Mostrando postagens com marcador Conjuntura econômica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conjuntura econômica. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de abril de 2011

Sobre inflação no Brasil


O Brasil está mudando…

Não enfrentamos uma inflação de demanda, mas sim com fortes características de custos. Portanto, aumentar juros não necessariamente reduzirá inflação
A Revista Brasileiros , neste mês de abril, iniciou um ciclo de palestras visando discutir o futuro do desenvolvimento econômico e social brasileiro, com a presença do Ministro da economia Guido Mantega, bem como empresários e acadêmicos (www.seminariosbrasileiros.com.br).
Os eixos principais deste primeiro seminário, estabeleceu-se de forma conjuntural e não estrutural, particularmente inflação brasileira e mundial, valorização do Real e crescimento econômico brasileiro.
No que diz respeito a inflação brasileira, está centrada em alimentos e outras commodities, conforme apresentou o Ministro Mantega; nos últimos 12 meses o preço dessas mercadorias elevaram-se em 40%.
Portanto, nossos produtores preferem exportar, “importando” inflação aos consumidores brasileiros. Neste sentido, não enfrentamos uma inflação de demanda, mas sim, com fortes características de custos, portanto, aumentar juros não necessariamente reduzirá inflação.
Quanto a valorização do real, é relativamente óbvia, há uma abundância de dólares no mercado internacional, atrelado a isso, o Brasil oferece uma taxa de juros real próxima de 6%, por isso, atraí dólares do mercado mundial ao nosso país, valorizando o Real. A nossa balança comercial esta de certa forma equilibrada devido a alta do preço dos alimentos.
Sobre o crescimento econômico, há várias divergências, desde o volume de crescimento até a sua qualidade, como por exemplo, alguns afirmaram que não podemos crescer mais do que 5% e, ao mesmo tempo, o consumo não poder ser sustentador deste crescimento, este cenário está mudando principalmente a partir de 2007.
Em 2010, o país fechou seu ciclo de investimento ao comparar-se com o PIB, na ordem de 21%, entretanto, pouco se debateu sobre o desenvolvimento brasileiro, ou seja, que economia quereremos no futuro? Continuaremos tendo como nossa base de exportação “baixa tecnologia” e “importando” alta tecnologia?
A excelente notícia para o nosso país é que visivelmente estamos em um novo ciclo econômico, basta lembrar as décadas de 80 e 90; discutíamos como combater a inflação. Atualmente estamos debatendo crescimento econômico e sua qualidade. O Brasil está mudando…
Publicado originalmente no blog Além de Economia

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Análise da Conjuntura

05/11/2010 - 15h53

Fed, dólar, resultados: o que esperar da bolsa brasileira em novembro?


SÃO PAULO - Dado o ritmo lento da recuperação econômica dos EUA, com a elevada taxa de desemprego e a ameaça deflacionária, o Federal Reserve resolveu, na reunião da última quarta-feira (3), adotar um novo programa de compra de títulos para tentar dar fôlego à economia norte-americana e impulsionar as expectativas de inflação.
O pacote anunciado pela autoridade monetária soma US$ 600 bilhões - cerca de US$ 75 bilhões mensais até o segundo trimestre de 2011 - para compra de Treasuries de longo prazo, em linha com as expectativas reveladas nas últimas semanas, que já antecipavam uma nova rodada de medidas de flexibilização quantitativa - o já apelidado QE2.
Mesmo antes da decisão do banco central norte-americano se tornar pública, a adoção do programa já era apontada por analistas como o principal evento a ser acompanhado pelos investidores neste fim de ano, devendo ditar os rumos dos mercados nos meses a seguir. "A injeção de recursos na economia americana por parte do Fed tem como consequência imediata a desvalorização do dólar frente às demais moedas", dispara Débora Agonilha, da HSBC Corretora. 
"Os efeitos gerais de uma inflação induzida por medidas governamentais são desconhecidos", alerta, por sua vez, Oswaldo Alcântara Telles Filho, da Banif Securites. Mas, frente ao nó insolúvel da recessão, Ben Bernanke preferiu usar a injeção de dólares - resta saber o que sua decisão acarreta para o Brasil.

Guerra cambial

Em um primeiro momento, a enxurrada de dólares promovida pelo Federal Reserve vai de encontro com o cenário de desvalorização da moeda chinesa. O gigante asiático vem fazendo uso da manipulação cambial para subsidiar suas exportações, conferindo-lhes competitividade artificial, conforme atesta a equipe de análise da Coinvalores. 
A corretora destaca o parecer exposto pelos países da cúpula do G-20, que reconheceram que uma desvalorização coletiva das moedas é um "jogo de perde-perde". "Porém, nenhum país se propôs a tomar medidas concretas para evitar a corrida para desvalorização", destaca a Coin. 
Com isso, a inundação de liquidez vem bater na nossa porta. Para proteger a economia nacional dos efeitos nocivos de uma valorização excessiva do real, o governo já adotou um aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para aplicações estrangeiras em renda fixa e nas margens de garantias dos investimentos no mercado futuro.
"Em relação ao câmbio , há a possibilidade da adoção de mais medidas para conter a valorização do real, que devem ser adotadas após as eleições, sendo que as possibilidades são de mais aumentos de IOF, oferta de swaps cambiais reversos por parte do Banco Central, ou mesmo uma entrada do fundo soberano comprando dólares no mercado", aponta Mônica Araújo, da Ativa Corretora.

Perspectiva

Mantidos os parâmetros, a bolsa paulista deve apresentar viés positivo em novembro, ainda por conta dos fundamentos macroeconômicos do País. A Coinvalores não deixa de chamar atenção para os resultados corporativos, com as empresas com atividades voltadas ao mercado interno, sobretudo aquelas ligadas ao consumo, criando mais valor a seus acionistas.
Contudo, o quadro de desequilíbrio cambial ainda pode balançar os mercados, imprimindo volatilidade na dinâmica dos negócios. "O que mais preocupa neste cenário de alta para o mercado de equity são as novas medidas a serem adotadas para a contenção da apreciação do Real frente ao dólar", avalia a analista da Ativa, que destaca o atraso do Brasil em relação aos outros emergentes em termos de performance.
"Faltam ainda dois meses para o fechamento do ano e, considerando a dinâmica doméstica favorável e uma estabilidade no preço das commodities no cenário internacional, é possível recuperarmos parte do atraso frente a outros mercados", aponta Mônica Araújo, pedindo atenção para o setor em novembro, em especial para a Petrobras (PETR3, PETR4), que, passada a turbulência de sua capitalização, ensaia uma volta às carteiras recomendadas. 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Conjuntura Econômica

14/09/2010 - 10h21

Atacado acelera, varejo sobe e IGP-M avança 0,99%

SÃO PAULO (Reuters) - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acelerou fortemente, pressionada por um avanço dos custos no atacado, em razão do reajuste do minério de ferro e de uma pressão dos preços agrícolas, e pela reversão da queda no varejo.



O indicador subiu 0,99 por cento na primeira prévia de setembro, contra alta de 0,42 por cento em igual período de agosto, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

Analistas consultados pela Reuters previam 0,72 por cento, segundo a mediana de 10 respostas que ficaram entre 0,25 e 0,92 por cento.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) aumentou 1,44 por cento na primeira leitura de setembro, ante 0,75 por cento na primeira de agosto.

O IPA agrícola saltou 2,28 por cento nesta leitura, contra queda de 0,53 por cento na anterior, enquanto o IPA industrial teve alta de 1,17 por cento, similar ao avanço de 1,16 por cento antes.

As maiores altas individuais de preços no atacado foram minério de ferro --de 4,98 por cento nesta leitura ante 16,92 por cento na anterior--, algodão em caroço, milho em grão, carne bovina e óleo de soja refinado.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,16 por cento na primeira prévia deste mês, contra queda de 0,40 por cento na primeira de agosto.

Os custos do grupo Alimentação tiveram oscilação positiva de 0,01 por cento agora, contra baixa anterior de 1,58 por cento. Vestuário também passou para alta, de 0,33 por cento, após recuo anterior de 1,31 por cento.

As principais elevações individuais de preços no varejo foram de refeição em restaurante, banana prata, pão francês, tomate e plano e seguro saúde.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,08 por cento na primeira prévia de setembro, comparado à elevação anterior de 0,27 por cento.

No ano, o IGP-M acumula alta de 7,72 por cento e nos últimos 12 meses, de 7,60 por cento.
O IGP-M da primeira prévia de setembro mediu os preços de 21 a 31 de agosto.

(Reportagem de Vanessa Stelzer)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Conjuntura econômica



Taxa de desemprego recua para 7,3% em abril

    Juliana Cardoso | Valor
    27/05/2010 09:19

SÃO PAULO - A taxa de desemprego caiu para 7,3% em abril, após situar-se em 7,6% um mês antes, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A leitura também foi inferior àquela obtida em abril de 2009, quando o nível de desocupação estava em 8,9%.
A marca de 7,3% significou a menor taxa para um mês de abril desde o início da nova série da pesquisa de emprego do organismo, em 2002.
Nas seis regiões metropolitanas avaliadas pelo IBGE, Salvador registrou nível de desemprego de dois dígitos (11,2%). Em Recife, a taxa correspondeu a 9,1%, Em São Paulo, se situou em 7,7%. Na casa de 5%, apareceram Rio de Janeiro (5,9%), Belo Horizonte (5,8%) e Porto Alegre (5,4%).
O contingente de desempregados ficou em 1,710 milhão em abril, com pouca variação em relação a março (1,788 milhão de pessoas) e inferior aos 2,046 milhões de pessoas nessa condição no quarto mês de 2009.
Quanto à população ocupada, de 21,820 milhões de pessoas em abril, na média das seis regiões metropolitanas investigadas, houve crescimento ante março (21,748 milhões) e ante abril de 2009 (20,913 milhões).
(Juliana Cardoso | Valor)


IBGE: Trabalho formal bate recorde em abril

Juliana Ennes | Valor
27/05/2010 12:05
RIO - O número de trabalhadores com carteira assinada bateu recorde em toda a série histórica registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em março de 2002. O número chegou a 51,1% do total de trabalhadores empregados e, incluindo-se os funcionários públicos, alcançou 59,8% do total. 
"Há sinais, na pesquisa, de mudança na estrutura do mercado de trabalho voltado para a terceirização. Quando há tendência de terceirizar, há tendência de aumento da formalização, porque uma empresa só é contratada se estiver legalizada. Mas isso só acontece quando a situação econômica é favorável", disse o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, Cimar Azeredo.
O maior crescimento nas contratações foi registrado pelo setor de construção, que avançou 10,6% em abril, ante igual mês do ano anterior. A indústria teve avanço de 4,8%, e o comércio, de 0,6%. Os serviços prestados a empresas, incluindo-se a intermediação financeira, cresceu 6,4% em relação ao ano passado e representou 15,5% da população ocupada. 
A maior parte das vagas criadas no país foi em São Paulo, com impulso da indústria. Das 907 mil vagas, 335 mil foram em São Paulo. "É notícia boa, porque é a região onde está localizada a indústria. A indústria foi a área que mais demitiu durante a crise. Seu crescimento mostra que o mercado de trabalho vem em recuperação favorável", disse Azeredo
O rendimento médio real dos trabalhadores cresceu 2,3% em abril, contra um ano antes, para R$ 1.424,10. "É uma situação favorável, positiva, porque existe processo de contratação e isso estimula a busca por trabalho", disse Azeredo.

(Juliana Ennes | Valor)