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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dívida Interna

Pagamento de juros da dívida pública é recorde no ano

29/09/2010 - 15:00 
Agência Estado

Relatório mensal divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Banco Central mostra que as contas públicas amargaram novos recordes negativos. O pagamento de juros em agosto, por exemplo, foi o mais elevado para o mês desde o início da série, em 2001. No mês passado, foram desembolsados R$ 15,698 bilhões para pagamento aos credores da dívida. Também foram recordes os valores desembolsados no acumulado do ano (R$ 123,796 bilhões) e em 12 meses (R$ 184,626 bilhões).
O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, explicou que o pagamento de juros aumentou por uma série de fatores, como a apropriação de juros à dívida pública, elevação da participação de títulos prefixados, o fim da rentabilidade gerada pelos contratos de swap cambial (que geraram receita em 2009) e a inflação.
Ele citou como exemplo o fato de que de janeiro a agosto de 2009 os contratos de swap geraram receita de R$ 3,2 bilhões aos cofres do Tesouro Nacional. Em 2010, não houve ganho financeiro. Outro exemplo é a inflação, que remunera parte relevante dos títulos públicos. De janeiro a agosto de 2009, o IPCA teve alta de 2,97%. Em igual período de 2010, a inflação já está em 3,14%. No IGP-M, a oscilação é ainda maior: de uma deflação de 2,02% para alta de 6,66% entre os dois anos.
Outro recorde foi registrado no déficit nominal do mês passado, que somou R$ 10,476 bilhões, o pior saldo para os meses de agosto desde o início da série histórica. Em oito meses, o rombo soma R$ 76,015 bilhões e atinge R$ 115,804 bilhões no acumulado em 12 meses. Nos dois casos, novos recordes históricos.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Dívida Interna no Brasil


Títulos e juros fazem dívida pública aumentar em fevereiro

Emissões de títulos e o reconhecimento de juros contribuíram para o aumento da dívida pública
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
As emissões de títulos, principalmente papéis prefixados, e o reconhecimento de juros contribuíram para o aumento da dívida pública em fevereiro. Segundo números divulgados há pouco pelo Tesouro Nacional, o estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu para R$ 1,494 trilhão no mês passado, com alta de 2,56% em relação a janeiro.
O aumento só não foi maior porque a Dívida Pública Externa caiu 4,53% no mês passado. Influenciada pela queda de 3,4% do dólar no último mês, a dívida externa encerrou fevereiro em R$ 97,31 bilhões. A dívida mobiliária (em títulos) interna, no entanto, subiu 3,09%, passando de R$ 1,355 trilhão em janeiro para R$ 1,397 trilhão em fevereiro.
De acordo com o Tesouro Nacional, a alta da dívida pública foi provocada pelo fato de o governo federal ter emitido R$ 30,2 bilhões a mais em títulos do que resgatou no mês passado. Além disso, o Tesouro reconheceu o pagamento de juros da dívida no valor de R$ 11,74 bilhões.
Em janeiro, a DPF tinha caído 3,65% por causa do vencimento de títulos prefixados (com os juros definidos no momento da emissão) típico do início de cada trimestre. Neste mês, o Tesouro voltou a emitir esse tipo de papel, no total de R$ 19,7 bilhões, o que provocou a alta da dívida no último mês.
O lançamento de títulos prefixados fez o perfil da dívida melhorar em fevereiro. Segundo o Tesouro, a fatia dos papéis prefixados na dívida mobiliária interna aumentou de 28,23% em janeiro para 29% em fevereiro. A participação dos títulos vinculados à taxa Selic, que define os juros básicos da economia, caiu de 35,48% para 35,21%.
Apesar da melhora na composição, o prazo médio da DPF caiu, passando de 3,72 anos em janeiro para 3,70 anos em fevereiro. O Tesouro Nacional divulga o prazo apenas em anos, não em meses. O órgão informou apenas que os vencimentos da dívida pública para os próximos 12 meses caíram de 25,36% para 24,72% no mesmo período.
Por meio da emissão de títulos, o Tesouro pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar os compromissos. Em troca, o governo compromete-se a devolver o dinheiro com juros, que podem ser vinculados à inflação, ao câmbio, à Selic ou serem prefixados – definidos com antecedência.
Para o Tesouro, a maior participação dos papéis prefixados é vantajosa porque facilita a administração da dívida pública. Prazos mais longos também são preferíveis porque aumenta-se o intervalo em que o governo tem de renovar a dívida.
Fonte: Tendências e Mercado, 24/03/2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Dívida interna

País com dívida pública de R$ 1,5 trilhão

Tesouro prevê negociar em 2010 no mercado cerca 60% de títulos pré-fixados, e de papéis corrigidos por índices de preços


26 Jan 2010 - 10h33min

O total da dívida pública federal em 2009 ficou em R$ 1,497 trilhão, um crescimento de 7,16% em comparação a 2008, segundo informou na manhã desta terça-feira, 26, o Tesouro Nacional. O resultado mostra que o governo cumpriu o plano de financiamento da dívida no ano passado dentro do previsto. A estratégia era fechar o ano com uma dívida entre R$ 1,450 trilhão e R$ 1,60 trilhão.

Para este ano a estratégia do Tesouro Nacional dentro do Plano Anual de Financiamento prevê a negociação de R$ 1,730 trilhão (total da dívida), no máximo, e de R$ 1,6 trilhão, no mínimo. Anualmente o Tesouro divulga o plano como forma de dar transparência à gestão da dívida pública com investidores e a sociedade.

Dentro dessa estratégia, Tesouro prevê negociar em 2010 no mercado cerca 60% de títulos pré-fixados, e de papéis corrigidos por índices de preços (índices de inflação). O percentual de títulos pré-fixados será entre 31% e 37% e o de índice de preços, entre 24% e 28%.

Serão negociados entre 30% a 34% os títulos corrigidos pela taxa básica de juros (Selic). Os papéis corrigidos com base em moeda estrangeira serão negociados na proporção de 5% a 8% e os demais, até 1%. O prazo médio de negociação é entre 3,4 a 3,7 anos.

O prazo médio de vencimento dos títulos negociados neste ano será de 3,7 anos. O percentual a ser negociado de títulos com vencimento em 12 meses é de 24% a 28%.

Desde 2001, o Tesouro divulga o Plano Anual de Financiamento, com o objetivo de elaborar estratégias pautadas em diretrizes bem definidas para o financiamento da dívida pública federal. Ou seja, criar um modelo que inclua fatores de risco, oportunidade e limites no perfil dessa dívida

Às 11h, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, dará entrevista para detalhar o plano.