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domingo, 17 de julho de 2011

Economia cearense em ritmo acelerado

Crescimento da economia cearense supera o do Brasil, com alta de 10% no trimestre em relação ao ano passado
19.05.2011| 01:30



A economia do Brasil voltou a acelerar no mês de março, mesmo depois da aplicação de medidas para tentar esfriar a produção. Indicador divulgado ontem pelo Banco Central (IBC-Br), que representa uma prévia dos cálculos do Produto Interno Bruto (PIB), mostra que o País cresceu 3,97% nos três primeiros meses de 2011, em relação ao mesmo período de 2010.

O crescimento da economia cearense é de mais de 10%, seguindo essa mesma comparação. Em 12 meses encerrados em março, a alta foi de 6,25% no Brasil, enquanto que no Nordeste chegou a 8,03% e no Ceará 9,53%. Esse comportamento da economia nordestina se repete nos últimos anos.


Em março, os indicadores da indústria e do comércio pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam desempenho positivo da economia cearense.

Na comparação de março de 2011 e o mesmo mês em 2010, em volume de vendas, o Ceará foi um dos destaques com 10% de crescimento. Os índices regionais da produção industrial (PIM), ajustados sazonalmente mostraram crescimento em sete dos 14 locais pesquisados frente a fevereiro. Os avanços mais acentuados foram observados na Bahia (7%) e na região Nordeste (6,2%) e o Ceará apresentou taxa positiva de 2%. Além disso, o setor de serviços vem liderando a geração de empregos no Estado com mais de 50 mil postos de trabalho com carteira assinada gerados no ano (até abril).

Para economistas, o resultado mostra que a economia começou o ano mais aquecida do que no fim do ano passado. E que uma desaceleração só começará a ser verificada no segundo trimestre. Desde novembro o governo vem anunciando ações para conter o crédito e reduzir o consumo. Em janeiro, começou a elevar a taxa básica de juros, hoje em 12% ao ano. O objetivo é moderar o crescimento econômico para conter a inflação.

Relatório elaborado por economistas do Banco Fator mostra que o crescimento no trimestre encerrado em março foi ainda mais alto do que o fechado até fevereiro, o que indica aceleração recente.

“O dado do IBC-Br mostra que a atividade voltou a ter crescimento mais forte em março, após ter desacelerado em fevereiro”, diz o relatório.

O economista Aloísio Campello, da Fundação Getulio Vargas, diz que os indicadores de abril revelam que a atividade começa a esfriar, mas não de forma homogênea. “A indústria, que deu um salto no primeiro trimestre, está desacelerando. O economista do banco West LB, Roberto Padovani, disse que pode rever para cima sua previsão para o PIB do primeiro trimestre depois da divulgação de ontem. Para ele, o resultado pode aumentar a tensão entre analistas de mercado e o BC.

“Ou o mercado passará a prever mais inflação ou mais juros”, afirma. A segunda prévia do IGP-M de maio mostrou aceleração ante abril, de 0,55% para 0,66%. O economista do banco Santander, Cristiano Souza, explica que um nível de atividade como o observado pelo indicador do BC “não desacelera a inflação”. (com agências)

NÚMEROS

10,6
POR CENTO
Esse foi o crescimento da economia do Ceará no primeiro trimestre de 2011, comparado com igual período de 2010

4
POR CENTO
É o crescimento aproximado da atividade econômica do Brasil nos três primeiros meses de 2011, em relação ao mesmo período de 2010


FONTE: http://www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2011/05/19/noticiaeconomiajornal,2246052/economia-cearense-em-ritmo-acelerado.shtml

sábado, 4 de setembro de 2010

PIB é recorde no primeiro semestre

O PIB nacional acumulou alta recorde de 8,9% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período do ano passado. No Ceará, o crescimento foi de 8,87%. A expectativa é de que a economia acumule um crescimento de 7% no fim do ano no País

Teresa Fernandes - Da Redação O POVO 04/09/2010 02:00


O primeiro semestre deste ano foi recorde em geração de riquezas no Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) acumulou alta de 8,9% de janeiro a junho na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado foi o mais expressivo entre os semestres da série histórica, iniciada em 1996.

O Ceará acompanhou o resultado expressivo no semestre e chegou a 8,87% de crescimento no PIB na comparação com o ano passado.

Os números foram apresentados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

A expectativa é de que a economia comece a desacelerar no segundo semestre e acumule um crescimento de 7% no fim do ano.

No Ceará, segundo a economista do Ipece, Eloísa Bezerra, o resultado deve ser ainda mais expressivo. “Eu acho fácil ultrapassarmos esse percentual porque o Ceará vem sempre crescendo em média mais que o País”.

Segundo trimestre
O crescimento também foi expressivo no segundo trimestre deste ano (abril a junho). O PIB do País contabilizou um crescimento de 8,8% na relação com o mesmo semestre do ano passado, quando foi registrada uma retração de 1,3%.

O Ceará obteve uma expansão de 8,82% na base de comparação. No mesmo período do ano passado foi apontada elevação de 3,12%. “O crescimento do Ceará é mais expressivo porque a base de comparação já é alta”, destacou a diretora geral do Ipece, Eveline Barbosa. Ela explicou que no segundo trimestre de 2009, o Ceará obteve crescimento enquanto o país registrou retração.

Entre os setores econômicos, o maior destaque foi a indústria. A atividade, que representa 23,6% do PIB, obteve um crescimento de 13,8% no país e de 12,59% no Ceará.

O crescimento foi impulsionado principalmente pela construção civil (expansão de 16,4% no país e de 20,52% no estado). “A atividade está tendo um bom desempenho em todo o País. Isso não é efeito apenas das grandes obras governamentais. Com o aumento do crédito, as pessoas também estão construindo mais. O mercado imobiliário está em franca expansão”, analisou Eveline Barbosa.

Os serviços, responsáveis por 70,2% do PIB, obtiveram um crescimento de 6,85% no Ceará e de 5,6% no Brasil. A agropecuária (que representa 6,2% do resultado) cresceu 11,4% no Brasil e caiu 5,34% no Ceará. (Com agências)

Brasul: Comportamento do PIB - comparação 2009-2010