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terça-feira, 5 de abril de 2011

Melhora na nota de risco do Brasil

Coutinho diz que governo está atento ao câmbio após melhora na avaliação de risco do Brasil

05/04/2011 - 9h43
Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil


São Paulo – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje (5) que o anúncio de uma melhor avaliação do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch Ratings é “mais um reconhecimento da excelência do país”. Ontem (4), a Fitch Ratings elevou a nota de avaliação do país de BBB- para BBB.
Coutinho disse também que o governo tem ferramentas para manter o nível do câmbio mesmo após a nova avaliação. Com a elevação da nota do país, a expectativa é de entrada de mais dólares no mercado nacional. Isso tende a reduzir a cotação da moeda norte-americana, prejudicando os exportadores brasileiros.
“Já existe [uma enxurrada de dólares entrando no país] e o governo tem instrumentos para mitigá-la”, afirmou ele, durante evento em São Paulo.
Edição: Juliana Andrade


Elevar classificação de risco do Brasil é reconhecimento da consistência da política econômica, diz Tombini

04/04/2011 - 16h45
Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, avaliou que a melhora da classificação brasileira (rating), pela agência de classificação de risco Fitch, anunciada hoje (4), representa “reconhecimento da consistência da política econômica ao longo dos anos e da melhora de seus fundamentos, alcançada por meio das políticas de metas de inflação, câmbio flutuante, acúmulo de reservas internacionais, responsabilidade fiscal e solidez do sistema financeiro”.
Por meio de nota, ele avaliou que “esses bons fundamentos da economia brasileira proporcionam melhores condições para o crescimento sustentável e concorrem para a contínua queda no custo de financiamento do investimento que o país demanda e continuará a demandar nos próximos anos”.
Tombini também destacou que a reclassificação não impede o trabalho para novos avanços. “As boas notícias, contudo, não diminuem a determinação do Banco Central em continuar trabalhando para que os avanços obtidos até agora continuem a ocorrer em um ambiente econômico de estabilidade monetária e solidez financeira”, finalizou.
Edição: Lana Cristina

Melhor classificação de risco da economia brasileira pode atrair mais dólares para o país, diz Mantega

04/04/2011 - 14h06
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil


Brasília – A decisão da agência de classificação de risco Fitch Ratings de melhorar a classificação do Brasil pode elevar a entrada de dólares no Brasil, o que não deixa de ser um problema, na opinião do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, quanto mais sólida a economia brasileira, mas o país tende a atrair investimentos externos e, consequentemente, dólares.
“Mas é melhor ter esse problema de excesso de dólares do que o problema que tínhamos no passado de falta de dólares”, disse Mantega. O ministro não descartou novas medidas para conter o excesso de dólares destinados pelos investidores estrangeiros ao Brasil, devido à solidez econômica do país e às taxas de juros.

“Esse upgrade [elevação de nível] da Fitch para o Risco Brasil, de BBB- para BBB, é o reconhecimento de que a economia brasileira está mais sólida, não apresenta riscos e está sendo bem avaliada, inclusive pelas empresas de rating”, disse. A classificação de risco feita por agências, como a Fitch Ratings, indica que, quanto melhor, mais elevado, é o rating, mais seguro é para o investidor aplicar em determinadas empresas ou país.

Edição: Nádia Franco

sábado, 5 de março de 2011

Mudanças no Câmbio

Governo prepara mudanças no câmbio


05/03/2011 - 10:14 
Agência Estado


Preocupado com a nova rodada de valorização do real, que nesta sexta-feira (04) atingiu o maior valor desde agosto de 2008, o governo prepara novas medidas na área cambial, informou ao Estado uma fonte do Ministério da Fazenda.
O ministro Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, discutiram o assunto nos últimos dias e novas iniciativas já estão praticamente prontas pela área técnica do governo.
Segundo a mesma fonte, há grande chance de ela sair logo depois do Carnaval. “Será uma medida forte”, disse.
Medidas que já foram tomadas
Para enfrentar a valorização da moeda brasileira, o governo já elevou duas vezes o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos estrangeiros em renda fixa (hoje está em 6%), alterou normas de forma a limitar a aposta dos bancos na alta do real, voltou a colocar swaps cambiais reversos (instrumentos equivalentes a compras de dólares no mercado futuro) e também criou o leilão a termo de câmbio, que é uma operação feita em um dia com entrega em data futura.
Entre as medidas possíveis de serem utilizadas para enfrentar a “guerra cambial”, evitar a valorização do real e garantir a competitividade do setor exportador brasileiro está a compra de moeda estrangeira por meio do Fundo Soberano do Brasil (FSB).
O governo tem autorização para operar com o FSB, mas ainda não acionou as compras.
Elevação brusca da alíquota do IOF
Outra possibilidade que já foi mencionada por fontes do governo seria a adoção de medidas de controle cambial, como uma elevação brusca da alíquota do IOF no ingresso de capitais no País até a opção de maior rejeição pelo mercado externo, que é a imposição de uma quarentena para o ingresso de capitais. Existe uma preocupação do governo de deixar claro que ele não pretende criar qualquer dificuldade à saída de capitais estrangeiros.
Nesta sexta (04), o dólar fechou negociado abaixo de R$ 1,65, o mais recente piso informal que vinha sendo defendido de forma bem sucedida pelo governo.
A cotação de fechamento no balcão foi de R$ 1,644, queda de 0,42% sobre a cotação de anteontem. Na semana, a queda acumulada é de 1,14%. Vale lembrar que o Banco Central atuou fortemente nesta semana para conter a escalada do real, usando as três modalidades de intervenção (compras à vista, swaps reversos e leilões no mercado à termo).

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Política Monetária e Política Cambial

São Paulo, quarta-feira, 20 de outubro de 2010 

Real é a moeda mais valorizada desde 2003
Alta foi de 89%, maior taxa entre 20 principais emergentes; valor está 8% acima de 1998, quando o câmbio era fixo

Câmbio real efetivo mede competitividade dos países; México e Coreia se beneficiam de moeda desvalorizada 

ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO 

O valor do real em relação às moedas de seus principais pares comerciais -descontada taxas de inflação- já é hoje 8% superior à média registrada em 1998, último ano de sobrevivência do câmbio fixo quando a evidente apreciação excessiva culminou na maxidesvalorização de janeiro de 1999.
A conta foi feita com base em dados do JPMorgan para o chamado câmbio real efetivo -importante medida de competitividade de um país- que no caso do Brasil atingiu em setembro passado o patamar mais apreciado desde meados de 1990.
O câmbio real efetivo mede o valor de uma moeda em relação àquele de seus principais parceiros comerciais, descontando as variações de inflação registradas pelos mesmos. No caso do Brasil, o índice de inflação utilizado pelo JPMorgan é o IPC (Índice de Precos ao Consumidor), da Fundação Getulio Vargas.
O comportamento do índice brasileiro aponta para sobrevalorização crescente do real e consequente perda de competitividade doméstica.
Entre as moedas de 20 dos principais emergentes, o câmbio real efetivo brasileiro é o que mais se apreciou (88,7%) desde dezembro de 2003, época em que boa parte do efeito da forte depreciação ocorrida em 2002, em meio à eleição de Lula, já havia passado e em que a volatilidade das moedas de países em desenvolvimento estava bem acomodada.
Outra medida muito acompanhada por economistas é a posição do câmbio real efetivo em relação à sua média histórica. Usando essa comparação (e tomando dezembro de 1992 como início da série), o real é a terceira moeda mais valorizada (33%), perdendo para Rússia (41%) e Hungria (38%).
Júlio Callegari, economista do JPMorgan, diz que a principal causa da apreciação do câmbio real efetivo brasileiro é a robusta demanda pelas commodities produzidas pelo país. Isso tem feito com que os preços dos bens exportados pelo Brasil estejam em patamar bem mais elevado que os dos produtos importados.
"Todos os importantes exportadores de commodities estão passando por isso."
Em seguida na lista de causas da apreciação do real, segundo Callegari, vêm as boas perspectivas de crescimento da economia doméstico e os juros elevados praticados no Brasil, que ajudam a atrair capitais de fora.
Ainda que parte da atual sobrevalorização do real reflita causas positivas, seu efeito negativo sobre a competitividade da indústria brasileira provoca preocupação.
Ruben Damião, sócio da Galeão Serviços de Investimentos, aponta que o câmbio real efetivo de México e Coreia está desvalorizado em relação às suas médias históricas: "Isso tem um efeito perverso para o Brasil. O México afeta nossa competitividade na indústria automotiva, e a Coreia, na indústria pesada e de componentes".
Essa dinâmica tem contribuído para um crescente deficit nas transações do Brasil com o exterior, que chegou a 2,32% do PIB (Produto Interno Bruto) em agosto e caminha rumo à média de 4% registrada entre 1998 e 2000. 


sábado, 1 de maio de 2010

Brasil - Política Cambial e Comercial


Tesouro vai acelerar compra de moeda estrangeira

Medida visa acelerar a compra de moeda estrangeira para pagar a dívida externa que vencerá nos próximos 2 anos
Foto: blog dolarhoje
O Tesouro Nacional vai acelerar a compra de moeda estrangeira para pagar a dívida externa que vencerá nos próximos dois anos, confirmou há pouco o secretário do Tesouro, Arno Augustin. Segundo ele, essa ação é necessária para conter a entrada de dólares que se intensificará com o aumento da taxa básica de juros (Selic) decidido ontem (28) pelo Banco Central (BC).
“O ritmo de compra já está definido na política interna do Tesouro Nacional. A pendência, agora, é acelerar essas compras”, disse o secretário. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu ajustar, por unanimidade, a taxa básica de juros de 8,75% para 9,50% ao ano.
Há cerca de um mês, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou de um ano para dois anos o prazo para o Tesouro Nacional comprar moeda estrangeira para pagar a dívida externa. A decisão, na época, foi justificada como ajuste da política cambial.
Augustin também comentou a medida provisória (MP) publicada na última segunda-feira (26), que permite o perdão para os estados que descumpriram metas fiscais no ano passado. De acordo com ele, a decisão foi apenas uma adequação técnica dos acordos de renegociação das dívidas estaduais. “A Lei de Responsabilidade Fiscal é posterior aos acordos da dívida e já previa a possibilidade de perdão em caso de crescimento econômico baixo.”
A MP perdoou os estados que descumpriram metas acertadas na renegociação de dívidas com a União no final dos anos 90. Em caso de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) inferior a 1%, os governadores ficam dispensados de respeitar os limites de superávit primário, de gastos com pessoal e de endividamento.
Na avaliação de Augustin, a medida foi necessária para que os estados não fossem punidos com corte de créditos em futuras linhas de financiamento. “Os estados não poderiam ser punidos pela crise internacional”, disse.
Fonte: Tendências e Mercado, 29 de abril de 2010 - 18:58 - Por Agência Brasil

Banco Central: facilitando negociações com moeda estrangeira

Medidas para consolidar e simplificar as regras para entrada e saída de moeda estrangeira (dólar, euro, iene)
Foto: SXC
Foto: SXC
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciou ontem (24) que o Conselho Monetário Nacional (CMN) adotou medidas para consolidar e simplificar as regras para entrada e saída de moeda estrangeira (dólar, euro, iene) no país. Houve alterações para facilitar o registro de fluxos de investimentos diretos, empréstimos, royalties, transferências de tecnologia e arrendamentos mercantis externos.
O BC transformou em uma única norma todas as regras e procedimentos dispersos em 60 resoluções que serão revogadas. Meirelles afirmou que também serão extintos cerca de 320 outros normativos que, embora estejam em desuso ou desatualizados, ainda fazem parte da legislação cambial em vigor.
Ele disse que, além da maior clareza e agilidade, “espera-se redução de custos nas transações, bem como o provimento de maior segurança jurídica nas operações e a redução de custos administrativos”.
De acordo com Meirelles, a partir de agora fica ampliado de 360 para 750 dias o prazo para liquidação dos contratos celebrados pela Secretaria do Tesouro Nacional. Assim, os prazos das operações do Tesouro se equiparam aos das operações cambiais efetuadas no mercado interbancário.
Fonte: Tendências e Mercado, 25 de março de 2010 - 7:18 - Por Agência Brasil