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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Taxa de Juros


BC aumenta a taxa de juros em 0,5 ponto percentual

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada nesta quarta-feira 19 decidiu que a taxa básica de juros da economia, a Selic, subirá 0,5 meio ponto percentual. Os juros sobem de 10,75% para 11,25% anuncia o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em sua primeira reunião à frente do comitê.
A maioria dos analistas já previa o aumento de 0,5 ponto para conter a inflação. Em 2010, a alta de preços medida pelo IPCA chegou a 5,91%, acima do centro da meta prevista para o ano, que foi de 4,5%. Diante da expectativa de taxas mais atrativas para o investidor estrangeiro, o dólar caiu pelo terceiro dia consecutivo, e atingiu 1,673 real.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Política Monetária - Taxa de Juros SELIC

20/10/2010 - 20h18

De forma unânime, BC decide manter juros em 10,75% ao ano

Da Redação, em São Paulo

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira (20) manter a taxa básica de juros (a Selic) em 10,75% ao ano. A decisão foi unânime entre os integrantes do comitê.
Em curto comunicado, o Copom afirmou apenas que tomou a decisão “avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação”.

Com a decisão, já esperada pelo mercado, a taxa fica no mesmo patamar das últimas duas reuniões do Copom (21 de julho e 1º de setembro) e segue sendo a maior desde março do ano passado, quando estava em 11,25%.

"É um comunicado neutro para reforçar mensagens já  passadas. Reforça a tese de que provavelmente os juros vão ficar parados por um bom tempo", comentou Roberto Padovani, estrategista-chefe do WestLB do Brasil, à agência de notícias Reuters.

Ao manter a Selic em 10,75%, o Brasil também continua com os maiores juros reais do mundo. Os juros reais descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses.

Fazendo essa conta, os juros básicos no Brasil ficam em 5,3% ao ano. Em segundo, vem a África do Sul, com taxa real de 2,4%. Em terceiro, está a China, com 2%.

O ranking dos juros reais foi elaborado pelo analista internacional da Apregoa.com – Cruzeiro do Sul, Jason Vieira, com a colaboração do analista de mercado da Weisul Agrícola, Thiago Davino.

A pesquisa de juros reais não inclui todos os países do mundo, mas 40 economias relevantes. O país com menor taxa nesse ranking é a Venezuela, com -8,25%.

JUROS REAIS EM PAÍSES SELECIONADOS(Descontada a inflação)

PaísTaxa
1º - Brasil5,3%
2º - África do Sul2,4%
3º - China2%
38º - Grécia-4,4%
39º - Índia-4,4%
40º - Venezuela-8,2%
  • Fontes: Jason Vieira/Thiago Davino

Segundo o Boletim Focus divulgado na última segunda-feira (18), pesquisa semanal do BC com profissionais do mercado, a previsão é que a taxa de juros não sofrerá alteração até o final deste ano. A próxima reunião do Copom será realizada nos dias 7 e 8 de dezembro.

"Guerra cambial"


A chamada "guerra cambial", que opõe os interesses de países ricos e emergentes com relação ao câmbio, também está diretamente relacionada à Selic.

Ao possuir juros reais elevados, o Brasil se torna atrativo para o investidor estrangeiro. Isso faz com que aumente a entrada de dólar no país e, consequentemente, a queda da cotação da moeda norte-americana ante o real.

Para evitar que o real se valorize demais, o que prejudica as exportações brasileiras, em apenas 14 dias o governo aumentou duas vezes o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre recursos de estrangeiros que investem em renda fixa. A alíquota passou de 2% para 6%.

Impacto na vida das pessoas


A Selic é a taxa básica de juros. Ela é usada como base, por exemplo, para os juros cobrados quando se parcela uma compra ou se pede dinheiro emprestado no banco. Se os juros básicos aumentam, as lojas fazem o mesmo com o crediário.

Os juros também são usados como política monetária pelo governo para conter a inflação. Com juros altos, as prestações ficam mais caras e as pessoas compram menos, o que restringe o aumento dos preços.

No caso de redução dos juros, o receio do governo é que haja muitas compras e as indústrias não consigam produzir o suficiente. Quando isso acontece, há falta de produtos no mercado, e os que existem ficam mais caros -- é a chamada lei da oferta e da procura.

Um aspecto positivo dos juros altos é que eles remuneram melhor as aplicações financeiras. Isso é bom para os investidores brasileiros e também para os estrangeiros que procuram o país. Quando alguém investe em fundos ou títulos públicos, por exemplo, recebe um rendimento mensal maior se os juros estiverem mais altos.

Por outro lado, os juros altos prejudicam as empresas, que ficam mais receosas de tomar empréstimos para investir em expansão. Por isso os empresários reclamam dos juros altos. Nesse cenário, também se torna mais difícil a criação de empregos.

O Copom foi instituído em junho de 1996 para estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juros.

O colegiado que tem direito a voto é formado por oito integrantes: o presidente do BC, Henrique Meirelles, e mais os diretores das seguintes áreas: Política Monetária, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Administração, Liquidações e Controle de Operações do Crédito Rural, Política Econômica e Assuntos Internacionais.

(Com informações da Reuters)

sábado, 4 de setembro de 2010

Política monetária - Taxa de juros

02/09/2010 10:29:10

Copom interrompe trajetória de alta da taxa Selic

Stênio Ribeiro, da Agência Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) definiu há pouco que a taxa básica de juros (Selic) deve permanecer no patamar de 10,75% ao ano, em vigor desde 21 de julho. Com isso, o colegiado finalizou o processo de aperto monetário adotado nas três últimas reuniões, quando elevou a taxa de 8,75% para 9,50%, em abril, depois para 10,25%, em junho, e para 10,75%, em julho.

A decisão do Copom veio em sintonia com as expectativas da maioria dos analistas financeiros, que, há duas semanas, alegam haver condições favoráveis no mercado para o BC encerrar o ciclo de ajustes da Selic. O principal motivo apontado pelo mercado é a inflação ter entrado em declínio nos três últimos meses. Além disso, argumentaram os analistas, não existem sinais de pressão de preços no horizonte, a médio prazo. As projeções de inflação para o final do ano têm caído gradativamente e já se aproximam do centro da meta de 4,5%.
Segundo o boletim Focus, divulgado pelo BC na última segunda-feira (30), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para as correções oficiais, deve encerrar 2010 em 5,07%. Apesar de o crescimento interno continuar sólido, com expansão da renda e do crédito, o comportamento mais ameno da inflação contribuiu para o fim do processo de alta da taxa Selic, de acordo com o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto.
Há, no entanto, quem acompanhe a cena econômica com alguma desconfiança, como a economista-chefe do Banco Fibra, Maristella Ansanelli. Embora admita que todas as sinalizações de mercado apontavam para uma tendência de manutenção do nível atual da Selic, antes mesmo da decisão do Copom, Maristella considera que o ritmo de reajustes de preços dos gêneros alimentícios pode voltar a aumentar já neste mês. A economista acredita que haverá pressão inflacionária, por causa dos reajustes salariais programados para os próximos meses.
(Agência Brasil)

domingo, 2 de maio de 2010

Taxa de Juros Básica e Investimentos Financeiros


Alta da Selic: aumento de investimentos em renda fixa

Aumento da taxa básica de juros deve expandir a procura por investimentos em renda fixa, segundo a Anefac
Foto: Divulgação
O aumento da taxa básica de juros, a Selic, este mês e a expectativa de mais elevação ao longo do ano deve expandir a procura por investimentos em renda fixa, principalmente os fundos pós-fixados (DI), afirmou o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira.
Na reunião realizada na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu elevar a Selic de 8,75% ao ano para 9,50% ao ano. A projeção de analistas do mercado financeiro consultados pelo BC é de que a taxa básica encerre este ano em 11,75% ao ano.
A rentabilidade do fundo DI varia de acordo com a Selic e o rendimento é definido no dia do resgate. “Das aplicações de renda fixa, o [fundo] pós-fixado é o mais atrativo por conta da expectativa de que os juros continuarão a subir”, disse Oliveira. Além dele, há os fundos de renda fixa e os certificados de Depósito Bancário (CDBs), por exemplo. No Portal do Investidor, organizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é possível conferir os tipos de investimentos em renda fixa, entre outros.
O vice-presidente da Anefac ressalta, entretanto, que o cliente deve analisar as possibilidades com cuidado antes de tomar a decisão de fazer um investimento ou migrar da poupança para outra aplicação. No ano passado, com as reduções da Selic, a poupança ficou mais atrativa em relação a outras aplicações de renda fixa por não haver cobrança de taxa de administração e imposto de renda na aplicação popular. De acordo com Oliveira, atualmente, se a taxa de administração cobrada pela instituição financeira for superior a 1,5% não vale a pena sair da poupança, mesmo com a Selic mais alta.
Para ele, apesar da expectativa de alta da taxa básica de juros, deve continuar a haver investimento no setor produtivo da economia. “Com o mercado aquecido e crescimento do emprego e da renda, os bancos vão continuar emprestando e as empresas manterão os investimentos para atender à demanda”, afirmou.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Banco Central mantém juros em 8,75%

Taxa é a mesma há 3 reuniões

Da Redação, em São Paulo
21/10/2009 - 18h45



O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira, por unanimidade, manter a taxa básica de juros (a Selic) em 8,75%. É a terceira reunião seguida em que a taxa fica nesse nível (veja gráfico no fim deste texto).

A taxa atingiu o valor primeiramente em julho. Depois foi mantida no encontro de setembro, e agora na reunião de hoje. O Copom se encontra a cada 45 dias. O atual encontro foi o penúltimo do ano. O próximo, e último de 2009, será nos dias 8 e 9 de dezembro.

Com a decisão, já esperada pela maioria dos analistas, a atual Selic se mantém como a menor taxa desde que ela passou a ser usada como meta da política monetária, em 5 de março de 1999.

Os juros são usados como política monetária pelo governo para conter a inflação. Com juros altos, as prestações ficam mais caras e as pessoas gastam menos, o que restringe o aumento dos preços.

Um aspecto positivo dos juros altos é que eles remuneram melhor as aplicações. Isso é bom para os investidores brasileiros e também para os estrangeiros, que procuram o país.

Por outro lado, os juros altos prejudicam as empresas, que ficam mais cuidadosas para tomar empréstimos e fazer expansões. Por causa disso, o emprego também não cresce tanto. É em razão desse efeito que os empresários reclamam contra os juros altos.

Quem decide os juros
O Copom foi instituído em junho de 1996 para estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juros.

O colegiado é composto pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e os diretores de Política Monetária, Política Econômica, Estudos Especiais, Assuntos Internacionais, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Liquidações e Desestatização, e Administração.

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Fonte: UOL Economia