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quarta-feira, 16 de junho de 2010

IBGE: queda de 3% no varejo em abril é a maior da série

A queda de 3% nas vendas do comércio varejista em abril ante março, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a maior redução em um mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, em 2000. De acordo com Reinaldo Pereira, técnico da coordenação de comércio e serviços do IBGE, a queda recorde representa uma "acomodação" após três meses de expansão e "não significa uma inflexão" na trajetória de crescimento do setor.

"Os dados na série com ajuste sazonal são muito nervosos, por isso é importante olhar o resultado da média móvel trimestral, que registrou aumento em abril", disse. Segundo Pereira, o varejo deverá ser estimulado, nos próximos meses, pelos mesmos fatores que estão garantindo os aumentos nas vendas do setor ante iguais períodos do ano anterior, como aumento na renda do trabalho, redução do desemprego e oferta de crédito. De acordo com ele, o reajuste de 7,7% para os aposentados, confirmado ontem, também deverá contribuir para a continuidade da expansão nas vendas.

Comércio ampliado

As vendas do comércio varejista ampliado, que incluem as atividades de veículos, motos e materiais de construção, registraram queda de 4,7% em abril ante março, segundo o IBGE. Nesta base de comparação, houve queda em veículos e motos (baixa de 11,7%) e material de construção (recuo de 0,9%). Ante abril do ano passado, as vendas do varejo ampliado aumentaram 12,7%, com alta de 18,9% para veículos e motos e de 19,3% em material de construção.

Supermercados

As vendas da atividade de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, de maior peso na pesquisa mensal de comércio do IBGE, registrou queda de 0,7% em abril ante março. Apenas o segmento de hiper e supermercados registrou uma queda de 7,4%. Pereira afirma que o resultado desse segmento pode ter sido influenciado pelos recentes aumentos nos preços dos alimentos, mas também pode refletir uma acomodação, após os fortes aumentos registrados anteriormente.

Ante abril do ano passado, as vendas de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo aumentaram 5,6%, mostrando uma forte desaceleração ante os resultados de março (15,4%) e fevereiro (11,6%) na mesma base de comparação.

FONTE: Yahoo Notícias

http://br.noticias.yahoo.com/s/16062010/25/economia-ibge-queda-3-no-varejo.html

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vendas do comércio sobem 1,6% em fevereiro, aponta IBGE


As vendas no comércio no país em fevereiro cresceram 1,6%, na comparação com janeiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em janeiro, o desempenho do varejo havia subido 3,0%
Em relação a fevereiro de 2009, houve alta de 12,3%. Já no primeiro bimestre, houve avanço de 11,3% na comparação com igual intervalo no ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, as vendas cresceram 6,9%.
A receita nominal de vendas no comércio teve expansão de 2,2% em fevereiro, na comparação com o mês anterior. Em relação a fevereiro de 2009, a receita do comércio aumentou 15,3%, com destaque para o setor de móveis e eletrodomésticos (21,7%) e artigos farmacêuticos, medicamentos e de perfumaria (20,4%). No bimestre, subiu 13,9%.
As vendas no comércio varejista ampliado --que inclui ainda o desempenho das vendas de veículos e motos, partes e peças e material de construção apenas no varejo-- registraram alta de 2,1% em fevereiro frente a janeiro. Na comparação com fevereiro de 2009 houve alta de 13,6%.
As vendas de veículos e motos, partes e peças subiram 2,5% na comparação com janeiro e 16,0% ante o mesmo mês do ano passado.
Já as vendas de material de construção no varejo registraram alta de 2,8% sobre janeiro e 15,1% sobre fevereiro de 2009.
Na comparação com janeiro, seis das oito atividades pesquisadas registraram crescimento no volume de vendas, com destaque para artigos farmacêuticos, medicamentos e de perfumaria (3,9%), tecidos, vestuário e calçados (3,4%) e hiper, supermercados,produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,0%).
Por outro lado, houve retração nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (-2,2%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-0,8%).
Em relação a fevereiro de 2009, todas as oito áreas avaliadas apresentaram expansão, principalmente os setores de móveis e eletrodomésticos (22,2%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (18,8%).


Fonte: Folha OnLine - Dinheiro