São Paulo, 25 jan (EFE).- O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje que o Governo não descarta a possibilidade de importar álcool combustível dos Estados Unidos em consequência da alta do preço do etanol no mercado interno.
"Não gostamos da ideia, preferimos adotar soluções internas, mas não está descartada a possibilidade de importar do mercado americano", afirmou Lobão, segundo o serviço oficial de notícias Agência Brasil.
Líder mundial na produção e exportação de etanol combustível e derivado da cana-de-açúcar, o Brasil assistiu nos últimos tempos o aumento do preço por causa da queda da oferta causada pelas chuvas que atingiram as regiões produtoras na última safra.
Com a alta do preço do etanol se tornou mais rentável para os mais de sete milhões de veículos "flex" abastecerem com gasolina.
"Ocorreu realmente uma redução no consumo. É bom que haja temporariamente um consumo menor, já que neste ano a produção foi pequena", comentou o ministro.
Pelo menos 93% da frota de automóveis leves produzidos no país têm essa tecnologia.
No sábado passado, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, anunciou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinará uma linha de crédito de R$ 2,5 bilhões para criar reservas de etanol.
Segundo Stephanes, a medida buscará constituir uma espécie de regulador do mercado que sirva para conter os preços em situações de escassez.
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2010/01/25/brasil-nao-descarta-importar-alcool-dos-estados-unidos.jhtm
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Jorge nega que restrição a importações argentinas seja represália
Brasília, 28 out (EFE)
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, confirmou hoje que o Governo brasileiro decidiu exigir licenças não automáticas sobre alguns produtos importados da Argentina, mas negou que se trate de uma represália por medidas semelhantes adotadas pelo país vizinho.
O ministro, em declarações a jornalistas, confirmou que o Brasil começou a exigir desde a semana passada, nas alfândegas, licenças não automáticas sobre a importação de um grupo de produtos argentinos, que não especificou.
"A expectativa é de que as importações argentinas demorem agora um pouco mais (com as licenças não automáticas)", afirmou o ministro, ao ser perguntado sobre as reivindicações do país vizinho pelos caminhões que estão retidos na fronteira.
Até então, as importações vindas do principal parceiro econômico do Brasil no Mercosul entravam no país como se tivessem licenças automáticas e, por isso, a documentação não era exigida nas alfândegas.
A medida é semelhante a uma que a Argentina impõe há pouco mais de um ano sobre vários produtos brasileiros, dos quais exige uma licença não automática de importação antes de entrar no país.
Jorge não esclareceu se as restrições impostas desde a semana passada são aplicadas sobre o mesmo grupo de produtos e não especificou quais artigos argentinos serão afetados pelo estabelecimento das licenças não automáticas de importação, que o Governo brasileiro demora entre 30 e 60 dias a conceder.
Segundo fontes argentinas, a decisão brasileira afeta produtos como alho, vinho, farinha de trigo, azeitonas, azeites e comida para animais.
A restrição brasileira entrou em vigor sem ter sido anunciada publicamente, o que surpreendeu vários exportadores argentinos e o próprio Governo do país vizinho, que convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Mauro Vieira, para explicar a medida.
"Esse tipo de medida nunca é anunciada previamente", disse Jorge.
O ministro esclareceu que a decisão não viola nenhuma regra da Organização Mundial do Comércio (OMC); afirmou que o Brasil apenas pretende fazer uma análise mais profunda do comércio bilateral e negou que se trate de uma represália.
"Não se trata de represália. Não se pode falar de represália", assegurou o ministro, que, no entanto, disse esperar que o Governo argentino reflita agora sobre suas restrições.
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2009/10/28/jorge-nega-que-restricao-a-importacoes-argentinas-seja-represalia.jhtm
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