácil acesso e de juro muito baixo para que o agricultor brasileiro possa substituir sua plantação antiga pela nova, a ser plantada com mudas de cajueiro anão desenvolvidas mais recentemente pela Embrapa Agricultura Tropical, com sede em Fortaleza. Outra sugestão dos industriais é a redução dos custos previdenciários que hoje pesam sobre as empresas da cadeia produtiva do caju. Carneiro lembra que o ministro Guido Mantega, concedeu incentivos fiscais à indústria moveleira do Rio Grande do Sul, que, tal como a de castanha de caju, exporta e dá emprego a muita gente. O setor pede ainda medidas contra as oscilações do câmbio.


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=708285