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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Governo não vai salvar a Dubai World

Dubai elaborou planos ambiciosos para o setor imobiliário, mas a crise global afetou todos os setores do País


O governo de Dubai não vai garantir a dívida da Dubai World e os credores serão afetados no curto prazo pela reestruturação do conglomerado, disse, ontem, o diretor-geral do departamento de Finanças do emirado. Abdulrahman al-Saleh acrescentou que a reação do mercado ao anúncio, feito semana passada, sobre os problemas de dívida do Dubai World foi exagerada e não é condizente com a realidade.

"Eu acho que os bancos não estão em uma posição em que necessitem mais liquidez extra do banco central", disse ele à TV Dubai. "Os credores precisam tomar parte da responsabilidade pela decisão de emprestar às empresas. Eles acham que o Dubai World é parte do governo, o que não é correto", completou.

Moratória

Os principais países afetados pela recente crise econômica mundial passaram por um novo susto com o anúncio, na semana passada, de que a Dubai World, o braço de investimentos do emirado de Dubai - um dos sete que compõem os EAU -, vai adiar por seis meses o pagamento de suas dívidas.

As dívidas da empresa totalizam US$ 59 bilhões; o adiamento solicitado deixa o pagamento para maio de 2010. O pedido de prazo também se aplica para as dívidas da Nakheel, uma companhia do setor imobiliário e subsidiária da Dubai World.

No últimos anos, Dubai elaborou planos ambiciosos para o setor imobiliário na expectativa de se tornar um polo turístico no Oriente Médio. A crise global, no entanto, afetou todos os setores de Dubai, onde depois de seis anos de rápido crescimento, a economia despencou desde meados de 2008 e o mercado imobiliário nos Emirados foi fortemente atingido, com queda nos preços dos imóveis.

No último domingo, o banco central dos EAU (Emirados Árabes Unidos) ofereceu ajuda emergencial aos bancos, acrescentando que continuará monitorando a situação. Sem mais detalhes, em nota a instituição informa que a autoridade monetária do país dará suporte aos bancos e que o sistema bancário dos EAU está mais sólido e líquido hoje do que há um ano. O FMI disse ter recebido bem a decisão do BC dos EAU.

Reestruturação

A Dubai World anunciou na madrugada de terça-feira (horário local) a reestruturação de algumas de suas companhias, entre elas o gigante imobiliário Nakheel, com a possibilidade de incluir a venda de patrimônio. Segundo o conglomerado, a reestruturação envolverá cerca de US$ 26 bilhões em dívidas, das quais US$ 6 bilhões relacionadas a sukuks (títulos islâmicos) da Nakheel.

Mercado

As Bolsas americanas fecharam com ganhos ontem, influenciadas por bons dados macroeconômicos no país, mas passaram quase todo o pregão próximo da estabilidade devido aos temores ainda remanescentes da moratória da dívida da Dubai World.


Fonte: Diário do Nordeste - Caderno Negócios
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=699457

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dubai pede prazo para pagamento de dívida de US$ 59 bilhões

da BBC Brasil

A empresa de investimentos estatal de Dubai, a Dubai World, pediu nesta quinta-feira aos seus credores um prazo de seis meses para pagar as dívidas relacionadas ao rápido desenvolvimento do emirado.

As dívidas da empresa totalizam U$59 bilhões --uma dívida que a companhia pretende pagar até maio de 2010. O pedido de prazo também se aplica para as dívidas da Nakheel, uma companhia do setor imobiliário e subsidiária da Dubai World.

A empresa ainda indicou o grupo de contabilidade Deloitte LLP para ajudar na reestruturação financeira da Dubai World, fortemente afetada pela crise econômica global.

A crise afetou todos os setores de Dubai, onde depois de seis anos de rápido crescimento, a economia despencou desde meados de 2008 e o mercado imobiliário foi fortemente atingido, com queda nos preços dos imóveis.

Dubai é um dos sete emirados semiautônomos que formam os Emirados Árabes Unidos.

Segundo analistas, o governo está pagando o preço por um modelo econômico exibicionista, centrado no capital estrangeiro e em projetos gigantescos de construção.

Alguns especialistas especulam que o emirado pode ser voltar a Abu Dhabi, que tem uma economia mais conservadora, para pedir ajuda financeira.

O anúncio da Dubai World foi feito na véspera do festival muçulmano Eid al-Adha, que implica no fechamento temporário de diversas empresas e agências do governo até 6 de dezembro.


Fonte: Folha Online - BBC Brasil

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u657749.shtml